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domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 22 -- Um Erro E Dois Acertos


O baile de máscaras
Isabella saira com Marta para comprar seu vestido e Erick fora junto com elas, pois Edward ainda não achava seguro que a garota ficasse andando por aí sozinha. Os últimos dias não foram nada fáceis para ele, sempre que pensava em Isabella seu peito doía, seria normal algo assim? Não sabia explicar seu sentimento, se era amor ou se sentia apenas carinho em excesso pela menina.
As coisas estavam melhor entre eles desde o dia em que assumiu oficialmente o namoro. Isabella já não andava triste pelos cantos da casa e seus olhos brilhavam cada vez que ela olhava para Edward, a garota também havia se mudado de vez para seu quarto. Não que tenha sido por vontade própria, ela tentou alegar que seria bom ter o seu próprio quarto, mas Edward tirou as roupas da menina e todos os seus pertences, os colocando em seu quarto e trancando de vez o quarto que um dia fora de Isabella. O lado bom era que a garota adorava dormir juntinho com ele, sentindo seus braços másculos em torno de sua cintura e seus beijos na nuca todos os dias pela manhã quando acordava, tomavam até banho juntos, Edward para ir ao trabalho e Isabella para ir a escola, agora tudo estava perfeito entre os dois.
(...)
“Ela não é mulher para você Edward!”
“Uma criança, isso é tudo que ela é.”
“Só falta você me dizer que está amando essa fedelha.”
“Faça-me rir Edward, ela nunca irá passar de uma boa foda.”
Todas essas palavras rodavam e rodavam a cabeça de Edward e só havia quinze minutos que Carlisle tinha deixado sua sala. Seu dia não estava sendo nada bom, já havia perdido um contrato importante para concorrência e agora seu pai havia invadido sua sala, praticamente exigindo que o filho fosse acompanhado de Jane Volturi ao baile de máscaras e isso foi à gota d’ água para que Edward perdesse totalmente a cabeça e discutisse feio com o pai.
Edward não era o único que estava com raiva, Carlisle também se encontrava furioso, para ele era inaceitável esse envolvimento com Isabella, pois a menina não tinha nenhum tipo de influência que pudesse ajudar o filho a ganhar mais prestígio com toda sociedade.
– Edward o que aconteceu? – Jacob chamou ao entrar em sua sala.
Edward olhou para Jacob e este viu que a cara do chefe não era das melhores, ele poderia sair dali e voltar outra hora, mas viu que o todo poderoso Carlisle Cullen havia saído de sua sala e agora vendo a cara do amigo, sabia que a situação entre eles não estava nada boa
.
– Me conta, o que ele quer de você agora?
Jacob sabia que Carlisle era um bom pai, cuidou de Edward quando ele se revoltou e foi morar em Londres, quando conheceu Jane e quase perdeu todo o seu dinheiro, mas também sabia que o poderoso Cullen usa de sua influência para que o filho se curvasse as suas vontades, manipulando-o ao seu dispor.
– Meu pai, caramba,o velho surtou!
Edward estava completamente calmo por fora, mas furioso por dentro, e era tudo culpa de Jane e dessa nova obsessão do pai querer juntá-lo com a jovem.
– Carlisle quer me juntar de todos os jeitos com a Volturi. – Tentou respirar fundo e controlar toda a raiva que sentia. – Aquela mulher é uma vadia, eu conheço bem Jane Volturi, Jacob ela não passa de uma vadia interesseira e não confio nela de jeito nenhum, lembra o que ela fez comigo?
– Nossa se lembro! – Jacob deu um sorriso sem humor. – Ela não vale nada, mas seu pai não sabe disso.
– O pior é que ele nem quer me ouvir.
– Isso é muito ruim cara, mas e Isabella? Como ela fica perante tudo isso?
– Como sempre ficou oras, como minha mulher e agora oficialmente.
Houve um silêncio, Jacob deixou sobre a mesa de Edward o novo contrato e nada mais fora dito sobre aquele assunto, o garoto se retirou da sala do chefe dizendo apenas para ele não se deixar levar, enquanto Edward ficou perdido em seus pensamentos.
(...)
Isabella andou pelo shopping com Marta e Erick, entraram e saíram de várias lojas até acharem o vestido e os sapatos perfeitos que usaria na noite do baile, ficaram praticamente a manhã toda nessa tarefa e depois os três foram almoçar em um restaurante perto da empresa de Edward, então Isabella pediu para que Erick deixa-se a na empresa e depois voltaria para casa com o namorado.
– Qualquer coisa me ligue. – Erick disse ao ver a menina correr para dentro do prédio.
Isabella subiu direto, todos ali já conheciam a garota, e, é claro que a fofoca rolava solta na empresa, cada um com sua teoria sobre o envolvimento da menina com o todo poderoso Cullen filho. Algumas pessoas mais ousadas chegaram até dizer que o chefe havia comprado a menina para si, outros falavam que era apenas uma fase do chefe que queria aparentar mais jovem fodendo uma menininha, as teorias eram muitas, e, no fim, quase todas acabavam com Isabella na cama de Edward.
– Boa tarde. – Isabella disse olhando pela primeira vez a nova secretária do seu namorado.
Ela sabia que Edward estava de secretária nova já que ele havia demitido a antiga justamente por dois motivos, primeiro, ele já havia dormido com ela, segundo, Isabella não gostava nada disso e não suportava a mulher. Porém, quando a garota viu a nova secretária ficou meio insegura em relação ao namorado, pois a mulher que estava à sua frente era muito bonita e isso a deixou bem intrigada.
– Deseja alguma coisa? – Irina perguntou olhando Isabella de cima em baixo. – Acho que você errou de andar querida.
A garota bufou pelo modo estranho que a loira a olhava, como se avaliasse tudo nela e pelo modo como ela havia falado consigo, como se a garota fosse uma retardada ou algo do tipo. Isabella até abriu a boca na intenção de falar algo à altura para a mulher na sua frente, mas outra voz ecoou no mesmo corredor.
– Bellita, veio visitar o chefinho? – Emmett abraçou a menina levantando-a do chão e esse ato fez o vestido da garota subir alguns centímetros por seu corpo. – Hum, ele vai adorar sua visita.
Colocou Isabella no chão.
– Ele está soltando fogo pela boca. – Riu caminhando para longe. – Boa sorte com o chefinho Bellita, ele está em sua sala, entra lá.
Isabella apenas sorriu para Emmett que caminhava em direção ao elevador por onde ela havia saído, olhou para a loira e percebeu que ela tinha uma cara de quem comeu e não gostou, Isabella não disse nada, apenas caminhou em direção a porta quando ouviu a loira falar.
– Você não pode entra sem ser anunciada. – Irina disse muito a contra gosto e Isabella ignorou o que ela dissera, voltando a andar em direção à porta da sala do namorando. –Menina, eu já disse que você não pode entrar.
Isabella ouviu os passos da loira vindo em sua direção e se apressou em abrir a porta, assim que ela entrou foi puxada bruscamente pelo braço e isso chamou a atenção de Edward, principalmente na hora em que gemeu de dor.
– Ai! – A garota disse puxando o seu braço e se soltando da mão da loira.
– Desculpe-me senhor. – Falou ao ver a cara de poucos amigos do chefe. – Eu tentei impedir essa garota de entrar, mas ela não...
– Ela é minha namorada senhorita Jones e não precisa ser anunciada, preste muita atenção como fala com ela e espero que esse ato que presenciei agora não se repita jamais. – Edward disse interrompendo a loira que ficou com cara de espanto. – Agora saia de minha sala e me deixe sozinho com Isabella.
Irina saiu da sala bufando de raiva, e, mesmo assim, não deixou que o chefe notasse a grande irritação que ficou com aquela situação. Ela não seria a primeira secretária e nem mesmo a última que se encantaria com a beleza do Cullen, mas saber que um homem como ele tinha namorada ainda mais uma menininha que mal havia saído das fraldas, era como levar um tapa na cara.
– Ela te tratou mal? – Edward perguntou fechando a porta.
– Não. – Respondeu ainda encostada contra a parede ao lado da porta. – Mas acho que não gostou nadinha de mim.
Edward sorriu e ficou de pé observando a menina, Isabella estava com os cabelos soltos e os cachos bem cheios, seus lábios estavam vermelhos, sua face estava corada, usava um vestido florido e sapatilhas que combinavam com a estampa do vestido.
– Achei que depois das compras iria para casa junto com Marta. – Caminhou até a menina beijando sua testa. – Você está linda! – Sussurrou tão baixo que se Isabella não tivesse perto demais não teria ouvido. –Não que eu não tenha gostado de sua visita, mas por que veio?
– Estava aqui perto. – Isabella disse sentindo os lábios de Edward em seu pescoço e o roçar do nariz em sua pele. – Achei que ia gostar de me ver.
– Adorei, nem imagina como gosto de ver você. – Falou dando um beijo forte e estalado no pescoço da garota.
Ele caminhou para o sofá que tinha em sua sala, o mesmo sofá que Isabella passava suas tardes ao sair da escola, sentou e puxo a garota para seu colo.
– O que foi? – Ela perguntou ao ver as rugas que se formaram na testa dele quando fechou os olhos e respirou fundo. – Emmett disse que você estava estressado.
– Não foi nada minha linda. – Falou abraçando-a pela cintura e puxando seu corpo pequeno para mais perto do seu. – Apenas estresse de trabalho, logo passa.
– Quer uma massagem? – Perguntou de um jeito doce e meigo.
– Faria isso? – Questionou um tanto surpreso com a atitude da garota.
– Claro. – Falou animada e com um sorriso nos lábios.
(...)
Edward admirava a garota que dormia tranquilamente no banco ao seu lado, um leve sorriso formou-se em seu rosto, ela poderia estar sonhando com algo bom, ou, até mesmo sonhando com o que fizera à tarde com o namorado. A massagem fora apenas uma desculpa para que Edward relaxasse um pouco e depois pudesse cair nas garras da menina “inocente”. Ele acabou rindo do seu pensamento malicioso, mas não tinha do que reclamar já que a tarde para ele fora muito agradável.
Isabella realmente havia feito uma massagem, mas assim que viu Edward mais calmo e mais relaxado começou a provocá-lo, ele estava sentado em sua cadeira, atrás da grande mesa, Isabella, como uma boa menina travessa sentou-se em seu colo fazendo a massagem e toda hora dava uma rebolada sobre seu membro, aos poucos Edward fora ficando duro e com muito tezão, ele não podia negar que Isabella sabia provocá-lo, porém o que o deixou mais surpreso fora o que a menina havia falado.
– Parece muito tenso senhor Cullen! – Sorriu deixando Edward ainda mais duro. – Vou cuidar disso para você.

Ele já não via Isabella como uma menina, mesmo muitas vezes chamando-a assim ou de pequena, mas para ele era apenas uma forma de carinho para tratar sua amada. Edward ficou muito surpreso quando ela escorregou para baixo da mesa e levou as duas mãozinhas pequenas para o zíper de sua calça, abrindo-a e puxando junto sua cueca, depois fora só questões de segundos para a boca de Isabella estar em volta do membro duro, chupando-o e lambendo-o a todo instante, arrancando grandes gemidos de sua boca.

Edward nunca se sentira tão torturado e cheio de prazer quanto naqueles segundos que poderiam ter durado uma vida, ele não sabia dizer quando fora que Isabella ficara tão boa na arte de chupá-lo, mas sentindo a garota sugá-lo como uma meretriz perfeita e levando-o ao delírio, não conseguiu lembrar quando fora à última vez que sentira tanto prazer em um sexo oral, não sabia dizer se era pelo fato de ser Isabella, mas ao mesmo tempo em que sentia o clímax chegando também sentia medo de perder a garota, porém esse pensamento fora esquecido quando seu gozo quente encheu a boca da menina.
Ao olhá-la viu o rosto de Isabella levemente corado, bebendo todo o seu gozo como se fosse a melhor coisa do mundo e limpando toda a extensão do membro com a língua. Assim que fechou o zíper de sua calça, saiu debaixo da mesa com um sorriso de pura vitória como se tivesse acabado de fazer algo incrível , a melhor coisa do mundo.
Edward sorriu admirando mais uma vez Isabella dormindo ao seu lado e depois daquele delicioso sexo oral ficou bem mais relaxado e passou o resto da tarde com um ótimo humor. Ele manobrou o carro entrando em sua casa e estacionou no jardim mesmo, saiu do carro e fora pegar Isabella no colo. Com a ajuda de um dos seguranças levou-a, ainda dormindo, para dentro de casa e Marta como de costume esperava por eles no hall da entrada com um sorriso no rosto.
– A menina dormiu! – Marta afirmou vendo-a nos braços do seu chefe. – Deve estar mesmo bem cansada, ela passou o dia todo andando e depois ainda fez questão de ir visitar você.
Marta caminhou para a escada subindo-a e Edward fora logo atrás dela, ela arrumou a cama rapidamente para que ele pudesse colocar a menina e deixá-la mais confortável, assim que ia sair Edward a perguntou em tom baixo.
– Ela comprou o vestido?
– Sim, ela vai estar linda amanhã. – Falou sorrindo e vendo os olhos de Edward brilharem. – Vou trazer algo para você comer.
– Não precisa, comemos na empresa antes de sair, obrigado Marta.
Ela sorriu antes de sair e deixar Edward sozinho com sua pequena, ele tomou um banho rápido e voltou às pressas para o quarto, levando junto uma toalha umedecida, caminhou em direção à cama onde a menina dormia, retirou seus sapatos e passou a toalha por seus pés, braços e pernas, limpando levemente o corpo de Isabella para que ela pudesse dormir mais confortável. Assim que terminou entrou em seu closet, pegou uma boxer preta na gaveta e vestiu, estava cansando e tudo que mais queria era apenas descansar sentindo o corpo quente da amada em sua volta. E foi desse jeito que deitou e abraçou o corpo pequeno da menina que dormia calmamente e tranquilamente ao seu lado, logo adormeceu sentindo o cheiro doce e agradável da pele de Isabella.
(...)
Edward odiava tanto essas festas que era impossível ficar de bom humor nessas ocasiões, mas agora era diferente, ele teria a companhia de Isabella e isso o deixou animado. Já estava pronto usando sua roupa de gala para a ocasião, sobre a mesa, no centro da sala, havia uma caixa de veludo na cor vermelha e juntamente com as duas máscaras que o casal usaria essa noite.
– Edward, deixe de ser nervoso. – Marta o repreendeu ao descer as escadas. – Isabella já está quase descendo, agora se acalme.
– Como ela está?
– Está muito linda, deslumbrante é a palavra certa. – Falou sorrindo e indo em direção à cozinha.
Não demorou muito para a garota aparecer na escada magnificamente linda e deslumbrante. Trajava um vestido longo e vermelho com um vasto decote na frente que valorizava seus seios fartos, nas costas possuía alguns detalhes em renda, seu cabelo fora preso em um coque perfeito, porém alguns fios ficaram soltos a fim de dar mais charme ao visual. Era impossível para Edward não babar e ficar hipnotizado perante tamanha beleza, e, era muito mais difícil não ficar com um ego todo inflado por ter a mais bela mulher ao seu lado na noite do baile de máscaras.
                          
– Como estou? – Deu uma rodada meio tímida.
– Está linda minha querida. – Falou com os olhos brilhando.
– Obrigada. – Agradeceu com um sorriso tímido e corando.
Isabella caminhou até parar na frente de Edward, e, este, curvou para frente e beijou sua testa.
– Está magnífica minha querida. – Sussurrou ao seu ouvido. – Só falta algo para ficar ainda mais perfeita.
Ele pegou a caixa de veludo e a abriu de frente para Isabella, mostrando a bela joia que tinha lá dentro, uma gargantilha de pérolas com três camadas e ficaria perfeita em seu pescoço.
– Edward, não é preciso tudo isso. – Disse constrangida. – Você já gasta tanto comigo.
– Você merece tudo minha Isabella. – Murmurou enquanto beijava o seu pescoço. – Agora se vire para que eu possa colocar essa joia, na garota mais bela.
Isabella fez o que Edward disse, virou-se deixando que ele colocasse a gargantilha, ao notar seu reflexo no espelho da sala realmente constatou que a joia era ainda mais linda em seu pescoço e ficara perfeita com a roupa.
– Perfeita! – Beijou sua testa novamente. – Pronta para ir agora?
Isabella apenas acenou com cabeça porque não sentia nenhuma vontade de ir para essa festa, mas como Edward havia dito que essa seria a primeira aparição deles como um casal, ela não questionou o jovem e nem disse nada sobre essa festa.
Ela respirou fundo ao sair do carro e segurou o braço de Edward com força, como ele já havia previsto tinha vários fotógrafos e paparazzi no local, e, assim que viram ele se aproximar da grande entrada logo o rodearam de flash e perguntas, as quais tratou de ignorar todas e ficou feliz de ver Isabella com a máscara prateada protegendo o seu rosto. Claro que ficaria a dúvida de quem era aquela mulher misteriosa que o acompanhava, mas pelo menos desse jeito, Isabella teria um pouco mais de privacidade em sua vida e na escola.
Dentro do grande salão a festa fora muito bem decorada e organizada pela mãe de Edward, várias pessoas já estavam presentes e todas usavam máscaras, e, mesmo assim, algumas eram fáceis de reconhecer, como seu amigo Jacob que usava uma máscara preta e sua namorada com uma branca, Emmett que até poderia passar despercebido pela multidão, mas quando se estava ao lado de Rose Cullen era muito difícil não ser notado, sua irmã usava em vestido dourado chamativo e uma máscara verde cintilante, era impossível não perceber que ela era Rose, até porque seus belos cabelos loiros estavam ali para denunciá-la.
O casal caminhava em direção a Edward e Isabella, se juntando aquela roda de pessoas, e, é claro que todos elogiaram a garota do Cullen e sua grande produção, até mesmo a irmã que ficou bem surpresa quando ele apresentara Isabella como sua namorada. Rose até achou que fosse alguma piada, mas assim que viu a gargantilha de pérolas no pescoço da menina, entendeu que dessa vez não era só um caso passageiro com data de vencimento, era algo forte e parecia que estava caminhado para um relacionamento mais concreto.
Edward ficou tenso ao ver o pai se aproximar, Carlisle sabia muito bem quem estava por trás daquela máscara prateada e tentou ser gentil, mas toda sua gentileza era fria.
– Edward, se importa em me acompanhar por um segundo? – Carlisle disse tentando tirar o filho da mesa. – Será coisa rápida, garanto a você.
– Já volto linda. – Disse beijando seus cabelos. – Não saia daqui.
Edward seguiu seu pai até um lugar mais calmo da festa, lá se encontravam alguns amigos e pessoas influentes na cidade, Carlisle logo tratou de apresentar o filho a todos o prendendo naquele local.
Isabella estava na mesa junto com as outras pessoas que aos poucos eram chamadas por alguém, por isso acabou ficando sozinha na mesa. Edward estava demorando muito, e, cansada de ficar sentada e sozinha caminhou pela festa indo parar na varanda, a qual dava para o jardim, o vento forte e gelado bateu contra seus braços nus e ela abraçou a si mesma para tentar amenizar o frio que ali fazia.
– Aproveitando a boa vida? – Uma voz feminina ecoou atrás dela. – Tão patética, está se sentindo o máximo agora achando que ele vai ficar muito tempo com você?
Isabella olhou para o lado e se deparou com uma loira de olhos verdes, usando um vestido branco muito justo ao seu corpo. De imediato a garota não conheceu a mulher, mas aqueles olhos verdes não lhe eram estranhos.
– Edward não é um homem de romance minha querida. – Falou olhando para frente observando o jardim iluminado que ali tinha. – Ele é um homem de casos, pequenos casos de amor. – Sorriu sem humor algum. – Casos de amor só para nós mulheres iludidas, achando que um dia iremos agarrar ele para sempre. – Olhou para Isabella. – Você é apenas mais uma, entre as várias, que já passaram pela cama dele, mesmo que Edward te apresente perante a sociedade, isso não garante que ele não irá te deixar como fez com todas as outras.
Isabella engoliu seco, sentiu um nó preso na garganta essa mulher de boa aparência devia pertencer a alta classe de Nova York.
– Primeiro ele a faz sentir especial, como se fosse à mulher mais sortuda da face da terra. – Falou enquanto mantinha os olhos fixos em Isabella. – Depois você percebe que não passou de um brinquedinho, um brinquedo que ele irá usar e abusar e logo descartará como se fosse um nada.
– Isso não é verdade. – Dessa vez a voz de Isabella saiu. – Ele é o meu namorado e eu nunca serei apenas mais uma, como todas vocês foram. – Sua voz saiu bem mais alta. – Ele pode ter usado você, mas foi a mim quem escolheu como namorada, e, isso, garanto que nunca fez e nunca fará com você e com as outras.
A loira estava pronta para abrir à boca quando um senhor de idade chegou à varanda e notando que o clima ali estava tenso demais entre as duas belas damas, apenas sorriu e essa foi à deixa para Isabella sair dali. Ela caminhou pela multidão sem focar os olhos em ninguém, andava no meio das pessoas mascaradas até que sentiu seu braço ser puxado com força por alguém e foi arrastada para um lado vazio e completamente deserto da festa.
– Me solta.
Assim que falou fora empurrada contra a parede e imediatamente reconheceu o rosto da mulher que agora tinha uma mão apertando o seu pescoço e a outra apertando suas bochechas, forçando os lábios a fazer um biquinho, sua máscara fora arrancada com brutalidade deixando um leve arranhado em seu rosto.
– Sua vadia. – Jane disse entre dentes olhando para o lado e vendo se ninguém obseva o que acontecia ali. – Achou que seria assim tão fácil? – Sorriu sinicamente. – Vamos dar uma voltinha querida e não precisa se preocupar que será apenas de ida.
Os olhos de Isabella se arregalaram e imediatamente tentou empurrar Jane para poder correr, assim que estava para sair a jovem Volturi puxou o cabelo da menina, juntamente com seu colar, e, este, se arrebentou deixando várias pérolas caírem pelo chão.
– Seus idiotas, não fiquem só olhando e me ajudem a conte-la. – Falou ao imprensar Isabella novamente contra a parede. – Riley, Paul levem-na para o carro e sejam discretos, por favor.
Os dois seguranças de Jane pegaram a menina, Riley, o mais novo, levou um pano úmido até nariz de Isabella que ainda se debatia contra o corpo do jovem, logo desmaiou e foi tomada pela escuridão. Eles a levaram para o carro que estava parado em um ponto estratégico daquele grande jardim, Jane arrumou sua roupa e saiu do corredor que ficara vazio, apenas com algumas pérolas jogadas ao chão.
(...)
Edward estava cansando de falar sobre negócios com aqueles outros homens importantes da cidade, já seu pai parecia bem animado, com irritação olhou para o relógio de pulso e viu que já havia se passado mais de quarenta minutos que deixara Isabella, aquela velha sensação de aperto voltou para o seu peito agora com muito mais força do que antes, era como se sentisse que algo estava errado com sua pequena.
– Desculpe senhores, preciso voltar para a minha mesa, tem uma bela dama me esperando e seria feio deixá-la sozinha por mais tempo. – Edward disse interrompendo um senhor de cabelos grisalhos, mas que tinha um sorriso gentil nos lábios.
– É claro, não se faz isso com uma dama ainda mais sendo linda. – O senhor de cabelos grisalhos respondeu.
– Não acho que ela sinta tanto sua falta filho, afinal, está em ótimas companhias. – Carlisle disse tentando manter o filho ali.
– Pode até ser meu pai, mas eu estou indo ao seu encontro. –Falou tomando o resto da bebida que tinha em sua taça.
Foi desse jeito curto e grosso que Edward saiu daquela sala, onde tudo o que falavam era apenas sobre política e negócios milionários. Assim que começou a andar pelo grande salão viu Jane saindo de área resevada da festa, em outro momento não ligaria tanto para isso, porém a jovem estava nervosa e bastante assustada, sem falar do seu cabelo que tinha alguns fios fora do lugar, mas o que realmente lhe chamara atenção fora à pequena pérola que estava presa em sua pulseira de diamantes. Edward sabia muito bem a que joia aquela pérola pertencia e foi por isso que buscou com os olhos a presença de Isabella, e, quando não a viu sentada na mesa em que havia a deixado logo soube que a loira tinha feito algo para sua menina. Seria paranoia dizer isso para as outras pessoas, mas ele conhecia muito bem a Volturi, ela tinha apenas um rosto de anjo, Jane nunca o enganou, se a pérola do colar de Isabella estava presa em sua pulseira algo muito errado estava acontecendo.
Com passos rápidos Edward atravessou a multidão, Jane estava prestes a sair pela porta principal quando fora puxada sem a menor gentileza, ela manteve os olhos arregalados e Edward não se importou em nada com alguns olhares que recebeu por seu ato violento. Levou a Volturi para o outro lado do salão, um local mais deserto e jogou a loira contra a parede.
– Nossa Edward, esté me machucando. – Jane disse ao sentir o aperto em volta do seu pescoço.
– Eu vou te perguntar só uma vez, onde está Isabella? E não tente mentir para mim porque sei que esteve com ela. – Disse entre dentes.
Seu olhar para a Volturi era furioso.
– Não sei do que você está falando. – Sussurrou.
– Então me explica como uma pérola do colar ficou presa em sua pulseira?
Ele estava a ponto de fazer uma loucura se aquela jovem não falasse nada, Jane ficou calada e seus olhos se arregalaram ainda mais.
– Jane, eu só vou perguntar mais uma vez! Ou você me fala ou eu juro que mato você aqui e agora.
A loira sorriu debochada e Edward perdeu de vez a cabeça, começou apertar com força o pescoço da Volturi, a qual ficara vermelha e sem ar, por isso levou as mãos em seu próprio pescoço a fim de tentar se soltar do aperto forte do jovem Cullen.
– Edward, Edward, estou ficando sem ar. – Jane custou sussurrar.
Como se tivesse tento um clarão e sua mente voltasse a funcionar novamente, ele soltou Jane, se afastou e viu a jovem escorregar pela parede soltando lufadas de ar e com as mãos no pescoço, como se tentasse conter alguma coisa, tentando respirar mais rápido. A loira levou um tempo para se recuperar e sua respiração voltar ao normal, ao levantar Jane viu que Edward estava com uma arma apontada para si.
Era uma arma de pequeno porte, bem leve que passava despercebida no bolso interno de seu smoking, ele se abaixou e levando a mão na nuca da jovem, puxou seus cabelos com muita força a obrigando erguer o rosto e olhar em seus olhos frios e sem emoção.
– Nunca matei uma mulher na minha vida Jane, mas posso começar com você. – Colocou o cano da arma na testa da jovem. – Agora eu vou refazer minha pergunta e acho bom você me responder com precisão ou te mato aqui e agora e se ainda dúvida então pague para ver. – Jane engoliu em seco. – Onde está Isabella?
Ela ficou calada e Edward sabia que seria difícil, afinal, a garota era uma Volturi e se tivesse puxado ao pai, não iria abrir a boca assim tão fácil. Edward sorriu para a menina como um louco sorria antes de fazer algo, então regulou a arma que estava apontada a para cabeça da jovem e Jane ouviu um click e respirou fundo.
– Ela está com os meus seguranças. – Jane disse e Edward viu nos olhos azuis da jovem o medo de morrer. – Eles estão com ela no meu carro, ao lado do jardim na parte mais escura.
– Que fofinha. – Edward zombou – Sentiu medo da morte minha querida?
Ficou de pé puxando a loira sem nenhuma gentileza.
– Vamos dar uma voltinha minha querida, e, por favor, mantenha o sorriso nos lábios ou não me importaria nenhum pouco em matar você na frente de todos ali fora.
Ele estava de volta, o Edward mafioso que nem mesmo Jane conhecia estava de volta, um cara frio e sem coração, aquele que não se importava quando tinha que mandar matar e nem como faria isso, tudo para conseguir o que queria, e era uma pena que a vítima agora fosse a Volturi e se Jane desse um passo em falso ele seria capaz de matá-la sem dó e nem piedade.
Edward seguiu com Jane ao seu lado pelo salão, o braço a todo o momento em volta da sua cintura, com a arma apontada que por ser pequena fora fácil esconder entre a manga de seu smoking, caminharam pela multidão e cumprimentaram algumas pessoas até chegarem à mesa onde Jacob estava sozinho com Emmett.
– Jacob, leve meu carro para o lado mais escuro do jardim e Emmett venha comigo, vamos dar uma volta com a pequena Volturi.
Jogou a chave do carro para Jacob e viu Emmett se postar ao seu lado, então caminharam pelo salão e assim que chegaram ao lado de fora Jacob fora pegar o carro do chefe e Emmett continuou o seguindo até o local onde a Volturi indicara.
– Riley, Paul, podem soltar a garota. – Jane disse quando Edward apertou sua cintura, fazendo-a sentir a arma.
– Ela está inconsciente aqui no caro senhorita. – Paul respondeu.
– Emmett, tire Isabella do carro agora e Jane dispense o seu motorista e os seus seguranças, você irá sair dessa festa comigo.
Emmett caminhou e tirou Isabella do carro da Volturi, a menina estava inconsciente e é claro que os arranhões causados pela loira fora notado por ele. Jane fez o que Edward ordenou e mandou embora os seguranças e o motorista, Jacob entrou no jardim com o carro do chefe, e, este, pedira para Emmett colocar Isabella dentro do carro, de um jeito que ficasse confortável.
– Jacob você dirige. – Ordenou empurrando a loira, sem nenhuma gentileza, em direção ao carro. – Emmett, leve Renesmee para casa, e diga que Jacob voltará logo para encontrá-la, por favor, não deixe Rose notar nada.
– Claro chefinho. – Emmett falou sorrindo. – Como nos velhos tempos.
Já tinha algum tempo que eles não se comportavam como verdadeiros mafiosos e essa era a oportunidade perfeita para relembrar os velhos tempos. Edward entrou sendo seguido por Jacob que já foi ligando o carro e saindo do jardim.
– Vamos para fora da cidade Jacob. – Edward ordenou. – Vá o mais depressa que conseguir meu amigo.
Isabella estava inconsciente e deitada ao seu lado, Jane estava do outro morrendo de medo e do que poderia acontecer.
– Se fosse em outros tempos não pensaria duas vezes antes de matá-la, mas agora as coisas mudaram, tenho que pensar com muita calma no que vou fazer com você, sua vadia.
A loira mais uma vez engoliu em seco e sentiu todo o seu corpo tremer de medo e frio, devido ao vento gelado que entrava pela janela, meio aberta, do carro.
– Se eu não chegasse a tempo você iria machucar Isabella. – Falou entre dentes e sentindo o corpo tremer de raiva. – Ah se a tivesse machucado, eu juro que te mataria com minhas próprias mãos e antes a faria sofrer que nem uma condenada, e olhe que eu nunca encostei a mão em uma mulher antes, mas eu adoraria que você fosse a primeira.
Edward olhou para a menina e apontou arma novamente para a sua cabeça.
– Preste bem atenção nas minhas ordens porque só irei falar uma vez. – Sorriu ao ver o corpo da garota tremer. – Você irá chegar em Rose e romper a sociedade entre vocês, pode alegar qualquer coisa, mas a quero imediatamente longe da minha família e da minha vida, principalmente de Isabella. – Passou a língua pelos lábios. – Se não der o fora de nossas vidas irei procurá-la com esse brinquedinho aqui e te garanto que usarei sem nem mesmo pensar, essa belezinha é pequena mais faz um grande estrago.
Edward balançou a arma na frente do rosto da Volturi e tinha um sorriso de louco estampado em seu rosto. O jovem observou que no rosto da garota estava estampado o medo e o ódio, sendo uma Volturi não aceitaia ser tratada daquele jeito.
– Pare o carro Jacob. – Edward ordenou, observando o lugar que era deserto e muito difícil passaria um carro a essa hora da noite por ali. – Espero que tenha entendido o meu recado e que nunca mais chegue perto da minha Isabella ou eu juro que você não ficará viva.
Antes mesmo da garota falar algo a porta fora aberta e Edward a empurrou com brutalidade, ela caiu em uma estrada de terra e logo em seguida o carro arrancou deixando-a no meio do nada e sem ninguém para lhe ajudar.
– EDWARD VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR AQUI! – Gritou, mas já era tarde e o carro estava muito longe.
(...)
Edward estava deitado ao lado de Isabella, já havia um tempo que eles tinham chegado e nada da menina acordar, só não estava mais aflito e preocupado, pois o doutor Halle a examinou e disse que a menina estava ótima, apenas dormia e receitou alguns remédios para o caso de sentir dor de cabeça.
Marta o tinha ajudado a trocar a roupa da menina, limpar seu rosto e soltar seus cabelos, deixando-a mais confortável para dormir, eram praticamente três da manhã quando Isabella acordou assustada, gritando por socorro e se debatendo contra o abraço de Edward.
– Está tudo bem meu amor, está tudo bem agora minha linda. – Sussurrou contra o seu ouvido tentando acalmá-la. – Você está segura meu amor, está em casa e eu estou te protegendo.
Isabella reconheceu aquela voz aveludada e se aconchegou ainda mais em seus braços. Ele ficou observando o sono da garota durante toda aquela noite, não dormira nada, apenas ficou cantarolando uma música para sua amada. Isabella havia acordado outras vezes durante a noite, sempre gritando assustada, mas Edward estava ali para acalmá-la.
Tudo o que ele desejava era que todo aquele pesadelo passasse e que nenhuma sequela ficasse em sua garota, ele sabia que sua atitude teria grandes consequências, mas já estava na hora de dar um basta em tudo isso e ao ver que Isabella estava correndo perigo ao seu lado, novamente voltou a pensar no que era certo e errado...

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