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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capitulo 3-- Noites De Tormentas-- Mudanças a caminho


mudanças a caminho

Um relacionamento estranho! Era assim que se definia o relacionamento entre Isabella e Edward.
Eles viviam brigando um com o outro, e o fato de Edward ser uma espécie de fantasma era a pior parte para Isabella. Ela odiava saber que estava se apegando a uma criação de sua própria imaginação. Sempre pensava nesse fato, mas mal sabia que estava completamente enganada, e que ele já fora um homem de carne e osso e havia algo por trás dessa história para ele se manter na forma fantasmagórica.


Isabella dividia seu tempo entre fazer as vontades do chefe, que andava com um humor do cão, e manter vivas as brigas com Edward, as quais sempre acabavam em sexo. Sim! Ela chegou a pensar que estava virando uma viciada ou uma ninfomaníaca, e tudo era tão bom e tão intenso, principalmente por ele a irritar todo o tempo.

Após o rompimento com Jacob nada em sua vida mudou, somente o relacionamento com Edward, pois, de algum modo, Isabella gostava do apoio moral e sexual que ele lhe dava, porém parecia que o maior prazer de Edward era deixá-la irritada e nervosa para depois “domá-la” na cama.
O sexo entre eles era algo que ela classificou com incrível e espetacular, já que nenhuma outra “pessoa” havia lhe proporcionado tantas horas de sexo intenso e prazer durante uma só noite. Já fazia 15 dias que transava todos os dias com Edward, sendo, na maioria, mais de uma foda.

Primeiramente eles se xingam e discutiam por um bom tempo, até Isabella o mandar para fora de sua vida, logo em seguida já estavam feito dois animais no cio, transando. O lugar era o que menos importava: sala, cozinha, banheiro, quarto, no chão, nas paredes, até mesmo de frente para as janelas do apartamento.
Ela surtava sempre que Edward a induzia fazer suas vontades mais ousadas e inesperadas, porém quando atingia seu orgasmo e chegava ao limite do prazer nada mais importava.

– Duas semanas. – Isabella sussurrou para Ângela. – Eu não posso ser tão criativa assim Ângela.

Ângela não sabia o que dizer, falar que a amiga estava louca não era a melhor opção. Ela achava que Isabella tinha criado esse “homem perfeito” devido à forma que terminou com Jacob, percebia que Isabella via, sentia e gostava do que sua mente andava criando.

Edward era um verdadeiro lorde inglês, isso, quando não fazia de tudo para deixá-la louca e irritada. Era romântico, doce, gentil e muito carinho, ele era o homem que toda mulher desejaria ter, se não fosse o fato de ser somente um fantasma.

– Bella! Você passou por um momento meio crítico. – Ângela disse tomando cuidado com as palavras. – O modo como você e Jacob terminaram, não foi dos melhores.

– Não tem nada haver com o Jacob. – Respondeu lembrando-se das palavras grossas e ofensivas dele. – Eu não estou louca Ângela. Ele esta lá na minha casa, eu o vejo o tempo todo, e o mais estranho é que ele se parece real, mas ninguém além de mim consegue ver Edward.

– Por Deus Bella. – Ângela suplicou sem saber o que realmente dizer. – Eu não tenho idéia do que fazer para te ajudar.

– Nem eu mesma sei o que fazer. Juro que realmente não sei.

Isabella não sabia mesmo o que fazer, apesar da presença de Edward, na maioria das vezes, ser bem irritante, ele era uma ótima companhia nas noites de solidão. Ele tinha um bom papo, um jeito único de fazer ela se sentir bem, e de tornar as coisas simples bem especial.

– Bella, eu vou tentar achar alguma solução para você. Hummm! Acho que deveria procurar um psicólogo ou coisa do tipo, uma ajuda, sei lá.

– Eu não estou louca Ângela.

– Eu não quis dizer isso Bella.

– Tudo bem. Eu não espero que entenda algo que nem eu sei Ângela. – Disse ficando de pé. – Tenho que ir para casa, te vejo depois.

– Ok, Bella. – Falou dando um sorriso para amiga.

(...)

Já tinha algum tempo que Bella estava sentada na mesa da cozinha revendo alguns relatórios. Para sua sorte, era sábado e ela só trabalharia pela manhã e teria o resto do dia livre, já que seu chefe viajaria durante a semana, ela ficaria responsável somente por tomar conta do escritório.

Desde a hora em que chegou em casa ela não havia visto Edward, fato que a deixou na dúvida, porque sempre que ele sumiu por um bom tempo pensava que sua imaginação estava falhando e que tudo não passara de um sonho muito louco criado por uma mente doentia.

Até o fim do dia ela realmente não vira Edward no apartamento e quando se cansou do que fazia, levantou-se e foi para o banheiro, pois precisava urgentemente de um banho. Sua cabeça estava fervendo por andar pensando demais.

Bella tirou a roupa e se enrolou na toalha, caminhando para o banheiro.

– Aaaaaaaaah! – Gritou batendo as costas na parede.

– Pensei que já tínhamos superado essa parte. – Edward comentou de dentro do box. – Você não se cansa de ficar gritando sempre que me vê pelado? Na boa Bella, eu conheço cada parte do seu corpo, e aposto que você também conhece cada detalhe do meu, então pode parar de gritar quando eu estiver nu.

Levou um curto tempo para Bella entender o que Edward dissera, e após absorver as palavras que foram ditas, a raiva tomou conta de Isabella.

– Que diabos está havendo com você para falar assim comigo? A casa é minha! – disse ríspida – Você não passa de fantasma ou algo que minha imaginação criou.


– Acredite. Sua imaginação não é tão boa assim. – Respondeu entre sarcasmos.

– Como pode saber? Você mal me conhece. Tipo o quê? Duas semanas? – Reclamou virando-se para a pia e lavando rosto.

– Você fala como se eu fosse seu pior pesadelo. – Falou saindo do box completamente pelado. – Mas sabe melhor do que ninguém que é louca por mim e por tudo que faço com você. – Sussurrou em seu ouvido.

Edward encontrava-se atrás de Bella e sua boca estava lhe causando leves arrepios na nuca dela. Ele queria provocá-la a ponto de conseguir um bom sexo selvagem ou algo do tipo, pois Isabella, com raiva, tornava as coisas ainda melhores para ele.

– Você é um idiota. – Ela disse não fazendo nenhum tipo de resistência as carícias que o jovem fazia em sua nuca com a boca.


E sem dizer mais nada, Edward se livrou da toalha que Isabella tinha cobrindo o seu corpo, e em questão de segundos ela estava sendo divinamente fodida por ele, que não era nada gentil em sua boca. Percorria todo o pescoço, ombros e colo da garota, fazendo-a gemer e gritar de prazer. As investidas que ele lhe dava, com seu membro, fazia Isabella subir e descer escorregando pela parede de azulejos.

– Oh, mais forte Edward. – Gemeu, sentido o membro dele entrar com grande impulso em sua boceta.

– Você é como uma droga para mim. – Edward disse impulsionando ainda mais seu membro que pulsava com fibra dentro da jovem. – Quanto mais a tenho mais a quero.

Em um movimento rápido, Edward se retirou de dentro de Isabella, girando seu corpo, fazendo as costas da menina grudar em seu peito e antes que ela disse-se alguma coisa, ou, até mesmo uma lamuria, ela foi preenchida novamente.


– Aaaah. – Ela deixou um gemido escapar da boca.

– Apóie as mãos na parede. – Edward disse ao intensificar as investidas.

Isabella fez o que ele pediu apoiando suas mãos na parede, e assim, nessa posição, pôde sentir toda a potência daquilo que lhe dava tanto prazer. Ela sentia cada polegada do membro de Edward a consumindo, e a cada investida dele ela o sentia ir mais fundo e com mais força. Ao chegar ao ápice Isabella gritou gozando no pau dele, sentindo todo seu corpo tremer, e o único motivo de não ter ido para o chão foi os braços fortes de Edward que a mantiveram em pé, enquanto ele ainda investia, mais algumas vezes, até sentir seu gozo ser derramado dentro da jovem que respirava com certa dificuldade.

(...)

Após o banho Isabella e Edward voltaram para o quarto, onde ela se vestiu e foi fazer algo para comer, e o resto da noite eles ficaram conversando sobre bobagens, até a hora de ir dormir. Edward não dormia, mas fazia questão de ficar na cama junto com Isabella vendo-a dormir, já que ela adorava observá-la, o modo sereno como dormia e às vezes até conversava, o que ele achava incrível, tão fascinante, que sentia seu peito doer.

Naquela mesma noite, eles voltaram a transar e ambos sentiram algo diferente dessa vez, não havia aquela obsessão para chegar ao limite do prazer, não houve aquela euforia, aquela necessidade de satisfazer ambos os corpos, apenas foi algo calmo, lento, intenso. Perceberam então, que pela primeira vez, não fizeram apenas sexo e sim amor, de uma forma muito bonita, intensa e profunda, tanto que Isabella derramou algumas lágrimas quando atingiu o seu prazer. Após se aconchegar no peito de Edward, a jovem adormeceu se sentindo a mulher mais feliz e completa do mundo.

(...)

Ela acordou no domingo com seu corpo dolorido e sozinha na cama, porém não se incomodou com esse fato, afinal ela nunca encontrava Edward pela manhã mesmo já que ele levantava cedo e ia para a sala, porém percebeu que não ouvia o som da TV ligada.

– Edward? Edward? Cadê você? – Chamou se enrolando no lençol e saindo da cama.

Isabella sentiu seu peito apertar em dor, ela não queria pensar no pior, mas o medo já estava tomando conta de seu ser.
Ela saiu pela casa chamando e gritando o nome de Edward, porém ele não apareceu. Pensou então que talvez ele apenas tivesse sumido por um tempo e que logo apareceria para irritá-la. Caminhou para o banheiro e tomou um banho, mas a sensação de angústia ainda estava presente seu peito.

Tomou seu café, depois fez almoço e revisou seu trabalho, mesmo não tendo cabeça para isso. Já era noite quando a verdade atingiu em cheio seu peito, ele havia partido.

– Ângela. – Suplicou ao telefone, entre soluços, devido ao choro.

– Bella, Bella o que foi? – Disse preocupada com a amiga.

– Ele se foi Ângela, ele se foi. – Falou entre lágrimas e soluços.

– Quem se foi Bella? Quem se foi? – Ângela nada entendia o que a amiga falava.

– Edward! O meu Edward, seu foi! – Foram as últimas palavras que Isabella disse antes não conseguir falar mais nada, porque sua garganta se fechou devido ao choro.

Ângela acabou indo para o apartamento da amiga e a encontrou sentada em um canto do quarto, com o rosto inchado de tanto chorar.

– Bella. – Falou ao se aproximar da amiga. – O que está acontecendo?

– Edward se foi Ângela, ele se foi.

– Como assim? Aquele fantasma?

– Sim, sim, Edward o fantasma. – Disse voltando a chorar.

– Mais não era isso o que você queria? – Perguntou ao lembrar-se da primeira conversa entre as duas. – É melhor assim Bella.

– Eu não acho Ângela. Eu não quero que ele se vá. – Respondeu se dando conta de que realmente havia se apaixonado por algo de sua cabeça, em tão pouco tempo.

Ela passou tanto tempo sem ser tratada com carinho, e logo se apegou a algo que ela mesma havia criado, pelo menos era assim que pensava, já que nunca deixou de se questionar um só dia que Edward era coisa de sua cabeça maluca.

Mal sabia ela a verdade, que o seu Edward era Edward Masen Cullen, o grande arquiteto que estava em estado de coma profundo no hospital britânico, mais de dois mil quilômetros de onde ela estava.

– Você vai ficar bem. – Ângela sussurrou as palavras, tentando dar o mínimo de conforto possível nessa situação.

A semana foi passando lentamente, e Isabella deu graças a Deus do chefe ter ido viajar para visitar um parente que estava internado.

O estado de Bella era deplorável. Saía da cama a força e fazia suas coisas sem nenhum ânimo, e sempre que voltava para casa tinha esperanças de encontrar Edward sentado no sofá vendo um jogo qualquer, porém isso não aconteceu, e a partir do quarto dia sem Edward, começou a se conformar com a perda dele e a partida de sua vida.


(...)

–– Ligamos para você assim que ele abriu os olhos. – O doutor Dwyer explicou. – A verdade é que depois de cinco anos não esperávamos mais nenhum tipo de melhora, senhor Cullen.

– Ele está conversando? – Carlisle Cullen perguntou.

Há cinco anos, Edward Cullen teve um pequeno acidente em seu novo projeto em Londres, não houve perdas nem sequelas, por isso nem mesmo os médicos conseguiram explicar o motivo de um homem tão jovem entrar em coma profunfo do nada, permanecendo neste estado durante todo esse tempo.

– Senhor Cullen. – O doutor disse chamando atenção do pai do jovem que estava agora em um quarto do hospital. – Ele acordou chamando o nome de uma mulher, acho que vocês devem conhecê-la.

– Qual o nome? – Esme perguntou rapidamente.

– Ele acordou chamando pelo nome de Isabella.
Continua....

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