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domingo, 16 de setembro de 2012

O Casamento -- 3 Condicões


Condições
Era tudo loucura! Isabella sabia que aceitar a proposta insana feita pelo Cullen seria maluquice, mas assim que Tânia apareceu na empresa com uma desculpa de ver a irmã, sendo que naquela mesma tarde havia almoçando com ela, foi o bastante para a jovem mudar de ideia. Sem contar que as palavras de Edward ainda estavam e sua cabeça, era bem visível a preferência dos pais pela irmã mais velha, por mais que Tânia fosse a primogênita, Isabella ainda era parte da família.
– Então, qual a sala dele? – Tânia disse sentada de frete para a irmã.
– Dele? – Isabella perguntou sem entender.
– Do cara do restaurante! – Olhou em volta. – Qual é irmãzinha, o cara é o maior gato, super gostoso, e, claro, não tirou os olhos de mim.
Iludida! Isabella pensou consigo mesma.
Mal sabia Tânia que o único motivo para Edward estar no mesmo restaurante era Isabella. Obvio que a garota não disse nada para a irmã, apenas fora um pouco grossa ao mandá-la embora, alegando que estava em seu horário de trabalho e que não poderia conversar naquele momento.
(...)
Feliz! Fora assim que Edward acordara naquela manhã.
Emmett estava com o contrato nas mãos hoje e aquele seria o grande dia, Edward encontraria Isabella, eles assinariam o contrato e depois partiria para a festa que o pai estava dando e apresentaria a garota como sua atual namorada, porém Edward estava pensando em algo maior, bem maior.
– Tudo pronto? – Edward disse ao se juntar com o amigo na mesa do restaurante, no sábado, que alias estava começando muito bem para ele.
– Só falta a garota!
Não foi preciso esperar muito e Isabella entrou no restaurante e logo fora reconhecida por seu “namorado”. Estava muito simples, camiseta branca, calça Jens e tênis, coisas que pessoas normais usavam, pessoas de classe média que não dava muito importância para a aparência e modo de vestir. Edward fez uma careta para a roupa da jovem, se ela seria uma Cullen teria que aprender a se vestir melhor, provavelmente teria que refazer todo o seu guarda roupa.
– Muito atrasada? – Perguntou ao se juntar a mesa. – Olá Emmett.
Isabella já conhecia Emmett, pois o mesmo trabalhava na empresa e vivia dando em cima das funcionárias do almoxarifado. Ele era do tipo cafajeste, o qual achava que com um sorriso torto e um corpo sarado poderia ter qualquer mulher que desejasse e elas cairiam aos seus pés assim que ele passasse pelas mesmas.
– Oi Isabella! – Falou já puxando os papéis. – Não vamos perder tempo, aqui está o contrato. Se tiver faltando algo que seja de comum acordo é só me dizer que eu o refaço.
Bella pegou contrato assim com Edward, mas ele já conhecia tudo que estava ali, pois o mesmo ajudara Emmett a bolar tudo, toda a estrutura, no fim Isabella ganharia uma boa quantia em dinheiro.
– Está perfeito, onde assinamos? – Edward falou rapidamente.
– Espera! – Isabella disse autoritária, tirando os olhos dos papéis.
– O que tem de errado? – Emmett especulou.
– Tudo aqui! – Olhou para Edward intrigada. – Esse contrato só beneficia você, tirando o final dele, é claro, onde no fim do casamento eu levo o dinheiro, o resto só dá privilégios a você meu caro.
Edward trocou olhares com Emmett, Isabella era bem mais esperta do que eles imaginaram. Edward estava contando com a sorte que a menina não lesse o contrato com tanta atenção, o que de fato não aconteceu.
– Quero ter tantos direitos como você Cullen! – Disse jogando o contrato na mesa. – Para cada traição sua eu levarei milhões, qualquer coisa que possa me expor ao ridículo vindo de sua parte são 5 milhões. – Sorriu descaradamente um tanto sínica. – Terá que bancar o marido mais fiel e amoroso do mundo perante todos ou nada feito.
O tom sério do final de sua conversa deixou Edward em alerta, a menina não era tão bobinha como ele mesmo havia pensado, estava sendo muito experta por sinal. Emmett tinha um sorriso preso nos lábios, enfim o amigo achara uma mulher que não cairia logo de quatro por seu charme e seus olhos verdes.
– É pegar ou largar! – Isabella disse quando ambos ficaram calados. – De modo algum serei feita de boba nessa história.
– Refaça o contrato Emmet, coloque todas as exigências da senhorita Swan! E quero que esteja pronto ainda essa noite. – Falou meio irritado.
– Claro! – Emmett disse sem entender o motivo do amigo estar aceitando tudo sem discordar.
– Quer acrescentar mais alguma coisa senhorita? – Edward perguntou com seu tom irônico.
– Não! – A jovem deu um sorriso forçado.
– Ótimo! – Edward sorriu amarelo. – Mas eu tenho! Emmett coloque aí que a senhorita Swan terá que fazer minhas vontades e nunca discordará das minhas atitudes perante os outros.
– Não coloque! – Isabella disse rápido. – Não serei seu fantoche Cullen, tenho pensamentos próprios e não vou me curvar as suas vontades dessa maneira.
–Você está abusando da sorte garota. – Disse entre dentes.
– Meu caro, é você quem precisa se casar, não eu! – Isabella falou ficando de pé. – Nos vemos a noite para assinar o contrato, e, espero que não acrescente mais nada ou terá que arrumar outra noiva Cullen.
– Espere! – Edward disse quando a menina começou a andar. – Terá que me acompanhar a festa do meu pai hoje noite. – Isabella olhou para ele. – Será sua primeira aparição como minha futura esposa, esteja vestida descentemente, é uma festa de gala.
– Claro my lorde! – Zombou.
Até a própria garota ficara surpresa com toda sua ironia, pois sempre fora a menina comportada que aceitava todas as ordens sem reclamar de nada, deixava qualquer um humilhá-la, mas agora estava diferente, não sabia dizer se era esse casamento sobre contrato que estava libertando o monstro adormecido dentro de si ou se apenas estava se vingando de todo tempo de humilhação em que ficara calada.
(...)
Isabella chegara quinze minutos antes do horário combinado no apartamento do Cullen, ela pegara um táxi, gastando uma grande quantia, pois o Cullen morava na parte nobre da cidade, em que só havia apartamentos luxuosos e casas incríveis.
Isabella tocou a campainha e esperou a porta ser aberta, enquanto isso deu uma olhada em si mesma, vendo os sapatos prateados, os quais comprou para ir a festa de formatura da amiga Ângela, vestido azul marinho com mangas, deixava ela meio com ar de senhora, mais havia ali certa sofisticação, bem justo onde a cintura fora marcada, o vestido ainda continha um discreto decote em ”v”. Não era a melhor roupa, mais também não era a pior, por hora seria essa mesma que ela usaria.
–Olá! – Cumprimentou quando ele abriu a porta usando um belo smoking.
– Essa é a sua roupa de gala? – Edward falou a olhando-a meio intrigada.
A garota assentiu.
– Ok! Você precisa urgentemente frequentar mais eventos de gala, mas por hora teremos que nos virar com essa roupa mesmo.
– Se esse é o seu jeito de dizer que estou bonita precisa melhorar muito! – Falou zombando.
– Já saí com várias mulheres mais bonitas e bem mais vestidas do que você! – Disse seco. – Vamos logo assinar esse contrato e partimos.
– Vamos logo senhor gentileza! – Resmungou com bastante ironia. – Estou louca pela noite tediosa que terei pela frente.
– Pode ter certeza que será muito melhor do que ficar em sua casa vendo o nada que se encontra por lá! – Respondeu com a mesma ironia.
(...)
Os contratos foram assinados, as exigências feitas por Isabella foram colocadas e nada mais foi acrescentado. Depois disso, Edward partiu em seu carro reluzente e Emmett em seu monstruoso carro.
Isabella ficara calada todo o caminho, pois não tinha nada para conversa com o Cullen, eram duas pessoas estranhas dividindo o mesmo espaço. Enquanto Isabella brigava mentalmente com si mesma sobre a loucura que estava fazendo, Edward pensava em como seria a reação, de seu querido pai, ao saber da novidade.
A festa era muito glamorosa e na entrada se encontrava os anfitriões, Carlisle Cullen e Esme Cullen, atual esposa do pai de Edward. A mulher era a beleza viva em pessoa, gentil e doce, mas Edward não gostava nada da mulher, pois fora ela quem roubara seu pai de sua mãe.
Edward abrira a porta do carro para Isabella como um verdadeiro cavalheiro que fora educado a ser.
– Hora do show minha querida! – Falou perto de seu ouvido. – Espero que saiba atuar muito bem.
– Edward! – Carlisle cumprimentou ao vê-los chegando. – Isabella, como sempre linda!
Carlisle deu um olhar interrogativo para o filho e a pergunta muda feita pelo homem mais velho fora respondia na mesma hora.
– Carlisle espero que não se importe, mas achei conveniente trazer minha noiva à festa!
Tanto Esme quanto Carlisle olharam surpresos para os dois, Esme conhecia Isabella já que a mesma fora na casa dos Cullen juntamente com o chefe Jasper, ela era querida por Esme por ser uma pessoa doce e gentil, mas a novidade que Edward acabara de contar deixou-os surpresos e sem ação.
– Como? – Carlisle perguntou sem ação, não acreditando no que ouvira e seus olhos estavam em Isabella que parecia tímida perante a tudo. – Esme, continue a receber os convidados e Edward venha comigo, precisamos conversar.
O jovem tinha um sorriso vitorioso no rosto, um sorriso que estava deixando Carlisle muito intrigado, Isabella parecia nervosa e não sabia o que fazer ou o que dizer.
– Já volto minha querida! – Edward disse a Isabella dando um leve selinho nos lábios da menina que foi pega de surpresa.
Ambos saíram juntos em direção à biblioteca, Edward cumprimentou algumas pessoas conhecidas pelo caminho. Já dentro da biblioteca Carlisle caminhou em direção a grande mesa de madeira e se sentou apontando para a cadeira à sua frente para que Edward pudesse se sentar.
– Que história é essa? Como assim noiva? Edward o que pensa que está fazendo? Está brincando com a garota?– Fez várias perguntas uma atrás da outra.
– Quantas perguntas querido pai! – Zombou. – Isabella é minha noiva, oras.
– Edward, o que pensa que está fazendo com Isabella? Não acredito que irá usá-la para tentar ganhar a presidência.
– Você só tem os piores pensamentos de mim, meu caro pai. – Sorriu. – Isabella está comigo porque quer.
Carlisle o olhou meio duvidoso.
– Se duvida de mim papai porque não pergunta a ela mesma, aposto que Isabella irá adorar contar a nossa linda história de amor. – O tom de ironia na voz de Edward era visível ao pai. – Só não queira saber muitos detalhes, Isabella é muito tímida e pode se constranger.
– Ela é uma garota incrível Edward. – Carlisle disse ao filho que o olhou com interrogação. – Se magoá-la eu mesmo tratarei de dar um jeito em você.
Os dois trocaram olhares frios.
– Vou acreditar em sua palavra, até porque duvido muito que Isabella aceitaria participar de algum joguinho seu, mas ficarei de olho em você, pode ter certeza.
– Sempre pensando o pior de mim papai! Você deve se sentir culpado todos os dias por ter um filho como eu. – Reclamou ficando de pé.
– Pelo contrário, eu sou feliz por ter você como filho! Só que suas atitudes me deixa frustrado.
– Eu nunca vou ser o filho que você deseja! – Falou em tom seco. – E você nunca terá um filho com aquela coisa vestida de bondade que tem como esposa, afinal ela é seca por dentro.
Edward não esperou a resposta do pai e caminhou para fora da sala, deixando Carlisle com um ar de derrota no rosto. Edward sabia ser severo com as palavras e sempre atacava onde mais doía, onde mais machucava, pois era tirando proveito dessas fraquezas humanas das pessoas que ele sempre conseguia o que queria.
– Vamos! – Puxou Isabella pelo braço em direção a multidão. – Não demoraremos aqui, já disse o que queria dizer e logo partiremos.
– O que aconteceu? – Isabella perguntou vendo a cara de poucos amigos do “noivo”.
– Meu querido pai sempre acha que estou armando alguma coisa.
Isabella sorriu e girou o corpo, passando os braços em volta do “noivo”, forçando-o a dançar de acordo com o ritmo da música que tocava. Um som leve e suave ecoava no ambiente, Edward foi pego de surpresa pela atitude da garota, mas assim que viu os olhos de Carlisle em sua direção entendeu o motivo da atitude de Isabella e passou a dançar junto com ela.
– Seu pai conhece muito bem o filho que tem. – Isabella disse ainda sorrindo. – Não é surpresa que ele ache que você está dando algum golpe.
– Meu pai tem pensamentos melhores de você Isabella. – Disse com ironia. – Falou que você não se submeteria a entrar em um jogo meu, imagina como ficaria se descobrisse que você está junto comigo nesse golpe. Aposto que ficaria arrasado em saber que a jovem Swan não passa de uma...
– De uma o quê? Melhor tomar muito cuidado com suas palavras porque eu posso muito bem rasgar aquele contrato e seguir minha vida. – Falou rindo sarcástica.
– Vamos nos limitar em apenas manter as aparências. – Edward disse e girou a menina voltando a dançar.

Foi como Edward disse, não passaram muito tempo na festa, mas é claro que ele apresentou a sua nova acompanhante com noiva perante todos, e, ficou muito frustrado ao saber que o primo não compareceria a festa porque estava preso em jantar com os pais de sua noiva. Ao fim da festa Isabella foi deixada em casa e nem se importou em se despedir do noivo como deveria.
Tudo que ambos sabiam naquele momento era que seria tarde demais para volta atrás, o contato já fora assinado e eles teriam que dar início ao grande show, o casamento.

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