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domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 8-- Noites De Tormenta -- Tem Coisa Que Os Olhos Não ver


Tem coisas que os olhos não podem ver.
Edward estava sentado no sofá que era dele, aliás, tudo dentro daquele apartamento era seu, cada mobília presente ali, tudo decorado por si.
Ouviu atentamente todas as palavras ditas por Isabella, ela contou como havia alugado o apartamento por intermédio de sua mãe Esme, porém não sabia sobre ele. Ok! A garota contou meias verdades, achou melhor deixar escondida toda a loucura da parte em que conviveram, durante alguns meses, em que Edward se encontrava supostamente na forma de um “fantasma”. Seria insanidade falar sobre isso, já que nem mesmo Isabella entendia essa a história maluca e caso contasse ele apenas a chamaria de louca e a mandaria sumir de sua vida!
– Então você ficou morando aqui todo esse tempo que passei em coma?– Edward sussurro mais para si mesmo do que para a garota.
– Na verdade tem apenas cinco meses que estou morando aqui. – Falou meio constrangida.
– E minha mãe alugou para você! – Ele afirmou.
– Foi.
O silêncio voltou a tomar conta da sala, Edward parecia admirado com tudo que ouvira e Isabella não sabia mais o que dizer.
– Minha mãe pediu o apartamento de volta. – Edward disse lembrando do pedido que havia feito a Esme.
– Sim, ela me ligou avisando e agora tenho que procurar outro lugar para morar.
Edward ficou de modo pensativo, muita coisa havia mudado durante esse tempo que ele dormira. Surpreso notou algo que ele não sabia explicar, algo que ficou com medo de falar ou comentar, mas ali, em seu apartamento, teve alguns reflexos e lembranças de risadas misturadas por gritos e isso o assustou e o deixou confuso, pois eram momentos que ele não se lembrava de passar naquele local.
– Falarei com minha mãe. – Disse ficando de pé. – Darei um jeito em tudo e acho que você não irá precisar sair do meu apartamento.
Agora o olhar de Edward era guloso, analisando todo o corpo da jovem e em um movimento rápido puxou Isabella contra seu peito prendendo-a em um abraço de aço, por assim dizer.
– Agora Srta. Swan onde paramos mesmo? – Perguntou para provocar a jovem e deixá-la corada. – Não me lembro de ter vindo aqui para ficamos conversando.
E dizendo isso Edward tomou a boca de Isabella em um beijo profundo e urgente, foi questão de segundos para que as roupas de ambos acabassem espalhadas pelo apartamento e terminassem na cama.
(...)
Nas nuvens, era assim que Isabella estava se sentindo, já havia se passado uma semana que ela e Edward começaram um romance secreto.
Ele conseguiu convencer Esme a deixar o apartamento mais tempo com Isabella, utilizando a desculpa que queria ficar mais tempo perto da família, mesmo a família não estando tão completa assim, pois faltava o irmão que estava na Austrália e os primos que moravam com eles desde a morte de seus pais, ou seja, os tios de Edward.
Edward tinha que convencer Isabella toda vez que eles ficavam juntos, porque querendo ou não, Isabella tinha ética e moral, ainda mais sabendo que ele tinha uma noiva e esta era filha do chefe. Porém no final ela sempre acabava cedendo e ambos acabavam na cama a base de muito sexo.
Durante essa semana que se passou Edward dormiu todas as noites na casa da jovem. Os seus pais achavam que ele estava com a noiva e a noiva acha que ele estava com os pais. Por muita sorte a verdade não veio à tona em uma noite dessa semana, já que Edward conseguiu inverter a situação a seu favor, como sempre fazia.
Isabella fugia dele durante o dia assim como o diabo foge da cruz, mas sempre, no final do expediente, acabava cedendo ao charme do rapaz, um charme que Edward sabia muito bem como usar contra a menina.
Era sábado quase no final do expediente e ele olhava atenciosamente Isabella trabalhando, pois Aro havia trocado de vez sua secretária com Edward.
– Você vai sair? – Ele perguntou do nada quebrando o silêncio da sala.
– Sim. – Isabella respondeu voltando sua atenção para a agenda em suas mãos.
Ele sabia que ela iria sair porque mexera no celular da moça e viu a mensagem que uma tal de Ângela havia lhe mandado, convidando-a para sair, e, como se não fosse invasão demais, olhou sua caixa de saída só para saber o que a jovem havia respondido.
– Com quem? – Perguntou meio irritado.
– Amigas. – Simplesmente deu de ombros.
Isabella sabia que ele estava com ciúmes porque o seu tom de voz estava frio, porém Edward não poderia cobrar nada da garota, apesar do envolvimento de ambos, o que era muito mais do que uma relação chefe e assessora. Isabella era uma espécie de amante, mesmo ela não gostando da palavra era isso que ela era para ele, porque no fim não havia rompido o compromisso com a noiva.
– Que horas volta?
– Não sei Edward. – Falou realmente sem dar muita atenção ao rapaz. –Por que do interrogatório? ­– Provocou uma pouco mais.
– Nada. – Falou indiferente. – Acho que o seu turno já acabou. – Ficou de pé pegando o casaco que estava atrás da cadeira. – Aproveite muito bem o seu final de semana Srta. Swan.
Rapidamente saiu da sala deixando uma Isabella bem mais confusa do que quando tudo isso começou.
(...)
Edward chegou em casa bem irritando e sua mãe notou isso de cara. Ele apenas olhou para Esme e subiu rumo ao seu quarto, pois sabia que sua mãe iria perguntar o motivo de estar daquele jeito.
Na casa de seus pais ele não tinha muita privacidade e isso o fez notar que precisava de seu apartamento de volta, porém sabia que ter o seu apartamento de volta seria o mesmo que colocar Isabella para fora.
Irritado lembrou-se dos sonhos que andava tendo com Isabella dentro de seu apartamento, sempre naquele local fazendo alguma coisa, hora brigando, se xingando, sorrindo ou fazendo sexo, fato que o deixou um pouco assustado, pois pareciam tão reais, como se já tivesse vivido isso antes, mas ele sabia que ainda não havia feito nada disso com ela.
As noites que passou com Isabella foram boas, sempre regadas a muito sexo, e, por algum motivo, ele gostava da companhia da jovem, mesmo ela o tirando do sério e logo o fazendo sorrir, como só ela sabia. Isabella era uma boa companhia, poderiam ter um ótimo relacionamento se o único problema não fosse sua noiva irritante. Heide era linda e gostosa, mas compará-la com Isabella era o mesmo que comparar um pão do dia com um pão amanhecido.
Isabella era fogosa e adorava sexo, era visível nos seus olhos e no modo como ela se entregava a Edward. Heide era bonita e tinha um belo corpo, chegava a ser gostosa, mas sexo com ela só no estilo comportado e isso já não era mais divertido para Edward. A mais pura verdade era que o Cullen já não sentia tesão e nem amor pela noiva, em alguns momentos chegava a duvidar se algum dia sentiu isso por essa mulher, já que esse noivado foi algo meio que imposto por seus pais, assim como o namoro.
– Cabeça na lua maninho? – A voz rouca e com o mesmo tom da de Edward ecoou no seu quarto.
Edward olhava o homem parado em sua frente, mesmos olhos, mesmo rosto e mesma voz, apenas um pouco mais forte que ele. Anthony Cullen, irmão gêmeo de Edward Cullen, o rebelde que não seguiu as ordens do pai e se rebelou quando este queria lhe arrumar uma noiva, assim como fez para o irmão. Anthony sabia dizer não e nunca cedia aos caprichos do pai, levava a vida do jeito que queria como nômade, indo de um lugar para o outro levando sua arte como pintor de rua, poderia até ser considerado um grafiteiro.
– Quando você chegou? – Edward perguntou pulando da cama, indo abraçar o irmão.
– Cheguei pela manhã. – Falou rindo, se afastando de Edward e se jogando na cama. – O que aconteceu? Por que não me ligou? Por que não me disse pelo menos oi quando acordou?
Foi tanta loucura que Edward tinha esquecido completamente do irmão, soube pela mãe e pelo pai que Anthony passou no hospital, por varias vezes durante dois anos, e uma briga feia com Carlisle o fez sumir de novo no mundo.
Nesse tempo Antony ainda tinha esperanças que Edward um dia ligasse falando que havia acordado e por isso pagou uma enfermeira para mantê-lo informado sobre tudo.
– Eu sinto muito irmão. – Edward disse com voz fraca, pois sentia vergonha de ter esquecido Antony. – Minha vida anda tão estranha ultimamente, e ainda perdi cinco anos dela, não me acostumei.
Edward contou tudo para Antony, como foi acordar naquele hospital e saber que tinha perdido cinco anos de sua vida, voltar para casa, descobrir que sua vida tinha mudado completamente, que ainda estava noivo, em um noivado que já nem sabia se queria ou não.
– Então chuta o balde. – Anthony disse rindo. – Você sempre soube que Heide não passava de boa foda irmão, nem sei por que aceitou se casar com ela.
Ele deu um sorriso e balançou a cabeça tentando afastar as lembranças de uma certa mulher que nem sabia onde ela estava a essa hora.
– Espera! – Anthony falou ficando de pé. – Você está diferente, algo estranho, não sei ao certo, mais para alguém que está com o saco cheio dessa vida tem cara de quem está feliz.
Edward sorriu e mais uma vez balançou a cabeça, ele pensou se dizia ou não para o irmão o motivo de estar assim, mas quando foi abrindo a boca seu celular tocou. Anthony e ele olharam para o aparelho sobre o criado mudo, Edward fez menção de pegar porém Anthony foi mais rápido.
– Srta. Swan? – Perguntou com interrogação na testa. – Quem é?

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