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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um Erro E Dois Acerto -- Capitulo 30


Grávida?
Isabella não estava gostando nada do modo como Edward andava lhe tratando, pelo visto ele já tinha voltado à ativa mesmo, ela conseguiu fugir das cinco consultas marcadas por ele, a desculpa dada fora as provas finais da escola e uma nova consulta fora adiada devido à sua formatura. A menina estava se formando nessa sexta-feira! Estavam todos lá, Esme fora para prestigiar a nora, pois ela já a considerava assim. Isabella era parte da família não tinha mais jeito de mudar isso. Jacob Black que também estava lá para prestigia tanto a mulher do chefe quanto sua namorada Nesse, estava muito charmoso. Fora impossível para Edward não chamar atenção, afinal era bonito e muito conhecido. Isabella não gostou nada do modo como às garotas olhavam para ele, mas tudo correu bem, a oradora da turma, fez um grande discurso, os diplomas foram entregue e a jovem se formou como louvor. Isabella recusou o oferecimento de uma festa de comemorativa, apenas não teve como fugir do almoço que Marta juntamente com Esme prepararam para comemorar o final de mais uma etapa na vida da garota. Ela estava bem animada pela parte da manhã, porém, após o almoço ela ficou um tanto quanto cabisbaixa e sonolenta.
-- Esta tudo bem? Edward perguntou ao ver que ela estava quase cochilando no sofá!
-- Estou com sono! Ela disse bocejando.
-- Suba vá dormir, minha linda! Ele disse dando um beijo na testa dela.
Isabella se retirou da sala deixando os convidados aos cuidados de Edward. Ninguém notou sua ausência a não ser por Esme e Marta, ambas desconfiavam da mesma coisa, mas só teriam a grata certeza após Isabella ir ao médico. Assim que todos foram embora, Edward ligou para o hospital marcando uma consulta para o dia seguinte, dessa vez, não havia como Isabella escapar.
Era sete horas da noite, Edward pediu para Marta fazer uma bandeja com um lanche leve para levar para Isabella, nem ele e nem mesmo Isabella desceriam mais aquela noite e disse ainda a mulher que após terminar a limpeza da cozinha Marta poderia se recolher. Quando Edward entrou no quarto, Isabella ainda dormia profundamente, ele colocou a bandeja na mesa de centro que havia no quarto e fora tomar banho, pois ele bem sabia que logo Isabella acordaria, era como se fosse uma rotina, ela dormia após almoço e só acordava depois das sete, e apenas acordava porque sentia fome. Quando não era de comida era sexo sua necessidade. Quando ele saiu do banheiro lá estava ela sentada na cama devorando a bandeja de comida que ele havia levado pra ela.
-- Você queria? Ela perguntou com a boca cheia do sanduiche que Marta havia feito.
-- Era pra você! Ele disse secando seus cabelos com uma toalha—amanhã iremos sair cedo, por isso bela adormecida, tratarei de acordar você logo ao alvorecer! Disse o rapaz rindo.
-- Para onde vamos? Ela perguntou meio desconfiada.
Dando um belo sorriso torto para ela, Edward entrou no closet e vestiu seu short do pijama, voltando para quarto, ele jogou a toalha no cesto de roupas sujas e se dirigiu a cama dos dois.
-- Vou levar você a um lugar! Ele disse dando um beijo em seu ombro—apenas fique linda!
Isabella sorriu pra ele, ela sabia bem o que aquelas palavras queriam dizer, sempre que ele a mandava ficar linda era porque vinha uma boa surpresa pela frente, ela acenou com a cabeça para ele e terminou de comer seu jantar. Isabella saiu da cama para escovar seus dentes e quando voltou estava super cansada, com uma grande sonolência, nem parecia que havia dormido a tarde toda, ela não conseguia entender o porquê disso, já que ela estava dormindo tanto não era pra ficar com tanto sono assim.
....
Isabella passou pela porta da casa feito um furacão, Esme e Marta estavam na sala e ficaram assustadas com atitude da menina, Edward veio logo atrás, ele olhou para mãe e fora impossível para Esme não ver o olhar de preocupação do filho, algo não estava bem, e pelo modo que ela passou pela porta, sem nem ao mesmo cumprimentar as duas mulheres, só poderia ser algo de muito errado.
-- O que aconteceu? Esme perguntou ficando de pé ao ver o corpo do filho escorregar pela parede—Edward meu filho! Ela correu em sua direção.

Já havia se passado muito tempo desde a última vez que ela viu Edward chorar, ele tinha oito anos e havia caído quando estava andando de bicicleta e na queda havia cortado o pé, mas ele desabando assim, tanto assustou ela como também provou que sua teoria estava certa de que tinha algo errado.
-- O que médico falou algo de Isabella? Esme perguntou segurando seu rosto e fazendo com que ele olhasse para ela—vamos me diga de uma vez!
-- Ela esta grávida! Ele disse entre soluções e com os olhos fechados, os apertando com força como se tentasse esquecer ou apagar algumas imagens.
-- Que ótimo! Esme disse sem entender o porquê disso tudo—Você vai ser pai meu querido! Edward abriu os olhos e havia raiva nos belos par de esmeraldas.
-- Não existe bebê! Ele gritou assustando tanto a mãe quanto Marta que estava por perto.
-- Como não? Você acabou de dizer que ela estava grávida! Esme não entendia nada até então.
Edward deixou escapar as lágrimas que estavam presas, em um choro mudo, ele chorou até que não havia mais nada para chorar. Esme ficou ao seu lado o tempo todo esperando o momento em que ele conseguiria explica o que estava acontecendo.
-- Eu a levei ao doutor Stefan Scott! Edward disse quando em fim sua voz se fazia ouvir—Isabella esta grávida!—ele olhou para mãe—não existe bebê, e uma gravidez psicológica, não há bebê!
Tanto Esme quanto Marta ficaram chocadas, a boca das duas se abriu formando um pequeno, mas singelo “o”, agora tudo fazia sentindo, agora ela sabia o porque do filho estar arrasado e o porque dela ter passado por elas sem dizer nada.
-- E os sintomas! Esme disse—Ela estava enjoada Edward, e dormindo muito, você mesmo viu tanto que reclamou!
-- Tudo psicológico! Ele sussurrou—O Doutor Scott disse que Bella desenvolveu essa gravidez, que talvez ela sem perceber e por ter um imenso desejo de ser mãe, talvez por isso tenha desenvolvido essa tal de gravidez psicológica.
- Coitadinha! Esme sussurrou chorando—E o que o doutor Scott disse? O que podemos fazer para ajuda-la?
-- Nada! Edward disse com um olhar distante e as lágrimas voltaram a cair pelo seu rosto - Ela terá que viver todo o processo...
-- Será como se ela estivesse grávida? Esme perguntou assustada—Mas Edward se não há bebê como vai ser na hora do parto?
- Não haverá criança! Ele disse seu semblante era torturante e deprimente havia dor em cada traço do seu rosto—Ela sentirá tudo, a bolsa romperá, as dores, será como se ela realmente estivesse tendo um bebê, mas no final, não haverá criança.
-- Scott lhe explicou tudo isso! Esme disse mais para si do que para ele—como temos que lidar com Isabella?
-- Ela já sabe! Edward disse—Ela não aceita, Stefan disse que é normal, ela vai se recusar a aceitar, e vai tentar me convencer do contrário—ele se calou por um minuto—Ele disse que não devemos ceder aos caprichos dela, ela vai tentar provar de todo jeito que a gravidez é real, que não devemos acreditar, pois será pior depois.
-- Ela é tão nova! Marta comentou—Tadinha da menina!
Edward ficou de pé e passou as mãos pelo rosto secando o resto das lágrimas que ainda teimavam em cair, sua postura de homem sério e sem medo estava de volta, seu olhar era frio e em seu rosto havia uma expressão amargurada e rígida.
-- Vocês estão proibidas de entrar nessa loucura com Isabella! Ele disse sério, olhando para as duas—Vai ser difícil, mas vocês terão que conseguir, a barriga dela vai crescer como de qualquer outra mulher grávida, só não esqueçam que tudo isso é psicológico, não há bebê algum!
-- Se mandarmos ela para um psicólogo? Ele poderia conversar com ela Edward, talvez haja saída! Esme disse tentando acha um escape.
-- Não há! O doutor Stefan fora bem claro em relação a essa doença! Edward disse sentindo o corpo tremer pela primeira vez ao falar aquelas palavras—É uma doença Esme, e se aceitamos isso, será pior para Isabela depois, ela pode até entrar em depressão.
-- Mas Edward...
-- Mas nada Marta, vocês estão proibidas de fazer qualquer coisa que dê esperanças para ela de que essa gravidez e real! Edward disse—Ela tem que entender que tudo é coisa da sua cabeça, ou será pior!
Esme olhou para o filho que estava devastado, mesmo com toda aquela postura fria e jeito de homem forte ele estava sofrendo, ela só não sabia dizer se era pelo fato de Isabella estar nesta situação, ou pelo simples fato de não ser verdade essa gravidez.
........
Ela andava de um lado para o outro em seu grande quarto, as coisa que estava sobre penteadeira foram jogadas no chão, ela poderia ser comparada a uma pessoa perturbada mental, mas Isabella não era, só não conseguia acreditar em nada que lhe fora dito naquela sala. Sim, aquele médico só poderia estar mentindo, não era possível!
 Ela sabia disso, que não era possível que sua gravidez fosse apenas psicológica, sendo que ela nunca havia desejado ser mãe assim tão cedo e tão nova. Sim, ela pensou em ter filhos com Edward, assim como também pensou em casar-se com ele, vestindo um belo vestido branco e com tudo que toda garota sonha. Ela tinha esquecido por tempos essa coisa de filho e casamento ela queria aproveitar o momento e fato de estar apaixonada e feliz como nunca fora antes, não tinha como ela desenvolver isso, ela ainda tentou explicar para o médico que ela não havia produzido tudo em sua mente, que ela realmente estava grávida. Mas ele disse que  tudo isso estava longe de ser verdade...

-- Eu posso ir a outro médico? Fora a primeira pergunta que ela fez a Edward quando ele entrou no quarto—Edward, eu não vou aceitar isso assim, tão fácil!
-- Bella querida! Ele disse ainda com postura fria e séria de homem da máfia—eles dirão a mesma coisa que Stefan, você só vai prolonga sua dor!
-- Ele está mentindo! Ela gritou—Edward não pode ser verdade! Ela disse já chorando.
-- Querida ele explicou tudo, disse como fora que você poderia ter desenvolvido tudo isso! Edward fez ela se lembrar das palavras do médico—Bella você não está grávida, por favor, não se torture mais querida!
-- Não! Ela gritou e jogou a escova de cabelos que tinha na mão contra a parede- Eu não aceito e vou provar que ele está mentindo!
-- Já chega! Edward gritou -Você não vai fazer nada, Stefan Scott é um médico conceituado e bem renomado na cidade, jamais se enganaria em um diagnóstico, o próprio Jasper Halle indicou ele, não há motivos para não acreditar no diagnóstico dele.
                                  
-- Então fique você com as palavras dele! Isabella disse saindo em direção a porta.
-- Onde você pensa que vai?
-- Dormir no quarto de hospedes, não acredito que tenho motivos para ficar no mesmo quarto que você! Ela disse passando pela porta e a batendo com força.
Por mais que ela quisesse acreditar nas palavras do médico, algo dentro dela, gritava para não aceitar, gritava para ela lutar e lutar muito porque aquilo não era verdade, mas o medo estava ali também, afinal o médico poderia estar certo e ela acabaria se machucando bem mais.
Continua...

Notas finas sobre gravidez psicológica.
A gravidez psicológica é uma síndrome que pode acontecer em mulheres que desejam ser mãe ou que possuem medo da responsabilidade de ter um filho. A partir dessas sensações, o inconsciente da mulher passa a manifestar-se através de reações corpóreas que se assemelha a uma gravidez de fato. O útero começa a crescer, a mulher sente enjôo, náuseas, tem sua menstruação interrompida, as glândulas mamárias são ativadas assim como ocorre em uma mulher com um embrião em desenvolvimento dentro de seu organismo.

Também conhecida como pseudogestação, a gestação psicológica pode ocorrer em qualquer mulher, como já dito, que deseja muito ou que tem muito medo de engravidar, porém acomete principalmente mulheres de pouca instrução. Por ser uma síndrome psicológica, é necessário preparar a pessoa para sua real situação, pois ela não aceitará que não está grávida.

Com acompanhamento psicológico, a mulher aos poucos perceberá que movida pelo inconsciente passou a apresentar reações. Também pode-se adotar tratamentos hormonais para diminuir a produção do hormônio prolactina, responsável pela inibição da menstruação e pela ativação da lactação. 

Um comentário:

  1. Mas é verdade essa gravidez psicológica? Quando cera o próximo capitilo?

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