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domingo, 16 de setembro de 2012

O Casamento-- 2 A Proposta


A proposta

Irina notou que o chefe estava meio estranho, não a convidou para sair durante toda essa semana que se passou e no final de semana não ligou para marcar nada. A jovem pensou várias coisas e por fim deduziu que esse comportamento era devido à proposta que o pai lhe havia feito, ela sabia que o casamento era a última coisa que Edward queria.

– Bom dia Edward! – Cumprimentou quando ele entrou na sala.

– Sr. Masen Irina! Quando vai aprender? – Falou de mau humor. – Seja eficiente e chame a Srta. Swan para mim.

Ela olhou para o chefe sem entender nada, afinal o que ele podia querer com a secretária do primo? Seus olhos ficaram estreitos e sua raiva veio fulminante.

– O que você quer com ela? – Perguntou ríspida.

– Não é da sua conta! – Respondeu o chefe no mesmo tom de voz. – Vá chamá-la imediatamente. Ah Irina! Eu preciso te lembrar que você aqui não passa de uma secretariazinha?

Definitivamente ele estava de mau humor! Irina ainda pensou em retrucar a sua grosseria mais conhecendo muito bem o chefe achou melhor não dizer nada e caminhar porta afora.

(....)

– Srta. Swan? – Irina disse parando ao lado da mesa da jovem. – O Sr. Masen deseja falar com a senhorita.

– Quem? – Disse surpresa, sem saber quem era Sr. Masen.

– Sr. Edward Cullen deseja falar com você. Agora! – Falou entre dentes.

Irina saiu sem nem mesmo esperar a resposta da jovem.

Isabella avisou o chefe que precisava ir ao banheiro, o que era mentira, estava indo na sala de Edward Cullen, mas achou melhor omitir esse fato afinal nem ela mesma sabia o que o Cullen filho queria com sua pessoa.

Deu duas batidas na porta e ouviu um “entre”, adentrando na sala Isabella percebeu que o homem era ainda muito mais lindo observado de perto.

– Sente-se Srta. Swan. – Edward apontou para a cadeira a sua frente.

Ela sentou-se e imediatamente percebeu que nunca se sentira tão nervosa em sua vida, nem mesmo no dia de sua formatura quando esperava pelos pais e estes não compareceram porque sua irmã Tânia estava recebendo alta da clínica, onde havia feito uma plástica no nariz.

– Há quanto tempo trabalha para o meu primo? – Edward perguntou assim que a jovem estava devidamente acomodada.

– Te, tem alguns meses! – Meio que gaguejou.

– Isabella Mary Swan, filha de Charlie e Renée Swan. – Disse lendo um papel em suas mãos. – Tem uma irmã mais velha chamada Tânia, mas não se dão muito bem, ela é formada em publicidade, porém nunca exerceu a profissão.

A garota não estava entendendo onde ele queria chegar com aquilo, lógico que ela era uma funcionária da empresa, e, como tal, o Cullen teria acesso a sua ficha mais não a informações pessoais como citou de sua irmã.

– Comprou uma casa em um bairro nobre da cidade, ainda está pagando por ela e perdeu toda sua mobília. – Falou olhando para a jovem que tinha feição assustada. – Srta. Swan eu tenho uma proposta para te fazer.

Ele esperou a jovem dar algum sinal para que continuasse e quando esse sinal não veio achou melhor continuar a sua fala já que ela parecia estar em choque, o lado bom era que ela, pelo menos, ainda respirava.

– Eu preciso me casar e você precisa de mobília para sua casa nova, então por que não unir o útil ao agradável? – Disse lentamente encostando-se na cadeira.

A garota piscou algumas vezes, será que ela estava ouvindo direito? O jovem rico e bonito estava lhe propondo casamento? Era isso mesmo? Só podia ser uma piada.

– Claro que o casamento seria de fachada, tudo redigido por contrato. Você ganharia uma grande quantia em dinheiro, além de móveis para sua casa, e, para isso, ficaria casada comigo durante quatro anos, tendo todos os privilégios que meu nome poderá lhe proporcionar.

Isabella olhava para ele como se visse um lunático em sua frente, o cara só podia estar drogado ou algo assim para estar lhe propondo isso, ainda mais nessa hora da manhã. Então, a reação mais lógica que teve foi começar a rir descontroladamente.

– Do que está rindo? – Edward perguntou sério, pois não gostava quando pessoas riam dele.

– Você está louco? – Perguntou assim que conseguiu parar de rir. – Casar com você só para ganhar os móveis para minha casa? Certeza que isso é uma brincadeira!

– É uma ótima proposta pelo que eu saiba já que a Srta. ainda está pagando sua casa. – Falou sério. – Seu dinheiro está comprometido até o último centavo e levará mais tempo do que imagina para conseguir repor todos os seus móveis. Eu estou lhe dando uma saída, case-se comigo, eu termino de quitar sua casa, você ganha os móveis novos, e, no final, quando o casamento terminar ainda leva uma boa quantia em dinheiro, o que será bastante para viver bem por um bom tempo.

Isabella olhava incrédula para o homem em sua frente, sem acreditar no que ele acabara de dizer e se perguntando em como ele teve acesso a essa informação tão pessoal. Como se levasse um tapa na cara a resposta veio “acorda Isabella ele é o Cullen” e era só isso que precisava se lembrar.

– Você tem até amanhã para me dar uma resposta. – Falou ficando de pé e caminhando para janela atrás de sua mesa. – Pense muito bem Isabella, eu estou lhe oferecendo sua libertação já que seus pais nunca esperaram muita coisa vindo de você, aposto que eles nem esperam vê-la casada um dia ainda mais com homem rico como eu.
Edward sabia muito bem como jogar com as palavras, o jogo do poder era o seu favorito e no final ele sempre ganhava, pois seu talento para manipulação começou cedo, ainda era uma criança quando descobriu que era fácil manipular as pessoas a seu favor e desde então não parou mais.
Ele usava desde o ponto mais fraco ao mais forte das pessoas, seria um ótimo psicólogo, porém achava que essa profissão não lhe renderia tanto dinheiro como ser presidente da empresa do pai.

Isabella, pobre coita, era mais uma vítima que Edward queria usar a seu favor, ele queria a presidência e não abriria mão, nem que para isso tivesse que perder alguns privilégios, como sua liberdade e alguns milhões em sua conta, nada que não valesse o sacrifício e prazer de ser o todo poderoso Cullen.
Não foi difícil para o jovem conseguir a ficha da Swan na empresa e para obter mais informações contratou um detetive, o velho amigo de faculdade e braço direito Emmett McCarty, que também trabalhava na empresa e nas horas vagas gostava de atuar como detetive.
Isabella seria presa fácil para o Cullen, ainda mais pelo lado pessoal, seu problema com a irmã seria peça chave para fazer a jovem aceitar a proposta e ele saberia muito bem como usar essa fraqueza da menina contra si mesma.
(...)

Isabella estava tão perdida em pensamentos e a proposta do homem não saía de sua cabeça. Já havia confundido duas vezes o mesmo relatório que o chefe havia mandando buscar, não conseguia ler direito algumas planilhas a sua frente, derramou café em sua mesa, tudo isso porque as palavras de Edward estavam lhe atormentando, “estou lhe dando uma saída” essa frase ecoava em sua cabeça.

– Bella, você está se sentindo bem? – Jasper perguntou ao ver a jovem tão distante.
– Estou com um pouco de cor de cabeça mais já esta passando. – Mentiu.

Ela mentia tão mal que não foi difícil para Jasper notar a mentira, porém ele nada disse, se a jovem não queria falar ele não iria forçar a barra.
– Tudo bem. Aliás, você já pode ir almoçar só não se atrase porque temos uma reunião.
– Claro senhor. – Disse já saindo.

Isabella recusou a companhia da amiga Ângela e o refeitório da empresa, porque, para sua infelicidade, sua irmã estava na cidade e ficara de almoçar com a jovem em um restaurante ali perto. Isabella tinha um carro, não era uns dos últimos modelos da Ford, mais era um carro confortável, por isso não precisava andar de ônibus e nem a pé.
– Desculpa pelo atraso Tânia! O trânsito está horrível hoje.

A loira estava sentada na mesa, bebendo uma taça de vinho tinto com suas belas unhas pintadas de vermelho, assim como o batom em seus lábios. Ela olhava fixamente para o outro lado do restaurante onde havia um belo homem sentado, o qual observava constantemente sua mesa. Isabella buscou com os olhos e encontrou o que a irmã tanto olhava com fixação, um homem de terno escuro, cabelos acobreados e totalmente desalinhados e sorriu assim que viu a jovem olhando em sua direção, levantando o copo de uísque que tinha nas mãos em forma de gentileza.
Isabella pensou “Edward Cullen no mesmo restaurante que eu? O que de errado está acontecendo?”, ao olhar para irmão percebeu que a mesma lhe fitava com cara de poucos amigos.

– Por acaso conhece ele? – Tânia perguntou sem rodeios.

– Sim. – Foi tudo que Isabella respondeu, voltou-se para o menu do restaurante já que tinha pouco tempo para almoçar.

Elas comeram em silêncio e Tânia ainda não acreditava que a irmã conhecia um homem daquele porte. A loira olhava com desdenho para Isabella que mesmo notando os olhares da irmã preferiu ignorar como sempre fez. Ao fim do almoço Tânia ainda estava com a cara amarrada para irmã por pura inveja, algo que sentia desde o nascimento de Isabella.
– Ele é o seu namorado? – Tânia perguntou sem se importar com nada, tudo que ela queria era a informação sobre o homem bonito.
– Não! – Isabella respondeu comendo sua sobremesa.

Mal sabia as Swan que Edward, há muito tempo, desenvolveu uma habilidade que somente os mudos e surdos tinham capacidade de aprender com facilidade. Com muita clareza ele conseguia ler os lábios das jovens e estava atento a cada detalhe da conversa das duas, se decepcionou um pouco porque não espera que o diálogo delas fosse tão resumido assim.

– Como está mamãe e papai? – Isabella tentou mudar de assunto.

– Estão ótimos! – Disse sem hesitar. – Conhece ele de onde? – Apontou gesticulando para o homem na outra mesa. – Ele trabalha com você?
– Pra que diabos quer saber? – Isabella disse já irritada com a irmã.
– Gostei do jeito dele, tem cara de ser bom de cama!
Isabella sentiu as bochechas corarem e olhou discretamente, por cima do ombro, para Edward.
– Eu nem acho! Ele trabalha na empresa e só que vai saber Tânia! – Isabella disse chateada.

Era e sempre foi assim! Se Isabella tinha um namorado ou gostava de alguém, Tânia dava encima só para provar que era melhor a irmã. E agora ela estava praticamente jogando todo o charme para cima de Edward e tudo por quê? Apenas porque ele demonstrou certo interesse em Isabella, mas mal sabia a loira o real interesse do Cullen em sua irmã, e, não seria uma foda casual que iria desviar seu objetivo.

– Então você gosta dele? – Tânia perguntou olhando direto para o homem.

– Tânia eu já estou indo! – Isabella jogou o dinheiro na mesa e pegou sua bolsa. – Vai voltar ainda hoje pra casa? Ou pretende fica na cidade mais um dia?

– Ainda não sei, mas te ligo para avisar.

Isabella bufou, saiu do restaurante, fez todo o caminho de volta para empresa, chegou quase atrasada e o chefe já lhe esperava.

– Vamos! – Foi tudo que Jasper disse.

(...)

Edward estava todo sorridente, coisa que há tempos sua secretária não via. Voltou do almoço animado, trabalhou cantarolando o tempo todo, foi para algumas reuniões dentro da empresa e agora estava sentado na sua cadeira vendo algo em seu notebook.

– Sr. Cullen, esta garota insiste em falar com você. – Irina falou com a voz ácida.

Edward tirou os olhos do notebook e viu Isabella parada, logo atrás de Irina que tinha uma cara fechada para ambos.

– Já pode se retirar Irina, vou falar com esta jovem. – Disse todo gentil.

A secretária saiu da sala e Isabella caminhou em direção a mesa de Edward. Ela não sentou e nem fez cerimônia alguma, apenas apoiou as mãos sobre a mesa de do Cullen e disse de cara.
– Eu aceito!

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