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domingo, 9 de dezembro de 2012

Noites De Tormenta-- Capitulo 22 --Não era sonho!


Não era sonho.

Isabella se divertiu bastante ao ver a cara de espanto do namorado ao acordar do seu lado. Estava sendo diferente, pois agora sabia como Edward havia se sentido quando ele era o “fantasma”, ela passou a noite toda acordada vendo seu amado dormir, por mais cansada que estivesse não conseguiu nem fechar os olhos.

Edward gritou ao vê-la ali ao seu lado e caiu da cama de tanto espanto, fez o sinal da cruz e saiu correndo pela casa com medo de Isabella, por fim se cansou e acabou voltando para o quarto levando nas mãos um taco de beisebol.

– Céus Edward! – ela disse revirando os olhos – Vai acertar minha cabeça com esse taco de beisebol?

– Você não é real, some da minha vida, seu fantasma.

Ela revirou os olhos e gargalhou alto o que o deixou bastante irritado, afinal o que estava acontecendo? Ele havia deixado Isabella no hospital dormindo, em um coma profundo e sem esperanças de acordar.

– Sente-se Edward, eu irei te contar tudo. – falou sorrindo para ele.

Mesmo a contragosto Edward fez o que ela havia sugerido. Isabella explicou o que havia acontecido, como se conheceram, como tudo que eles viveram não foi mera coincidência e sim algo que já havia acontecido antes e isso explicava o fato dela ter cedido tão facilmente às suas investidas e a sensação que ele tinha de que já se conheciam antes.

– Então você quer que eu acredite que já fui um fantasma? – Edward perguntou incrédulo.

– Sim, você já foi.

– Claro! Eu também já devo ter sido o coelhinho da páscoa e o Papai Noel. – Murmurou com ironia. – VOCÊ SÓ É A PORRA DE UM FANTASMA MALUCO! – gritou voltando a ficar de pé. – Deus eu estou louco. Suma da minha vida sua coisa do além. – voltou a andar de um lado para o outro no quarto.

Isabella apenas revirou os olhos e sorriu. Era engraçado estar do outro lado e perceber como ela mesma agiu quando se conheceram. A garota também jurava que ele era fantasma.

– Eu vou tomar um banho. – falou parando de andar um pouco. – Quando sair daquele banheiro quero você fora da minha casa e da minha vida, seu, seu demônio. – Fez uma cruz com os dedos.

– Continuarei aqui quando você voltar. – Respondeu com ironia vendo-o sumir dentro do banheiro.

Edward tomou um banho gelado e pensando que aquela Isabella era uma era produção louca de sua mente doentia, pois ele não queria acreditar que existiam fantasmas. A explicação mais obvia era porque estava com tanta saudade dela que sua mente criou uma Isabella imaginaria. Mal sabia ele que de imaginário não havia nada, ela estava ali presa em corpo espiritual. O que mais o assustava era o fato da garota parecer ser mesmo real, feita de carne e osso, mas conseguia atravessar as paredes e sumir do nada e isso o fazia pensar que estava ficando mesmo louco. Para sua alegria ou não, Isabella não mais estava no quarto quando ele voltou. Edward olhou em sua volta, mas não havia nada dela ali e como se tentasse fugir do pesadelo ele se vestiu rapidamente e saiu apressado indo direto para o hospital.

(...)

– O que você está querendo dizer? – Edward perguntou à Phill, o novo médico de Bella.

– Edward, eu estou comparando o caso dela com o seu. – tentou explicar – Você entrou em coma depois de um acidente em que bateu a cabeça.

Ele lembrava vagamente do que tinha acontecido. Lembrava-se de ter ido ao prédio onde estava trabalhando, mas não recordava de nada que havia acontecido lá dentro e nem como se acidentou.

– Isabella caiu da escada e com toda certeza bateu a cabeça com muita força. Olhe isso aqui. – lhe mostrou umas radiografias. – Essas daqui são as suas radiografias assim que entrou no hospital. Já essas são as de quase dois anos depois que você estava em coma. – continuou a explicar – Por fim tem essas que foram tiradas um mês antes de você acordar. – Edward olhou para cada radiografia vendo que somente a última tinha alguma diferença das demais. –Nessa última radiografia o seu cérebro meio que voltou a viver, seu sistema nervoso estava ativo. Essa parte aqui, onde está mais claro, é a parte do cérebro onde sentimos prazer ou desejo. Para ser mais franco é a parte que controla o estimulo sexual e suas ondas cerebrais estavam intensas, como se você estivesse normal, fora do coma.

– O que você está querendo dizer? – perguntou confuso.

– Olhe as radiografias de Isabella. – lhe estendeu um envelope – Essas foram feitas hoje de manhã e essa daqui quando deu entrada no hospital. Está vendo a diferença? Estão praticamente iguais as suas, a parte do cérebro onde se encontra o desejo e o prazer está ativada.

– E isso significa o quê? – questionou esperançoso.

– Quando essa parte do seu cérebro foi ativada você saiu do coma um mês depois, mas não...

 – Está querendo dizer que Isabella pode acorda a qualquer momento? – interrompeu o médico.

– Não Edward. – falou francamente – O seu caso foi assim, mas não significa que o dela será igual, mas pode ser que saia do como também.

Edward ficou calado pensando na Isabella fantasma que estava em sua casa pela manhã. Na história que havia contado ela disse que ele sumiu durante um mês e foi aí que acordou e se conheceram. A sua versão era meio parecida com o que o medico havia dito.

– Quando acordei você estava lá?

– Sim, eu estava fazendo uns exames de rotina em você.

– É verdade que chamei o nome de uma mulher?

– Sim, você chamou por Isabella. – Phill sorriu – Agora entendo porque se lembrou dela e a chamou assim que acordou. É uma garota muito linda e seria impossível esquece-la mesmo depois de tanto tempo.

– Na verdade eu não a conhecia isso só aconteceu depois que vim morar aqui.

– Isso é estranho porque você chamou por ela quando acordou e parecia bastante assustado por ter a deixado. – Phill explicou sem o menos entender nada.

– Como assim a deixado? – replicou confuso.

– Edward você chamou muito o nome dela quando acordou. Falava principalmente que precisava voltar para Isabella.

– Não me lembro disso.

– Isso é normal porque nosso cérebro e diferente. Você  acordou chamando por Isabella, mas pode ter tido alguma conversa com alguém antes do acidente e seu cérebro guardou essa parte e quando saiu do coma pensou que ainda estava nessa conversa.

– É possível? – Questionou cheio de dúvida.

– É a única explicação lógica. Agora voltando para o caso de Isabella, amanhã ela fará quatro meses, a gravidez está indo tudo bem, mas...

– Mas o que Phill? – Perguntou com medo ao ver algo errado nos olhos do médico.

– Olha eu não vou mentir para você. – tocou o ombro do amigo. – O caso de Isabella é bem delicado e ela precisa voltar do coma antes dos nove meses.  Em alguns casos como o dela, que é bem raro, geralmente a mãe morre depois de dar a luz.

– Então você está querendo dizer que... – não teve coragem de completar sua frase.

– Que Isabella tem menos de cinco meses para acordar ou o parto será bem complicado e ela e o filho correrão risco de vida.

(...)

Já era muito difícil ter Bella em coma profundo e agora as coisas ficaram ainda pior, sabendo que sua amada e o seu filho corriam risco de vida. Ela tinha apenas cinco meses para acordar e a chance disso acontecer era tão remota quanto de alguém cair de um prédio de 30 andares e continuar vivo. Sua esperança era o fato de Phill ter dito que seu cérebro estava ativo e as ondas cerebrais mais intensas.

– Você não pode me deixar morrer. – Isabella apareceu com os olhos marejados em sua frente fazendo-o se assustar e bater as costas contra a porta. – Edward tem que haver um jeito de me acordar. Eu não quero perder você e nem nosso filho.

– Como... Como você entrou aqui?

– Não é hora para isso. – murmurou olhando tristemente para ele com as mãos sobre o ventre ainda plano.

– Você não existe, é apenas minha imaginação.

– Largue de ser idiota e me ajude a pensar em como me trazer de volta. – praticamente gritou. – Eu estou morrendo e você aí pensando que sou apenas fruto de sua imaginação. Me ajude, por favor! – falou chorando.

Ele apenas calou sua boca com um beijo.


(...)

O corpo de Edward estava sobre o de Bella. 


Os gemidos ecoavam pelo quarto e o ranger da cama era grande. Ele investia com força na intimidade da garota e ia cada vez mais fundo. Suas mãos percorriam o corpo dela causando-lhe sensações boas, a boca do rapaz passeava de sua boca aos seus seios sugando e mordendo aqueles bicos rosados. O suor deles já estava misturado e Isabella gemeu alto antes gozar fazendo Edward vir logo em seguida. O corpo do rapaz caiu ao seu lado na cama e ambos estavam ofegantes e cheirando a sexo.

– Espero que isso realmente funcione. – Edward sussurrou em seu ouvido lhe abraçando em seguida.

– Não tenho certeza, mas precisamos tentar. – sorriu – Acredite, isso não é nenhum sacrifício para nós.

Nada era concreto, mas poderia ser um começo. Bella contou exatamente o que acontecera entre eles quando Edward era o suposto fantasma, que ficavam juntos e transavam como dois animais no cio, eram piores que coelhos e fora depois de ouvir o relato da garota que ele teve a brilhante ideia de que poderiam tentar isso. O que eles perderiam? Talvez essa ideia desse certo no final de tudo, sem contar que eles ganhavam muito prazer e satisfação sexual. Agora a única coisa que poderiam fazer era aproveitar e torcer para que tudo desse certo.

Continua...

2 comentários:

  1. ownn.. acorda a bella!!! tadinha.. to sofrendo aqui com ela... vai perder toda a gravidez deles.. ='(
    doida por mais.. nao demora mais a postar please!!!!!!
    bjao

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  2. OMG! Tadinho do baby... O Edward e a Bella estão por um tris!!!! Autora, please, faz a Bella acordar logo!!! Coitadinho do baby Cullen. :(

    Que tensão esses dois hein??? Eu ri demais com o Edward. kkkkkk... Posta mais!!!

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