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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capitulo 14 -- A prostituta-- Você é assim?


Você é assim?

Os dias e as semanas se passavam como um raio e mesmo após um mês do ocorrido, Rose Halle, ainda era noticia em muitos jornais e noticiários. Alguns programas sensacionalistas criaram quadros para debate sobre as casas de swing ou praticas sexuais diversas e o nome de Rose sempre era citado. O assessor da modelo até tentou utilizar destes canais para reverter a situação, falhando vergonhosamente. Para os jornais valia muito mais a noticia de uma socialite em decadência do que a exposição de diferentes praticas sexuais à sociedade.

O nome Halle fora prejudicado em todos os aspectos e tanto os pais como o irmão estavam pagando um preço alto pela escolha da caçula. Por outro lado, a campanha de Edward estava seguindo tranquilamente. Alguns contratempos eram normais e fora isso, o mês de Edward se passou entre escritório, hospital e a boate onde Isabella dançava quase todas as noites. Jacob via esta rotina como uma forma de auto punição do amigo que apenas o ignorava.

Carlisle estava radiante com o filho e também com o novo rumo que sua vida tomava. Nenhum escândalo fora postado em revistas ou mídias sociais sobre o filho e a cada dia ele se aproxima mais de seu verdadeiro amor.

-- Posso entrar filho? Carlisle perguntou a porta da sala do filho o vendo cercado por papeis e monitores de diferentes aparelhos tecnológicos.

-- Claro. Preciso mesmo dar uma pausa. – Disse largando algumas folhas sobre a mesa e olhando em direção ao pai.

-- Vejo que esta muito ocupado, algum problema com a campanha?-  Carlisle disse ao ver que o filho estava revendo algumas proposta de seu adversário de campanha, James Bloom.

-- James parece ter colocado a cabeça para trabalhar. Algumas de suas propostas são semelhantes as minhas e estão muito bem embasadas, preciso reestruturar muita coisa. Voce ficou sabendo se ele contratou alguém novo para ajudá-lo?

-- Não me foi informado nada e não estou surpreso, James pode não ser uma cabeça pensante em relação ao povo, mas em artimanhas de sabotagem ele é impecável.  – Carlisle se sentou observando o filho passar as mãos no cabelo de forma nervosa, típico de quando estava muito ansioso – Tem visto Isabella?

-- Não vou entrar no mérito deste assunto com você. – Respondeu ríspido.

-- E vai falar com quem sobre ela Edward? - Carlisle provocou — Voltou a procurar sua doce tia Carmem?

-- Nunca entendi por que esse fascínio pela Carmem, ela nunca fora tão presente em sua vida!

-- Você também nunca foi pai! Edward rebateu.
-- Tuchê! Sei que nunca fui um pai presente Edward, mas nunca lhe deixei faltar nada!

-- Amor de pai faz falta quando se é uma criança ou um adolescente cheio de duvidas.

-- Você parecia não se importar          ! Carlisle disse ficando de pé  e deixando alguns papeis sobre a mesa — Você poderia apoiar Jasper em sua campanha e como amigo, após o escândalo ele não anda muito bem.

Edward nada disse, se voltou ao trabalho sem realmente ler o que estava a sua frente. A vida particular de Rose sempre foi discreta, poucos sabiam destas suas preferências, quem usou seu ponto fraco queria realmente vê-la no fundo do poço. Ela deve ter perturbado muito a alguém para receber tamanha vingança.

-- Edward! Bree entrou na sala sem ao menos bater — Há um compromisso em sua agenda para as duas horas. Um almoço com um grupo Frances para arrecadar fundos para a campanha. Posso ir junto? – suas mãos estavam juntas frente ao peito e ela parecia que quicaria no lugar a qualquer segundo.

-- A porta fora feita para bater Bree! Edward disse meio irritado, a jovem de vestes impróprias para um escritório e maquiagem exagerada o irritava mais a cada dia — da próxima vez bata.

-- Claro chefinho! Ela disse irônica — depois de comermos podemos dar uma esticadinha, o que acha?

-- Tenho outros planos! E você não esta inclusa no almoço ou na minha tarde.

-- Qual o seu problema? - Bree gritou o vendo pegar o paletó e sair — Esta pensando que sou o que? É só usar e jogar fora?

Edward parou a porta respirando longamente até estourar em uma gargalhada estrondosa.

-- Acho que inverteu os papeis Bree. Quem esta sendo usado e manipulado nesta relação sou eu, ou pensa que esqueci de sua chantagem?

Bree ficou vermelha de ódio, suas mãos crispadas contra o corpo e os punhos fechados eram prova de sua fúria.

-- Não pense que me expondo terá sucesso e me terá a seu lado. Você não passa de uma vadia de quinta que vende o corpo por qualquer valor. Não pense que me derrubando ficará impune, se acha divertido o que fazem com a imagem de Rose, pense melhor, sua imagem pode ser a próxima.

-- Se eu cair, você cai junto.

Boquiaberta Bree permaneceu atônita observando Edward deixar a sala tranquilamente
.....

Ao contrario da vida publica de Edward, Isabella vivia uma vida obscura e cheia de dor. Seu mês passou lentamente e cheio de trabalhos avulsos, as danças particulares aumentaram e suas fugas de propostas para toda a noite estavam irritando alguns da classe emergente e conjuntamente Aro.

Mesmo com o contrato sendo seguido a risca, Aro acreditava que sua bela Isabella cederia aos encantos e dinheiro que aquele estilo de vida poderia lhe proporcional. O que ele não sabia e que seu nome também estava entre os citados em sua vingança.

-- Bella! Felix chamou Isabella pelos corredores próximo ao camarim, o grande homem entrou em seu pequeno camarim quase sem fôlego - podemos falar rapidinho?

 -- Claro! disse sorrindo — entre ainda tenho algum tempo antes de começa as dança privadas.

-- Consegui, esta tudo pronto! Disse sorrindo — Será amanha a noite, na sua folga como me pedira! - disse sorrindo — O que pretende agora?

-- Apenas assistir de camarote! disse rindo gentilmente — Quero ver cada queda de perto. Um por um. Estamos apenas começando Felix.

-- Fico com medo por você menina! disse tocando seu rosto — são pessoas poderosas e você pode se machucar!

 Felix não escondia sua preocupação, adotará Isabella como uma irmã ou até filha e estava disposta a tudo por ela. Felix perderá uma irmã pelas drogas, sabia que a estória de Isabella era diferente e temia perde-la por outro motivo.
Após a rápida conversa entre os dois, Isabella foi ao palco realizar suas danças. As duas primeiras danças privadas foram rápidas e seus movimentos automáticos. As palavras de baixo calão desferidas a ela eram ignoradas e seu sorriso forcado apenas para manter o cliente satisfeito. Alguns tentavam tocá-la e eram inibidos pelos seguranças que entravam na sala a cada palavra de segurança de Isabella.

Suas vestes mudavam a cada cliente e a única peca mantida em seu corpo era a calcinha e a tatuagem no bico do peito. A exposição de seu corpo era quase total. Isabella meditava e respirava fundo a porta do cubículo para a próxima dança, quando a luz vermelha acendeu informando que o cliente havia pago a dança ela entrou colocando uma mascara sobre sua face cheia de dor e angustia.

Todas as saletas eram iguais, um pequeno palco no centro forrado de veludo vermelho e o bastão para dança, em torno um sofá confortável de couro vermelho. As paredes pintadas em tons dourados e vermelhos brilhavam com a luz central dando maior destaque as dançarinas.
Como suas ações eram sempre automáticas, não perdia tempo analisando seus clientes, mas este em especial a paralisou.

 -- Acho que você deveria estar dançando agora! A voz rouca e forte a fez tremer e ele não perdeu esta sua reação a suas palavras — Paguei por uma dança e acho que tenho direito a ela.

Diferente das outras vezes não havia arrogância em sua voz, a rouquidão o deixava ainda mais sexy. Isabella respirou e o imaginou apenas como mais um cliente, começando seu trabalho. Algo estalou em sua mente, esta não seria apenas uma dança mecânica, ela se vingaria dele, de uma forma diferente, mostraria a ele todo o seu potencial, algo que teria lhe dado com todo o prazer entre suas paredes, apenas a ele, se não tivesse sido intitulada como mais uma puta em sua vida.



Vestia apenas duas pecas de roupa, uma saia pregueada e um tope de botões. Os sapatos altos deixavam seu corpo empinado e usando tudo o que aprenderá em anos usou do bastão como seu amante e dançou como nunca. Seu corpo serpenteava com delicadeza deixando a respiração de Edward ainda mais alta a seus ouvidos.

Com destreza se livrou o tope expondo o adesivo em forma de estrela no bico do peito, a cintura fina parecia não estar ligada a seu quadril, deslizava livremente pelo pequeno palco fazendo o homem ficar louco e ofegante. Com os quadris apontados para ele e uma das mãos presas ao poste, retirou a saia em um puxão firme o deixando de frente ao pequeno fio que tinha a ousadia de chamar de calcinha.

Observou divertida quando ele colocou sua mão sobre o volume em sua calca e o apertou. Para ela o bastão era seu homem e ali se esfregou, subiu e desceu de forma sensual aproveitando as batidas rápidas da musica para se esfregar ainda mais. Seus olhos brilhavam e seu sorriso enorme no rosto mostravam o prazer em torturá-lo. A musica acabou e ela desceu do pequeno palco seguindo em direção a porta sem olhá-lo, o trataria como todos os outros.

-- Sua dança acabou! disse de costa com a mão sobre a maçaneta.

-- Não paguei só pela dança, Aro me garantiu o resto da noite. - Isabella virou bruscamente se desequilibrando, suas mãos se prenderam a porta e ela respirou fundo o olhando com fúria.

-- Não vou me deitar com você Cullen. Você pagou pela dança e a teve. Só lhe devo isso, se Aro lhe prometeu algo diferente resolva com ele.

Edward caminhou em sua direção a pegando pela cintura. — Você continua linda? Fora impossível deixar de notar a corrente elétrica que percorreu o corpo de ambos. Edward parecia um adorador devorando com os olhos seu rosto. – Incrivelmente linda! sussurro tocando seu rosto — Mesmo com toda esta maquiagem consigo te ver.

Isabella sentiu seu coração apertar, era impossível ficar perto dele sem sentir todo o turbilhão de emoções que só aquele homem lhe causava. Recuperando a razão, Isabella se afastou das mãos fortes daquele homem e lhe enfrentou.

-- Você não pode me toca! Edward não lhe deu atenção voltando a prende-la entre seus braços. — Edward me solte, você não pode me tocar.

-- Uma regra idiota para o seu trabalho, visto que é paga para dar prazer e muito mais inútil entre nós Isabella. - disse apertando ainda mais corpo da jovem contra o seu — Conheço seu corpo com a palma de minha mão, sei quando esta excitada, quando esta pronta para mim. — Isabella ficou vermelha e Edward sorriu – Você ainda cora, amo isso em você.

-- Você só me provoca desprezo. Me solte ou chamarei a segurança.

--Tente...

Quando Isabella abriu a boca para gritar, Edward lhe beijou com voracidade, sua língua pedindo passagem e a devastando completamente, não houve tempo para recusas, seu cheiro, seu gosto e suas mãos deixaram seu corpo mole e totalmente rendida a ele. O beijo ficou mais intenso quando ela retribuiu, sua pele semi nua queimava sobre o corpo de seu homem, era possível sentir sua umidade escorrendo. Quando as bocas se separação, ambos estavam ofegante e buscando ferozmente por ar.

-- Vamos para casa Isabella!

Isabella apenas gemeu se entregando novamente a um beijo voraz.


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