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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Casamento-- Capitulo 31-- Inesperado



INESPERADO!

Edward andava de um lado para o outro em sua sala. Emmett tentando ajudar o amigo a encontrar a esposa que infelizmente havia sido sequestrada. Segundo relato da senhorita Weber, a jovem tinha sigo agarrada na saída de um restaurante e empurrada para dentro de uma Van branca por homens estranhos que tinham o seus rostos cobertos por um capuz negro.

-- Deve haver alguma coisa que vocês possam fazer! Era a voz de Carlisle ao telefone, ele também estava na sala junto ao filho — Já passamos o número da placa e descrevemos o carro, a minha nora está dentro daquele carro. Preciso que a encontrem!

Fora inacreditável o modo como toda a situação mudou, segundos atrás Carlisle queria matar o próprio filho por mentir para ele. Isabella era a última pessoa que ele queria ver em sua frente, e demiti-la era a melhor escolha para ele. E agora vendo o filho nervoso e frustrado tentando achar de qualquer jeito a mulher com quem se casou, fez com que Carlisle mudasse totalmente seu modo de ver aquela questão em particular.

-- Eles a acharam! Emmett disse e a expressão em seu rosto não era nada boa — Infelizmente, não tenho boas noticias!
-- O que aconteceu com Isabella? Edward já estava ao lado de seu amigo.
.....
O bip constante do monitor demonstrava o som dos batimentos cardíacos de Isabella que estava deitada em uma cama hospitalar. O corpo todo da mulher doía, seus lábios estavam inchados, e uma de suas pernas estava enfaixada. A jovem também torceu o tornozelo quando ela saiu correndo em uma tentativa de fuga. Sua respiração era calma, mas lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Ela havia sido espancada até perder a consciência, não conseguiu ver o rosto de seus agressores, eles usavam uma espécie de capuz que lhes cobriam os rostos e quando ela tentou correr e fugir de todo aquele inferno ela caiu e torceu o seu tornozelo. A dor que ela sentia em seu corpo não era nada comparada a dor que ela estava sentido em sua alma, uma dor bem mais forte do que ela conseguiria descrever.

.....
Edward entrou no hospital sendo seguido de perto por seu pai, Emmett e mais dois seguranças. Emmett havia cuidado para que os seguranças os seguissem e se mantivessem em prontidão, pois eles ficariam na frente da porta do quarto de Isabella.

-- Onde está Isabella Cullen? Edward perguntou a recepcionista.
-- Sr. Cullen! O jovem médico disse – Eu sou Seth Clearwater, o médico que atendeu sua esposa!
-- Como Isabella está? Ele perguntou.
-- Senhor Cullen o caso dela é um pouco delicado! Ele disse dando um sorriso amarelo e sem graça — Ela quase não sofreu grandes lesões, teve algumas esfoliações, teve uma pequena torção no tornozelo esquerdo, mas..
-- Mas o quê? Edward perguntou.

A cara que o jovem médico fez, não era nada agradável e o coração de Edward logo disparou de preocupação.

-- Você terá que ter muita calma com ela! Ele disse o alertando — A Sra. Cullen perdeu o bebê, e ela ainda não esta reagindo muito bem a isso.
-- Bebê? Edward sussurrou tão surpreso quando os outros que estavam na sala.
-- Sim, ela estava grávida de cinco semanas! Seth disse — Devido à agressão que sofreu, ela acabou por perder a criança, pois levou muitos golpes na barriga e acabou sofrendo um aborto.

Edward estava pálido, Carlisle tinha o rosto tão surpreso quando o de Emmett que agora parecia se sentir culpado. O corpo de Edward fora escorregando pela parede até chegar ao chão, onde ele prendeu a cabeça entre as pernas e levou suas mãos para os cabelos, em um ato de desespero, se sentindo completamente culpado por tudo isso...
....
A porta do quarto fora aberta, Isabella olhou em direção a ela para encontrar o olhar receoso de Edward. As lágrimas rolaram espontaneamente em sua face. Edward caminhou em direção à cama da esposa, nada disse apenas se abaixou e pegou a mão da jovem a apertando na tentativa de lhe dar um pouco de consolo. Ele realmente se sentia responsável por vê-la naquele estado. Seus olhos focaram cada machucado que ela tinha, ele queria abraça-la, mas o médico o advertiu que ela estava muito dolorida.

-- Eu não sabia! Ela sussurrou com uma voz fraca e quase sem vida.
-- Tudo bem! Ele disse — Você não tem culpa de nada Bella!
-- Eu o queria! Bella disse soluçando — Eu realmente queria esse bebê!
--- Shiiiii! Ele disse tentando confortá-la — Podemos tentar de novo meu amor! – Ele acariciou seu rosto limpando-lhe as lágrimas que rolavam em sua face — Só não fique triste, por favor.



Podemos tentar de novo? Meu amor? Isabella não pode deixar de notar as palavras doces e carinhosas que saíram da boca do esposo. Não era a primeira vez que ele a chamava de amor, mas dessa vez era diferente, ela não sabia dizer se era pelo fato dela estar deitada na cama, ferida e frágil ou se porque dessa vez realmente havia algo de diferente em suas palavras. E sobre tentar de novo, ele realmente queria ter um filho com ela? Ele realmente deseja isso ou seriam apenas palavras para confortá-la. Ela não saberia dizer, a pessoa mais difícil de entender era Edward, e ela sabia disso desde o primeiro dia que aceitou esse acordo.
....
Isabella passou ainda três dias no hospital. Edward não saiu do seu lado um segundo sequer. Ele almoçava e jantava ao lado da mulher. Tony estava com seu avô Carlisle. Edward ordenou que a segurança da casa fosse reforçada, e contratou mais três seguranças para reforçar o processo. Ele ainda se sentia culpado pelo que aconteceu com Isabella e jamais deixaria isso acontecer novamente. Ninguém iria machucá-la de novo, nem que pra isso ele tivesse que a proteger com sua própria vida.

-- Mamãe! Tony gritou correndo em direção a ela, mas Edward o segurou antes que ele se jogasse em cima de Isabella.
-- Tony, o que eu lhe disse? Edward repreendeu o menino — A mamãe ainda não pode fazer esforço, vamos com calma campeão! Ela ainda precisa de cuidados!
-- Tudo bem! Ele disse tristonho — Mamãe olhe o que eu trouxe para você!

Ele mostrou a pequena margarida que tinha colhido no jardim da casa. O menino tinha um belo sorriso torto nos lábios, o que fez Isabella sorrir gentilmente para o menino que já havia lhe roubado o coração desde o primeiro dia que o viu.

-- Peguei no jardim para a senhora! Ele deu a flor já murcha e quase sem vida para Isabella que sorriu...
-- A mamãe vai guardar com muito carinho! Ela disse o beijando no rosto — Eu te amo! Ela sussurrou e lágrimas rolaram por sua face.
-- Não, mamãe, não chora! Ele disse nervoso ao vê-la chorando — Se você não gostou eu pego outra para você.
-- Não meu amor! Ela disse tentando acalmar o menino — A flor é linda, mamãe está chorando de alegria por estar com você.
-- Então é choro de felicidade? Ele perguntou duvidando.
-- Sim Tony, é choro de muita felicidade! Edward disse — A mamãe está feliz por voltar para casa.

Bella apenas balançou a cabeça afirmativamente. Lágrimas ainda rolavam pelo seu rosto. Esme passou o dia na casa do enteado, conversou um pouco com Bella, e disse as mesmas coisas que Seth, seu médico, havia lhe dito, que ela ainda era muito jovem e que ela logo poderia tentar novamente engravidar, afinal não houve nem um dando maior em seu útero nem em seu ovário. Só que as palavras de Esme foram mais doces e mais gentis.

-- Oh minha querida! Ela disse olhando Isabella deitada na cama — Você é forte querida e Edward e tão jovem quanto você, logo vocês me darão vários neto pórticos e eu vou mimá-los muito.

Mas Isabella ainda sentia um grande vazio dentro de si. Ela não tinha ideia de que estava grávida, mas ao saber da perda, parecia que parte dela havia morrido junto. Ao final do dia Esme partiu com Carlisle que veio buscá-la. Ele conversou brevemente com o filho lhe contando que os investigadores ainda estavam atrás do culpado por tudo aquilo.
Tony fora colocado na cama pelo pai, assim que o menino dormiu ele voltou para o quarto e encontrou uma Isabella encolhida na cama chorando. Seus lábios não estavam mais tão inchados, e as manchas já estavam em uma tonalidade mais fraca, quase sumindo de sua pele. O tornozelo continuava imobilizado para não lhe causar mais danos e nem ser preciso engessá-lo. Edward não sabia o que fazer, nunca soube como lidar com as mulheres emocionalmente abaladas. Ela não era a única a estar sofrendo, ele também se sentia mal! Ele nem sequer imaginava se queria um filho quando entrou nesse acordo com Isabella, era tudo apenas um contrato, mas a notícia da perda de um filho deles, o deixou tão abalado quanto a ela. Contudo ele precisava ser forte, mais forte do que ela, para não deixar as coisas desabarem sobre suas cabeças e eles acabarem perdendo o rumo de suas vidas...

-- Sinto muito! Ele sussurrou ao se deitar na cama com ela. Ele a abraçou ternamente – Eu daria qualquer coisa para que ele estivesse vivo, crescendo aqui dentro! Sua mão tocou a barriga dela fazendo um carinho reconfortador.
-- Eu o queria! Ela sussurrou entre soluços.
-- Eu também! Ele disse beijando o ombro da jovem — Agora não chore meu amor, vamos superar isso tudo juntos! Os braços dele se apertaram em volta dela — Não fique triste Bella, eu falei sério quando disse que poderíamos tentar novamente!

O coração de Bella disparou ao ouvir as palavras dele, então não eram apenas palavras para confortá-la, ele falava a verdade, ele queria de verdade, ter um filho com ela! Era isso que ele desejava? Ela se sentiu cheia de alegria e ao mesmo tempo vazia pela falta de algo. Mas e o contrato? Nele tinha uma clausura que era bem especifica sobre uma gravidez, o que isso queria dizer? O que Edward estaria aprontando? Isabella estava tão confusão com os últimos acontecimentos ela precisava mesmo era clarear sua mente perturbada e triste.


Continua...

Um comentário:

  1. nossa eu fiquei muito triste.por a bella perde o bebe,e ate agora nao me sai da cabeça que o tal jasper tem algo a ve com esse sequestro e espancamento da bella.tomara que agora a bella o edward e tony fiquem um pouco em paz,

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