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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Capitulo 4 -- Um Erro E Dois Acertos



Por fim achei melhor manter a minha palavra e não bater de novo naquela garota, eu sabia que ela merecia umas boas palmadas, por isso, tive que ter muito alto controle para não bater nela. Isabella continuou a gritar por socorro varias vezes, chamando até mesmo Marta para ajudá-la, mas ninguém seria idiota o suficiente para se meter em minha pequena briga com essa menina. Joguei Isabella em cima da cama do seu quarto e ela me olhou assustada.

– Me diz qual é o seu problema? – Perguntei já mais calmo passando as mãos por meus cabelos.

Isabella mantinha a boca aberta e os olhos arregalados o que era até engraçado, porém a situação não me deixava rir.
– Eu a trato bem e como você me retribui? Destruindo todo o meu quarto, e, como se não bastasse, ainda quebra a janela do meu escritório. Aquela pedra podia ter me acertado menina. – Deixei bem claro minha irritação.

– Você... Você – Ficou meio perdida nas suas próprias palavras. – Você me bateu.

– Você mereceu. – A olhei sério. – Vamos deixar uma regra bem clara menina, não aceitarei sua má criação, nem seus ataques de fúria, você não passa de um zero à esquerda, é uma garotinha que não tem onde cair morta e vê se pelo menos aceita, de bom grado, o que estou tentando fazer por você.

Isabella meu olhou raivosa e depois acabou abaixando a cabeça e nada disse.
– Ficará de castigo aqui. – Falei saindo do quarto, não antes de ver as lágrimas que caiam sobre seu rosto. – Quando eu achar que você deve sair mando avisar, e, é bom não destruir mais nada ou será bem pior para você menina.

Sai do quarto de Isabella sabendo que ela estava chorando devido as minhas palavras duras, mas era merecido porque tinha conseguido me tirar do sério. No fundo sei que não deveria ter tratado ela assim, mas agora já era meio tarde. Essa garota conseguiu destruir a pouca paciência que tenho.
Voltei para o escritório, o vidro quebrado já havia sido limpo do chão, assim como minha mesa estava organizada. Trabalhei até a hora do almoço e depois mandei Marta levar comida para Isabella, ela passaria o dia trancada em seu quarto. Assim que terminei de almoçar voltei para o meu escritório e não demorou muito para Jacob entrar em minha sala com as mãos cheias de papeis.

– Está trabalhando muito chefinho? – Ele disse me entregando os papeis já se sentando na cadeira em minha frente. – O que foi isso? – Perguntou apontando para a janela quebrada.

– Isabella! – Falei com certa raiva na voz e Jacob sorriu.
– Ela já está tirando sua paz? Hum, depois será seu sono, e, por último sua calça. – Gargalhou alto e me olhou ainda sorrindo, eu apenas permaneci sério e frio.
– Você sabe muito bem que eu gosto de mulheres de verdade Jacob. – Falei em um tom mais amigável com ele, afinal não tinha culpa do que essa louca fazia comigo.

– Você ficaria surpreso com o que essas “menininhas” sabem fazer. – Comentou todo relaxado na cadeira. – Ela é até bonita! Só não entendo uma coisa, o que ela ainda faz aqui? O pai dela está morto e não te serve para mais nada, a não ser que você tenha outros planos para a garota.

Jacob me olhou curioso e isso me fez lembrar que ele tinha razão, eu não tinha mais motivos para manter Isabella aqui, só não entendi porque eu não tinha me dado conta disso e ainda a mantinha na minha casa, acho que o excesso de trabalho não me fez pensar direito.

– Se está insinuando alguma coisa sexual pode esquecer. – Falei olhando Jacob que ainda estava com aquele sorriso despreocupado no rosto. – Ela não me interessa e muito menos é mulher para mim, nunca irá parar na minha cama.

Jacob deu outra gargalhada e isso já estava me deixando irritado.

– Jura Edward? Pois eu aposto que você já viu até a bunda dessa menina, e também aposto que ela não sai da sua cabeça porque esse é o único motivo de você não a ter mandado para a rua ainda. Admita, essa menina mexe com todas as suas estruturas, me diz aí, o que você fez com ela quando quebrou sua janela?

Jacob me olhava esperando uma resposta para suas várias perguntas, como ele sabia que eu vi a bunda de Isabella e que essa mesma bundinha não saía de minha cabeça? Eu sei que pode parecer ser loucura da minha parte ficar fissurado na bunda da garota, mas era perfeita, na medida certa, do jeito que eu adoro.

– Foi o que pensei. – Jacob voltou a se encostar-se à cadeira. – Você vai acabar fodendo bem gostoso essa menina, e, o pior de tudo chefinho, ainda vai pedir bis.

Meus olhos se arregalaram imediatamente com as palavras de Jacob e o idiota ainda tinha aquele sorriso nos lábios, estava todo convencido.

– Isso não vai acontecer. – Falei virando minha cadeira e ouvindo a porta se abrir.

– Senhor! – Marta chamou minha atenção e eu olhei para ela fazendo sinal com a cabeça para continuar. – A menina não quis comer nada.

O que essa doida estava tentando fazer agora? Se matar de fome?

– Deixe Marta. – Falei cansado. – Depois ela sentirá fome e descerá para comer, destranque a porta do seu quarto e diga que ela pode sair quando sentir fome.

– Sim senhor!

Me virei encontrando os olhos de Jacob em mim e aquele maldito sorriso nos seus lábios.

– Menos de uma semana. – Falou de repente.

– O que? – Questionei sem entender o que ele queria dizer.

– Dou menos de uma semana para Isabella estar na sua cama rebolando e gemendo em cima do seu pau chefinho.
Mais o que? Esses empregados perderam o respeito mesmo comigo!
– Jacob Black! – O repreendi.
Jacob apenas sorriu, mas manteve os olhos em mim o tempo todo. Estava na cara que eu estava confuso em relação à Isabella, mas porra, nunca pensei em levá-la para cama como Jacob disse.

– Tenho que ir chefinho. – Ficou de pé. – Vou buscar Renesmee para jantar hoje, acabei esquecendo nosso aniversário de namoro e ela está furiosa.

Dessa vez acabei rindo da cara dele, eu já tinha visto a sua namorada e era bem mais nova do que ele, mas era muito bonita, eu também já tinha ouvido Emmett curtir do temperamento dela com Jacob.

– Então a menina colocou moral no velho lobo?

– Não meu caro Edward, ela apenas colocou a coleira no velho lobo.

Ri alto da frase dele.

– Acho que é a mesma coisa.

– Talvez para você. – Falou caminhando para a porta. – Afinal nunca se apaixonou de verdade, cá entre nós, esses casinhos que você tem não se pode chamar de amor.

– Ainda não nasceu a mulher que vai dominar esse amante aqui. Eu sou homem de várias mulheres meu caro Jacob, não de uma mulher só, por isso não me apego e nem transo com a mesma mulher duas vezes. Odeio cair na rotinha.

– Pode ser chefinho, mas um dia você achará essa tal mulher, até mais Edward!

Jacob saiu me deixando ainda mais confuso. Porra! Péssima hora para esse cretino vir me perturbar, o que ele queria? Que eu abusasse da menina e depois a colocasse rua? Ele sabe melhor do que ninguém que não fico duas vezes com a mesma mulher, e, se eu tomasse Isabella para mim seria apenas por uma noite e não passaria disso.
Por que raios ele veio me perturbar com isso justo agora? Ainda mais porque estou com raiva pelo o que ela fez.

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