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Oi

sábado, 9 de agosto de 2014

De Olhos Bem Fechados -- Cap 13

JUNTOS...
A boca de Isabella estava colada a boca de Edward, ambos se movendo em perfeita sincronia, as mãos da menina estavam nos cabelos dele, Edward estava com uma mão nos cabelos dela e outra presa na cintura. O beijo era cheio de desejo, era impossível não notar o afã entre o casal... Edward mantinha o corpo de Isabella contra a parede, próxima a porta que ligava a cozinha a sala.

Minutos antes...
Isabella olhava para Edward tentando entender o que ele falava, a boca dela estava seca, ambos estavam com os olhos presos um no outro.
-- Você pode me dizer a sua resposta? - Ele perguntou.
-- Edward, você sabe que eu não sou como as mulheres que você está acostumado em ter em sua cama... - Ela sussurrou.
-- Isabella, eu sei como você é! - Ele retrucou — Você é o tipo de mulher que enfiaria a mão em minha cara, se eu tentasse forçar a barra com você.
A menina sorriu levemente, ele tinha razão, quantas vezes ela pensou em socá-lo, só por ele ter se aproximando ou feito algum comentário adverso.
-- Eu não vou transar com você! - Ela disse mordendo os lábios.
-- Não! – Edward retrucou — Você não vai transar comigo! - Ele sorriu levemente — Vamos fazer amor, é bem diferente!
A boca de Isabella se abriu em “O” e ela pensou em dizer algo, mas logo a fechou... Ela sabia que havia diferença entre fazer sexo e fazer amor, contudo não saberia descrever qual exatamente porque nunca fizera...
-- Edward, você tem ideia do que está sugerindo?
-- Eu estou dizendo que quero tentar algo sério com você! - Ele afirmou — Se vai dar certo ou não, eu já não sei, mas eu penso em você o tempo todo... Eu ligo para você e fico feliz quando escuto a sua voz. Entende isso? Eu me pego pensando em você, Isabella, bem no meio do trabalho. Sabe, é deveras frustrante estar perto de você e não poder te tocar ou te beijar...
A menina suspirou bem alto, passou as mãos pelo rosto, tirando qualquer resquício de suor que pudesse ter ali.
-- Eu não vou dormir com você! - Ela reafirmou — Eu não vou fazer isso, enquanto não tiver plena certeza de que seria isso mesmo o que eu deseje Edward. - Ela olhou para ele e suspirou — Eu sou mais jovem do que você... Você não tem o porquê de passar por isso, quer dizer, você não está mais no tempo de seu colegial, para ter que apenas conversar com a sua namorada, você deseja dormir com ela, porque não consegue mais controlar o seu tesão... Eu, eu... - Ela gaguejou.
-- Eu sei bem disso, Isabella! - Ele disse a interrompendo — Você tem razão! Mas eu sei bem onde estou me metendo... - Ele olhou para ela — Eu sei bem que você é virgem e acredite me sentiria honrado em ser o primeiro... Eu posso muito bem lidar com isso. Sobrevivi até agora, por que não um pouco mais?
-- Por quê? - Ela meio que repetiu entre gaguejos – E se levar um ano para que eu possa me sentir segura com você? Você é homem viril, Edward... Você vai sentir falta disso uma hora ou outra e eu posso não estar pronta...
-- Isabella cale a boca! - Ele gritou e ela pulou levemente no lugar — A minha pergunta foi apenas uma, você quer ou não ser a minha namorada? Vai ou não me dar uma chance?
-- Mas...
-- Mas nada! - Ele voltou a falar — É simples, você só teria que dizer sim, eu quero, ou apenas, sim, ou não, eu não quero.
-- Eu... ...eu! - Ela olhou para ele em meio tartamudeio — Você só pode estar maluco! - Ela disse passando as mãos pelos cabelos e caminhando até ele — Mas se você vier descontar encima de mim depois, eu te jogo escada abaixo. - Edward seu sorriso
-- Parece justo! - Ele comentou e então a puxou para um beijo sôfrego.
Momento atual.
As mãos de Isabella escorregavam pelo pescoço de Edward, enquanto ele afundava a língua dentro da boca dela. Isabella era virgem, mas ela tinha um beijo delicioso e sabia bem o que fazia com os lábios. Edward a segurou pelas pernas, levantando-a e por instinto, ela passou as pernas em volta da cintura dele. Ele caminhou em direção ao sofá e se sentou com ela em seu colo.

Isabella percebeu o seu corpo sendo colocado sobre o sofá e sentiu quando corpo de Edward ficou por cima do dela. A boca dele ainda estava nela, o beijo só ficou mais urgente, mais cheio de desejo... As mãos da menina ainda estavam agarradas aos cabelos do ruivo e as mãos de Edward escorregavam por entre as pernas da morena, subindo pelas coxas e apertando de leve a bunda da garota. Um gemido escapou da boca de Bella e ela levantou a cabeça, fazendo assim, com que a boca de Edward escorregasse para o pescoço dela.
-- Edward! - Ela disse quando sentiu o primeiro beijo em seu pescoço, um beijo leve e suave, mas que fez com que todo o corpo dela tremesse em antecipação. — Por favor! - Ela gemeu, tentando conter a vontade que começava a queimar dentro dela. — Vamos com calma!
- A boca dele ainda estava no pescoço da menina, quando ele suspirou e se afastou, se sentando no sofá e passando as mãos pelos cabelos que estavam ainda mais bagunçados.
-- Ok! - Ele disse e voltou a fitá-la — Isso tudo, que dizer que você e eu..
-- Sim... - Ela disse o interrompendo — Vamos tentar, mas vamos com calma. Tudo bem?
Ela tinha a face corada, não pelas palavras trocadas, mas sim pela intensidade do beijo que partilharam. Ele sorriu lindamente, um sorriso torto que fez com que a calcinha dela molhasse feito a de uma mulher depravada.
-- Acho que já está tarde! - Ele comenta — Eu vejo você amanhã!
-- Você vem aqui? - Ela perguntou confusa.
-- Também! - Ele disse já de pé — Mas, também irei buscar você amanhã, na saída de seu trabalho.
-- Não precisa! - Ela disse rapidamente, não seria nada fácil explicar o seu envolvimento com ele. — Eu posso vir para casa sozinha, Edward!
-- Eu sei! - Ele disse se curvando para frente e beijando-a nos lábios levemente - Mas eu quero e irei te buscar!
Isabella olhou chocada para ele, que lhe retribuiu com um sorriso safado e travesso. E então, ele caminhou em direção à porta, ela não disse mais nada, apenas ficou observando-o, enquanto ele partia, deixando-a confusa e molhada no sofá.
.....................
Isabella chegou cedo naquela manhã ao trabalho, Rachel chegou pouco depois dela. A jovem olhou para a morena sorrindo levemente, mas nada que pudesse ser comparado a algo singelo e amistoso. Poucas horas mais tarde, James passou pelo corredor parando ao lado da mesa de Isabella.
-- Bom vê-la! - Ele disse — Eu espero que esteja melhor Srta. Swan!
-- Estou sim! - Ela disse corando um pouco.
-- Que bom! - Ele respondeu — Venha a minha sala e traga o relatório que lhe entreguei no início dessa semana.
-- Claro, Sr. Bloom!
-- James, Srta. Swan, apenas James!
-- Como desejar! - Ela anuiu corando um pouco mais.
.................................
O sorriso do menino Cullen, como Sue se referia a ele, estava enorme naquela manhã, ele estava feliz como há muito ela não via. Ela não sabia dizer o que tinha acontecido, mas esperava fortemente que a razão não fosse à ex-esposa dele, novamente.
-- Olá! - Emmett disse entrando na sala dele — Sue disse que você chegou hoje, todo felizinho.
-- Ela disse? - Edward nem havia notado que a sua secretaria tinha lhe visto naquela manhã.
-- Sim, disse! - Emmett anuiu — Então o que aconteceu?
-- Nada!
-- Como nada, Edward? - Ememtt interpela — Basta olhar para você para notar que não é simplesmente “nada”!
-- Ela aceitou! - Edward confessa - Você tinha razão... Eu nunca saberia se não tentasse! - Ele diz e Emmett enruga a testa, sem entender bulhufas — Isabella! Ela aceitou que devemos tentar...
-- Então, vocês estão juntos? - Emmett pergunta.
-- Bem, tecnicamente estamos tentando. - Edward disse.
-- Ou seja, namorado! - Emmett completou.
-- É, acho que seja isso!
-- Parabéns! - Emmett o congratulou — Porém, ela não a era babá de sua filha?
-- Tutora! - Edward corrige — Sim, ela era.
-- Ela não o quê? Uns 21 ou 22 anos?
-- Aonde você quer chegar Emmett? - Edward perguntou já irritado.
-- Bem, você é conhecido pela sua fama! - Emmett comenta — Ela é jovem demais... Não que você seja um velho, até porque você só tem trinta e poucos anos e uma filha de cinco anos... Mas já dormiu com a metade da cidade do sexo feminino e tem uma péssima reputação entre as mulheres... — Emmett colocou cada ponto com realismo — Já se perguntou como ela vai lidar com tudo isso?
Edward ficou calado por alguns minutos, Emmett tinha razão, ele tinha uma fama que não era lá muito boa. Ele inclusive tinha certo cuidado para não namorar mulheres jovens demais. Elas eram românticas e sempre esperavam amor em troca, enquanto ele, sempre buscava apenas sexo.
-- Estamos tentando! - Edward disse depois de muito pensa — Ainda não sei como nós iremos lidar com tudo, eu não namoro há anos Emmett... Desde o fim de meu casamento com Vic e isso já tem vários anos. Nós tivemos idas e vindas, e ainda temos Angel que sempre nos manterá ligado.
-- Entendo! - Emmett disse dando um sorriso de apoio para o amigo — Você acha que deveria levá-la para a festa desse sábado! - Edward olhou para Emmett sem entender — A Festa Beneficente que Denalli faz todos os anos para arrecadar dinheiro para as Instituições carentes. Causas nobres...
-- Acha que eu deveria leva-la? – Ele meio que perguntou de volta ao amigo — É tudo tão recente!
-- Edward, a sua namorada deve saber de cara quem você é! - Emmett o adverte — E nada melhor do que levá-la nessa festa, a final, quanto mais cedo ela aceitar quem você é, mais fácil ficaria o entendimento entre vocês!
Edward odiava ter que concordar com Emmett, ainda mais naquele caso, mas o amigo tinha razão. Ele não era um cara comum, alguém que Isabella já estivesse acostumada em ter ao seu lado... Ele era Edward Cullen, um cara rico e conhecido por seu império, era mais fácil que ela aceitasse isso primeiro, pois o resto viria com o tempo e a convivência.
-- É sábado, a festa? – Edward perguntou.
-- Sim! - Emmett fica de pé — Eu vou com Rose e esperarei por você lá, com ou sem Isabella. Não importa o que decida, acho bom você ir.
Emmett saiu deixando Edward sozinho, por um lado, Emmett estava feliz por seu chefe e amigo está seguindo em frente, mas por outro lado, ele sabia que isso não seria fácil. Emmett sempre se perguntou como seria quando Edward resolvesse seguir em frente depois de tudo. Agora ele se perguntava como aquela pobre garota iria lidar com a confusão que era a vida de Edward.
Edward não era um cara comum, ele era rico, conhecido e tinha a pior fama de cafajeste possível. Amou apenas uma mulher até hoje e ele nunca escondeu isso de ninguém. Victoria foi o seu grande amor e ele sempre deixou bem claro isso.
Durante cinco anos, eles ficaram entre idas e vindas e nunca se entenderam. Victoria gostava de luxo e poder, Edward conseguiu tudo isso para poder tê-la de volta. O menino simples e humilde ganhou prestígio e poder, apenas para ter uma mulher que não valia nada, de volta ao seu lado. Porém nada mudou, nem mesmo Victoria, pois ela nunca voltou definitivamente para ele, sempre era por um curto período, nunca o tempo suficiente para Edward saber que ele um dia a teve em seus braços. Ela sempre buscava mais e mais. A última conquista da ex-mulher foi Aro Volturi, e como vingança, Edward fudeu literalmente a filha de Aro, Jane Volturi. Uma vingança pessoal e prazerosa, depois a descartou como fazia com todas, foi apenas uma noite, nada mais do que isso. Foram poucas as mulheres que já estiveram mais de duas noites na cama do ruivo, e isso seria um recorde.
Mas Emmett tinha esperanças, ele nunca viu Edward perder a cabeça por alguma mulher que não fosse Victoria. Já com aquela jovem estava sendo diferente, ela deixava Edward sem chão e totalmente sem rumo, o problema era que Emmett sabia que não seria fácil, porque assim que Victoria descobrisse aquilo tudo, ela não pouparia esforços para acabar com a alegria do ex-marido, porque ela era assim e sempre seria má...
.......................................
Isabella tinha trabalhado bastante naquela manhã. James estava matando-a a chicote, por assim dizer. A jovem passou a manhã inteira revisando arquivos e arrumando documentos, que possivelmente seriam usados naquele dia. James estava de mau humor, ele havia discutido com alguém por telefone e estava descontando tudo em Isabella. Era quase seis horas, quando o celular dela vibrou, dando um sinal de SMS. Ela sorriu quando viu o nome de Edward lá, ela estava feliz e nem mesmo o mau humor do chefe, iria estragar a sua alegria.
De: Edward Cullen
Para: Isabella Swan
Que horas posso ir buscar você?
Ela digitou rapidamente uma mensagem com os dedos trêmulos. Bella nunca tinha se sentindo assim, nem mesmo na época em que namorava Mike.
De: Isabella Swan
Para: Edward Cullen
Sairei às seis horas, que dizer, eu estou saindo nesse momento!
Isabella guardou as suas coisas dentro de sua bolsa e sorriu para Rachel, que por sua vez, ignorou-a completamente, enquanto ela própria arrumava as suas coisas também. Ambas seguiram juntas para a saída. Isabella parou bruscamente quando reconheceu o carro de Edward parado logo ali, na frente da empresa que trabalhava. Rachel olhou curiosa para a morena que estava pálida. Bella tentava entender o porquê de Paul, o motorista de Edward, está a esperando. Ele abriu a porta para a morena, ela caminhou em direção ao carro, sabendo que Rachel estava a observando, então, quando estava perto ele entrou no carro rapidamente. Rachel não conseguiu ver quem estaria dentro do carro preto, blindado e com vidros escuros protegendo a identidade do dono do veículo.
-- Oi linda! - Ele disse sorrindo.
-- Oi! - Ela disse com a voz tímida e corando.
-- Paul! - Edward ordenou quando o motorista entrou no carro — Nos leve para a casa da Srta. Swan!
-- Claro! - Foi tudo que ele disse, depois da ordem dada.
Isabella estava se sentindo estranha, não estava acostumada a tantas regalias, ainda mais de um namorado. Mike sempre pensava nele próprio, em primeiro lugar, já Edward, ele estava virando o mundo da morena de cabeça para baixo.
Edward apenas segurou a mão da namorada durante todo o caminho. Ele deu leves beijinhos nas costas das mãos dela.
-- Como foi o seu dia? - Ele perguntou quando o carro parou em frente a um sinal de trânsito.
-- Chato!
-- Acredito que sim! - Edward disse e Isabella enrugou a testa sem entender — Afinal, eu não estava com você!
-- Você se acha Senhor Cullen! - Ela retrucou, mas sorriu.
O carro voltou a andar apenas mais uma quadra e parou novamente, mas já em frente ao apartamento da moça. Edward ajudou Bella a sair do automóvel, sempre segurando nas mãos dela. Eles fizeram todo o caminho até a morada da moça em silêncio, ao chegarem, ela abriu a porta de seu apartamento e se virou para olhar para ele, que ainda estava parado em frente à porta.
-- Você não precisava fazer isso! - Isabella disse corando — Eu poderia ter vindo para casa sozinha!
-- Terminou? - Ele perguntou e Isabella corou ainda mais — Que bom!
Edward a segurou, puxando-a para si e tomando a boca dela em beijo urgente. Ele chutou a porta com um pé, a fechando, e então, girou o corpo de Isabella contra a porta, prendendo-a ali, entre os seus braços. As mãos da menina foram para os cabelos dele e as mãos dele passeavam pelo corpo dela, ganhando vida e deixando as coisas ainda mais quentes...


CONTÍNUA...

sábado, 2 de agosto de 2014

O Casamento -- Para Todo O Sempre -- Cap 22


" A Maior Crueldade, é falsa esperança " -- American  Horror Story -- Asylum

Nem tudo está seguro...
Bella levantou cedo naquela sexta-feira, ela estava começando o dia já bem complicado. Nessie não dormiu por boa parte da noite, os dentes da menina começavam a nascer e isso estava deixando à pequena deveras incomodada. Ela teve um pouco de febre, nada ao ponto de levar a criança ao hospital, isso porque Isabella manteve o pé no chão, porque se fosse pelo marido, a menina teria ido ao médico em caráter de urgência. Tony não queria sair da cama para ir a Escola, outro fato que deixou a morena mais nervosa ainda.
-- Edward! — Ela gritou — Tony se recusa a sair da cama!
O marido estava se vestindo quando entrou no quarto do menino, ele usava uma calça preta social, ainda estava descalço, com uma camisa branca aberta e cabelos úmidos.
-- Tony! — Edward disse em seu tom mais autoritário — A sua mãe está mandando você sair da cama. Por que ainda está aí?
-- Eu não quero ir para Escola! — O menino gemeu pesaroso debaixo do coberto.
-- Tony, nós já falamos sobre isso! — Isabella reforça.
-- Mas eu não quero! — Ele gritou — Eu não gosto daquela Escola, eu não quero mais ir para aquela Escola!
-- Anthony! — Edward disse circunspecto e frio — Entre naquele chuveiro agora, e não volte a gritar com a sua mãe.
-- Mas pai...
-- Mas nada Tony! — Edward encerrou a discussão olhando firme para menino, até mesmo Isabella ficava com medo daquele olhar — Para o banho, agora!
O menino fez o mesmo becinho que sempre fazia quando era contrariado, e saiu da cama vestido em seu pijama vermelho de ursinho,
-- O quê? — Edward disse quando notou que a mulher olhava para ele com as mãos na cintura — Você me chamou aqui, agora não reclame! — Ele disse se virando — Tony, nós estaremos esperando por você lá embaixo, não demore!
Edward saiu do quarto e Isabella seguiu logo atrás dele, a esposa não falou nada, para não tirar a autoridade do pai, mas ela odiava quando ele falava daquela forma com o filho, todavia o que ela poderia fazer? Ela jamais teve coragem de ser tão severa assim com o menino.
Depois de algum tempo, Tony se juntou a eles à mesa do café. Os cabelos da criança ainda estavam bagunçados, mas aquele era o chame dos homens daquela família, Isabella bem sabia. Ela sorriu para o menino, e ele, por sua vez, sorriu de volta. Todos degustavam o café da manhã tranquilamente, Edward lendo o jornal, Isabella cuidando de Nessie e Tony, fazendo com que eles comessem, apropriadamente, antes dela sair de casa.
-- Tony, nós conversaremos depois sobre a Escola, ok? — Isabella prometeu a ele ao colocar a bolsa nas costas do menino — Eu prometo que vou cuidar disso, meu amor!
-- Vocês dois, vamos? — Edward ao apressou — Já estamos atrasados!
-- Já sei querido! — Isabella disse piscando para o menino — Eu te amo! — Ela sussurrou para o filho que correu para o carro — Rosa, por favor, se a febre de Nessie aumentar, me ligue na mesma hora, o número do médico está anotado na agenda, por favor, me ligue!
-- Claro! — Ela disse sorrindo com criança em seu colo — Ela está bem, pode ir tranqüila!
-- Obrigada, Rosa!
.....................
Ambos chegaram à empresa correndo. Edward estava atrasado para uma reunião importante e Isabella tinha que conversar com Jasper sobre algumas decisões que deveriam ser tomadas no que concernia as duas campanhas que estavam organizando juntos.
-- Atrasado! — Carlisle disse.
-- O seu neto! — Edward justificou se juntando aos demais na sala de reuniões — Ele resolve fazer charme para não ir a Escola hoje pela manhã, já Nessie esteve com febre à noite inteira. Resumido o meu dia começou mal.
--- Deveria ter deixando a sua mulher cuidar disso! — Lana disse dando um sorriso malicioso — Os homens não nasceram para cuidar de crianças, baby!
-- Não se meta! — Edward disse curto e grosso — A conversa não é com você!
-- Pelo visto... — Lana retrucou — ...o seu humor está terrível!
-- O meu humor para com você é sempre assim, minha querida Lana! — Ele disse com sarcasmos — Olhar para você me deixa enjoado.
-- Oras seu...
-- Já chega! — Carlisle os interrompeu — Ninguém aqui tem nada a ver com isso! Edward seja mais pontual, por favor! — Carlisle era o chefe e tinha que manter a ordem — E você, cara Srta. Rock’s se mantenha em seu lugar, por favor.
-- Claro! — Os dois falaram juntos.
-- Agora que já estamos entendidos... — Carlisle articulou — Vamos começar essa reunião que já está passando, e muito, da hora.
..............
Jasper e Isabella passaram a manhã toda finalizando uma das campanhas. Era um projeto para um marca famosa de cerveja, não foi difícil planejar algo coerente e chamativo, sem apelação, as idéias surgiram perfeitamente, se encaixando as exigências do cliente, eles conseguiam trabalhar muito bem juntos.
-- Como estão as coisas entre você e Alice? — Isabella perguntou como quem não quisesse nada, o que de fato, não era bem a verdade.
-- Eu saí de casa! — Ele confessou — Estamos nos separando!
-- Lamento! — Ela disse, mais por Jasper do que pela jovem — Mas vocês ainda podem tentar uma reconciliação, não é?
-- Com ela?! — Jasper disse rindo — Difícil Isabella! — Ele olhou para a morena e deu um sorriso fraco.
-- O que aconteceu, de verdade? — Ela perguntou — Vocês pareciam tão apaixonados.
-- Ela não me ama! — Ele disse encarando a morena — Ela tentou, do jeito dela, mas não conseguiu... Depois de algum tempo, as coisas ficaram fora de controle, então ela não conseguia mais fingir que me amava. O tempo todo, ela amava outro cara...
Isabella olhou para o loiro, que votou a sua atenção para os papéis em suas mãos, e ficou em silêncio.
-- Ela ama Edward, não é? — Bella sussurrou — Foi por isso que ela me atacou naquele dia... Daquele jeito ofensivo... er, com tantas palavras grosseiras. Não foi?
Jasper ficou calado por um bom tempo, os olhos do rapaz ainda se mantinham focados nos documentos, mas as mãos dele demonstravam o quando ele estava ciente que ela estava ali...
-- Eu acho que sim! — Ele bradou baixinho — Bella, eu não sei...
-- Mas você desconfia! — Ela acusa — Não se preocupe, não acho que ele a veja do mesmo jeito.
-- Ele ama você! — Jasper afirmou — Nunca vi o meu primo assim, ele está feliz, ele ama muito você e daria a própria vida por você.
-- Eu sei disso! — Ela assentiu — Eu vou indo! — Ela o comunicou ficando de pé — Eu vou almoçar com o meu pai,
-- Eu também vou sair hoje, mas para um jantar! — Ele disse ficando de pé — Eu vou jantar com Rose, ela quer conversar comigo sobre algo, não faço idéia do que seja, pois ela anda meio estranha esses dias...
Isabella deu um sorriso amarelo, ela sabia bem o que loira iria falar, ou pelo menos, ela imaginava que sabia...
..........................
Isabella sorriu quando avistou o pai, eles se abraçaram e se sentaram. Conversaram um pouco e logo fizeram os pedidos. Ele estava bem melhor a cada dia. Isabella podia notar isso. Ele estava voltando a viver sem Renée ao seu entorno, a mulher que acabou com a vida dele, aquela que nunca aceitou a condição financeira do marido, que parecia odiar no marido... Mas ainda assim, ele sobreviveu e estava se erguendo aos poucos.
-- Sabe que pode ficar em minha casa, não é? — Isabella lhe disse.
-- Eu não quero incomodar, querida! — Ele anuiu sorrindo — Eu me sentiria um verdadeiro aproveitador...
-- Como assim? — Isabella indagou.
Depois de passar a casa que ela havia comprado para o nome de seu pai, Isabella deu de tudo para ele. O homem que lhe deu a vida e foi único que a amou, o velho homem aposentado que lhe deu carinho e a chamou de filha para sempre, ele nunca deixou de apoiá-la.
-- Olhe, eu quero reformar parte da casa! — Ele disse — Eu tenho dinheiro para isso!
-- Que bom pai! - Ela concordou sorrindo — Mas sabe que eu posso lhe ajuda, não é?
-- Bells, você está retomando a sua livraria! — Ele ponderou - Já é um grande gasto, então deixe que da reforma da casa cuide eu!
-- Então, fique em minha casa, enquanto reforma a sua! — Ela pediu — Pai, lá vai ficar repleto de poeira e essas coisas... Isso, em nada, faria bem a sua saúde.
-- E sobre isso que quero falar! — Ele disse e sorriu para jovem.
-- Sobre?
-- Eu vou sair de férias enquanto isso! — Ele confidenciou — Sabe, vou fazer um Cruzeiro, conhecer alguns países, relaxar um pouco...
-- Pai! - Ela disse animada — Está falando sério?
-- Tô sim, querida! — Ele assentiu — Eu só queria que você me indicasse alguma pessoa ou empresa de confiança para executar essa reforma.
-- Claro! - Ela disse empolgada - Eu falarei com Edward, ele entende melhor disso do que eu, pai.
-- Ok, querida, mas não pode ultrapassar o meu orçamento, hein?
Isabella sorriu, o resto do almoço seguiu naturalmente. O pai lhe contou que mantinha contato restrito com mãe dela, mas ele nunca a visitava, eles somente se falavam por telefone, Charlie lhe enviava a pensão mensal, o bastante para que ela vivesse bem, nada de luxos, ou as coisas que ela desejava obter, apenas o suficiente para ela sobreviver sem dificuldades.
....................................................
-- Mary! - Isabela chamou ao entrar na ante-sala do marido – O meu esposo está na sala dele?
-- Está sim, Sra. Cullen.
-- Tudo bem! Obrigada!
Isabela caminhou em direção a sala que dividia com o marido, encontrando ele cercado por documentos financeiros, analisando as contas da empresa.
-- Olá querido! - Ela o cumprimentou ainda andando em sua direção.
-- Oi amor! - Ele respondeu sem nem sequer olhar para ela.
Isabella trancou a porta ao entrar, foi em direção a ele, dando a volta na mesa, e sem se dar muito ao trabalho, ela girou a cadeira dele o colocando frente a frente com ela.
-- Senti a sua falta, baby! - Ela murmurou dando um sorriso malicioso e Edward riu mais safado ainda.
Isabella foi para o colo dele, tomando a boca do marido em um beijo audaz. Edward não sabia o que havia acontecido durante o almoço dela com o pai, mas não seria agora que perguntaria. Normalmente, ela sempre brigava com ele quando ele a agarrava na hora do trabalho, no entanto, agora era ela quem estava tomando a frente...

-- Você tem vinte minutos para me dar um orgasmo!
Ela disse e mordeu os lábios dele, sentindo as mãos do marido já subindo a sua saia.
.............................
Edward estava em sua mesa, Emmett sentando a sua frente. Isabella estava concentrada relendo alguns relatórios da livraria.
-- Edward, o meu pai quer ajuda com a reforma da casa dele! - Ela disse.
-- Tá bom! Mande-me a conta que eu pago, baby! - Ele disse voltando atenção para os seus documentos.
-- Ele não quer que você pague! Apenas quer que você indique alguém de confiança! - Ela põe - Ele quer pagar por tudo!
-- Ok. Vou mandar Ramires! - Ele propõe — Foi ele quem construiu a casa da arvore de Tony. E pelo o que sei que o seu pai pretende fazer na casa, acho que ele será perfeito para o projeto.
-- Ok! - Ela assentiu — Ah, ele vai sair de férias, você acredita? O meu pai vai fazer um Cruzeiro!
-- Nada mais justo! - Edward disse satisfeito — Depois de tudo o que aconteceu, ele realmente precisa de umas boas férias, mesmo.
Emmett acompanhava tudo com um sorriso bobo nos lábios. Ele nunca ousou imaginar que o seu melhor amigo, um dia fosse estar completamente apaixonado por alguém, ao ponto de conversar sobre coisas corriqueiras da vida de um casal. Antes, Edward somente se importando com ele mesmo, e o melhor, ele parecia ter se esquecido da tal vingança infundada. Ele era apenas Edward, um cara casado e que tinha uma família a qual amava muito. Uma mulher que fazia com que ele perdesse o juízo...
-- Por que está rindo babaca? - Edward perguntou.
-- De vocês! - Ele disse gargalhando - Sabia que isso é muito bizarro? Vocês são casados, dividem a mesma sala de trabalho, e ainda falam de coisas particulares e pessoais na hora do tranco. Vocês são loucos!
-- Completamente! - Isabella assentiu — Por falar em loucos... - Ela começou desviando o olhar de seu serviço — Você vai jantar com Rose e o irmão dela hoje?
Emmett olhou chocado para a morena. Rose ligou para ele antes das três para avisá-lo sobre aquilo, não teria com Isabella saber do intento, sendo que ela nem estava por perto quando a loira ligou.
-- Jasper! - Ela revelou vendo a confusão dele — O quê? Eu tenho amigos além de você, Edward, Ângela e Victoria.
-- Você tem que melhorar as suas amizades! - Edward provocou — E só para constar querida, eu sou o seu marido e não entro no rol de amigos.
-- Qual é o problema com os meus amigos? – Ela perguntou estupefata.
-- Emmett não é o seu amigo, ele é o meu amigo! E acredite, ele faz piadas de você pelas suas costas, ele faz até de mim... E na boa, ele está te vigiando, sobre o meu comando. - Isabella olhou para o marido estreitando olhos — Ângela é a secretaria de meu pai, e tecnicamente, você é a chefe dela, então na boa, ela só está te bajulando! Já sobre Victoria, essa aí precisa mais é de um Analista, e com urgência...
-- E você é um completo idiota! - Ela cuspiu as palavras mostrando o dedo do meio para ele.
-- Mesmo assim, você me ama! - Ele concluiu rindo — O que faz de você uma idiota também!
-- Edward! — Ela gritou o repreendendo e Emmett gargalhou.
-- Cara, eu adoro você dois! - Ele disse ainda rindo — Vocês são mesmo uma comedia! Ah, eu vou jantar na casa de vocês amanhã! Eu levarei a sobremesa! Bem, agora eu vou indo, já está na minha hora... — Emmett olhou para eles — Pode matar ele agora, não terá mais testemunhas por aqui...
Ambos olharam para o grandão, que se encaminhou para a saída da sala, assim deixando os dois sozinhos.
-- Vamos para casa? - Edward perguntou.
-- Foi o que pensei! - Isabella disse levantando e arrumando a sua mesa.
Ela puxou a gaveta para guardar alguns documentos, foi então que ela viu um envelope pardo ali dentro.
-- Edward! - Ela chamou e ele a fitou.
Pela cara pálida da esposa, Edward sabia que não era uma boa coisa, ele saiu de sua cadeira indo à direção dela. Ele olhou o envelope e tomou das mãos da esposa já o abrindo. Quando ele puxou o conteúdo, lá havia mais fotos, mas dessa vez, eram fotos não só de Isabella, havia ela com Tony, ela com Nessie, na varanda da casa, na piscina, no parque com Tony, muitas fotos dela sozinha e com os filhos...
Uma mensagem despontava em um pedaço de papel.
“Eu estou mais perto do que você imagina...”
-- Isso já está ficando fora de controle! - Edward disse amassando o papel com raiva.
Isabella olhou para as fotos que ele deixou cair no chão, e viu que eram fotos dela com os filhos e com Edward, além dela sozinha, aliás, muitas fotos dela sozinha.
-- Quem mandou? O que dizia no papel?
-- Definitivamente, você vai viajar com as crianças!

CONTÍNUA...