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domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 24-- Um Erro E Dois Acertos


Perigo !
Edward tinha um sorriso grande nos lábios, pois à noite com Isabella fora uma noite espetacular, de muitas que ainda viriam. De fato a menina estava certa, em Londres estaria mais desprotegida do que ao seu lado. Erick era um ótimo segurança e estava cuidando muito bem de Isabella, mas Edward achou melhor colar mais seguranças na cola da menina, mesmo ela não dando tanto trabalho assim, porém ele precisava fazer isso para se sentir seguro.
Irina estava de prontidão com a agenda na mão, Edward estava atento a tudo e logo deu inicio ao que tinha para fazer durante o dia.
– Boa noite Srta. Jones! – Edward disse saindo em direção ao elevador.
Ele entrou no elevador calmo e tranquilo como sempre, mexia no celular , assim que o elevador chegou ele caminhou em direção ao carro puxando a chave do bolso da calça e abriu a porta. Fora algo rápido, Edward nunca em toda sua vida fora pego de surpresa, alguém lhe atingiu em cheio na cabeça fazendo-o cair no inconsciente.
(...)
Isabella estava na sala esperando pelo namorado, já se passava das dez da noite e nada do rapaz chegar, ela estava nervosa para saber o que ele tanto queria conversar consigo, também queria saber se a noite que lhe proporcionou dera resultado.
– Que merda! – Resmungou ficando de pé.
– Você deveria ir dormir menina. – Marta sugeriu.
– Mas Edward ainda não chegou. – Falou preocupada. – Ele não me ligou o dia todo.
– Ele está trabalhando Isabella, só isso, mas logo estará aqui. – Marta disse sorrindo.
– Vou esperá-lo aqui. – Isabella falou voltando a se deitar no sofá.
(...)
Emmett estava correndo feito um louco pela cidade, Jacob também estava em outro carro rodando os possíveis lugares onde Edward poderia estar. Erick fora chamado rapidamente para ajudar Stefan a rever todas as fitas de segurança das últimas vinte quatro horas da garagem da empresa. Edward Cullen havia desaparecido sem deixar pista alguma, mas seus dois empregados e amigos já desconfiavam quem era o culpado.
Emmett entrou feito um louco no jardim da casa de Carlisle, saiu do carro, tocou a campainha, a empregada abriu a porta já usando um hobby e olhou assustada para o rapaz.
– Carlisle está ai? Chame-o agora! – Falou entrando na sala.
– Emmett, que agitação é essa na minha casa? – Carlisle perguntou e Esme estava em suas costas.
– Preciso falar com você agora! Esme, volte para a cama porque isso é assunto de homem.
Esme não gostou nada do tom do rapaz, mas Carlisle a mandou fazer o que Emmett disse com um simples aceno de cabeça.
– Me diga, o que aconteceu?
– Edward sumiu! Jacob está rodando a cidade toda, mas até agora nada dele.
– Onde está aquela com quem ele dorme? – Perguntou com ironia na voz. – Meu filho deve estar com ela em algum motel dessa cidade Emmett.
– Achamos o celular dele no chão, perto do carro que estava aberto e com a chave na porta. – Emmett explicou. – Alguém sequestrou seu filho Carlisle e não fora Isabella para leva-lo em um motel.
– Vou trocar de roupa e vamos para a casa dele, talvez possamos achar alguma coisa que ajude a encontrá-lo.
– Claro!
(...)
Jacob chegou à casa de Edward dando ordens para os seguranças, toda a segurança da casa fora reforçada. Ele entrou na sala encontrando Isabella deitada no sofá, essa levantou em um pulo assim que viu que não era Edward e sim o amigo do namorado.
– O que aconteceu? – Isabella perguntou vendo o jovem preocupado.
– Nada! Vá para o seu quarto e só saia de lá quando Marta for chamar.
– O que aconteceu? Cadê Edward? – Perguntou novamente.
– Vá para o seu quarto agora! – Jacob ordenou.
– Você não manda em mim! – Falou ríspida. – Cadê o Edward?
– Essa é a pergunta que ainda não sabemos a resposta. – Carlisle disse ao entrar na casa. – Meu filho está sumido e a culpa é sua.
– Carlisle, por favor, ela não tem culpa de nada. – Jacob a defendeu. – Isabella, vá para seu quarto agora!
– Eu quero e tenho o direito de saber onde está o Edward. – Falou alterada e bastante nervosa.
– MEU FILHO ESTÁ DESAPARECIDO E CORRENDO PERIGO POR SUA CULPA, SUA VADIA! – Carlisle gritou sendo segurado e contido por Emmett.
A menina estava pálida demais, sua pressão caiu rapidamente e ela desmaiou.
(...)
Era quatro da manhã quando Isabella acordou, saiu da cama correndo e desceu escada abaixo. Na sala havia vários homens que trabalhavam para Carlisle e para Edward que ainda estava sumido.
– Emmett? – Isabella chamou atenção dele. – Ainda não o acharam?
– Marta leve Isabella para o quarto, é melhor ficar por lá, não vai ajudar muito aqui fora Bella.
– É o meu namorado que está sumido. – Resmungou ofegante.
– Não sua vadiazinha, é o meu filho. – Carlisle disse ríspido. – Se ele está sumido a única culpada é você!
– Carlisle, não é hora para isso. – Jacob o repreendeu. – Isabella minha querida, volte para o quarto porque você não pode fazer nada além de esperar!
– Eu não vou, eu quero ajudar, por favor, deixe-me ajudar. Eu conheço pessoas Jacob, eu nem sempre fui uma boneca presa em uma caixa para não pegar poeira.
– Realmente, sempre fora uma vadia, só depois meu filho a transformou em uma boneca particular dele, mesmo assim continua sendo uma vadia!
– Cala a boca! – Ela gritou fazendo todos a olharem com surpresa. – Você pode ser o pai do Edward, mas não tem o direito de falar assim comigo, eu não vou aceitar isso, que me ofenda desse jeito seu velho estúpido.
– Já chega! – Jacob disse contendo Isabella que estava nervosa demais. – Não é hora para isso. – Ele disse ainda segurando Isabella. – Carlisle, acho melhor parar de ofendê-la porque Edward não vai gostar nada quando souber disso.
– Isabella, não quero que cometa nenhuma loucura nem meta o dedo em nada disso. – Emmett alertou.
– Claro! – respondeu meio a contra gosto.
As horas foram passando lentamente e nada de Edward, Isabella estava cada vez mais nervosa e Marta passou a noite toda servindo o pessoal de plantão, já estava amanhecendo quando Esme chegou na casa do filho.
– Carlisle eu quero meu filho de volta! – Suplicou sendo amparada pelo marido. – Traga meu filho de volta, por favor. – Disse entre soluços.
– Já chega! – Isabella se alterou ficando de pé. – Eu não aguento mais essa angustia, preciso de notícias dele.
(...)
Edward estava preso pelos pulsos com os pés fora do chão, seu rosto estava inchado e um pouco machucado de lado devido aos socos que lhe fora aplicado durante a longa noite.
– Nunca pensei que fosse tão fácil pegar você meu caro! – Falou James o braço direito de Aro e capacho de Jane Volturi. – Onde está agora o todo e poderoso Cullen?
– Verá ele quando eu sair daqui porque pode ter certeza que matarei você. – Falou cuspindo sangue.
– Isso se você sair vivo meu caro, o que acho pouco provável. – Disse rindo.
Mais torturas foram proporcionadas a Edward, Jane fora uma das que lhe aplicou vários tapas na cara, também arranhões e chutes em seu estomago, a loira estava furiosa com o Cullen, ela não esquecera o tratamento que ele havia lhe dado no sábado à noite, no baile de máscaras.
Aro havia passado no local assim que Edward fora capturado, ele socou o rosto do Cullen dando-lhe o primeiro soco da noite e fazendo várias ameaças por ter tratado a filha como se fosse um lixo qualquer que poderia ser descartado quando bem quisesse.
– Vejo que nosso convidado está mais calmo agora. Não poderei ficar até o final da festa, mas James não deixe de ser gentil com nosso convidado. – Aro disse entre risadas.
– Quando eu sair daqui vou matar você Aro e a puta da sua filha.
– Terá sorte se sair daqui vivo Edward. – Aro disse cuspindo na cara dele e o socado no estomago. – Lave a boca para falar da minha filha, acho que também vou atrás de uma tal de Isabella, conhece? Fiquei sabendo que ela é muito bela e gostosa.
– Fique longe de Isabella! – Gritou voltando a se agitar contra as cordas que prendiam seus pulsos e o deixava em suspensão. – Aro, eu juro que arranco sua cabeça se chegar perto dela.
– Meu caro, você estará morto e ela será minha nova putinha até quando eu me cansar dela e matá-la como já fiz com outras. Não deixe de se divertir James, logo eu passarei as ordens finais.
– Claro chefe! – James respondeu sorrindo radiante e voltando a socar Edward com toda a força que tinha.
(...)
Isabella andava de um lado para o outro no quarto, seria mesmo possível alguém não saber nada sobre Edward? Como se uma luz tivesse ligado em sua cabeça, ela lembrou-se de algo que poderia ajudar muito. Saiu correndo do quarto, pegou uma foto de Edward e sem ninguém ver fugiu pelos fundos da casa, chamou um táxi e seguiu para o grande sinaleiro onde Emmett a encontrá-la. Ela pagou o taxi e caminhou pela grande calçada, indo em direção ao grupo de meninos de rua.
–Seth? – Bella, chamou ao reconhecer o menino que muito lhe ajudara.
Seth olhou para a menina e levou algum tempo para reconhecer a jovem que um dia vivera com ele e com os outros, então correu até ela.
– Bells! – Disse abraçando a menina. – Quanto tempo garota! Até pensamos na possibilidade de você ter morrido. Está ótima, nossa, roupas caras, está vivendo bem, em?
– Eu estou bem, Seth eu preciso de tua ajuda e dos seus amigos. – Isabella disse não tão animada quanto o menino. – Por favor, me ajuda?!
– Claro Bells, em que posso te ajudar?
Ela tirou a foto de Edward do bolso do casaco e mostrou para o amigo.
– Eu preciso achar esse cara, Seth ele é o meu namorado e está sumido desde ontem.
O garoto olhou a foto e reconhecera Edward Cullen, afinal ele já fora grande traficante de drogas entre outras coisas ilegais, sua fama e os boatos nunca foram os melhores.
– Ele passou por aqui ontem! – Seth disse lembrando-se do que tinha visto. – Tinha uma loira com ele, eu não tinha conhecido mais Tyler havia dito que era uma Volturi. Fiquei sabendo que ela é tão malvada quanto o pai e me parecia que seu amigo não estava muito bem. – Seth ficou olhando para a amiga. – Bells, eles são perigosos, você sabe disso?
– Você viu para onde eles foram? – Ela ignorou a pergunta dele.
– Eles seguiram pela via horizontal, acho que pegaram a avenida que dá para fora da cidade Bells, isso é tudo que sei e que posso te dizer. – Deu um sorriso amarelo.
– Algum deles já passou por aqui hoje? – Ela quis saber.
– Está curiosa em? – Seth brincou. – A loira passou junto com seu pai não tem muito tempo. – Ele olhou para o sinal que agora estava verde. – Acho que eles foram para o centro da cidade porque o Aro tem um escritório que fica na quinta avenida.
– Eu sei onde é. – Isabella disse sorrindo e abraçando o amigo. – Obrigado Seth, você me ajudou muito.
– De nada, vê se aparece mais vezes Bells, sentimos sua falta. – Falou tristemente.
– Prometo que volto assim que tudo se ajeitar! – Respondeu indo em direção ao taxi.
Os meninos de rua sabiam praticamente de tudo que se passava na cidade e por ter sido uma sabia muito bem disso, ao se lembrar do velho amigo Seth ela pensou que ele poderia lhe dar alguma pista.
Isabella seguiu de volta para casa de Edward e todos ainda estavam lá, entrou novamente pelos fundos e subiu para o quarto do namorado para procurar a arma que ele mantinha naquele local. Ela revirou todo o quarto até achar uma parede falsa no closet dele, abriu e encontrou a arma de calibre vinte dois de pequeno porte, mas ótima para matar.
(...)
– Como ninguém sabe de nada? – Carlisle gritou. – É o meu filho, alguém deve ter visto algo nessa porra de cidade.
–Ninguém quer abrir a boca porque ele tem medo do Aro. – Jacob alegou.
– Claro que tem, ele é um assassino! – Esme choramingou.
Isabella estava parada na escada ouvindo tudo que se passava em volta daquela sala, calculou a distância da escada até a porta da cozinha, pensou que seria possível passar de novo sem ser notada já que eles estavam distraídos, então correu para a cozinha, mas Erick a segurou antes de sair pela porta dos fundos.
– Onde pensa que vai mocinha? – Erick repreendeu segurando seu braço.
– Erick, por favor, me ajuda! – Suplicou ao jovem. – Você quer ganhar pontos com Edward e eu o quero de volta, se você me ajudar eu te ajudo e com sorte ainda será promovido e deixará de ser minha babá.
A proposta era tentadora, afinal bancar a babá da namorada do chefe não era nada fácil e agradável, ele preferia a ação. Quando ele aceitara a trabalhar com o Cullen pensara em sua fama, pois sabia que o homem vivia constantemente no perigo, coisa que Erick era viciado, gostava da boa e velha adrenalina, e, nesse momento, sabia que esse perigo estaria junto de Isabella.
– Tudo bem, mas se algo sair do controlo eu ligarei imediatamente para o Black! – Falou saindo com Isabella em seu carro.
(...)
Não fora preciso muito esforço para encontrar Jane Volturi, a jovem loira estava saindo de uma loja de luxo com várias sacolas nas mãos quando Isabella parou em sua frente e apontou arma discretamente para a garota.
– Olá boneca! – Riu sinicamente ao ver a cara de espanto da loira. Entra no carro agora.
(...)
Já dentro do carro, Erick dirigia em direção a empresa de fachada de Aro com a filhinha dele como refém de Isabella.
– Meu pai matará você, sua vadia. – Jane reclamou mesmo tendo a arma apontada para sua cabeça.
– Não tem problema, mas eu mato você antes. – Sorriu para a loira e regulou o gatilho da arma. – Vamos entrar na empresa do seu papai e espero que seja uma boa atriz ou mato você.
Jane descera do carro, Erick e Isabella seguiam a sua cola, com a arma apontada discretamente para a loira. A porta fora aberta e eles entraram imediatamente, Jane sorriu para a secretária do pai e os três seguiram para a sala de Aro.
– Jane querida! – Aro disse alegre ao ver a filha entrando, mas calou-se ao vê-la acompanhada pela doce morena.
– Olá Aro! – Isabella disse empurrando Jane e puxando os cabelos da loira com força – Vou ser bem direta. – Sorriu gentilmente para Aro que estava assustado com a cena. – Eu quero algo que sei que você tem.
– Do que você está falando menina? Está em território perigoso! – Avisou Isabella que parecia nem se importar.
– Cadê o Edward? – Perguntou deixando Aro meio pálido enquanto apontava a arma para a cabeça de sua princesinha. – Vamos ver quem você ama mais, sua filhinha vadia ou o meu Cullen?
– Vamos conversar. – Pediu nervoso. – Machucar minha filha não vai te trazer o Edward de volta.
– Eu não quero conversar. – Gritou atirando em direção a Aro. – Se não disser logo o próximo será na sua cabeça! Agora coloque as mãos onde eu possa ver.
Erick ficou espantado ao ver que a menina sabia usar a arma e não estava brincando.
– Vou repetir a pergunta novamente, mas agora quero uma reposta. – Falou rispidamente. – Cadê o Edward?
– Pai! – Jane implorou quando ouviu o click da arma. – Por favor! – Choramingou morrendo de medo.
– Ele está em um galpão fora da cidade. – Confessou se rendendo a ameaça da garota. – Tenho alguns homens no local com ele, solte minha filha que eu mando soltá-lo.
– Quero o endereço do galpão! Erick pegue para mim. – Falou ainda com a arma na cabeça de Jane. – Não tente nenhuma gracinha ou mato você e sua filha, agora mesmo.
Essa faceta de Isabella estava deixando Erick um pouco assustado, seria possível uma garota meiga e doce virar um monstro do de uma hora para outra? Imaginou que isso era de se esperar de alguém que namorava Edward Cullen, mafioso e conhecido por ter um temperamento frio e calculista, lógico que a parceira ideal seria alguém do mesmo tipo. Ele fez o que a garota pediu, caminhou e pegou o papel com o endereço que Aro escrevera.
– Aro Volturi, seu nome é muito conhecido, mas grave o meu Isabella Swan. – Falou com sarcasmo.
– Você já tem o que quer, agora solte minha filha. – Pediu preocupado.
Ela deu uma gargalhada e voltou a olhar para o Volturi com seu rosto estampado de raiva e o ódio.
– Eu não acredito em papai Noel! – Disse irônica. – Jane vem comigo, só vou soltá-la quando Edward estiver seguro ao meu lado.
– Por favor, não. – Pediu preocupado com a vida de sua filha. – Me leve no lugar dela! Se Edward colocar as mãos em Jane irá matá-la.
Aro tinha certeza disso já que Edward havia ameaçado-a.
– Eu dou minha palavra que filha ficará livre e com vida, mas agora ela vem comigo. – Falou empurrando Jane.
(...)
Erick estava dirigindo para o endereço que Aro lhe dera. Fora fácil achar o caminho, agora a parte mais difícil seria enfrentar os comparsas do Volturi, mas Jane sofreria as consequências.
– Saia! – Isabella empurrou à loira. – Erick pegue também sua arma.
Jane abriu caminho para Isabella até estarem dentro do galpão. Os homens de Aro acharam estranho a loira estar acompanhada de duas novas caras.
Isabella ficara pálida ao ver Edward em estado deplorável, seu grande amor estava ferido e bastante debilitado, o rosto estava bastante inchado e machucado e a camisa branca estava coberta por sangue. Ela teve que repirar fundo para não fracassar agora, se não os três morreriam.
– Srta. Volturi! – James ficou pálido quando viu Isabella apontando a arma para a jovem loira.
– O solte. – Jane pediu friamente e quase sem vida na voz. – Isso é uma ordem James.
James soltou Edward sem o menor cuidado, o corpo de Edward caiu de uma só vez no chão fazendo-o gemer de dor pela queda. Ele estava tão fraco que mal coseguia ficar de pé, estava muito machucado e muito debilitado devido às várias horas de socos e tortura que sofrera.
– Ajude ele Erick! – Isabella se virou para a loira. – Quem fez isso com Edward?
– James, meu pai, e eu! Afinal o que você esperava? Flores e uma boa recepção para ele? Esse bastardo me deixou sozinha no meio do nada, fiquei horas andando para obter uma ajuda e meu pai não gostou de nada do que Edward fez. Essa surra foi mais do que merecida. – Falou sorrindo.
– Cale a boca sua vadia! – Isabella gritou batendo na cara de Jane com o cabo da arma, fazendo o canto de sua boca sangrar. – Meu pai sempre dizia, faça com os outros tudo que fizerem com você, então eu faço.
Isabella dera um soco em Jane fazendo-a cambalear para trás. A morena estava possuída pelo ódio.
– Eu fui uma garota de rua então não tenho uma educação muito apropriada.
Mais tapas e socos foram dados em Jane, quem um dia poderia dizer que a menina Swan sabia bater tão bem? A raiva do que a loira fez consigo no grande baile se juntou com a raiva de ver Edward naquela situação, despertando seu ódio profundo.
Erick tinha uma arma apontada para James que a toda hora parecia querer socorrer a jovem Volturi. Por mais que Edward estivesse machucado e fraco não deixara de notar Isabella batendo com gosto em Jane, que agora estava caída no chão sendo chutada no estomago.
– Puta de quinta! – Isabella cuspiu na cara da garota caída no chão. – Diga ao papai que eu mandei lembranças.
Isabella olhou para James e chegou mais perto dando um sorriso sínico.
– Isso é para você, uma cortesia Swan. – Murmurou dando dois tiros na perna de James, fazendo-o cair de joelhos no chão.
– Vamos Erick precisamos ser rápidos.
(...)
Edward estava tão fraco que mal conseguia falar, Isabella estava sentada ao seu lado, seu corpo tremia todo e suas mãos já não sustentavam a arma que usara para assustar e aterrorizar os Volturi. Erick observava tudo pelo espelho enquanto dirigia, de repente seu celular tocou e ele atendeu o colocando no viva voz.
– Olá Black! – Erick falou.
– Por favor, me diga que Isabella está com você! – Jacob implorou nervoso. – Ela está com você ou não?
O rapaz olhou pelo espelho para Isabella e Edward, este estava consciente no carro, mas sem forças para se mover.
– Ela está comigo! Ligue para o doutor Halle, o senhor Cullen está muito ferido e eu acho que a menina está em choque.
– Como assim, Edward está com você? – Jacob perguntou surpreso. – Erick, ele está bem? Por que Isabella está com vocês? Como encontraram Edward?
– Jacob eu responderei cada pergunta quando chegar ai, ok? Agora ligue para o doutor Halle, o Sr. Cullen precisa de um médico urgente.
(...)
Jacob ajudou a retirar Edward do carro e constatou que o amigo não estava nada bem. Emmett teve que carregar Isabella que ainda estava se tremendo toda e sem falar uma palavra. Mesmo sem forças Edward segurou a mão da menina o tempo todo para que ela soubesse que ele estava ali e não deixaria que nada acontecesse.
Jasper Halle, médico particular da família Cullen já estava à espera. Edward fora levado para o quarto e examinado pelo médico que cuidou dos seus ferimentos, recomendou alguns remédios, analgésicos e vitamina, pois ele havia perdido muito sangue.
– Ele precisará de repouso. – Jasper falou. – Aqui estão os remédios dele e da jovem, receitei um calmante para ela. O que aconteceu para a garota estar nesse estado?
– Ela atirou contra um bandido. – Erick explicou e todos olharam espantados. – Doutor, a menina sofreu uma grande pressão hoje, será que corre algum risco de ficar com sequela?
– Não, ela só está em choque, logo voltará ao normal, isso acontece com algumas pessoas quando passa ou presencia algo muito forte.
– E o meu filho? – Carlisle perguntou.
– Como eu já disse ele precisará descansar, sentirá algumas dores porque apanhou muito e o corpo ficará dolorido por alguns dias, mas está tudo bem com Edward, nada fora fraturado e não há nenhum tipo de hemorragia interna.
– Obrigado doutor!
(...)
Quando o pior já havia passado, ficaram apenas Emmett, Jacob, Erick , Carlisle e Esme no quarto de Edward, e, este, ainda estava acordado com Isabella completamente adormecida ao seu lado, devido ao calmante.
– Não acha melhor levar Isabella para o outro quarto? – Esme perguntou ao ver ele se ajeitar na cama.
– Não, eu a quero aqui do meu lado. – Respondeu sentindo o peito doer pela força que fazia para respirar.
– O que aconteceu? – Emmett questionou. – Foi a Volturi mesmo que fez isso com você?
– Primeiro eu quero saber de você Erick, como me achou e como foi deixar Isabella parar naquele lugar? – Perguntou com dificuldade.
Erick ficou meio tenso e se viu em maus lençóis, afinal ele sabia que para o chefe a menina sempre vinha em primeiro lugar.
– Ela não é muito diferente de você senhor. – Erick respondeu meio tremulo. – Foi Isabella que descobriu tudo, até onde você estava.
– Como? – Questionou confuso.
– Isso só ela poderá te responder. Eu a encontrei tentando fugir e então me convenceu a ir junto com ela. – Erick tentou explicar. – Ela é muito corajosa senhor, encarou o próprio Aro e ainda disse iria mandar lembranças.
– Ainda assim, isso foi muito arriscado, ela poderia ter morrido. – Edward disse ríspido. – Conversarei com você quando sair dessa cama, por enquanto pode se retirar.
– Claro senhor! – Respondeu saindo.
Edward estava bravo com Erick, mas não podia negar que no fundo sentia orgulho do que a menina fizera, ela fora incrível.
– O que aconteceu? – Emmett fora o primeiro a perguntar sem entender nada.
– Eu também não sei, terei que perguntar para Isabella quando ela puder falar. Ela me achou junto com Erick e Jane estava com eles, Isabella bateu nela e atirou contra James. – Fez uma pausa. – Quando acordar perguntarei como me achou.
– Deixe isso para depois. – Esme suplicou ao filho. – Agora você precisa descansar e Isabella não está em um ótimo estado para falar.
– Tudo bem, mas depois vou querer saber dessa história toda.
– Agora quanto a você! – Esme apontou para Carlisle. – Quero essa vadia fora de nossas vidas de uma vez por todas e não me importa o que terá que fazer para que isso aconteça.
Essa era a primeira vez que Esme falava assim de alguém, nunca fora de se meter nos negócios do filho e nem do marido, mas nesse momento toda sua calma havia ido embora.
– Ela mexeu com o meu filho! – Falou quase chorando e olhando para Edward naquele estado. – Mate-a, não a quero perto da minha família nunca mais, está me ouvido Carlisle?
– Esme fica calma. – Carlisle pediu.
– Mãe fica calma, agora já está tudo bem. Pode deixar que eu mesmo cuidarei disso, mas depois da surra que Isabella deu nela tenho certeza irá demorar um pouco para dar as caras.
– Eu só quero você seguro. – Suplicou abraçando o filho. – Quero vocês todos seguros.
(...)
Já eram quase três da manhã quando Isabella despertou e percebeu os braços de Edward em volta de sua cintura, era impossível não reconhecer aquele abraço apertado em volta de si. Ali era o seu lugar, seu porto seguro, seu abrigo e por si nunca mais sairia de seu abraço. Ela enfrentaria várias vezes a Volturi e todo o seu bando, se fosse preciso, para manter Edward vivo e seguro ao seu lado.

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