Jul M

Oi

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Noite De tormentas-- Perdendo o chão

Perdendo o chão.

Sabe quando tudo está tão perfeito que você sente até medo de que tudo não passe apenas de um sonho bom?

Isabella sabia o que sentia toda vez que pensava que sua vida estava caminhando para um feliz para sempre. Ela tinha um emprego até bom, tinha uma casa e um namorido já que estava namorando e morando junto com Edward havia um mês. A vida deles estava perfeita, Edward estava montando uma empresa de arquitetura e enquanto isso fazia pequenos projetos em casa mesmo, para clientes mais antigos e que já conhecia o seu trabalho, desde a Volturi arquitetura. Seu primo Emmett estava voltando para a cidade e iria ser seu sócio, então tudo estava caminhando muito bem.

O sol já raiava no céu, seu brilho era forte e entrava pela janela com tanto vigor que tudo parecia correr para um dia normal. Isabella estava atrasada como andava sempre nos últimos dias, culpa de Edward que acabou agarrando-a no banheiro e como já era previsto rolou um sexo no chuveiro. Isabella não tinha do que reclamar, a vida sexual do casal era perfeita e combinava em perfeita sincronia. No começo ficou bem surpresa com as ideias malucas de Edward, mas sempre acabava cedendo e o pior era que gostava, o apartamento fora batizado de todos os jeitos possíveis e Bella não conseguiu se esquecer, de maneira alguma, do orgasmo que teve quando ele a convenceu de fazerem sexo em frente à janela do quarto. A garota sabia que tinha o risco de algum vizinho do prédio ao lado ver esse ato, e, fora justamente isso que aconteceu, um homem que aparentava ter uns trinta anos viu toda a cena e cada detalhe do modo como Edward a penetrava e a fazia gemer. Seus gemidos eram como música para o ouvido do Cullen e ele sabia que o cara ao lado estava observando tudo e fez questão de mostrar seu poder de macho alfa, mostrar que aquela garota com quem estava era sua mulher. Isabella teve seu primeiro orgasmo múltiplo e nunca pensou que um dia fosse sentir tanto prazer fazendo sexo com outra pessoa olhando e batendo uma punheta.


– Que tal sairmos para jantar hoje? – Edward perguntou ao sair do banheiro.

– Claro! – Ela respondeu sorrindo e já pronta para sair. – Me manda um torpedo avisando o local e encontro você lá.

Bella não esperou por uma resposta apenas lhe deu um beijo e saiu rumo ao trabalho, pois ele com toda certeza iria aparece por lá para buscá-la.

(...)

Edward estava em casa terminado um novo projeto para um cliente que pediu pressa no trabalho. Ele passou o dia todo muito inquieto e seu coração às vezes até dava um salto no seu peito como se algo ruim estivesse prestes a acontecer. Era cinco da tarde quando seu celular tocou e o que lhe disseram o fez sair correndo, deixando para tudo para trás. Ele andava feito louco procurando algo em meio às várias portas, estava correndo e nem mesmo a recepcionista conseguiu controla-lo, parece que ninguém conseguiria controlá-lo.

– Onde ela está? – Perguntou nervoso assim que encontrou o médico em frente à sala que lhe indicaram.

– Quem você procura?

– Isabella! – Murmurou em um fio de voz. – Isabella Swan! Me falaram que  ela estaria aqui.

O médico observou sua prancheta por um instante e voltou a olhá-lo com uma cara nada boa.

– O que você é dela?

– Sou o noivo. – Mentiu, pois já conhecia bem a política do hospital.

– Eu sinto muito. – Ele disse e Edward sentiu medo. – Ainda não sabemos o que aconteceu, mas estamos aprofundando os exames dela. Seus batimentos estão perfeitos, nada fora fraturado durante a queda, mas...

– Mas o quê? – Edward gritou.

– Já tem duas horas que ela entrou em coma. – O médico explicou.

Edward ficou pálido imediatamente e sua cabeça girou tanto que teve que ser amparado pelo médico. Seu coração parecia estar para explodir dentro do peito, ele melhor do que ninguém conhecia bem essas palavras, pois passara cinco anos em coma e sabia que não era algo que poderia ser previsto ou explicado. Tinha grandes chances do cérebro morrer nesse processo doloroso e dela dormir por um longo tempo, assim como ele. Parecia que o ar estava lhe faltando, suas vistas ficaram nubladas e fora aí que Edward desmaiou e caiu no inconsciente.


(...)

Assim que Edward abriu os olhos viu sua mãe e ao longe seu pai, que estava falando com o médico e uma garota baixinha de cabelos espetados a qual parecia querer bater em alguém pelo celular. Ele não sabia quem estava mais nervoso ali naquele quarto, Ângela e Rose, amigas de Bella, estavam presentes também.

– Edward?! – Esme chamou ao ver o filho abrir os olhos. – Meu filho, você me deu um baita susto.

– Como ela está? – Edward perguntou aflito, sentando-se na cama. – Como Isabella está?

Ângela fora a primeira pessoa a vir em sua direção. A compaixão estava estampada em seus olhos e ele sabia muito bem o que aquele olhar queria dizer.

– É impossível! – Gritou agitado. – Ela estava bem quando saiu de casa, não tem como explicar isso.

Realmente não havia como explicar nada, pois Bella estava sozinha dentro daquela livraria e misteriosamente caiu  da escada ao tentar pegar um livro da última prateleira, ninguém sabia explicar como isso aconteceu.

– Edward, fique calmo. – Esme tentou conter o filho. – Vai ficar tudo bem.

Ela sabia do envolvimento do seu filho com a jovem, assim como Carlisle que descobriu de um jeito nada agradável. Ele pegou o casal dentro do carro na garagem, mas Edward não se importou em nada e continuou a fazer o que estava fazendo, até levar Isabella à beira do precipício com o pai ouvido tudo do lado de fora.

– Eles vão transferi-la para um hospital melhor. – Carlisle se pronunciou. – Ela precisa de um tratamento melhor do que esse que estão lhe oferecendo.

– Obrigado. – Edward disse saindo da cama. – Eu quero vê-la doutor!

– Você pode entrar, mas não espere por muita coisa.

Dor e mais dor era o que ele sentia ao ver Isabella deitada naquela cama, de olhos fechados e sem o doce sorriso que tanto gostava. Edward queria ver seus olhos chocolate, queria ver seu rosto ganhando uma tonalidade vermelha cada vez que falasse alguma safadeza ou quando simplesmente a elogiava. Ele saiu do quarto rapidamente, pois não era forte o bastante para vê-la nesse estado, ele conhecia bem o risco, mas será que sobreviveria sem ela? A resposta era não.

Por que isso tinha que acontecer? Justo agora que havia se livrado das correntes que lhe prendiam, justo agora que encontrou o amor da sua vida, a mulher por quem se apaixonou perdidamente e com quem queria construir uma família, com quem queria se casar, então por que aconteceu isso? Por que agora quando sua vida estava tão perfeita?

– Oi.

Edward olhou para o lado, focando na baixinha de cabelos espetados que estava a sua frente.

– Sou Alice Brandon. – Lhe ofereceu a mão. – Sou prima de Isabella.

– Olá. – Ele ignorou a mão da jovem e voltou a olhar pela janela, fitando o nada do lado de fora e observando a cidade escurecer.

– Eu falei com ela. – Alice disse chamando sua atenção. – Edward, eu falei com Bella cinco minutos antes do acidente e ela havia desligado dizendo que alguém tinha acabado de entrar na livraria.

– O que você quer dizer? – Edward virou bruscamente ficando de frente para a jovem. – Diga Alice!

– Eu acho que não foi um acidente, alguém esteve por lá e fora esse alguém que causou tudo isso.

Ele ainda estava tentando entender o que aquelas palavras queriam dizer, pois achava tão improvável que chegou até a duvidar, mas não descartou essa possibilidade afinal tinha grandes chances de isso ser verdade.

– Edward? – Esme tocou seu ombro chamando-lhe a atenção. – O doutor está lhe chamando, ele quer lhe dizer algo.

– É sobre a Bella? – Perguntou já olhando para o médico.

– Senhor Cullen, os exames ficaram prontos, receio que sua noiva não sabia de sua atual situação, já que o senhor também não comentou nada sobre isso. – Disse olhando para os papéis.

– Não sabia de quê? Fale logo de uma vez doutor. – Pediu desesperado.

– A senhorita Swan está grávida. – Falou e Edward ficou em choque. – Ela está de 8 semanas e foi muita sorte de não ter perdido o bebê. – O médico tinha os olhos no rapaz. – O senhor vai ser pai.

Era muita coisa para raciocinar de uma única vez, ele não conseguia respirar direito, não conseguia pensar em nada, pois tudo rodava ao seu redor.  Ele seria pai e a mulher de sua vida, a mãe do seu filho ou filha, estava no quarto ao lado, em coma. Edward estava perdendo o chão, o mundo estava desabando e por mais que estivesse assim, não podia negar que no fundo sentia alegria em saber que seria pai, pai de um filho com Isabella.


Continua...

Um comentário:

  1. ESTOU COM PENA DO EDWARD
    VC E MALVADA
    BEIJCAS ADRIA

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