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domingo, 3 de novembro de 2013

O Casamento-- Para Todo O Sempre-- Cap 11


"Jogue sempre sal sobre seu ombro esquerdo,
tenha alecrim no seu jardim,
plante alfazema para dar sorte e apaixone-se sempre que puder."

(Da Mágia à Sedução)
CARTAS E AMEAÇAS...
Algumas coisas tendem por si só acontecer fora do tempo previsto, Edward sabia muito bem disso, o seu casamento, por exemplo, teve inicio de forma errada e ele melhor do que ninguém queria muito ter podido mudar este fato. Ele passou dias, observado secretamente, uma jovem que era assistente de seu primo. A morena de péssima aparência, que fazia o possível e o impossível para se esconder atrás de roupas horríveis e um jeito descompensado de ser. Porém, por algum motivo, que nem mesmo Edward saberia explicar, a jovem lhe chamou a atenção desde a primeira vez que ele a viu, tanto que quando Carlise, o seu pai, lhe deu o ultimato do casamento, ele não conseguiu imaginar ninguém melhor para esse papel do que a feiosa Swan. Edward achava que não haveria riscos de ele se apaixonar por ela, que seria fácil sair fora daquela confusão, até porque, quando ele se separasse, todos diriam que era devido a sua esposa ser horrenda e nem um pouco atraente ou sensual...
Triste engano o seu, a cada dia que se passava, ele se encantava ainda mais por Bella. Edward passou a observar o modo como ela cuidava de Tony, o seu filho. A maneira como ela era atenciosa tanto com a criança quanto com ele próprio. O Cullen, mesmo com toda a sua grosseria, não conseguiu amedrontar a doce morena, ela estava sempre lá, ao seu lado e com o passar do tempo, fora difícil não se encantar ainda mais pela esposa. A descoberta de que por trás daqueles trajes que ela vestia, havia na verdade, uma mulher linda e atraente o conquistou totalmente e o fez feliz por ter se casado com ela...
-- Um beijo pelos seus pensamentos! - Isabella disse sentando no colo do marido — No que você pensava?
-- Em você! - Ele diz e a beija rápido nos lábios — Em nós, em como somos felizes, porque eu sou feliz com você...
-- E eu também!
-- Para sempre!
-- Para todo o sempre! - Ela disse tocando o rosto dele e o beijando apaixonadamente.

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A segunda-feira chegou como se fosse um relâmpago quebrando o céu. O final de semana fora calmo e tranqüilo pela primeira vez, em muito tempo. Edward sabia que Isabella estava assustada com o ocorrido com Tony, ele sabia disso porque estava implícito, no olhar da esposa e no modo como ela passou a super proteger o filho desde o acontecido.
-- Bom dia Mary! - Edward cumprimentou a secretaria ao chegar ao escritório, mesmo a sua mente estando longe, estando com a esposa e o filho, ele ainda assim não havia perdido os bons modos... — Em cinco minutos, eu quero a minha agenda para hoje!
-- Claro Senhor! - Mary responde dando um sorriso forçado — Sr. Cullen chegou isso para o Senhor.
-- O que é isso?
-- Eu não sei! - Mary diz simplesmente — Acho que é uma carta, ela estava aqui quando eu cheguei e está direcionada ao Senhor!
Edward pegou a carta, ele estava meio desconfiado. Analisando superficialmente, ele reparou que não havia remete o que o deixou mais intrigado ainda.
-- Obrigado Mary! - Edward disse — Cinco minutos...
-- Claro Senhor!
Edward não olhou mais para trás, ele caminhou em direção a sua sala, assim que ele entrou, ele deixou a sua pasta sobre a mesa e se dirigiu a sua cadeira. Edward abriu a carta, notando que ela havia sido datilografada o que lhe pareceu estranho para uma época de alta tecnologia. Como assim? Alguém ainda usava máquina de datilografia?
“Caro Edward Cullen,
Já faz tanto tempo que aposto que nem se lembre mais de quem eu sou. Sim, eu tenho certeza que a sua vida anda muito corrida, o que me fez lembrar, do tempo em que você não era ninguém, a não ser um NERD esquecido.
Não sente falta daquele tempo? Onde você era apenas VOCÊ, UM NADA! Ninguém chegava perto de você por interesse, lembra? Realmente, você gosta de ser esse cara que virou?
Bem, eu me lembro de quando você era um cara tímido, que babava pela líder de torcida, que segundo você mesmo, era incrivelmente linda, lembra?
Posso lhe contar como ela morreu, quem realmente a matou, quer saber?
Sim, eu sei quem fez aquilo, eu sei também como o fez e o que usou. Você foi apenas um vitima como a sua esposa também...
Ah sim, a sua esposa, muito bonita por sinal! Você nunca teve um gosto ruim para mulheres, ela é uma mulher encantadora e deve amar você de verdade, porque apesar de tudo, ela ainda continua com você.
Meu caro, você nunca parou para pensar que ela, talvez, estivesse mais segura longe de você? Que o alvo, talvez, nunca tenha sido ela e sim você?
Edward, Edward, você já foi bem mais espero e me surpreende ver você caindo em armadilhas tão fáceis e simples de se prever.
É tudo uma questão de jogo e do modo de com se jogar, não é mesmo? Afinal, você é um exímio jogador de xadrez e estão querendo pegar agora a sua rainha...
Você ainda tem tempo para salvá-la corra...”
...........
Tudo aconteceu bem rápido, Edward entendeu o que a carta dizia e era claro que a vitima dessa vez seria a sua esposa e foi a partir daí que ele agiu...
John estava com Isabella, além de mais dois seguranças. Tony teria que ir para Escola e Isabella fez questão de cuidar disso pessoalmente. Então John ficou ao longe, observando a jovem se despedir do filho, que ainda estava meio assustado com o acontecido há pouco tempo, mesmo assim, Tony se sentia orgulhoso por ter sobrevivido e por ter visto Lion em ação. O segurança não pensou duas vezes, quando mandou o menino pular para o banco da frente e na hora certa, Tony saltou no colo de Lion e ambos saltaram para fora do carro. Tony saiu sem ferimentos, já Lion teve alguns machucados devido à alta velocidade que o carro desenvolvia no momento do acidente.
-- Passarei para buscar você mais tarde! - Isabella disse beijando o menino no rosto.

-- Tudo bem! - Ela disse sorrindo para mãe.
-- Eu amo você Tony.
-- Eu te amo mamãe.
Isabella ficou olhando Tony entrar na Escola e assim que o menino sumiu de sua vista, ela caminhou em direção a John e aos outros seguranças. John estava falando ao celular.
-- Ela está vindo em minha direção Senhor! – John o informa — Não, o menino acabou de entrar, Artur ficará com ele aqui — John ficou em silêncio — Tudo bem, eu tomarei cuidado.
-- Está tudo bem John? - Isabella perguntou.
-- Sim, Senhora. Era apenas o Sr. Cullen querendo saber como andava as coisas por aqui.
-- Eu sei como é... - Ela disse sorrindo — Podemos ir? Preciso ir à livraria!
-- Mas hoje não tem ninguém lá Senhora! - John disse.
-- Eu sei, mas eu preciso ver com os meus próprios olhos como andam as obras.
-- Se a Senhora deseja, vamos então.
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Emmett tinha acabado de ler a carta que Edward recebeu, havia uma grande ruga na testa dele, assim como na de Edward.
-- Eu preciso ver Isabella! - Edward articulou.
-- Você acabou de falar com John!
--- Não é a mesma coisa, eu preciso vê-la, abraçá-la, saber que ela está bem!
-- Ligue para ela, mas tente não preocupá-la, você sabe muito bem que ela está em um estado delicado.
-- Eu sei! — Edward respira fundo e disca o número de Isabella que atende ao segundo toque.
-- Oi amor! — Ela diz com um sorriso bobo nos lábios — Você não deveria estar trabalhando?
-- Eu senti a sua falta! — Ele anuncia.
-- Há algo errado? — Ela nota ou sente algo na voz do marido.
-- Não, claro que não! — Edward tenta disfarçar, mas falha grandemente — Onde você está? — Ele muda o rumo da conversa.
-- Chegando à livraria! — Ela diz — Espere, eu vou sair do carro! — Edward ouve um barulho e a voz de Isabella volta a soar no seu ouvido — Pronto! Qual o motivo de sua ligação no meio do expediente Sr. Cullen?
-- Eu já te disse, eu estou com saudades! — Edward repete para ela.
-- Edward está acontecendo alguma coisa?
-- Bella, eu só queria saber como você estava?
-- Você está estranho. — Ela comprova — Espere, eu vou abrir a porta...
-- Claro.
Foi quando Edward ouviu uma explosão e a ligação caiu, depois daí tudo ocorreu em slow-motion...
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O barulho do bip estava incomodando Isabella bem mais do que o som rouco de uma respiração ao seu lado. Os seus olhos se abriram e ela ficou momentaneamente cega pela claridade, a jovem levou alguns minutos para reconhecer que estava em um quarto de hospital. Edward estava ao seu lado com a cabeça deitada no pequeno espaço que havia em seu colchão. Assim que ela reconheceu o lugar, ela entrou em pânico. A última vez em que ela acordou em um hospital foi quando perdeu o seu primeiro bebê, a sua reação fora instintiva, as mãos dela voaram para o seu ventre.
-- Calma! — Edward disse meio sonolento segurando as mãos da esposa — Está tudo bem! Tanto com você quanto com o bebê!
Isabella soltou a respiração, que nem mesmo ela tinha se dado conta que estava prendendo.
-- O que aconteceu? — Ela quis saber — Por que eu estou aqui Edward?
-- Você não lembra?
-- Eu estava falando com você! — Ela tenta recordar — Essa é a última coisa que eu me lembro...
Edward passou as mãos pelos cabelos, ele estava frustrado e ao mesmo tempo nervoso.
-- Alguém tentou matar você! — Ele disse frio e seco, fechando as mãos em punhos — Grace disse que você teve muita sorte, você e o bebê foram arremessados longe, e você bateu a cabeça na queda! - Edward reportou a ela os fatos — Mas está tudo bem, você ficou com o rosto meio vermelho, porém já está melhorando.
-- Quanto tempo eu fiquei inconsciente?
-- Algumas horas... Agora fique calma, por favor! - Edward meio que implora — Não vai fazer bem para o bebê.
-- Como isso foi acontecer!
-- Alguém está tentando me atingir e sabe que você e Tony são os meus pontos fracos!
-- Edward isso tem que parar! - Ela sussurrou já chorando — Isso tem que parar...
-- Isso vai parar! - Edward diz sério e introspectivo — Eu juro, isso vai parar...
Ele beija a esposa na cabeça e a ajuda a se deitar novamente, dessa vez, ele se senta na cama ao lado de Isabella e coloca a cabeça dela em seu colo, lhe fazendo um carinho.
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Alguns dias se passaram, Edward pegou Isabella e Tony e os levou para a casa de praia de seu pai, claro que isso tudo fora feito sem que ninguém soubesse. Antes da viagem, Edward ainda recebeu duas outras cartas anônimas, fato que o motivou a uma tomada de decisão radical. Isabella passaria o resto de sua gravidez juntamente com ele e Tony bem longe dali.
Emmett ficaria responsável por tudo, durante a ausência do chefe. A antiga equipe que Edward mandou reunir novamente, já estava a postos e já se encontrava na cidade. Tudo caminhava como o planejado e agora era hora de colocar em prática o combinado. Emmett apenas mantinha o chefe informado...
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Isabella estava curtindo a sua gravidez, agora sem problemas. Orlando é um lugar lindo. A casa de praia em que eles se encontravam, era grande e bem confortável, parecia que nada mais importava a não ser a felicidade deles. Ela não pensou duas vezes, antes de aceitar a proposta do marido, ela não queria correr o risco de perder o seu bebê. E agora, eles estavam naquela praia linda, a praia de Cocoa Beach, que ficava na Costa Espacial. Bella já estava com seis meses de gravidez, a sua barriga estava enorme, a Doutora Grace sempre vinha fazer o exame pré-natal da morena mensalmente. Edward estava pagando a mais para isso, mas não se arrependia em nada. Ninguém, além da família sabia onde eles estavam e até mesmo isso era tratado com códigos entre eles.
E desse jeito, cheio de mimos e cuidados, os meses foram passando. Edward estava a cada dia mais bobo com o fato de ser pai novamente. Ambos se recusaram em saber o sexo do bebê, depois de cinco tentativas frustradas, então eles pararam de tentar descobrir. Edward passava horas ao lado da esposa e de Tony, qualquer movimento dela, ele estava lá, ao seu lado, sempre atendo a tudo. Claro que algumas vezes, ela se sentia sufocada, mas ela procurava entender o que ele estava sentindo. Afinal de contas, ela fazia o mesmo com Tony, não houve uma única noite em que ela não passasse horas observando o menino dormir tranquilamente. Edward fazia a mesma coisa com a esposa. Assim como não houve uma noite em que Edward não tenha feito amor com a mulher, até mesmo quando ela já estava com um barrigão, ele com muito cuidado e jeitinho, fazia amor com ela.
-- Como está a mamãe mais linda? - Edward pergunta se sentando ao lado de Isabella na espreguiçadeira, Tony brincava próximo a eles com um baldinho e uma pá, ele estava construído castelos de areia.
-- Inchada! - Ela diz sorrindo.
-- Sabe que não me importo! - Ele afirma — Você está comendo por você e por essa criaturinha aqui – Ele fala beijando a barriga dela.

Edward tocou e beijo a barriga redonda da esposa varias vezes. Isabella estava com oitos meses e meio, a gestação dela estava chegando aos nove meses e Edward já tinha tudo organizando para o parto. Grace faria o parto de Bella em casa mesmo. Tudo já estava pronto. Edward havia cuidado de cada detalhe pessoalmente, o único motivo de Edward ter optado em ser assim, fora por não saber o que poderia acontecer se Bella fosse para um hospital.
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Eram três horas da manhã quando Edward acordou, ele passou as mãos pelo rosto e afastou as cobertas.
-- Merda! - Ele disse já saltando da cama — Bella amor, acorda! - Ele a chamou com calma, mas o celular do ruivo já esta em suas mãos discando um número — Doutora Grace a bolsa rompeu! — Edward ouviu o que a médica tinha a dizer – Ok, nós estaremos esperando. John já está indo buscá-la aí no hotel.
-- Edward! - Bella disse calma — Está tudo bem, não entre em pânico!
-- Você está sentindo alguma coisa?
-- Pequenas contrações! Fique calmo!
Edward ligou para John que estava de plantão naquela noite. O segurança foi imediatamente buscar a médica no hotel, a partir daí, fora uma correria só na casa... Edward estava nervoso, a Doutora Grace já estava há quase uma hora com Isabella, além de mais duas enfermeiras. Dentro do quarto, os gritos de Isabella eram ouvidos até fora da casa. Tony fora levado para a biblioteca, lá era o único lugar em que o som não poderia ser ouvido por contar com um sistema anti-som, o menino dormia...
Edward andava de um lado para o outro. Ele queria entrar no quarto, mas Grace achou que ele estava nervoso demais e poderia atrapalhar o parto. Edward parou quando ouviu um grito agudo vindo de sua esposa, sendo logo acompanhado de um choro de bebê...
-- Nasceu! - Ele disse ao John – O bebê nasceu...
Passaram alguns minutos e uma das enfermeiras saiu com um bebê todo enrolado em um lençol branco, o bebê já estava limpo...
-- Sr. Cullen! - A moça disse sorrindo e anunciou... — É uma linda menina!

CONTINUA...

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