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Oi

domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 21 -- Um Erro E Dois Acertos


Eu quero ser algo mais

A segunda chegou de um jeito muito estranho para Isabella e Edward, ele acordou atrasado para trabalho, e o mais incrível era que nunca havia dormindo tanto quanto a noite passada. Já Isabella levantou no horário de sempre, porém se recusou a chamar Edward para ir trabalhar, sua noite não fora das melhores, ela não dormiu tão bem, mesmo sentindo os braços dele em sua volta, a noite foi conturbada e as palavras da Volturi não saiam de sua cabeça, sem contar que o silêncio de Edward a deixava atordoada.

– Bom dia. – Edward disse passando pela secretária.

– Sr. Cullen, você tem visita!
– Quem? – Perguntou a Irina que tinha os belos olhos azuis arregalados.

– Ele disse que é seu pai. – Falou meio sem graça por não conhecer o pai do chefe.

– Pode deixar, eu resolvo isso. – Disse já abrindo a porta. – Prepara a sala de reunião, vamos fechar aquele contrato com o francês hoje.
– Ok!

(...)

– Resolveu conferir de perto a empresa? – Edward perguntou ao entrar na sala e encontrar o pai sentado em sua cadeira. – Sem rodeios pai, sei bem que não veio me ver, e, tão pouco saber da empresa, já que os relatórios de ontem deixaram bem claro o quanto a empresa está bem.
Carlisle ficou surpreso pelo filho ir direto ao ponto, sabia que Edward havia herdado muita coisa de si e isso incluía sua impaciência.

– Quero falar sobre os Volturi. – Sorriu para o filho. – Me diga o que achou da Srta. Volturi?
– Que não passa de uma vadia. – Falou sem rodeios ou gentileza alguma.

Carlisle o olhou com os olhos serrados, ele percebeu que havia deixado escapar uma parte da história, parecia que o filho já conhecia a Volturi.

– Agora vai me dizer o que fez você vir até aqui? Ou veio apenas perguntar minha opinião sobre Jane?

– De onde conhece a Volturi?

– Londres! Passado distante.

– Então já se envolveram? – Carlisle perguntou bem mais interessado que o normal.

– Pai, eu não sei o que você quer com isso mais digo logo de cara, Jane Volturi e a última pessoa que terei qualquer tipo de contato, e, se eu fosse Rose, manteria distância dessa mulher.
– Por que fala isso? Ela me pareceu tão agradável.

– Sei bem como é Jane, tudo nela cheira perigo, quando já não é o perigo. – Disse não querendo entrar em detalhes. – Fale com Rose, tente convencer a romper essa sociedade, é o mais aconselhável.
– Não farei nada disso, até porque gosto da menina Volturi, e além do mais, vim te lembrar que o baile de máscaras será semana que vem, espero que vá e deixe aquela menina em casa, ela não é mulher o bastante para aparecer nas colunas sociais dos jornais ao seu lado.

Carlisle não esperou a resposta do filho, saiu de sua sala antes mesmo de ver o que Edward jogara contra a parede. Querendo ou não, ainda era muito influenciado pelo pai, pois era seu primogênito, onde Carlisle depositava todas as suas esperanças.
Após quebrar algumas coisas em sua sala e colocar boa parte da raiva para fora, Edward foi direto para a sala de reuniões, onde encontraria com o francês para fechar o mais novo negocio de publicidade da empresa.

(...)
– O que aconteceu? – Emmett perguntou vendo a cara amarrada do cunhado.

– Meu pai! – Foi tudo que ele disse.

– Pensei que finalmente estavam se dando bem.

– E estávamos, mas é só eu dizer não para algumas de suas vontades que ele faz da minha vida um inferno. – Fechou os olhos com força.

– O que ele fez agora?

– Eu não sei direito o que ele quer Emmett, e já não gosto nada disso, ele veio falar da Jane Volturi. Sabe, acho que vem chumbo grosso por aí.

– Não gosto nada da Volturi! – Emmett disse ao lembrar-se da loira em sua casa, se insinuando descaradamente para ele. – Já tentei abrir os olhos de Rose, mas ela está deslumbrada com essa diaba.

– É realmente isso o que ela é, uma diaba. O rosto angelical é pura fachada, ela cega os olhos e quando você tenta fugir já é tarde. – Suspirou alto. – Fique de olho na Rose e essa amizade com a Volturi, não gosto nada disso e agora sei que você também não gosta, vamos cuidar dela mesmo sem ela querer.
(...)

Edward não conseguiu sem concentrar em nada, seu pensamento não saia de Isabella, que para sua infelicidade não fora para empresa como de costume. Ela ligou dizendo que iria para casa, pois tinha muita tarefa para fazer, vendo que dali não sairia mais nada achou melhor dar o dia por encerrado.

– Irina, cancele o resto da minha agenda de hoje! – Falou olhando em seu rolex que marcava duas horas da tarde. – Não voltarei mais.

– Mas Sr.Cullen a...

– Mas nada Srta. Jones, meu dia termina aqui.

Edward não esperou pelo que a mulher tinha para dizer, nessas horas se arrependia de ter demitido Ângela, por um descontrole de temperamento, já que a jovem acatava suas ordens sem retrucar ou discutir. O caminho de volta para casa foi cansativo, ele estava muito estressado e as palavras do seu pai não ajudaram em nada. Como pode alguém falar de outra pessoa sem ao menos conhecê-la? Como Carlisle poderia dizer que Isabella não era mulher suficiente para o filho, sendo que ele não concordava com isso? Edward achava Isabella uma baita mulher, ela era madura demais para sua pouca idade, esperta demais para uma menina comum, e sabia como ninguém lhe satisfazer na cama. Sim, ela era a mulher certa para ele, só que nem ele conseguia acreditar nisso ou tinha medo de acreditar. Nunca se envolver, essa era sua regra principal, ele sempre foi homem de um caso apenas, pequenos romances que duravam um tempo curto de duas semanas No máximo.

Mas com a doce e pequena Isabella era diferente, quanto mais Edward a tinha mais ele queria. Ela era como seu vício, uma droga muito forte que bastava provar uma vez para se perder totalmente. A menina foi além de todas, ela tocou onde ninguém havia tocado, mexera onde ninguém conseguira mexer, com seu coração, um coração de pedra e frio com gelo, foi assim que Edward ficou depois do envolvimento com a Volturi, mas Isabella quebrou essas barreiras, sua arrogância era tão parecida com a dele, que fazia com que Edward não só se irritasse com a menina, como também admirá-la por isso, o fato dela nunca bajulá-lo e sempre falar o que pensava em sua cara, o que deixava fascinado com a personalidade forte da garota.

Ele chegou em casa dando de cara com Marta, ela nada disse, apenas sorriu e pegou o casaco que o jovem tinha nos braços.

– Onde está Isabella?
– Na biblioteca com uma amiga.

– Amiga? – Sussurrou sem entender. – Isabella está com uma amiga aqui em casa?

– Sim, a menina Nessie. – Marta disse se retirando.

Como se lhe jogasse um balde de água fria, teve que deixar os planos para depois. Ele caminhou até a biblioteca e bateu na porta.

– Entra! – Isabella disse do lado de dentro gargalhando alto.

– Oi. – Edward encostou-se à porta. – Nessie, como vai?

– Bem. –Falou sorrindo e olhando para Isabella que estava vermelha.

– O que estão fazendo? – Perguntou olhando vários livros jogados e espalhados pelo chão.

– Tarefa de casa. – Nessie respondeu rindo e mostrando um livro.

– Senhor! – Marta disse atrás dele, segurando uma grande bandeja com o lanche das meninas.

– Ok, vou deixar vocês fazerem suas tarefas. – Falou indo para seu quarto.
Nessie e Bella voltaram à atenção para as atividades, conversaram um pouco sobre tudo, sobre “namorados” e lancharam. Era quase seis da tarde quando Jacob foi buscar a namorada.

– Até amanhã! – Bella disse da porta, acenando para os dois dentro do carro.

Ela subiu as escadas correndo e indo para o quarto, entrou e encontrou Edward dormindo tranquilamente na cama. Sorriu ao ver a calma que ele se encontrava, mas havia uma ruga de preocupação em sua testa, ela arrumou a coberta sobre ele e seguiu para o banheiro.
Isabella ficou alguns minutos olhando o local e viu que a banheira grande, que havia dentro do box nunca fora usada por ela, por isso, teve uma brilhante idéia de menina. Colocou a banheira para encher e procurou os sais de banho, os quais jurava ter visto no armário, assim que achou colocou tudo e esperou que a espuma tomasse conta da banheira.

Com um sorriso travesso nos lábios, entrou e ficou se divertido com a espuma, de repente o box foi aberto.

– Se divertido?
Isabella piscou algumas vezes ao ver Edward completamente nu, ela engoliu em seco, seus olhos passaram pelo corpo do homem que agora estava se juntando a ela naquela grande banheira.

– Se eu soubesse que queria tomar banho de banheira teria me juntado a você mais cedo! – Ele disse se colocando nas costas da garota e mantendo-a entre suas pernas. – Por que não me chamou? – Beijou seu ombro molhado.

– Você estava dormindo. – Ofegou.

Ela sabia que isso não iria terminar bem, já sentia a grande excitação dele contra suas nádegas, e as mãos do jovem que agora estavam passeando livremente por suas costas, como se esfregasse-as.

– Não seria nenhum sacrifício para mim. – Falou beijando seu pescoço, bem na nuca. – Tomar banho junto com você é sempre divino.
Isabella se rendeu jogando a cabeça para trás, fechou os olhos e aproveitou o toque e as sensações que ele lhe proporcionava. As mãos de Edward estavam em todo o seu corpo, assim como sua boca, chupando e mordendo sua pele esbranquiçada. Suas mãos apertaram os seios de Isabella arrancando gemidos roucos e baixos, a respiração da garota estava acelerada, ofegou quando os dedos de Edward a penetraram.

– Oh! – Gemeu um pouco mais alto.

– Adoro ouvir você gemendo! – Mordeu o ombro da menina.

Os movimentos dos dedos do jovem ficaram mais rápidos e mais urgentes, a garota passou a rebolar em seus dedos, em busca do seu próprio prazer. Os gemidos dela eram altos, e, em um movimento rápido, Edward mudou as posições colocando Isabella de frente para si e sentando-a em seu colo, fazendo com que a menina se encaixasse nele, fundindo os dois em um só.
Tomando a boca da garota, Edward abafou os gemidos que a jovem soltava, segurando forte em sua cintura fez Isabella se movimentar, em questões de segundos ambos estavam gemendo e pedindo por mais. Isabella cavalgava como maestria no colo de Edward, que beijava tanto sua boca, quanto seu corpo todo, ambos buscando por libertação, de repente aquela velha sensação que Isabella já conhecia bem estava vindo e seus movimentos ficaram mais rápidos, assim como as investidas de Edward passaram a ser mais urgentes, Isabella não aguentou mais prolongar o momento e acabou gozando e gritando o nome de Edward, ao chegar ao seu clímax, sendo seguida por ele, que para abafar os gemidos, colou a boca no pescoço da menina dando uma mordida leve.


A respiração de Isabella ainda era ofegante quando Edward tirou-a de seu colo, colocando-a sentada entre suas pernas. Depositou um beijo em suas costas e percebeu que Isabella estava calada.
– Vamos precisar de um banho de verdade agora.
– Acho que sim. – Ela disse já se preparando para ficar de pé, quando as mãos grandes e fortes de Edward a mantiveram no lugar. – EDWARD! – Gritou com o susto, virada de frente para o jovem.

– O que está acontecendo? Me diga Isabella.

Ela tinha um olhar morto sem vida, nem parecia à mulher de minutos atrás com brilho nos olhos, ao se esbaldar em seu prazer.
– Nada. – Sussurrou sem olhar em sua cara.

– Como nada? Olhe para você, Isabella eu quero a verdade. O que aconteceu na casa dos meus pais? Porque você está estranha.

– Nada Edward. – Respondeu em tom mais alto.

– Nada não deixa ninguém assim!

– NÃO FOI NADA EDWARD, SÃO SÓ PROBLEMAS! – Gritou ficando de pé e procurando algo para se cobrir, pois não era legal discutir com ele daquele jeito.

– Então eu tenho razão, há algo errado. O que está errado Isabella? – Se alterou.

– NÓS! – Gritou.

– Nós? Como assim? – Perguntou apavorado.

– Você Edward, você é o culpado! Me quer na sua cama mais estabelece limites, me quer perto mais não dá nomes para o que nós temos, EU NÃO QUERO SER MAIS UMA EM SUA CAMA, EU QUERO ALGO MAIS!

Isabella abriu o box e saiu sem olhar para ele, seu rosto estava molhado pelas lágrimas. Pegou o roupão que achou no caminho e saiu do quarto de Edward, indo direto para o seu, trancando a porta.
Jogou-se na cama e começou a chorar, não era do seu perfil ficar chorando, era forte, estava acostumada a levar baques e sofrer, mas nada se comparava a esse sentimento novo, não sabia como agir e nem como se comportar e tudo que fez foi chorar até adormecer em sua cama, seu corpo ainda tinha o cheiro e as marcas dele, as lembranças povoaram sua mente até cair no inconsciente dos sonhos.

(...)

Edward teve uma noite muito mal dormida devido à “briga” entre ele e Isabella. O que ela queria dele afinal? Edward estava na sala de jantar, pronto para tomar seu café, era cedo demais para a garota ir para a escola e cedo demais para ele ir trabalhar, mas devido à falta de sono saiu logo da cama.

– Bom dia senhor, de pé tão cedo? – Marta questionou.

– Não dormi nada Marta. – Se abriu com a mulher que tanto lhe ajudou.

– O que tirou o seu sono? – Perguntou ao servir o café.

– Isabella!
– O que a menina fez?
– Eu não sei Marta ,estávamos bem ontem, ela até... – Edward olhou para a mulher e achou melhor editar a história e pular a parte do sexo no banheiro. – Isabella anda estranha, quase sem vida, ela está assim desde domingo, quando voltamos da casa do meu pai. Achei que fosse algo que aconteceu lá, mas ontem ela disse que eu não coloco rótulos em nosso relacionamento, e, eu não faço idéia do que ela está esperando de mim Marta!

Ele se sentiu mais leve, precisava falar com alguém e como sua mãe não era a pessoa mais recomendada para esse tipo de conversa, ele desabafou com Marta que era como uma segunda mãe para ele.

– Ela disse que você não coloca rótulos? – Questionou confusa.

– Não, ela não usou de fato essas palavras, mas foi como se falasse isso em outros termos. Ela está esperando algo de mim, eu já dou tudo para ela Marta, o que mais pode querer?

– Compromisso Edward! – Falou o deixando surpreso. – Tudo que Isabella quer é algo chamado compromisso.

– Mas já temos um. – Sussurrou.

– Sério? Que tipo de compromisso vocês tem? – Marta provocou. – Meu filho, Isabella é jovem, ela precisa de certeza e não de insegurança. Quantas mulheres já passaram por sua cama? Acha que ela está pensando no que? A garota não quer ser só mais uma em sua cama, ela quer um compromisso sério.

Edward nada disse, apenas ouviu atentamente o que a mulher falava. Como ele não havia pensado nisso? Lógico que o rótulo que Isabella queria era de namorada, afinal ele nunca estabelecera nomes para o relacionamento deles, simplesmente exigia a presença dela em sua cama. Mas Isabella era jovem e ainda era uma menina que desejava poder apresentá-lo como namorado, levá-lo a uma festa com as amigas, mas para isso ele teria que fazer o pedido oficial para esse relacionamento.

– Bom dia Marta! – Isabella disse ao entrar na sala de estar.

– Bom dia menina. – Falou sorrindo. – Já sirvo seu café.

– Obrigada.
Edward já havia terminado seu café, estava lendo o jornal enquanto Marta servia o café de Isabella, assim que a garota terminou, ele se levantou e se juntou a ela.

– Vamos Isabella! – Ela o olhou surpresa. – Eric está de folga hoje, você irá e voltará comigo.
– Mas você trabalha.

– Sim, mas dá para fazer tudo e ainda voltar a tempo de te pegar na saída.
Isabella caminhou até o carro calada, entrou e já foi colocando o cinto enquanto Edward caminhava para o seu lugar. Assim que saiu da garagem de casa, o silêncio predominou até chegar ao estacionamento da escola.
– Que horas é a sua última aula? – Perguntou ao parar o carro.

– Quinze para as duas da tarde. – Disse soltando o cinto. – Até mais tarde então.

Ela tentou sair do carro, mas a porta estava travada.

– Podemos conversar alguns minutos? – Edward questionou.

– Você não vai abrir a porta?

– Não, não antes de conversarmos. Meu pai vai dar uma festa, um baile de máscaras, todos os anos ele e minha mãe fazem isso.

– E?

– E você irá comigo, e, na próxima semana vou pedir para Marta ir com você escolher um vestido.
– Claro. – Disse a contra gosto. – Tem mais alguma coisa que eu preciso saber?

– Sim! – Respondeu soltando o cinto. – Irei apresentar a minha namorada a sociedade.
Isabella arregalou os olhos, ela não sabia o que fazer ou o que dizer. Ele estava mesmo se referindo a ela como sua namorada? Edward tocou rosto da garota e fez a menina o olhar, mantendo um sorriso intenso e torto nos lábios e sussurrando em seu ouvido.

– Você é minha namorada!

Seu coração deu um pulo de alegria e aos poucos o sorriso foi brotando nos lábios da garota, ela se atirou no colo dele e beijou sua boca com tanta intensidade, que deixou ambos sem ar.


– Que bom que gostou! – Deu um selinho nela, segurando o seu rosto. – Agora vai antes que se atrase para a aula.

Isabella estava sem reação, estava muito feliz, mas sentia medo. E se tudo fosse um sonho? Ela não acreditava no acabara de ouvir. Era isso mesmo? Mas ao olhar o carro indo embora, realmente percebeu que agora era oficialmente sua namorada.

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