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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Capitulo-5 Noites De tormenta-- Fantasma ou não isso e real



Fantasma ou não, isso é real.

Isabella olhava atentamente para a agenda de Aro, mas sua mente vagava para bem longe. Foi uma situação constrangedora desmaiar na frente de seu chefe e do sócio da empresa, algo que ela nunca imaginara passar em toda sua vida. Porém ao ver o produto que até então pensava ser apenas algo de sua imaginação a sua frente, de carne e osso e muita gostosura, levou um tremendo susto, ficando pálida e desmaiando. Ela usou a desculpa de estar sem café da manhã e por isso sentiu-se fraca e desmaiou de uma hora para outra.

Depois do ocorrido Aro contou a Isabella que seu quase genro esteve em coma durante algum tempo, resumindo toda a história, sem muitos detalhes. Também pediu para que ela ajudasse Edward no que fosse preciso, afinal era muito eficiente e daria conta do recado.

Duas semanas já haviam se passado desde a vinda de Edward para empresa Volturi. Irina era sua secretaria, mas Isabella sempre o ajudava, na maioria das vezes, por ordem de Aro, já que sua filha Heide, a qual era uma peste em pessoa, pediu ao pai que trocasse a secretaria do noivo com a desculpa de que Irina andava dando em cima de Edward.

– Isabella? – Edward chamou ao ver a garota distante. – Está tudo bem?

Ela balançou a cabeça afastando algumas lembranças, depois olhou para o homem que tinha um enorme sorriso nos lábios.

– Desculpe-me. – Respondeu corando. – Deseja algo?

– Não. Só achei que você tinha entrado em choque. – Deu um leve sorriso. – Estava aí tão quieta.

– Estava apenas revisando a agenda de Aro. – Ela disse voltando os olhos para a agenda do chefe.

Edward analisava a mulher a sua frente, ela usava uma blusa branca, a qual cabia pelo menos umas três Isabella dentro dela, usava também uma saia que não grudava de jeito nenhum em seu corpo. Ele fez uma careta ao perceber que ela não era nem um pouco atraente, mas tinha uma beleza estranha, muito camuflada, devido às roupas e a falta de cuidado consigo mesma.


– Tem namorado senhorita Swan? – Perguntou tentando puxar assunto com a jovem que era sempre tão calada.

– Não. – Respondeu fechado a agenda e ficando de pé. – Terminei meu namoro pouco tempo atrás.

– Oh, eu...

– Ed, meu amor! – Heide simplesmente falou, quase gritando, interrompendo-os e entrando na sala do noivo. – Vim buscá-lo para almoçar comigo.

Heide era uma garota esnobe e mesquinha, ela se achava tanto que todas as mulheres da empresa tinham ódio dela, sem contar que era bonita, rica e tinha o noivo mais lindo do mundo.

– Senhor Cullen, está tudo aqui. – Isabella falou mostrando a pasta sobre a mesa dele.

– Obrigado Swan. – Disse sorrindo. – Heide, me espere alguns minutos que já volto ok?

– Tudo bem amor, só não demore.

Ele pegou os papeis da mesa e saiu da sala graciosamente, o que foi difícil para Isabella olhar e não suspirar ao vê-lo andando e lembrar-se de quando ele era algo como um fantasma, ou imaginação de sua mente, e não pôde deixar de notar que era ainda mais lindo em carne e osso, enfim, uma perdição em pessoa, o verdadeiro caminho para o inferno.


– Eu sei, ele é muito lindo. – A voz de Heide tirou Isabella do transe. – E é somente meu, senhorita Swan.

– Não sei do que está falando senhorita Volturi. – Falou ficando de pé.

Heide sempre foi uma mulher muito temperamental, ela tinha um ego que a fazia a pessoa mais chata do mundo. E sempre gostou de humilhar Isabella.



–Não se faça de desentendida. – Heide retrucou prendendo-a na cadeira. – Acha mesmo que ele um dia vai olhar para uma coisa sem graça como você? Olhe para mim! Sou uma mulher rica, linda e com classe, agora você não passa de uma baranga subalterna e, ainda por cima, feia.

Heide enfatizou muito bem as últimas palavras, fazendo com que Isabella sentisse seu sangue ferver e uma imensa vontade de estapear a cara da mulher à sua frente.

– Então coisa sem graça e sem sal. – Heide continuou as ofensas. – É melhor se pôr no seu lugar e se contentar em só olhar para o meu noivo, pois não vai passar disso, sua aprendiz de vadia.

Ela abriu a boca para falar, porém a porta foi aberta e achou melhor se calar.

– Vamos Heide? – Edward a chamou. – Ainda aqui Swan? Já está liberada, pode ir quando quiser.

– Obrigada senhor Cullen. – Falou se levantando e saindo da sala de Edward.

(...)

– Filha de uma puta. – Isabella resmungou entrando no apartamento. – Ângela, ela pensa que é quem para dizer essas coisas para mim?

– Bella, eu...

– Não Ângela, eu estou cansada de receber humilhação. – Falou calando a amiga. – Primeiro foi Jacob, depois Aro e agora essa vadia de uma figa falando isso. Ninguém vai mais falar que sou feia e tão pouco me humilhar.

– Isabella o que você vai fazer? Não estou gostando nada de sua cara.

– Ângela melhor você ir para sua casa. Deixa que eu sei como resolver isso. – Disse em tom sério.

Ângela olhou para a amiga e saiu sem dizer nada. Isabella se jogou no sofá e pegou o celular, com muito receio, pois sabia que seria um inferno, mas era isso ou continuaria sendo chamada de feia pelo resto da vida. Antes que se arrependesse discou o número e no segundo toque a pessoa do outro lado atendeu.

– Preciso de sua ajuda.

(...)

Já tinha dois anos desde a última vez que Isabella pedira ajuda a espevitada de sua prima.

– Belinhaaaa! – Alice praticamente gritou ao invadir o apartamento da prima, acompanhada de uma equipe de beleza. – Eu realmente adoro quando você me liga.

Isabella olhou e fez uma careta para a baixinha a sua frente, que para muitos tinha cara de fada, porém no fundo era uma peste, ainda mais sendo a editora chefe da revista mais badala de moda de NY. Alice, mesmo sendo nova, conseguiu em pouco tempo o que tanto queria, já que a jovem entendia tanto de moda, que seu mundo girava apenas em torno disso.

– Alice eu só te pedi uma ajuda. – Isabella falou bufando.

– Eu sei priminha! Mais é que seu caso é de exorcismo mesmo. Precisa de acompanhamento especial. – A baixinha respondeu gargalhando. – Queridos, mão na massa, e a deixem a mulher mais gostosa do mundo.

Isabella passou horas sendo torturada, mas quem disse que para ficar bela não exige esforço?
Tirou a sobrancelha, depilou todos os lugares em que havia pêlos, fez as unhas das mãos e dos pés, tratou a pele, o cabelo foi levemente cortado e modelado ao seu rosto e por fim completou com uma maquiagem. Quando eles acabaram com Isabella ela realmente parecia outra mulher.

Alice sorria orgulhosa com o resultado a sua frente.

– Caramba prima! Você está linda e gostosa.




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