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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Noites de Tormenta-- capitulo 15-- Momentos


Momentos

Anthony destruiu o quarto todo, as palavras de Edward, seu próprio irmão, não saíam de sua cabeça. Ao mesmo tempo em que tinha raiva também amava o irmão, porém não conseguia conter a magoa que tinha em seu coração.

Vintes anos atrás.

Os gêmeos brincavam no jardim, Anthony olhava mais para o irmão do que brincava com seu novo carrinho. Ambos ganharam carrinhos de brinquedo de sua mãe Esme, mas Anthony havia gostado muito mais do brinquedo de Edward.

– Me dá. – Anthony falou tomando o carrinho vermelho do irmão. – Agora esse carro é o meu!

– Anthony me devolve isso! – Edward tentou pegar de volta o brinquedo que seu irmão tomara de si.

– Não, eu já disse ele é meu agora. – Esbravejou empurrando Edward que caiu e se machucou.

– Mãe! – Edward gritou ao ver seu braço arranhado e começando a sangrar.

Esme entrou no jardim correndo e viu que o filho estava machucado e ao ver a cara de espanto de Anthony, o qual estava com o brinquedo de Edward nas mãos, constatou que ele fora o culpado.

– Anthony, você derrubou seu irmão! – Repreendeu o filho que tinha os olhos arregalados com medo da consequência do seu ato. – Entre em casa agora, você está de castigo garoto.

Ele nada disse, apenas saiu correndo jogando o carrinho contra uma pedra que tinha no jardim, e, este, se partiu em dois. Esme sempre amara os dois filhos de forma igual, mas Anthony sempre fora o mais difícil de educar, já que este desde criança já era o mais solto e decidido, enquanto Edward aceitava as ordens e repreensão dos pais. Edward era o filho perfeito enquanto Anthony era o filho rebelde que no fundo no fundo só queria chamar a atenção dos pais.

Ele brigava na escola, era suspenso de várias aulas, dava uns pegas na namorada do irmão, já que sempre adorara se passar por ele, algo que se tornou até mesmo constante.

 Edward sempre fora o mais queridinho, o mais amigo, o mais inteligente e o mais perfeito, porém, para Antony o irmão não passava de um garoto rico e mimado, que era um perfeito almofadinha. Ele sempre fora o homem que as mulheres desejavam, Anthony era sempre a segunda opção, as garotas o procuravam quando o irmão não dava bola para elas. Por isso, passou a tirar proveito da situação, e, por terem o mesmo rosto, ele se passava por Edward pegando as namoradas dele.

Anthony partiu sem rumo, pelo mundo afora, por não mais aguentar ser comparado com o irmão perfeito, e, apenas encontrara novamente com Edward em Londres, que foi quando acontecera o acidente e ele dormiu por longos cincos anos.

Tempo atual.

Depois de quebrar quase o quarto inteiro, a conversa definitiva que tiveram ainda ecoava em sua cabeça, de repente ouvira alguém bater na porta.

– Anthony? – Esme chamou abrindo a porta. – O que aconteceu? – Ela olhou o quarto todo destruído. – Por que Edward está indo embora? Vocês brigaram?

– Pare! – Gritou sem olhar para mãe. – Pare de falar dele, pare!

Esme sabia que Anthony não suportava ser comparado a Edward, então ela abraçou o filho pelas costas e fez um carinho em seu cabelo. Há muito tempo ele recebia um carinho tão verdadeiro de alguém e o pior era que o culpado disso era ele mesmo que escolhera a solidão.

– Eu não sou ele. – Sussurrou contendo a vontade de chorar. – Eu nunca vou ser igual a ele.

– Eu sei meu amor. – Respondeu beijando o ombro do filho. – Vocês nunca serão iguais, Anthony.

– Então por que todos esperam que eu seja igual a ele?

– Ninguém espera isso Anthony. – Ele se virou e olhou a mãe com ternura. –Você é diferente, meu filho, não criei você e nem Edward para serem iguais. Cada um é especial do seu jeito.

– Não para o papai porque ele ama mais a Edward do que a mim! – Às vezes acho que ele preferia ter só ele de filho.

– Nunca mais diga isso! – Esme repreendeu o filho. – Carlisle não pensa isso, mesmo demonstrando o contrario ele sabe que vocês são diferentes, tanto que até hoje banca todos os seus sonhos, meu querido.

– É só uma maneira de me manter longe.

– Não Anthony! – Esme tocou o rosto do filho. –É uma maneira de dar força para você continuar tentando até conseguir.

– Mãe ele sempre preferiu Edward, sempre elogiou ele, sempre fora Edward em tudo.

– Anthony, seu pai te ama igual ama o Edward! Pode não notar isso porque você construiu muros em volta de si, mas isso não quer dizer que ele desistiu e vai abrir mão de você filho. É nosso filho como Edward, a diferença é que nos dá mais um pouquinho de dor de cabeça. – Falou dando uma risadinha. – Mas isso não muda em nada o fato de amarmos os dois iguais.

– Eu amo você! – Anthony disse abraçando a mãe.

– Vou deixar você sozinho para pensar um pouco. – Falou beijando o rosto do filho. – E pare de pensar essa besteira porque isso não é verdade. – Ela sorriu. – Trate de fazer as pazes com seu irmão, não quero vocês dois brigados ainda por uma besteira.

Esme saiu do quarto deixando Anthony perdido com seus pensamentos e com suas lembranças.

(...)

Edward arrumara uma bolsa simples, apenas com algumas roupas e partiria para o seu apartamento depois do jantar. Sua cabeça ainda estava fervendo, pois Anthony sabia mesmo como o tirar do sério.

Momentos atrás.

Anthony entrou em casa  e encontrou Edward sentado no sofá, ele parecia esperar por alguém e sua cara não era muito boa.

– Querido irmão não devia estar no trabalho? – Anthony perguntou de um jeito irônico.

– Não trabalho mais. Sente aqui porque quero falar com você! – Ordenou.

Anthony olhou para o irmão que ainda tinha uma feição séria e pensou o que seria essa conversa.

– Estou bem assim, pode falar. – Anthony disse mantendo-se em pé.

– Irina me disse que você andou pergunto por Isabella. – Edward disse ficando de pé. – Quero você longe dela.

– E por que eu faria isso?

– Porque ela é minha! – Falou friamente. – Você é meu irmão, eu amo você, mas se chegar perto de Isabella acabou com sua raça.

Anthony gargalhou e olhou frio para o irmão, essa conversa não teria um final muito feliz porque nenhum dos dois estavam a fim de ceder.

– Não ligo para o que pensa! – Anthony disse. – Você sabe que Aro não irá falicitar né maninho?  Ele quer alguém com nome para a vadia da filha dele e o escolhido foi você.

– Você fala como se conhecesse a Heide! – Edward disse e o irmão sorriu. –Anthony! – Murmurou não acreditando no que sua mente havia pensando. – Você não...?

– Sim meu caro irmãozinho, antes de você sofrer o acidente e dormir por cinco longos anos. – Disse ironicamente. – Várias vezes aquela vadia esteve em minha cama, da primeira vez foi porque ela achou que eu era você, mas das outras sabia muito bem quem estava fodendo ela.

– Seu infeliz!  – Gritou. – Você é meu irmão e meu traiu com aquela vadia?

– Cuidado porque a vadia ia ser sua esposa irmãozinho. – Ele zombou.

– Vocês dois me enganaram! – Edward disse não sentindo ódio pela traição da ex-noiva e sim pela traição do irmão. – Como teve coragem? Você é meu único irmão.

– Me diga Edward, como é se sentir por baixo pelo menos uma vez na vida? Como é saber que pelo menos em algo sou melhor do que você?

– Enganar os outros Anthony? É nisso que você é melhor? – Edward gritou as palavras. – Você não é diferente da Heide, é muito pior porque enganou seu irmão, sangue do seu sangue.

– E você sempre fora o queridinho né!? Edward Cullen, o melhor em tudo, filho perfeito, namorando perfeito, o arquiteto perfeito, parabéns você também foi o corno do ano.

Anthony estava furioso com o irmão e falou coisas que por tanto tempo estava guardado dentro de si.

– Eu tenho pena de você Anthony. – Edward disse caminhando para a escada. – Você não passa de um fracassado!

– A próxima a cair em minha cama será sua doce Isabella! – Anthony alegou fazendo Edward parar bruscamente  na escada. – Sim, eu não vou abrir mão dela maninho e quero ver sua cara quando ela escolher ficar comigo.

– Fique longe de Isabella! – Edward gritou partindo para cima do irmão e lhe socando o rosto. – Se você chegar perto dela eu acabo com sua Anthony, acabo com você.

Ele subiu a escada correndo, indo para quarto, enquanto Anthony ficou na sala com a mão sobre o queixo onde Edward havia lhe socado. Era uma verdade dita da maneira errada, uma inveja cega e sem sentido, isso era tudo que Anthony tinha contra o irmão.

Momento atual.

Edward estava na mesa, juntamente com toda família reunida, e, é claro, que Anthony se fez presente deixando claro que não se abateu com o acontecido.

– Que mala é aquela na sala? – Carlisle perguntou. – Já está partindo de novo Anthony?

– Dessa vez não sou eu papai. – Anthony respondeu olhando para o irmão.

– Sou eu! – Edward afirmou. – Vou para o meu apartamento e ficarei alguns dias por lá, preciso pensar um pouco.

– E não pode pensar aqui? – Carlisle questionou.

– Não pai, quero ficar sozinho. – Edward disse enquanto Anthony mantinha um sorriso nos lábios,

– Meu irmão pediu demissão da empresa Volturi! – Anthony falou e Carlisle se engasgou um pouco com o suco. – Ah, ele também terminou com a noiva.

– Está louco Edward? – Carlisle ficou de pé. – Você não pode fazer isso, irá voltar atrás em sua decisão.

– Carlisle! – Esme disse tentando chamar o marido.

Anthony sabia que o irmão jamais teria coragem de enfrentar o pai e não seria agora que ele faria isso. Ou seria?

– Sinto muito! – Falou ficando de pé. – Já fiz minhas escolhas, os Volturi estão fora da minha vida, se deseja tanto se juntar a essa família por que não usa Anthony para isso?  Não sei se sabe, mas ele e Heide se dão muito bem por sinal.

– Edward volte aqui! – Carlisle ordenou e o filho apenas o ignorou novamente. – Edward Cullen, volte aqui agora!

 Edward caminhou para a sala, onde tinha deixado sua bolsa com as poucas roupas, jogou-a nas costas. Era hora de conhecer o mundo longe da proteção dos pais, longe da vontade de Carlisle. Era hora de começar uma vida longe de tudo, hora de começar a viver sua própria vida e não a vida que o pai queria que vivesse.

Anthony estava chocado com tudo que o irmão fora capaz de fazer, nunca tinha levantado a voz para o pai e tão pouco dito não para suas vontades, porém hoje se rebelou por completo. Esse não era Edward, era
um novo homem que estava apenas começando a vir à tona.


 Continua.

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