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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

De Olhos Bem Fechados -- Cap 2

CAPÍTULO 2
EVANGELINE A PEQUENA PESTINHA...
Isabella estava terrivelmente surpresa, muito surpresa mesmo com o tamanho daquela mansão, que eles humildemente chamavam de casa. Havia um jardim, que sem exageros, poderia até ser comparado ao Central Park, não só pelo tamanho, mas pela exuberância e diversidade. A casa era centrada bem no meio da propriedade, uma grande casa branca, cheia de janelas modernas, fazendo o estilo clean, havia ainda as elegantes escadarias em mármore que levava para a porta de entrada. Sue estava com Isabella que vestia um terninho de saia, feito sobre medidas, por uma de suas poucas amigas e que era costureira. Bella tinha em suas mãos uma pasta com os seus documentos. Não sabia ao certo o que a espera, mas sabia que qualquer coisa que viesse dali seria grande.
-- O Sr. Cullen não deve está em casa, não vejo o carro dele no estacionamento perto do jardim! - Ela disse — No entanto a Sra. Esme já está aí, ela lhe dará as diretrizes do que fará, é dela também, a palavra final sobre a sua contratação.
-- Claro!
Assim que a porta fora aberta, Isabella se deparou com o grande luxo que era a casa. Havia uma escadaria que mais parecia com uma daqueles filmes de princesas que assistira em sua infância, toda em caracol, com vias a um grande hall de entrada, no qual havia apenas três cadeiras de veludo vermelho e um aparador de ferro e vidro no canto, encostado á parede. Uma Senhora, de longos cabelos dourados e o rosto em formato de coração estavam lá à espera delas, ela usava um vestido florido, ela estava muito elegante. A mulher deu um sorriso doce para as duas que acabavam de chegar.
-- Sue! - Esme disse dando um abraço na mulher— É bom vê-la! Você quase não vem me visitar!
-- Muito trabalho! - Ela disse sorrindo — Sra. Esme, essa aqui é Isabella Swan, foi à melhor tutora que consegui achar para a menina! - Ela relatou com seriedade.
-- Seja bem vinda! - Esme disse — Eu espero que Sue já tenha lhe explicado tudo!
-- Sim ela me colocou a par de toda a situação! – A jovem disse rapidamente — E também disse que a Senhora daria a palavra final!
-- Oh sim, claro! - Esme disse — Eu não moro aqui, essa é a casa de meu filho e como já sabe, ele tem uma menina, o nome dela e Evangeline, mas nós a chamamos de Angel! - Ela comunicou à jovem que ouvia atentamente — Angel tem um temperamento um tanto quanto difícil, igual ao do pai e acredite em mim, você não gostará de cruzar com um Edward furioso! - Ela articulou sorrindo — Angel precisa de disciplina, mas o pai é muito ocupado, como já deve imaginar e como a criança não tem mãe, as coisas se complicam ainda mais... Eu sou apenas a avó e não posso estar aqui o tempo todo, você se responsabilizará em discipliná-la...
-- Há algo mais que eu deva saber? - Isabella perguntou.
-- Sim claro! - Esme continuou... — Angel tem aulas regulares diariamente, que começam às oitos horas, ela não deve se atrasar. Pela tarde, ajude-a com os deveres de casa. Ela tem balé três vezes durante a semana, natação duas vezes, além de aulas de música, por favor, não deixe a menina faltar em nada!
Isabella olhou em volta e mordeu a língua para não dizer algo que fosse grosseiro. Angel era apenas uma criança de cinco anos, mas já tinha uma agenda tão cheia que praticamente tomava toda a sua infância, qual o tempo que lhe sobrava para as brincadeiras da idade? A menina tinha uma agenda mais cheia ainda do que a da própria Isabella quando tinha a mesma idade que ela. Na verdade, naquela época, a única coisa que Isabella tinha com que se preocupar era em ser criança. A mãe tentou colocá-la para fazer balé, mas fora um fracasso total, então ela deixou de mão...
-- Hoje Angel não teve aulas na Escola, então você poderá conhecê-la! - Esme disse — Contudo ela tem aula de balé mais tarde e você terá que levá-la! - Comunicou — Temos um uniforme para você, não gostaríamos que os empregados da casa usassem roupas normais, temos regras e espero que as cumpra!
-- Certamente Senhora!
-- Você poderá dormir aqui na casa, se assim desejar, mas lembre-se que caso decida dormir em sua própria casa, no dia seguinte terá que estar aqui bem cedo! - Esme lhe advertiu — Lion é o motorista de Angel, ele levará você para todos os lugares que sejam imperiosos, isso é claro, quando a menina estiver junto a você, quando ela não estiver Lion não terá nenhuma obrigação ou autorização para lhe servir em suas necessidades pessoais.
-- Entendo!
-- Você nunca, jamais deverá se dirigir ao meu filho como se fossem amigos íntimos!- Ela disse — Edward odeia ser chamando de Senhor, segundo ele, faz com que se sinta velho, ele sempre trata bem os seus funcionários, mas isso não lhe dará motivos para se achar amiga ou da família.
Ouvindo Esme falar daquele jeito, Isabella esqueceu completamente a imagem da mulher meiga e boa que ela anteriormente teve da rica Senhora a sua frente, Esme não passava de uma pessoa arrogante com pinceladas de uma megera, e se dependesse daquela Senhora, ninguém seria mais do que um mero empregado naquela casa.
-- Passarei o dia aqui! - Esme lhe comunica altiva — O meu filho ainda não chegou e quero, pessoalmente, apresentá-los.
-- Claro Senhora!
-- Carmem! - Esme chamou, e imediatamente uma senhora de meia idade apareceu, pelas roupas, ela soube que a mulher era a governanta da casa. — Leve a Srta Swan para trocar de roupas, dê a ela o seu novo uniforme!
-- Certamente Senhora! — Ela prontamente assentiu — Queira me acompanhar!
Isabella agora vestia uma calça social e uma camisa larga de botões feita do mesmo tecido, deixando-a com uma aparência bem mais séria e bem mais velha do que, na verdade, ela era. Carmem explicou que a calça era porque a menina Angel gostava de correr pela casa e se a jovem vestisse saias poderia ser perigoso. Mas no fundo, Isabella sabia que era para não provocar, nem tentar ao chefe. A menina riu de seu próprio interlúdio. Carmem também lhe mostrou o quarto que por ventura usaria, quando estivesse em serviço, o aposento ficava próximo ao de Angel, era um quarto simples, mas havia um banheiro lá. Carmen também deixou claro que Isabella não deveria ficar zanzando pela casa de toalhas. Isabella não tinha a menor intenção de dormir naquela casa, ela preferia ficar em seu próprio reduto e estar bem cedo na mansão dos Cullen, sempre no horário previsto para o seu inicio de jornada.
Quando voltaram à sala, Esme sorria conversando com Sue. Assim que viu Isabella, ela voltou a ficar séria no mesmo instante. Uma menina de cabelos cor de bronze, adentrou à sala, ela possuía grandes e lindos olhos verde e a sua pele era bem clara, a criança parecia um anjo de verdade, ela abraçou a avó e depois a beijou no rosto, ela sorriu para Sue e se voltou para Isabella que estava ao lado de Carmem.
-- Angel querida, essa é a sua nova tutora! - Esme lhe comunicou — Isabella essa é a minha querida neta Angel!
-- É um prazer conhecer você, Angel! - Ela disse lhe estendo a mão – Eu espero que sejamos boas amigas!
A menina de apenas cinco anos, olhou para ela e lhe deu um sorriso que fez Isabella tremer de medo.
-- Prazer Srta. Swan, eu também espero que possamos ser boas amigas. Vovó, eu vou para o meu quarto!
-- Claro minha querida!
Por que será que Isabella sentiu medo, daquela criatura, que mais parecia um anjo? Ela sabia que ali, havia algo que não era nada bom, nada mesmo... Esme lhe deu mais algumas ordens e explicações do funcionamento da rotina de Angel, e então, Isabella lhe comunicou que não ficaria para dormir, mas que ela estaria ali todos os dias no horário certo. Depois disso, Isabella fora levada por Carmem para conhecer o restante da casa e todos os lugares nos quais a pequena Angel gostava de freqüentar. Também foi entregue a mais nova funcionária, uma lista de deveres para que ela tivesse ciência do que se esperava dela.
........................
Edward chegou a sua casa depois de mais uma noite na farra, a sua mãe sorria com alguém na sala. Ele ficou surpreso ao ver Sue, ela deveria estar na empresa, mas estava ali.
-- Sue! - Ele disse ao entrar na sala e caminhou para beijar a mãe no rosto — Dona Esme, sempre tão linda!
-- Sempre educado! - Esme disse — Está cheirando a álcool, passou a noite fora novamente! - Ela afirmou ralhando com o filho.
-- Eu sou um homem adulto, faço o que quero! - Ele retrucou — Agora posso saber qual o motivo de vocês duas estarem aqui?
-- Sue trouxe a nova tutora de Angel! - Esme disse.
-- E como ela é? - Edward perguntou não sobre o seu currículo, mas sim por a sua beleza.
-- Jovem demais! - Esme disse e ele fez uma careta — Ela é ótima para o trabalho, é bem jovem, só tem vinte e um anos e sem duvida, ela não é o tipo de garota que você gosta.
-- Você conseguiu essa “coisa”, aonde Sue? - Ele perguntou sorrindo.
-- Papai! - Angel entrou correndo e se jogando nos braços do pai.
-- Meu pequeno anjo! - Ele disse ao beijar rosto da criança e a abraçar forte — O que achou da nova tutora?
-- Ela é sem graça! - A menina disse.
-- Já estou sabendo disso! - Ele fez uma careta — Coisas de sua avó, ela acha que eu possa...
-- Edward Cullen! Eu te proíbo de dizer mais alguma coisa! - Esme ralhou séria.
-- Bem querida, eu espero que ela cuide de você...
Esme pediu para que Carmem chamasse Isabella, que agora seria a nova tutora de sua neta. Alguns minutos depois, Isabella apareceu. Ela ficou corada assim que viu Edward, como esquecer um rosto como aquele, ainda mais quando ele estava olhando para ela com bastante atenção.
-- Edward querido! - Esme disse — Essa é a Srta. Swan, a nova tutora de Angel!
-- Seja bem vinda! - Edward a cumprimentou com muita indiferença, elea achou um tanto quanto familiar, mas não sabia de onde a conhecia, então achou melhor deixar para lá — O seu único trabalho aqui e atender as vontades da minha filha! - Ele articulou — E claro, tentar incutir um pouco de disciplina em minha linda princesa.
Edward beijou o rosto da filha e a colocou no chão. Nada mais disse, ele ignorou por completo a jovem, trocou algumas palavras com a mãe e Sue, depois simplesmente saiu, sem dizer mais nada a nova funcionaria e tão pouco deixou a jovem dizer algo.
Isabella se sentiu frustrada, ela lembrava muito bem dele, como esquecer alguém como ele, porém já ele, sequer se lembrava dela, ela notou com tristeza.
Edward caminhou para o seu quarto, ele precisava de um bom banho, pois teria uma reunião às dez horas, naquela manhã. Ainda havia tempo de sobra, afinal ele era o dono da empresa e não precisava chegar tão cedo, mas gostava de dar o bom exemplo, contudo, naquele dia, ele sabia que não chegaria antes das 10h. Ele jogou a sua roupa encima da poltrona que havia em seu quarto, uma suíte muito bem decorada, com móveis em tons escuros e paredes claras. Uma enorme cama ficava no centro do aposento. Havia uma grande janela que começava no chão e ia até o teto e que dava acesso a uma varanda bem em frente ao jardim. A varanda possuía duas cadeiras e uma moderna mesa de centro. Raramente Edward tomava café naquele ambiente, porém quando ele o fazia se sentia sozinho demais, então deixou de tomar café da manhã ali, apesar da bela vista para a propriedade, de um verde intenso.
Ele  entrou no banheiro e por algum motivo se sentia frustrado, a nova tutora de sua filha era jovem demais, tão nova que ele poderia jurar que tinha quase dezoito anos, mais segundo as informações que teve, a jovem tinha vinte e um anos. Jovem demais, Edward sabia disso, ele sempre evitava esse tipo de garotas, elas sempre queriam algo mais do que uma noite de sexo e ele nunca dava a alguém algo como isso. Sabendo que garotas de pouca idade, costumavam fantasiar coisas como “príncipe encantado” e “amores para sempre”, ele evitava aquele tipo especifico de mulheres. Quando saiu do banho, ele chegou à conclusão que a tutora da sua filha não seria nenhum perigo para o seu apetite sexual.
Enquanto isso, Isabella teve uma grande surpresa ao entrar no quarto que seria o seu, parecia que um furacão havia passado por lá, tudo estava fora do lugar, ela agradeceu por não ter nada seu de pessoal por ali, a não ser a roupa que ela viera vestida para aquele local. Ela olhou com mais atenção e viu a pequena Angel encostada contra a parede, próxima a janela. A menina com o rosto de anjo olhou para ela e deu um sorriso que mais uma vez, fez Isabella tremer.
-- Arrume já esta bagunça! – A criança demandou com autoridade. — Não pense você, que será fácil a sua vida aqui! Você sairá daqui correndo e em prantos em menos de uma semana.
Isabella estreitou os olhos para o monstrinho a sua frente, fora ela quem fizera toda a bagunça, apenas para ter o prazer de ver Isabella arrumando, que tipo de criança era aquela? E por que estaria fazendo aquilo? Era o que Isabella se perguntava naquele momento. Mostrando a língua em gesto bem infantil próprio de sua idade, a menina saiu saltitante do quarto, cantarolando com os cabelos balançando de lado para o outro.
................
Isabella descobriu que Angel não era nada angelical,a menina era uma verdadeira pestinha isso sim! Em apenas um dia, fez tudo o que uma criança normal, levaria uma vida para fazer. Deu mais trabalho do que um bebê de colo e se alguém dissesse que ela era um amor, Isabella gritaria que a pequena era sim uma peste e advertiria a todos que ficassem bem longe dela. Angel colocou sal no suco da tutora, derramou sopa em cima de Isabella, jogou o rolo de papel higiênico no vaso do banheiro do quarto de Bella, fazendo o vaso transbordar. Afogou as roupas da sua tutora na banheira. E para fechar com chave de ouro, a peste, empurrou Isabella na piscina da casa, fazendo a jovem sair toda molhada de lá.
Isabella estava pegando outro uniforme, já que o que vestia estava todo encharcado. Ela estava quase perdendo a paciência com aquela peste que todos chamavam de anjo.
-- Angel não é fácil! - Carmem disse — Se você sobreviver à primeira semana, será ótimo!
-- Ela sempre faz isso? - Isabella perguntou já sabendo a resposta.
-- Com todas! - Carmem disse — Ela não aceita muito bem a presença de outra mulher nessa casa!
-- Onde está a mãe dela?
-- Longa história! - Carmem confidenciou — Apenas leve na esportiva, ela é só uma criança!
-- Ela pode acabar machucando alguém!
-- Ela não tem muita inteligência, para isso! - Carmem defendeu a patroinha — Só cinco, se lembra?
-- Dê fósforos para ela e um vidro de álcool e descubra! - Isabella contra argumentou com azedume.
-- Angel não teve a presença da mãe! - Carmem arrazoou — E como toda criança, ela tem ciúmes do pai! Não que você seja uma ameaça, você é muito jovem!
-- Como assim? Muito jovem?
-- Edward não se interessa por menininhas! - Carmem confidencia - Apenas ignore Angel e logo ela esquecerá que você existe, assim que se der conta de que o seu pai não olhará nunca para você!
Carmem parecia ser legal, mas sabia ser azeda quando queria e naquele momento, Isabella soube que ela estava sendo azeda...
......
Já era quase seis horas da tarde, quando Edward chegou em casa. Angel correu em sua direção se jogando nos braços do pai. O homem a encheu de beijo e lhe entregou um presente.
-- Olá minha lindinha! - Ele disse colocando-a no chão.
-- Olá papai!
-- Como a minha menina se comportou? – Aquela pergunta fora para Isabella.
-- A sua menina dá um pouco de trabalho! - Ela disse e Edward estreitou os olhos — Porém, não será nenhum problema para mim!
-- Assim espero! - Ele disse seco.
Edward subiu as escadas e sumiu no andar de cima, Angel já se preparava para sair correndo, mas Isabella segurou a menina a mantendo em sua frente.
-- Angel! - Ela disse olhando para menina — Eu não sou sua inimiga! Eu até quero ser a sua amiga, mas se você continuar tentando me ferrar, eu também ferrarei você!
-- O meu pai não acreditará em você! - Ela disse e lhe mostrou a língua mais uma vez, antes de sair correndo.
Isabella sabia que aquela infante seria uma pedra em seu sapato, uma pedra que lhe daria muita dor de cabeça...

CONTINUA...

Slave Of Pleasure --- Escrava Do Prazer -- Cap 38

NICK E THOMÁS!

Dizem que quando dois corpos se unem em amor verdadeiro se tornam uma só alma... Edward teve todo o cuidado do mundo com Isabella, ele a carregou até o quarto a depositando sobre a cama gentilmente. O ruivo beijava e adorava o corpo da morena como o seu próprio templo de devoção e amor...


 As roupas foram sumindo uma a uma, até estarem completamente nus sobre a cama.


 Edward tinha o corpo apoiado sobre os seus cotovelos, Isabella colocou uma mão na nuca do jovem, acariciado o couro cabeludo dele. Edward tomou a boca de Isabella em um beijo devastador e assim cobriu o corpo da amada com o seu.

Os movimentos de Edward eram lentos, uma verdadeira adoração a Isabela... Ambos gemeram quando ele estava completamente dentro dela.

 Aos poucos, a dança do amor fora ficando mais firme, porém ainda em ritmo lento. Edward fazia amor com Isabella, venerando cada parte de seu corpo.


 Isabella tinha as pernas em volta da cintura dele e uma mão sobre o ombro esquerdo do rapaz, a sua boca distribuía beijos no pescoço e nos ombros de Edward.

Entre beijos e toques, ambos se idolatravam e gemiam... Edward sussurrava palavras doces ao ouvido da menina e sempre deixava claro que estava lhe cultuando...
Assim os movimentos ganharam mais vida, Edward passou a respirar de forma ofegante, Isabella começou a gemer mais alto e chamar, a cada investida, o nome dele. Sabendo que era ele quem a tomava e que lhe fazia mulher nos seus braços.

 As investidas se intensificaram e as pernas de Isabella se mantiveram em volta da cintura do jovem, quando a buceta dela começou a apertar ainda mais o membro dele, tornando os movimentos do ruivo, ainda mais e mais difíceis, a menina gozou gritando o nome dele. Edward investiu mais duas vezes e cobriu a boca dela em um beijo devastador, enquanto gozava abafando os seus gemidos nos lábios da morena.
Ambos estavam deitando e satisfeitos na cama, Edward abraçava Isabella pelas costas, uma das pernas dele por cima das dela, os braços da moça, estavam confortavelmente em volta da cintura dele. 

Isabella respirava calma, não tinha sono, tão pouco Edward demonstrava cansaço. O sol ainda era forte do lado de fora, era por volta das 3h da tarde, o horário do almoço já havia passado. Isabella apreciava aquele tipo de momento com ele, algo que ela não tivera a chance de ter antes, devido a todos os acontecimentos passados.
-- Você cheira bem! - Ele disse beijando a nuca da menina.
-- Eu estou fedendo a sexo! - Ela sussurrou.
-- Ainda assim, cheira muito bem! - Ele a beijou novamente, mas dessa vez, bem na curva do pescoço da jovem.
-- Edward! - Ela sussurrou baixinho, ainda assim ele ouviu...
-- Algum problema? - Ele estava alarmado, ele dissera tantas coisas para Isabella que ele esperava que ela simplesmente saísse correndo, assim que tivesse uma chance.
-- Eu preciso conta algo a você... - Ela disse e mordia os lábios fortemente.
-- Sabe que pode me falar qualquer coisa! - Ele meio que a confortou.
Edward se sentou na cama, Isabella fez o mesmo, ela encostou-se a cabeceira da cama, Edward ficou de frente para ela, a menina puxou o lençol para cobrir o seu corpo ainda nu, ele percebeu o rosto da menina corar. Ela ainda se sentia envergonhada perto dele.
-- A última vez que nos vimos... - Ela começou... - ...quando eu saía de sua casa sangrando, o que indicava um principio de aborto... - Edward percebeu o corpo dela tremer, as lembranças daquele tormento não a deixava confortável... — Você não gostou da idéia de ter filhos comigo... - Ela meio que apenas sussurrou.
-- Eu estava assustado! - Ele disse — Esme estava com ódio, demonstrar qualquer tipo de afetividade naquele momento, poderia ser pior para você do que foi pra mim.
-- Você podia ter me protegido! - Ela ciciou encarando as próprias mãos.
-- Eu achei que estava fazendo isso! - Edward segurou o queixo dela, fazendo-a olhar para ele — Bella, eu juro para você que na minha cabeça, aquela era a melhor maneira de te resguardar das maldades de minha mãe. Eu queria que você tivesse uma gravidez calma e se eu ficasse perto de você naquele momento... Eu não quero nem pensar no que Esme poderia ter feito...
Isabella fechou os olhos e respirou fundo, soltou ar dos pulmões de uma vez, ela sabia que aquela era a hora, que aquele era o momento...
-- Eles nasceram com 900kg, cada um... - Ela começou a narrar e Edward enrugou a testa não entendendo ao que ela se referia — Eles têm os seus olhos, os seus cabelos e o seu sorriso. E a cada dia que passa, eles estão mais parecidos com você...
-- Isabella! - Edward disse a sacudindo pelos ombros, obrigando-a a abrir os olhos e encará-lo, ela falava como se estivesse em choque — O que você está dizendo?
-- Eles se chamam Nick e Thomas! - Ela disse com uma voz que não passavam de um leve sussurro — Eles são seus filhos...
Edward simplesmente congelou... Nada em seu corpo se mexia, sua respiração parou nem mesmo os seus olhos piscaram. Isabella, por sua vez, estava muito apreensiva, além de totalmente ruborizada, como se tivesse sido pega fazendo uma travessura. Ela sabia que agora que havia começado precisava ir até o final, não podia deixar nada dúbio...
-- Quando eu saí de sua casa... - Ela continuou — Eu realmente estava correndo o risco de perdê-los — Ela mordeu os lábios e o seu corpo tremeu com a lembrança — Carlisle cuidou de tudo, eu implorei para ele mantivesse a historia do aborto, para todos os efeitos, eu havia perdido o bebê... — Edward ainda estava em choque — O médico descobriu que não era um, e sim dois, eram gêmeos... Você não os queria... - Ela olhou para ele — Ou pelo menos, fez com que eu achasse isso. Carlisle me tirou da sua casa, eu fique com Rose durante todo esse tempo. Emmett descobriu tudo e eu o fiz jurar que não falaria nada a você e nem a ninguém, Rose o ameaçou também...
-- Todos sabiam? - Ele sussurrou depois de um tempo — Carlisle sabia e ainda assim, não me disse nada?
-- Eu não o deixei contar! - Isabella disse enrolando os dedos no lençol — Você não queria ser pai, então não havia o porquê de saber... Como você bem sabia, Esme nunca fez questão de que aquela gravidez vingasse, ela teve todo o trabalho de me envenenar, pouco a pouco!
Os olhos de Edward se arregalaram, a boca dele ficou seca, assim como a súbita raiva veio junto com a ira que ele já tinha por Esme.
-- Foi por isso que eu senti as dores... - Ela disse mordendo os lábios — Esme estava me envenenando e como sabia que Carlisle estava acompanhado a minha gravidez de perto, ela não podia ser rápida, tinha que ser lentamente, contudo no final, eu morreria e os bebês também.
-- Vadia! - Edward disse socando o colchão com violência.
-- Eu não poderia ficar lá! - Ela grunhiu — Então saí o mais rápida possível. Você, assim como Esme, acreditou que eu havia pedido os bebês. Carlisle inventou que me mandaria para um Colégio Interno, assim eu poderia passar a minha gravidez bem longe do perigo...
Edward ficou calado, a raiva que ele sentia parecia ser grande, Isabella podia ver isso através dos músculos tensos dele e das mãos que estavam fechadas em punho.
-- Esme só não contava com você e Tânia! - Ela disse — Carlisle achava que ter visto você e Tânia transado no corredor, acabou meio que provocando o sangramento! - Ela fechou os olhos — Fortes emoções poderiam ser prejudiciais para mim e os bebês, o seu pai me pediu para evitá-las...
-- Porque não me disse? - Edward questionou — Bella, você devia ter me contado, eu teria dado um basta em tudo e teria ficado com você.
-- Eu estava com raiva de você! - Ela gritou — Por mais que você diga que estava me protegendo, você escolheu o pior modo para isso! Por que, simplesmente, não me tirou de lá como o seu pai fez!
-- Não era assim tão fácil! - Edward disse deixando o seu corpo cair sobre a cama e cobriu os olhos com os braços — Depois que Victoria me deixou, eu cheguei a me envolver com outra mulher, Sarah! - Ele disse aos sussurros — Ela era linda, doce, meiga igual a você, mas ela não era tão inocente quanto você. Ninguém ficou sabendo nem mesmo Emmett ou Jasper, Carlisle muito menos, eu ainda o odiava pelo o que aconteceu — Edward ficou em silencio e Isabella esperou até que ouviu a voz dele novamente — Esme descobriu, no começou ela fingiu querer conhecer a garota, mas com o tempo eu notei toda a maldade dela.
Edward ficou calado e quando Isabella viu que ele não falaria mais nada, ela resolveu perguntar.
-- Por que você disse era? - Ela não é mais bonita?
Edward deu um sorriso seco e sem vida...
-- por que  ela morreu! Edward disse
-- Como que ela morreu?
Isabella sentiu o coração parar por um instante, então engoliu em seco, ela respirou ofegante e Edward afastou o braço do rosto olhando para ela pela primeira vez.
-- O que você está pensando? - Ele disse sabendo bem a qual conclusão Isabella chegou — Os freios do carro dela foram cortados, os culpados nunca foram presos, mas agora, depois do que você disse sobre Esme, eu não tenho mais duvidas que fora ela.
-- Pode não ter sido! - Ela sussurrou mentindo para si mesma.
-- Não seja ingênua! - Ele disse e sorriu torto — Eu e Esme brigamos um dia antes do acidente de Sarah! - Edward tinha o olhar perdido — “Ela não é mulher para você”, Esme me gritou, depois ainda continuou dizendo... “ela é uma mera garçonete e você é um verdadeiro príncipe!” - Ele disse como se não estivesse se dando conta do que falava — Eu ainda retruquei que amava Sarah e que iria morar com ela. Disse a Esme que não a queria perto de nós, que ficasse longe da gente, pois ela era como uma erva maligna que destruía as coisas boas nas pessoas, em especial em minha vida...
Isabella se aproximou para mais perto dele a voz de Edward não passava de um sussurro e o seu olhar ainda estava longe, à cena parecia se repetir várias e várias vezes em sua mente.
-- “Você nunca será feliz com ela, nem essa garçonete viverá tempo bastante para ser feliz com você”, Esme ainda me disse... - Edward praticamente declamou aquilo e piscou os olhos – Bem, no outro dia Sarah morreu, eu não sei como ela fez aquilo, mas eu sei que foi ela Isabella. Entende o porquê de eu ter me afastado de você naquele momento, se eu não me afastasse ela faria algo, e mais uma vez poderia sair impune e destruir a pessoa que mais amo nesse mundo... — Edward se sentou na cama e segurou o rosto de Isabella entre as suas mãos — Você é como um raio de sol em dia nublado... Vem devagar, mas logo ganha espaço entre as nuvens... – Ele olhou em seus olhos — Se algo acontecesse a você naquele momento, apenas uma coisa que pudesse tirar você de mim para sempre, eu não teria mais motivos para continuar, você tem noção do quanto eu te amo, o quando não posso e não quero ficar sem você... Nunca mais...
-- Eu também amo você, Edward - Ela declarou – Eu sempre amei e o meu amor por você é tão grande que as palavras não conseguiriam descrever a imensidão deste sentimento.
-- Você é doce, minha querida! — Ele disse sorrindo gentil — Mas não compare uma chuvinha de verão com a imensa tempestade de inverno, o meu amor por você é isso, um turbilhão... Como a chuva no inverno que não tem hora para começar e não tem hora para acabar, mas para sempre vai existir...
-- Eu amo você! - Ela disse e duas lagrimas rolaram em seu rosto.
-- Assim como eu te amo.
Edward tomou a boca dela em um beijo, que começou calmo e logo ganhou uma nova forma, quando Isabella se deu conta, ambos estavam na cama, perdidos um no outro, sem sombra de duvidas e sem medos de se envolver dessa vez...

..................................
Carlisle chegou a sua casa e Esme estava descontrolada andando de um lado para o outro na sala de visitas, ela discava um numero várias e várias vezes, sem perder tempo ou obter respostas. Até que a mulher jogou o telefone contra a parede.
-- Esme! - Ele chamou a sua atenção — O quê está havendo?
-- Edward foi para o hospital? - Ela fora direta.
-- Ele pediu o dia de folga! - Carlisle disse naturalmente.
-- Ele saiu com alguém! - Ela afirmou — Eu o ouvi combinar com umazinha lá! - Ela gritou e travou os dentes no final.
-- Ele é um homem feito e tem todo o direto de sair e conhecer novas pessoas! - Carlisle disse naturalmente — E você deveria parar com a sua obsessão, ele é seu filho Esme! - Carlisle disse sério.
-- Por um erro do destino!
-- Já não basta o mau que você fez a ele? Quer ainda fazê-lo mais infeliz do que ele já o é? - Carlisle disse em um tom alterado.
-- Eu o amo! - Ela gritou e essa não era a primeira vez que eles discutiam sobre isso - Ninguém no mundo poderá o amar como eu o amo! Eu sou a mulher certa para ele, não essazinha com quem ele está saindo.
Carlisle deu um sorriso frio, não havia mais amor ali, apenas ódio, raiva ou sabe-se lá o que mais esse homem sentia por aquela mulher louca e descontrolada.
-- Ele vai se casar! Vai construir uma família, terá filhos e você será esquecida! - Carlisle disse - Você não saberá mais nada sobre ele... Edward nunca vai te procurar, porque você nunca foi uma mãe para ele, sempre o viu com outros olhos, ele era apenas uma criança! - Carlisle gritou no final.
-- Ele era o meu menino! - Ela gritou de volta — Meu, meu e ninguém tem o direito de tirá-lo de mim. Ele nunca vai me esquecer. Porque ele também me ama.
-- Você está louca Esme! - Carlisle gritou e sacudiu-a pelos ombros — Você está completamente louca, precisa de tratamento, se curar dessa doença imunda e nojenta que está cegando você. Procure um tratamento ou vai acabar sozinha.
Esme começou a rir, o corpo da mulher escorregou pela parede onde ela estava encostada, os seus cabelos loiros estavam bagunçando e ela tinha um comportamento de lunática, começando pela risada estrondosa que soltava. Em outros tempos, seria comparada a eterna bruxa má...
-- Você é um idiota! - Ela disse — Nunca te amei! Você só foi uma escada para subir e sair daquela vida que eu levava! - Ela gritou — Seu idiota!
-- A única idiota aqui é você! - Ele retrucou — Acabou Esme! Tanto comigo ou com Edward. Ele te odeia, ele nunca vai te perdoar e nunca vai te amar, não do jeito que você quer...
-- É mentira! - Ela gritou feito uma lunática.
-- Você me dirá se é mentira ou não depois... - Carlisle caminhou para longe de Esme a deixando descontrolada no chão.
......................
Isabella e Edward passaram por momentos fortes na cabana que ele havia locado para passarem o dia. Eles almoçaram juntos. Pela tarde, ficaram na cama conversando sobre como havia sido a vida de ambos durante os dois anos em que estiveram afastados.
Isabella falou sobre os filhos, contou como eles eram travessos e o quanto Nick odiava tomar banho, bem como Thomas gostava de livro. Falou do modo como eles se pareciam tanto com Edward, e até as manias que era notada desde que eram bem menores.
Edward lhe explicou que não ficara com ninguém depois que Isabella se foi. A sua noite passara e ser escura, bem mais do que já era antes, mas ele também não conseguia ficar no mesmo ambiente que Esme, então saía muito e só voltava no dia seguinte. Ele começou a trabalhar com Carlisle e começou a gostar realmente do que ele fazia. Disse para ela que tinha voltado para a Faculdade, estava cursando medicina novamente, e que desejava ser pediatra. Contou a ela a historia sobre Caleb, um menino que deu entrada no hospital e que precisava de uma transfusão de sangue. O sangue do menino era tão raro que não havia no banco. Edward havia doado o seu sangue para a criança e passou a conhecê-lo melhor durante o tempo em que a criança ficara no hospital. O sangue deles era do mesmo tipo e fator, por isso Edward pode doar. Caleb não tinha uma situação financeira boa e Edward se prontificou em cuidar e ajudar nos gasto com o menino. A mãe que era pobre, era uma simples lavadeira, aceitou de bom grado a ajuda oferecida. Ela também tinha mais dois filhos e a ajuda que Edward lhe enviava todos os meses, lhes eram muito necessária. Caleb estava bem melhor, porque tinha uma alimentação garantida e poderia se recuperar mais rapidamente.
-- Quando eu o via, era como se me lembrasse que ele talvez pudesse ser o meu filho Bella! - Edward disse quando terminou de contar a historia - Eles teriam a mesma idade... Eu via em cada criança a esperança de que um dia teria um filho com você. Não que eu quisesse que eles ficassem doentes e devessem ir ao hospital, queria fazer algo por eles, algo que não pude fazer pelo meu filho, pelo mesmo assim eu pensei...
Edward havia mudado e Isabella notou isso nas palavras e nas atitudes dele. E até mesmo no modo deles fazerem amor. Edward não estava mais selvagem, agora se mostrava calmo, ele parecia querer aproveitar cada segundo dentro dela. Amando-a de corpo e alma, e se entregando ao desejo... Algo que ele nunca fizera com ela antes...
Quando fizeram amor durante a noite toda, Edward teve todo o cuidado para garantir que Isabella sentisse prazer e não apenas ele. Não que ele não tivesse dado prazer a ela antes,, ele sabia que ela sempre sentiu prazer com ele e sempre demonstrou como o seu corpo e mente estavam entregues a ele, Isabella agora se sentia segura e sem medo, não importava qual fosse a faceta dele naquele momento, ela mergulharia de cabeça em seus braço.s Ele poderia ser mais duro e arrancaria dela gemidos de prazer, do mesmo jeito, ele também poderia ser selvagem e ela estaria tremendo em poucos segundos com os orgasmos lhe dado, e até quando era cuidadoso e carinhoso ela mergulhava ainda mais em seus braços. Quando ambos caíram na cama, exaustos e ofegantes, era quatro horas da manhã. Edward a puxou para os seus braços e a fez dormir coladinha a ele em forma de conchinha.

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Isabella olhava pela janela do carro que Edward dirigia, eles estavam voltando para cidade e para a casa dela. Dessa vez, Isabella aceitou que ele a deixasse em casa, não havia mais nada para esconder. O silencio no carro era um pouco desagradável, ela não sabia o que se passava na cabeça de Edward e ele segurava as mãos da menina entre uma de suas mãos, uma vez ou outra, as levava a boca, dando beijinhos na cabeça dos dedos da moça.
-- Eles sabem de você! - Disse quebrando o silencio — Eu sempre falei a eles sobre você, mostrei-lhes as suas fotos... Eles sabem quem é você, eu nunca menti a eles sobre isso...
Edward suspirou e desviou os olhos da estrada por um segundo e deu um sorriso tímido pela primeira vez...
-- Eu não sei como agir! - Ele disse por fim.
-- Apenas seja você! - Ela disse apertando a mão dele — Eles sabem que têm um pai, não se preocupe, se você não quiser conhecê-los...
-- Não! - Ele disse sem a deixar que ela terminasse a sentença — Eu quero conhecê-los, eles são os meus filhos e acho que já passei tempo demais longe deles.
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Edward sorriu ao ver onde Isabella morava. Claro, era por isso que ela não queria que ele soubesse onde ela morava, se ele soubesse que ela estava tão perto, ele não sairia dali nunca mais. Era por isso que ele andava tão inquieto, ele sentia a presença dela. Talvez fosse por isso que ele se incomodava sempre que via a luz daquela casa acessa, porque nunca notara isso antes...
-- Eu vejo do meu quarto a sua casa! - Ele disse — Quer dizer, vejo o jardim e a luz da sala e achava ruim, quando você não a acendia...
-- Eu não sabia! - Ela sussurrou e ambos já estavam parados na porta de entrada.
-- Nem eu! - Ele disse — Mas algo sempre chamou a minha atenção para esta casa, só não imaginava que era você...
Isabella mordeu os lábios, ela não imaginava aquilo, eles estavam ao mesmo tempo perto e longe... Algo estranho e meio louco, diga-se de passagem...
-- Edward! - Ela chamou a atenção dele antes de abrir a porta — Você precisa saber de mais uma coisa!
-- Diga! - Ele olhou desconfiado.
-- Sue está aqui! - Ela disse mordendo os lábios.
Edward se pôs a rir, claro que Sue estaria ali. Quando ela deixou a casa dos Cullen, ela disse ao rapaz que iria cuidar de dois meninos, iria ajudar uma amiga que precisava de seu auxilio, Esme claro, não dera importância alguma ao fato, Edward muito menos, mas agora, tudo fazia sentido. Isabella abriu a porta e ambos caminharam para dentro do hall de entrada, na mesma hora em que Rose vinha correndo atrás de Nick, que estava pelado tentando se livrar da loira, fugindo do banho como de costume. O menino não olhou para frente e acabou esbarrando nas pernas de Edward e antes que ele fosse ao chão, Edward o tinha em seu colo.
Edward sentiu os olhos arder e um sorriso bobo surgiu em seus lábios. A criança era realmente o seu retrato mais puro, quando na mesma idade, a mesma cor de bronze nos cabelos, os olhos verdes, lábios rosado e rostinho de anjo...
-- Tatai! - O menino disse enrolando as palavras mais ainda assim compreensível.
Isabella nunca mentiu para os filhos, eles sempre souberam quem eram Edward, ela sempre lhes mostrava as fotos dele, todas as vezes que eles perguntavam pelo pai. Emmett também sempre mostrava a foto do irmão para os sobrinhos e deixava claro que ele era o pai deles. Edward poderia não saber dos meninos, mas eles sabiam muito bem quem era aquele homem de grandes olhos verde e cabelos bagunçados.
-- Ele não quer tomar banho! - Rose disse — Você sabe como ele é para tomar banho!
-- Sei sim! - Ela disse e Rose tinha os olhos em Edward — Nick, vamos já tomar banho!
-- Não quelo, não quelo! - O menino disse se balançando e sacudindo a cabeça negativamente
-- Você tem que tomar banho Nick! - Edward falou emocionado — Vamos!
O menino fez um becinho que era tão parecido com o que o pai fazia, sempre que era contrariado.
-- Posso dar banho nele?- Edward perguntou não querendo ser invasivo.
-- Vá em frente! - Isabella disse — O banheiro e no quarto dele, grite por socorro se precisar.
-- Ele vai gritar! - Rose disse caminhando para a sala.
-- Boa sorte! - Isabella disse rindo e beijou o filho no rosto — Thomas já levantou?
-- Já sim! - Rose disse — Ele está tomando café com Sue!
Ambas foram para sala e Edward subiu para dar banho no filho que estava em seus braços.
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Rose não perguntou nada, até porque Edward ainda estava na casa. Elas conversariam mais tarde sobre o fato de Edward está ali. Emmett chegou poucos minutos depois que Edward subiu as escadas com Nick. Ele fez piadas, como sempre, assim que viu Isabella. Thomas veio para sala e estava no colo do tio que brincava com ele fazendo cosquinha e depois entregou o seu celular para o menino brincar.
-- O quê esta acontecendo lá em cima? - Emmett perguntou não ignorando o barulho que vinha de lá.
-- Edward! - Rose disse — Nick no banho!
-- Edward está aqui? - Emmett perguntou chocado.
-- Sim! - Isabella disse pegando Thomas e colocando em seu colo, abraçando e beijando o menino — Meu filho lindo! - Ela sussurrou alegremente.
-- Tá bom, o que eu perdi?
-- Emmett, eu acho que você vai ter que falar com Edward... - Isabella disse — O que posso dizer é que ele tem muitas coisas para te contar e acho que a Jasper também.
-- Pelo visto a coisa é séria.
-- Muito séria! - Ela disse e sorriu para Thomas beijando-o de novo
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Edward desceu as escadas com o filho, Nick estava vestido com um conjuntinho de marinheiro que Edward achou uma graça e se lembrou que quando criança tinha ganhado um bem parecido dos avos. O menino estava arrumado e com os cabelos penteados. Sue, Rose, Emmett e Isabella ficaram olhando para Edward que estava com a camisa toda molhada, cabelos mais bagunçado ainda, digno de ter passado bem no olho de um furacão.
-- Nanãe! - Nick correu em direção a ela, já se jogando nos braços da mãe.
-- Pelo visto o menino acabou com você irmãozinho!
-- Eu acho que ele tem algum problema com água! - Edward disse dando um meio sorriso e com os olhos fixos em Thomas que ainda estava perto da mãe — Você deve ser Thomas! - Ele disse e o menino escondeu o rosto na curva do pescoço da mãe.
-- Ele é o seu papai! - Isabella sussurrou — Você sempre perguntava quando ele iria vir visitar você! Ele está aqui agora Thomas, por que você não vai dar um abraço nele?
Thomas olhou para o homem totalmente “destruído” a sua frente e sorriu, mesmo estando em frangalhos, Edward ainda era bonito. O menino saiu do colo da mãe e correu em direção ao pai se jogando como sempre fazia com a mãe. Edward o segurou e o levantou bem alto. Isabella estava com os olhos lagrimejados, ela estava emocionada por ver Edward tão à vontade com os filhos... Ele era perfeito, era incrível e era único. Por longos dois anos ela imaginou como seria o encontro deles com o pai, mas nada do que ela chegou a pensar, foi parecido com o que estava acontecendo, nada nem se comparava àquilo. Edward abraçou o filho e o beijou no rosto diversas vezes.
Edward sussurrava baixinho para os filhos ouvirem, várias e várias vezes, entre beijos carinhosos, o quanto os amava e que eles eram os seus filhos queridos... Ele repetia feliz e emocionado “Meus filhos queridos!”, essas eram as suas palavras... Ele teve o seu momento pai com Nick, e foi simplesmente incrível, Nick estava em pé de guerra para não tomar banho, mas Edward não só conseguiu dar banho no filho, bem como aproveitar aquele momento com a criança, mesmo todo molhado, tudo havia sido divino... Com Thomas então, foi o complemento do que seria sublime...
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Depois de algum tempo, os meninos foram levados para brincar no jardim. Emmett e Rose usaram uma desculpa qualquer para deixar Edward e Isabella sozinhos. Bella não conseguia deixar o sorriso bobo que tinha estampado em sua cara chorosa.
-- Como se sente? - Ela perguntou assim que Edward se sentou ao seu lado.
-- Estranho! - Ele disse passando as mãos pelos cabelos – Eu não sei descrever... Eu estou feliz, mas ao mesmo tempo, sinto como se não soubesse nada sobre eles. Mesmo você tendo me contado tudo sobre esses últimos dois anos, tudo é muito novo para mim. Como se fosse um sonho bom que eu tenho medo de acordar...
-- Eu entendo! - Ela disse — Quer dizer acho que entendo! - Ela ficou em silencio — Até ontem você não era pai e agora você tem dois filhos.
-- Como conseguiu? - Ele perguntou e olhou para ela — Eu fui dar banho em Nick e ele quase destruiu o banheiro todo... E você tem convivido com isso há dois anos, parecer ser fácil para você... Eles parecem amar muito você...
-- Eles amam você! - Ela disse tocando o rosto dele e o olhando fixamente — Você não é um estranho, eles são criança e precisam de atenção, carinho e de limites. - Isabella sorriu — Nick odeia banho porque diz que isso fará com que ele perca a cor. Thomas é mais calmo, tímido talvez, acho que ele tenha puxado para mim ou para você, não sei dizer... Mas eles não são iguais. Hoje Nick me beijou e me abraçou forte, amanhã talvez ele vá estar zangado porque não o deixarei comer doce, então vai querer outra pessoa que lhe faça as vontades. Thomas é bem tranqüilo, ele sempre foi assim, porém odeia legumes, fica bravo quando tem que comê-lo, é nessas horas que eu passo a ser a bruxa má para ele. – Edward sorriu — Eles vão amar você, como já amam... Assim como vão odiar você quando os proibir de algo, contudo o amor deles por você nunca vai morrer, só tende a crescer igual ao seu amor por eles, que sempre será incondicional. Você virará uma ferra se alguém machucar um deles, ou simplesmente, cogitar colocar a vida deles em risco. Você tentará tomar o lugar deles quando eles estiverem doentes. - Ela sorriu divertida - Você sentirá orgulho deles sempre que fizerem algo incrível, porque é assim que os pais agem quando amam incondicionalmente os seus filhos. Não há tamanho, não há limites para esse amor... — Edward a olhou tristemente e Isabella sabia exatamente o que ele estava pensando — Não foi sua culpa, ela deveria te amar e proteger, mas ela não fez isso, contudo, isso não quer dizer que você será igual! - Ela tocou os lábios dele com os dedos e sorriu — Você é melhor do que ela Edward, você é muito melhor do que um dia alguém chegou a cogitar. Você tem um enorme coração, e, é esse coração que faz você ser melhor a cada dia...
Edward beijou os dedos de Isabella, ela o olhava do mesmo jeito que sempre o olhou, “Como se ele fosse o único homem que ela pudesse amar para sempre!”...
-- Você tem que falar com Emmett! - Ela disse — Eu acho que as coisas precisam ter um ponto final e você precisa virar essa página definitivamente...
-- Acho que sim! - Ele disse tirando o celular do bolso e mandando uma mensagem para Jasper ir almoçar com ele e Emmett em um restaurante próximo dali — Vejo você à noite! - Ele disse beijando a testa dela – Emmett, vamos, Jasper está nos esperando!
-- Claro! Claro! Vamos lá Cinderela! - Emmett disse rindo — Bellinha cuida dos meus sobrinhos. Amanhã eu os pegarei para iremos ao parque!
-- Claro, que não! Você não vai sair com os meus filhos, sozinho! - Ela disse estreitando os olhos para o grandão
-- É o que veremos! - Ele disse em desafio.
-- Mas não vai mesmo! - Edward disse dando uma tapa na cabeça dele — Não confio em você com o meu carro, vê lá se vou confiar com os meus filhos!
-- Ui! Viu só Bellinha? Já são “meus filhos”, daqui a pouco é “minha casa”, a “minha mulher”, o “meu cão”, e por aí vai! - Emmett disse já caminhando para a porta, ele balançava as mãos — Tô dizendo, esse mundo tá perdido! E vamos logo oh “seu de menor”, eu ainda sou o cara mais velho dessa casa.
Isabella e Rose se controlavam para não rir, Edward olhou para ele sem entender muito bem o que Emmet dizia. Virou-se para Isabella e a beijou rápido nos lábios, se voltou para porta quando já estava a fechando, repetiu que voltaria à noite.
-- Quer conversa? - Rose perguntou.
-- Eu preciso de um banho e de comida! - Ela disse — Depois conversaremos! Ficará para almoço?
-- Claro! - Ela disse sorrindo.
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Jasper e Emmett ficaram chocados com tudo o que Edward lhes confidenciou a respeito de Esme. Eles sabiam que havia algo de errado, o modo como a mãe sempre protegeu Edward, o modo como as coisas mudaram do dia para noite, a viagem repentina que ela tivera que fazer... O comportamento bizarro de Esme, que eles nunca conseguiram entender e o porquê daquelas mudanças. Emmett se sentiu culpado por nunca ter notado nada...
-- Eu sinto muito Edward! - Ele se desculpou — Eu devia ter notado algo, mas ela sempre nos manteve longe.
-- Nós sempre tentávamos chamar a atenção dela! -Jasper disse — Ela parecia nunca se importar conosco...
-- Não é culpa dela! - Edward disse — Vocês são filhos incríveis e irmãos também, ela só é doente.
-- Ela poderia ter destruído a sua vida! - Jasper disse com raiva — Eu fiquei noivo de Irina só para agradar a ela!
-- Eu lamento! - Edward disse.
-- Não mais do que eu! - Jasper disse jogando o guardanapo sobre a mesa — Eu acho que está mais do que na hora de dizermos algumas coisas que nunca foram ditas para Dona Esme...
-- Você tem todo o direito! - Edward apoiou o irmão — Eu acho que tudo tem que acabar agora.
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Edward ligou, no caminho de volta, para Carlisle que estava em casa, já avisando que tinha contado toda a verdade para os irmãos, também disse que todos estavam voltando para casa e que seria bom se ele os esperasse lá.
Esme estava totalmente transtornada, os seus cabelos bagunçados, a sua roupa amarrotada, as suas unhas ruídas, as grandes olheiras eram bem visíveis, ela não havia dormido a noite toda. A porta fora aberta e Jasper entrou primeiro, Alice estava tentando convencer Esme a comer alguma coisa, já que ela não comia nada desde a noite anterior. Emmett veio mais atrás e depois Edward entrou.
-- Onde você passou a noite? - Ela cuspiu as palavras indo em direção a ele como uma fera — Por acaso se esqueceu que tem pai e mãe?
-- Alice querida! - Jasper disse — Você poderia nos dar licença, nós precisamos ter uma conversa em família!
-- Claro!
A baixinha de cabelos estranhos correu para a cozinha, na mesma hora em que Carlisle chegou à sala na qual todos se encontravam.
-- O que está havendo aqui? - Esme perguntou — Por que estão me olhando desse jeito? Vamos digam! - Ela gritou.
-- Durante anos eu me culpei por pensar que eu não era um bom filho para você! - Jasper começou, Carlisle apenas olhou para o filho, que poucas vezes se propunha a falar, mas naquele momento, ele parecia ter muito coisa a dizer — Eu achei que só Edward fosse perfeito, tentei imitá-lo durante anos, tentei chamar a sua atenção durante anos, até noivo de uma VADIA eu fique só para lhe agradar! - Ele gritou nesse ponto — Mas não importava, nada do que eu fizesse, seria bom o bastante - Jasper sorriu seco — Eu queria ser Edward, só assim você notaria a minha presença! - Jasper olhou para o pai — Eu tive o melhor pai do mundo, ele de certo modo, cobriu as lacunas e o vazio que a falta do seu carinho deixou — Jasper sorriu com amargura — Eu cheguei até a desejar que Edward morresse... SÓ PARA TER UM POUCO DA SUA ATENCÃO!! - Ele berrou — Mal sabia eu, que infeliz era Edward... Senti ciúmes dele com você, e hoje sei que você não vale nada!
-- Jasper! - Ela disse — Me respeite...
-- Você abusou dele durante anos! - Jasper cuspiu as palavras — Você é uma louca, doente que não via que tinha mais dois filhos, aos quais você nunca deu amor!
-- Você não eram como Edward! - Ela disse erguendo o queixo — Ele era frágil e precisava de proteção e amor! - Ela disse como se isso justificasse tudo — Eu sou a única que poderia dar isso a ele.
-- Você é doente! - Ele disse — Eu tenho nojo de você, nojo de ser o seu filho, nojo de um dia ter mendigado a sua atenção. A única coisa que sinto por você é pena!
Esme olhou para o filho que por fim se sentia aliviado por ter dito tudo que tinha guardado por anos.
-- Eu nunca amei vocês! - Ela disse por fim deixando máscara cair — Vocês choravam o tempo todo, me sujavam, me destruíram! - Edward respirou fundo tentando conter a raiva — Já Edward, ele é o meu queridinho, o meu amor, você dois são duas decepções...
-- Já chega Esme! - Carlisle gritou — Eu não vou deixar que você faça mais nenhum mau ao meus filhos!
-- Filhos? - Ela disse — Você nunca estava em casa, você só os viam a noite, você é um pai negligente - Ela disse — Não era assim que Edward sempre te chamava.
-- Ele não é negligente! - Edward disse — Ele só não sabia o quão doente você era! Posso ter levado anos para notar isso, mas agora eu não me engano mais!
-- Você diz isso agora, mas sabe que é verdade! - Esme retrucou amarga.
-- Eu estou saindo da sua casa! -Edward declarou.
-- Você não pode! - Ela gritou — Eu não vou deixar! Você é o meu filho querido.
-- Você não é a minha dona! - Ele rebateu gritando — Por infelicidade do destino, eu sou o seu filho, eu tenho o seu sangue correndo em minhas veias, mas isso não quer dizer que serei fiel a você...
-- Quem é ela? - Esme baliu — Quem é a vadia que acha que pode te tirar de mim!
-- Eu não sou seu! - Ele gritou — Eu nunca fui! Eu sou o seu filho! E o único carinho que sentia por você, você mesmo matou!
-- Eu disse que você iria acabar sozinha! - Carlisle rebateu — Eu também estou indo embora!
-- Já vai tarde! - Esme disse completamente desnorteada — Edward, querido, você não pode me deixar aqui sozinha.
-- Você tem tudo que deseja Esme! - Carlisle explicou com sarcasmo — Como você mesma disse, eu fui a sua escada para subir na vida... Fique com a sua casa de luxo, os seus empregados, o seu jardim de inverno, a suas jóias caras e a suas viagens cinco estrelas... — Ele olhou para ela com pena — Mas fique sozinha!
-- Eu nunca entendi você! - Emmett disse — Você nunca amou a gente!
-- Não! - Ela confirmou — Você e Jasper foram um erro. Edward foi o único filho que eu quis ter!
-- Irônico! - Emmett falou cheio de escárnio — O único filho que você quis ter e amou, te odeia!
-- Você vai acabar sozinha! - Jasper arrazoou — Eu ajudo você com a mudança Edward.
-- Edward não vai sair dessa casa! - Ela proferiu já bem neurótica.
-- Eu já tirei tudo o que queria daqui! - Ele expôs — Pai você quer ajuda?
-- As minhas malas já estão feitas! – Carlisle contou – Me ajudem a colocá-las no carro, eu vou para um hotel.
-- Pode ficar no meu apartamento! - Edward articulou — Eu não tenho a menor intenção de ir para lá.
-- E onde você vai ficar? - Carlisle perguntou.
-- Com duas ferinhas de olhos verdes e uma Srta. de olhos de cor de chocolate. - Edward disse e Carlisle sorriu.
-- Uma ótima escolha! - Carlisle aplaudiu.
-- Nunca fiz melhor escolha do que essa! - Ele garantiu.
Emmett, Jasper e Edward ajudaram Carlisle com as malas. Esme fez um escândalo quando eles finalmente partiram, ela ameaçou até de se jogar na frente do carro, foi preciso que o motorista e umas das empregadas segurassem a mulher. Porém quando todos já estavam fora daquela casa, eles se sentiram livres pela primeira vez em muito tempo, simplesmente livres...
..................................
Alguém tocou a campanhinha, os meninos já haviam transformado a sala de entrada em um verdadeiro campo de batalha. Isabella teve que pular os brinquedos das crianças um a um, até chegar à porta. Isabella abriu a porta e ficou parada apenas o olhando...
-- Posso ficar aqui com vocês?

CONTINUA...