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Oi

domingo, 3 de novembro de 2013

Slave Of Pleasure-- Escrava Do Prazer -- Cap 31

UMA AJUDINHA DO DESTINO...
A manhã começou chuvosa, Thomas e Alex ainda dormiam profundamente, ambos foram dormir muito tarde na noite anterior, já que Emmett estava na casa. Era sempre assim quando o tio das crianças estava no apartamento.
Isabella ficou surpresa ao ver Carlisle cedo naquela manhã de sábado, Rose tinha saído um pouco antes, ela disse que precisaria resolver alguns problemas na Faculdade, Rose estava cursando Moda há dois semestres, assim como Isabella estava cursando Literatura Inglesa, claro que ela só pode fazer tal curso com a ajuda de Carlisle.
-- Quer café? Acabei de passar...
-- Não, obrigado! - Ele agradeceu com um sorriso — Como estão os meus netos?
-- Dormindo! - Ela sorriu — Mas não vão demorar muito a acordar. Eles parecem sentir a sua presença aqui.
-- Eu sinto muita falta deles! - Carlisle confessa — Bella, eu queria muito poder ficar perto dos meus netos, mas nós dois sabemos quais os motivos que nos levaram a essa situação...
-- Foi melhor assim! - Ela diz séria — Eu não teria uma gravidez tranqüila se eu tivesse ficado lá. Esme não facilitaria e Edward tornaria tudo muito mais difícil.
-- Eu sei! - Carlisle concorda tristemente — Bem, mas não foi esse o motivo de minha vinda hoje aqui.
-- Não?! Claro que não! - Ela pondera — Você veio ver os meninos.
-- Sim! - Ele admite feliz — Mas, eu também vim para conversar com você?
-- Comigo?
-- Bella, você já tem dezessete anos, quase dezoito, já está cursando uma Faculdade e já é mãe! = Carlisle começa — Você não pode morar com a Srta. Halle para sempre! - Ele pondera.
-- Mas...
-- Espere me deixe terminar! - Carlisle diz – Eu comprei um apartamento, é próximo de onde moramos, mas é bem discreto, não se preocupe. - Carlisle articula — Eu gostaria que se mudasse para lá com os meninos!
-- Carlisle eu...
-- O apartamento está no nome dos meninos! - Carlisle diz — É para eles Isabella! Eu acho que você deveria aceitar, já está na hora de você morar sozinha com eles, ter a sua casa, recomeçar a sua vida...
-- Rose me ajuda com os meninos!
-- Eu sei! - Carlisle profere — E foi por isso que eu contratei uma pessoa para te ajudar!
-- Carlisle, você prometeu que ninguém saberia sobre os meninos, além de você e Emmett...
-- É Sue! - Carlisle diz e Isabella arregala os olhos — Você precisará dela para ajudar com os meninos! - Ele fica em silêncio — Sue descobriu, ela achou um foto dos gêmeos e não foi preciso fazer perguntas, eles são uma cópia perfeita de Edward, ela matou a charada rapidinho...
-- Tudo bem! - Isabella aceita — Mas você tem que garantir que não haverá a menor chance de Edward descobrir.
-- Querida, eu lhe prometo! - Carlisle diz satisfeito — Apenas desejo ficar perto dos meus netos.
-- Você sempre os visitou! – Ela articula.
-- Eu sei Bella, mas você não pode viver a vida toda dependendo de Rose. Por mais que ela te ajude de boa vontade e que seja a sua melhor amiga, eu acho que já está na hora de você ter a sua própria casa, seguir o seu próprio rumo...
-- Não era para os meninos? - Ela pergunta abismada.
-- É para vocês!
...................
Isabella sabia que poderia contra-argumentar. Achar uma desculpa perfeita para se recusar a aceitar a proposta de Carlisle, mas a verdade era que ele tinha razão, não fazia sentido ela ficar ali com Rose, se tinha outra opção, ela precisava mesmo de um lugar que fosse seu, no qual ela pudesse se organizar como quisesse sem que ninguém pudesse dizer algo. Ela também sentia falta de Sue, a velha senhora cuidou muito bem dela enquanto ela esteve na casa do Cullen.
Em principio, Rose não aceitou muito bem a partida de Isabella, afinal, ela odiou a idéia de ficar longe das crianças e ter que sair de casa para poder ver os meninos que tanto amava. Isabella usou a desculpa de que a amiga teria o apartamento só para si e Emmett. Eles não precisariam mais se conter, para que aos gêmeos nada escutassem, e até ela própria, a casa agora seria de verdade de Rose, apenas dela.
Quando Isabella chegou à sua nova morada, Carlisle estava lá para lhe mostrar tudo, era uma casa em primeiro lugar, não um apartamento, como Carlisle tinha feito à jovem acredita. Emmett estava lá também, ele parecia uma criança que acabara de ganhar um sorvete duplo com cobertura e enfeites doces. Emmet mostrou aos sobrinhos a casa da árvore, mesmo sabendo que eles só usariam a casa daqui a alguns anos, quando já estivessem maiores. Ainda assim, Emmett cuidou de construir uma casa para os meninos. Era um projeto seu, havia tudo na casa da árvore que ficava no jardim dos fundos. O jardim da frente da casa era cheio de flores e havia uma árvore onde tinha dois balanços. Carlisle disse que eram da antiga dona e Emmett os conservou. Isabella não viu problema sobre isso. Dentro da casa, Isabella quase teve um infarto, era tão grande quanto à casa dos Cullen. Tudo bem, não tão grande assim, porque a casa dos Cullen era uma verdadeira mansão. No entanto, a casa que era dela agora, tinha cinco quartos fora o dela, o quarto principal, duas salas, uma de visitas e outra de cinema que Carlisle fez questão de colocar. Havia uma sala de jantar, a cozinha e seis banheiros, um em cada quarto e um toalete para visitas que ficava no andar de baixo. Um quarto de brinquedos que era para os meninos, cheios de brinquedos. Não parava por aí, o quarto dos meninos eram separados, mas havia um quarto que fora preparado para os dois, este era decorado em azul e verde com móveis brancos, alguns ursos nas paredes e no teto havia um sistema solar cheios de planetas e estrelas. Carlisle disse que assim que os meninos crescessem, eles poderiam cada um, ocupar o seu próprio quarto, mas até que isso acontecesse, eles poderiam continuar dividindo o mesmo quarto. Ela quase caiu para trás quando viu o quarto que seria o seu, decorado em cores claras com móveis em tons escuros, uma cama enorme no centro, ao lado dela, no canto direito, havia uma escrivaninha com um computador de última geração. Era tudo o que ela precisava para estudar e pesquisar durante a sua Faculdade. O banheiro de seu quarto era enorme, havia ali uma grande banheira e um enorme chuveiro. Tudo parecia perfeito, o verdadeiro quarto dos sonhos, era isso que era... Isabella não sabia como reagir a tudo aquilo...
Sue estava lá para recebê-los, a mulher ficou feliz em conhecer os gêmeos Thomas e Alex, claro que foi impossível ela não comparar os meninos ao pai. Quem não compararia vendo os dois meninos? Os cabelos acobreados e os lindos olhos verdes em um rosto pálido como a neve... Isabella fez uma careta na hora dos comentários, mas todos acabaram rindo quando Thomas derramou sorvete no chão da sala e disse.
-- Taiu!
E depois de estarem todos muito bem estalados, a vida continuou em seu ritmo normal para ela e as crianças... Os dias foram passando, os meninos corriam muito pela casa, deixando Sue completamente louca, então, claro que Isabella se viu obrigada a contratar uma babá para ajudar Sue. Dora era uma senhora casada que trabalhou a vida todo como babá, ela ajudava Sue com os meninos enquanto Isabella estava fora.
..................................
-- Oi Sue! - Isabella disse já saindo do metrô, ela estava caminhando em direção a saída, voltando para casa, já era noite — Sue, eu vou me atrasar um pouco, por favor, coloque os meninos na cama para mim.
-- Claro menina! - Sue disse do outro lado da linha — Deseja algo em especial para o jantar?
-- Não Sue, eu estou sem fome, que dizer, já jantei na rua mesmo!
-- Tudo bem.
-- Coloque-os na cama, obrigada! - Ela disse — Já, já estarei em casa.
Ao dizer isso, Isabella desligou o celular e o jogou dentro da bolsa. Ela caminhava em direção a parada de ônibus, ali estava meio deserto, devido ao adiantado da hora é claro, o tempo estava fechado, tipo meio nublado, logo choveria. Isabella caminhava tranquilamente, porém, mais a sua frente havia três homens parados em uma atitude meio suspeita, ela sentiu medo devido à forma com que eles a encarava.
-- Oi gatinha! - Um dos homens disse quando Isabella passou por eles.
-- O gato comeu a sua língua? – O outro aguçou.
-- Uma gracinha você...
Por algum motivo, algo dentro de Isabella gritava para que ela continuasse andando o mais rápido possível para a parada mais próxima, e fora o que ela fez, passou por eles e seguiu em direção a parada de ônibus, no entanto, enquanto ela andava, ela começou a ouvir passo atrás de si. Ficou feliz porque estava usando tênis e calça jeans, assim seria mais fácil correr se fosse preciso.
-- Oh devagar aí gatinha! - Um disse.
-- Não se aproximem... - Ela falou quase gritando.
-- Olha só a garota é brava! – O outro disse.
-- Calminha, ninfeta, vamos só conversar...
-- Fiquem longe!
Quando um dos homens conseguiu segurá-la pelos braços, fazendo com que as suas coisas caíssem espalhadas pelo chão, a jovem gritou...
-- Me solta!
Mas, a rua estava deserta, ela sabia que se alguém escutasse, demoraria muito a chegar. E mesmo se isso fosse possível, talvez fosse tarde demais.
-- Olha só ela é bem bravinha! - Um dos homens disse.
-- Me solta! - Isabella gritou e deu um soco no rosto do homem.
-- Ai sua vadia de merda! - O homem o qual ela acertou, gritou — Essa vadia quebrou o meu nariz.
Isabella estava preste a correr quando um carro com faróis alto entrou na rua clareando tudo. Deixando as coisas bem visíveis, até que deu uma freada brusca, o que deixou Isabella ainda mais assustada, claro que a sua situação não poderia ficar pior...
-- Oh! - Um dos homens disse – Que manobra perigosa é essa cara?
-- Entra no carro Isabella!
Sabe quando tudo para de girar, a única coisa que faz sentindo e a coisa que está a sua frente. Isabella sentiu o seu coração pular no peito e sentiu as suas pernas congelarem ao reconhecer a voz do homem que lhe deu a ordem. Ela não se moveu, ela ficou parada sem a menor reação.
-- Eu mandei você entrar no carro! - Ele repetiu.
--- Você não manda em mim! - Ela replicou.
-- Você realmente quer discutir isso agora? - Ele disse — Entre na merda deste carro.
Isabella correu em direção ao carro e entrou a porta já estava aberta.
-- Oh! Quem você pensa que é para chegar assim?
-- Dêem o fora daqui agora!
-- Acha que temos medo de você? - Um dos homens disse.
-- Deveriam!
-- É mesmo, e por quê? - O outro homem perguntou.
-- Realmente não sabem quem eu sou?
-- E por que saberíamos?
-- O nome Masen lhes diz alguma coisa?
Fora como levar um soco no estômago, os homens ficaram pálidos e as suas vozes esvaneceram.
-- Sumam daqui! - Ele disse entre dentes e os homens saíram correndo.
Masen entrou no carro, e assim que estava dentro, ele ligou o carro saindo dali, durante alguns segundos nada fora dito.
-- Que merda você achava que estava fazendo?
-- Pare o carro! - Isabella disse.
-- Não!
-- Pare a merda desse carro, Edward!
-- Não! - Ele gritou assustando ela — Coloque o cinto e fique quietinha aí.
Isabella não soube dizer se fez por medo ou por reflexo, mas ela apenas obedeceu à ordem dele, então, ela percebeu que Edward dirigia muito rápido por entre os carros que encontravam pelo caminho, até chegarem a uma parte distante da cidade, totalmente longe de seu destino original... Quando Edward parou o carro, Isabella ficou surpresa, a rua era deserta e não havia ninguém por ali.
-- O que está fazendo?
-- Eu preciso falar com você?
-- O quê? - Ela disse chocada.
-- Eu quero conversar com você?
-- Agora?
-- Sim agora! - Edward tinha a cabeça encostada contra o volante - Quando você voltou do Colégio Interno?
-- Não é da sua conta.
-- Não complique as coisas, Isabella. Eu estou tentando ter uma conversa com você, sem perder a cabeça.
-- Perder a cabeça?! Tentando ter uma conversa?! - Ela gritou o fazendo olhar para ela — Você me usou, me deixou sozinha, você teve dois longos anos para me procurar e você nunca o FEZ! - Ela gritou ainda mais as últimas palavras.
-- Você saiba a minha posição sobre o seu estado...
-- Eu estava grávida, caramba! - Ela gritou — Você casou comigo, me fez passar pelas piores humilhações que uma mulher grávida poderia passar e para infernizar a minha vida ainda mais, a hipócrita da sua mãe ainda estava lá enchendo o meu saco...
-- Isso não vem ao caso! - Edward diz gélido — Por que não voltou para a minha casa quando saiu da Escola Interna?
-- Porque eu não queria ver a sua cara! - Ela disse ríspida — Eu tenho nojo de você, eu te odeio.
-- Você tentou dar o golpe da barriga para cima de mim. Agora diz que tem nojo de mim?
Antes mesmo que Edward se a percebesse, a mão de Isabella estava em seu rosto, lhe aplicando uma tapa forte.
-- Você sabia muito bem que não era verdade! - Ela disse entre dentes.
Isabella abriu a porta do carro e saiu andando pela escuridão.
-- Volte para o carro garota!
-- Com você? Prefiro ir a pé.
-- Aqui não passa carros! - Ele gritou saindo do veiculo.
-- Eu me viro!
-- Mais que merda! - Ele gritou novamente passando as mãos pelos cabelos, correndo em direção a ela.
Isabella tentou correr, mas Edward fora mais rápido e conseguiu pegá-la antes que ela fizesse uma besteira maior.
-- Você não vai sair andando por aí sozinha à noite! - Edward disse ofegante e segurando-a contra o seu corpo — Volte para o carro, ou eu te colocarei lá, do meu jeito.
Isabella tinha os olhos presos nos dele, respirando ofegante, ela poderia contrariá-lo, mas ela sabia que Edward tinha razão, ali não passava carros e seria perigoso até por demais continuar naquele local.
-- Eu volto! - Ela disse — Me solta...
Edward soltou Isabella e a esperou caminhar em direção ao carro dele, então ele fora atrás dela. Isabella entrou no carro e colocou o cinto, Edward fez o mesmo... Ele encarava o escuro concentrado em algo, sem nada dizer...
-- Eu quero ir embora!
-- Eu preciso conversar com você!
-- Eu não quero falar com você!!!! Será que não entende?!
-- Bella...
-- Bella o caramba! - Ela gritou com os olhos cheios de lágrimas.
-- Eu sei que você não entende...
-- Entender? Entender que você me deixou sozinha quando eu mais precisei? Que você fez disso algo que acabou comigo? Quer que eu entenda isso? - Ela gritou — Pois bem, eu vi o canalha que você é, eu vi como tudo acabou e no final só tinha uma coisa que fazia sentido...
Ela baixou a cabeça e apertou os dedos uns nos outros, Edward estava em silêncio.
-- O que fazia sentindo? Qual era a coisa que fazia sentindo?
Ela olhou para ele que parecia ainda mais triste do que quando começou a falar.
-- A única coisa que fazia sentindo era ficar longe de você! - Ela disse — E ainda assim eu preferir ignorar...
-- Eu não menti quando disse que não seria um bom pai! - Edward a lembra.
Isabella tomou aquelas palavras como uma tapa na cara, ela também não estava pronta para ser mãe e ainda assim encarou o desafio...
-- Bella, você não entende, antes de você eu...
-- Antes de mim, você tinha Tânia que fazia o que você queria e ainda rastejava aos seus pés!
-- Não á isso que eu quero dizer...
-- Olha, o fato de Victoria ter fudido com a sua vida, não te dava o direito de fuder com minha! - Ela gritou — Quer saber de uma coisa, você é um cretino e agora eu sei o porquê de Victoria ter te traído em sua festa de despedida de solteiro e ainda mandou o vídeo para você apreciar a traição. Você não vale nada! - Ela gritou enfurecida.
-- Você viu o vídeo? - Edward sussurrou — Você não deveria...
-- Eu achei na biblioteca, sim, eu vi o vídeo! - Ela sussurrou se sentindo culpada.
- Foi só uma das coisas que Victoria fez comigo! - Ele expõe – Há mais coisas que você não...
-- Eu não quero saber! - Ela diz antes dele terminar — Eu só quero ir para casa. ME LEVE AGORA!
-- Onde você mora? – Edward perguntou.
-- Me deixe no apartamento de Rose!
-- Você está morando com ela?
-- Não é da sua conta!
-- Eu preciso conversar com você Bella.
-- Como foi que me achou lá? - Ela se deu conta disso só então, Edward havia aparecido do nada — E por que aquelas pessoas fugiram de você?
-- Não era de mim! - Edward diz — É de algo que eu sou.
-- Me deixa em casa, agora!
-- Eu preciso conversar com você em outro lugar, por favor, me deixe tentar pelo menos explicar.
-- Eu não quero as suas explicações! - Ela disse seca e fria — Você nunca me procurou antes para me dizer algo e você teve a sua chance...
-- Você não entende! - Ele grita olhando para ela — Eu não seria um bom pai. Acredite, eu não seria...
-- Você nem sequer tentou! - Ela gritou de volta para ele — Você apenas disse que não queria, apenas negou o fato e ponto! - Ela se calou e o encarou... Os olhos dela estavam cheios de lagrimas — Eu não estava pronta, Edward. Eu só tinha 16 anos e iria ser mãe, você acha que eu estava como? Eu precisava de ajuda e o que eu recebi em troca? O seu desprezo, a perseguição de sua mãe... Você acha mesmo que foi fácil para mim? - Ela ficou em silencio mais um pouco — A melhor coisa que eu fiz, foi sair daquela casa e agradeço a Emmett e Rose, eles foram o motivo de eu não perder a minha sanidade. Agora me tira daqui ou vou sair correndo...
-- Onde Rose mora?
Isabella passou o endereço para Edward e nada mais fora dito, Edward parou o carro em frente ao prédio onde Rose morava, ele viu o carro de Emmett no estacionamento do prédio, ele sabia que o irmão continuava de caso com a loura.
-- Bella!
-- Adeus Edward! - Ela disse e saiu do carro sem permitir que o rapaz falasse algo.
.......................
Isabella teve sorte de Emmett e Rose estarem vestidos. A morena invadiu o apartamento da amiga sem nem ao menos bater à porta, que por sorte, estava aberta. Rose sabia que algo tinha acontecido quando viu a amiga com o rosto coberto de lágrimas e ela sabia que a única pessoa que conseguiria fazê-la chorar daquela forma seria Edward. Quando Isabella conseguiu contar o que havia acontecido, Emmett nada disse, ele apenas ficou preso em seus próprios pensamentos, já Rose queria matar o ruivo de qualquer jeito, por ele ter feito a sua melhor amiga chorar. Assim quando os ânimos foram acalmados, Emmett foi levar Isabella de volta para casa dela, ele entrou no local, apenas para dar um beijo de boa noite nos sobrinhos queridos. Isabella o levou até a porta de saída, ela estava bem mais calma naquele momento.
-- Você está bem? - Emmett perguntou.
-- Tô sim! - Ela sussurrou absorta em seus próprios receios.
-- Bells, eu acho que você deveria ter ouvido Edward!
-- Eu não quero mais saber! Edward já me fez sofrer muito!
-- Ele é o pai dos meninos! - Emmett declara — O meu irmão ainda te ama, eu sei disso... Eu vejo... ...e se você deixar, eu acredito que agora, ele seria capaz de demonstrar que te amar de verdade, da forma que você merece.
-- Emmett, Edward quase me destruiu! - Ela esclarece em um fio de voz.
-- Bella, ambos estão feridos! - Emmett reconhece — Edward sofreu de um jeito que eu não sei te dizer, mas eu sei que aconteceu algo, ele não fala... Eu também sei que foi algo evolvendo Victoria, mas isso não que dizer que você não possa tentar de novo com ele...
-- Não é assim tão fácil!
-- Sim, é sim! - Emmett diz irritado — Você tem a mania de complicar as coisas! Sabe, se você parasse para ouvi-lo, talvez algumas coisas pudesse fazer sentindo! - Ele fica circunspecto — Pare de apontar o dedo da acusação sempre, às vezes, às pessoas podem ser apenas vitimas de si mesmas, como você o foi... Então elas só sabem ficar na defensiva... É até uma reação normal, depois que se quebrar a cara...
-- Ele me machucou...
-- Edward é um fudido, Bells. Um FUDIDO! - Emmett repete enfatizando bem a palavra — Edward, mesmo que reconhecesse um gesto de carinho, ele fugiria, ele se recusaria a sentir esse tipo de sentimento! - Emmett passa as mãos pelos cabelos recém cortados — Por favor, pense sobre isso! Não leve uma vida inteira para se arrepender... Eu sei que o meu irmão fez muitas merdas, mas ele foi atrás de você e por estar tentando, muda muitas coisas, você só tem que aceitar ou não... - Ele fica em silêncio por um instante — E se ele quer lhe dar explicações, seria bom ouvir, pelo menos você terá as respostas para as suas perguntas...
-- Isso não muda o que ele fez!
-- Não, não muda! - Emmett concorda — Os homens que causaram o acidente dos seus pais foram presos e condenados, Bells. Mas isso não trouxe os seus pais de volta, porém deu a você a paz de que a justiça fora feita! - Ele toca no rosto dela de forma carinhosa — Talvez ouvir Edward dê isso a você, talvez te liberte de vez para que você possa seguir em frente...
-- Você diz isso, mas você nunca terminou com Kate! - Isabella o acusa e Emmett sorri tímido dando de ombros.
-- O meu lance com Kate é algo que só Rose pode entender! - Emmett diz — Mas não se preocupe. Isso tudo já está com os dias contados para chegar ao fim!
Isabella nada disse, ela apenas ficou parada ali na porta vendo Emmett caminhar em direção ao seu carro, quando de repente ele se virou olhando para Isabella...
-- Bells! - Ele chama à jovem — Sabe, o meu irmão sempre teve controle de tudo, talvez você devesse o fazer perder um pouco desse autocontrole, talvez isso lhe faça um grande bem e dê a você o gosto da vingança, se é que você me entende...
Emmett não disse mais nada, apenas entrou no carro e saiu em direção ao apartamento de Rose.
CONTINUA...

5 comentários:

  1. Adoreiii o cap

    ODEIO o Edward e estou torcendo para que a Bella encontre outro homem e que esse outro seja o pai dos meninos, quero que Edward MORRA de remorso e que seja bem doloroso e cruel

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  2. nossa eu iquei com peninha do Edward coitado será que ninguém intende a parte dele também.. concordo que ele foi um infeliz ao abandonar a Bella gravida e só agora ele a procura. mais apesar de tudo eu troço pra que eles se acertem e cuidem dos seus filhotes juntinho.

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  3. Amo , adoro essa sua fic , a cada capitulo no final dela o leitor lamenta ter chegado a ultima linha , Edward como irmão disse É UM VERDADEIRO FUDIDO , pois se fechou para tudo e se vê desesperado que Bella penetra em sua armadura, sofrer ele precisa ainda ,mais ficar separado dela e dos meninos não acho justo, ele vai percorrer um longo caminho mais precisa aprender a abandonar a armadura para ser feliz e fazer o entorno feliz. Amo sua criatividade ,amo vc por me permitir viajar em suas aventuras. Bjs em seu coração Irene Abreu = Irene Swan (Nyah)

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  4. Amei esse cap, eu leio a historia no nyah mais la ta imigrando, porque nao posta o cap aqui?

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  5. OK!
    OMG, mal posso esperar para o próx. capítulo #excited

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