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domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 13-- Noites De Tormenta--Eu estou vivo


Eu estou vivo.
Edward olhava a todo instante para o relógio, logo teria de sair da sua zona de conforto para enfrentar algo, na verdade enfrentar alguém. Faltando 15 minutos para a hora do almoçoele saiu de sua sala, passou por Victoria sem dizer nada, ele precisava fazer uma pequena parada antes de sair da empresa.
_Olá Irina. _ele disse deixando a mulher com um sorriso bobo na cara _Conseguiu o que pedi?
_ Oh sim, sim. _ela disse se recompondo perante o chefe _Sr. Cullen, por favor não diga que fui eu que consegui isso pra você. _ Irina estava apreensiva _Me colocaria numa grande encrenca.
_ Não direi nada. _ele disse dando seu sedutor sorriso torto e saiu logo após pegar o papel que a jovem lhe ofereceu.
...
Já no restaurante Edward havia chegado primeiro por dois motivos: primeiro queria preparar o terreno e o outro é que ele ainda era um cavalheiro e nunca, jamais deixaria uma dama esperando por sua presença. Heide demorava mais do que o previsto, após quase meia hora de atraso ela enfim deu o ar da graça de sua presença.
_Desculpe-me querido. _ela disse, Edward prontamente se pôs de pé e afastou cadeira para a jovem _Tive um contratempo.
Contratempo? O único contratempo da jovem fora o irmão do noivo que apareceu no seu apartamento logo pela manhã.
_Não tem problema. _ Edward disse, esperaria por ela o tempo que fosse necessário, tudo para ter essa conversa.
_Já fez o pedido? _perguntou ela com um sorriso radiante, o sorriso de alguém que acabava de ser bem fodida.
_Não, estava esperando por você.
Eles fizeram os pedidos, tanto da comida quanto da bebida e assim que chegaram à mesa almoçaram em silencio, Heide estava tão feliz que não notou o que estava nas entrelinhas desse silêncio, coisa que qualquer pessoa notaria se soubesse que o almoço foi marcado pelo noivo depois de duas semanas a ignorando, estava claro que isso não queria dizer boa coisa, mas ela ainda estava com a lembrança da transa selvagem que teve com o cunhado pela manhã.
_Precisamos conversar. _ Edward disse ao terminar seu almoço, vendo que a jovem também havia terminado.
_Oh sim. _ela disse _Estou curiosa para saber o motivo desse almoço. _uma pequena pausa e com um sorriso nos lábios ela olhou para ele _ Não me diga que resolveu marcar a data do casamento? Oh! Edward, meu pai já esta me cobrando isso.
Edward sentiu vontade de rir, como pudera se enganar tanto com alguém? Como pode pensar que um dia amara essa mulher tão fútil e sem vida. Ele deu um sorriso doce, aquele que o lobo mau aplicaria para cima da chapeuzinho antes de comê-la, mas nesse caso não haveria comilança e sim o fim de tudo.
_Esta tudo acabado. _ Edward falou sem rodeios, nunca fora um homem de fazer cerimônias e não seria agora que faria.
_O que? _ Heide não acreditara no que ouviu _Você... você... Edward!
Sim, a jovem estava surpresa e em choque, a boca meio entreaberta mostrava o quanto ela fora pega de surpresa.
_Eu não te amo Heide. _ele disse calmo, sentido a alma livre _Acho que nunca amei, nosso namoro nunca fora dos melhores, nos damos bem, acho você uma moça linda mas só isso, não é motivo suficiente para eu casar com você.
Ela ainda tinha a boca aberta e olhos arregalados, Edward, o seu noivo estava fazendo o que ela realmente estava vendo? Dando o fora nela num restaurante super fino de NY?
_Você não vai me dispensar assim. _ela disse entres dentes _Antes eu acabo com você Edward Cullen.
_Vai contar para seu papai que eu dispensei você? Então faça! Não tem nada e ninguém que vá me fazer mudar de idéia Heide, esse namoro falido já durou tempo demais, foram cinco anos que perdi enquanto dormia.
_Cinco anos que fiquei te esperando. _ela disse ríspida e tentando não chamar atenção para eles.
_ Porque foi burra. E não vem com essa, sem sombra de dúvidas você teve seus casos. _ele disse sorrindo _Não tenho nada que me prenda a você, lamento minha querida mas esse relacionamento acaba aqui e agora.
Sem reação por um momento, Heide ficou com medo de Edward ter se lembrado de algo, mas quando viu o noivo, ou melhor, ex-noivo calmo demais se sentiu mais calma, mas a raiva veio com força total. Foram dois tapas dados em sua cara pelo Cullen, a pose de boa moça de alta classe fora esquecida quando ela se levantou e jogou na cara do noivo, ou melhor, ex-noivo o restante do vinho que havia em sua taça, dando um olhar mortal para o homem saiu cuspindo fogo pela boca e coitado daquele que atravessasse seu caminho nesse momento, seria um homem ou mulher morta.
...
O carro de Edward seguia pela rua na velocidade que era permitida, estava no limite certo mas estava com pressa de chegar ao seu destino. Ele estacionou o carro em frente ao grande prédio, como ele não pensara nisso? Passou duas longas semanas sofrendo sua ausência e nunca pensou que ela estava tão mais perto do que imaginava. Se todas as informações estivessem corretas, Isabella sairia a qualquer momento, olhando seu relógio viu que não tinha demorado tanto assim como pensava, sabia que estava esquecendo algo mais, mas o que poderia ser? O sino da porta de entrada fora tocado, e lá estava ela, linda como sempre fora, usando suas novas vestes e com um sorriso nos lábios ela falava com alguém no celular quando seus olhos se depararam com os dele, eram como duas amêndoas escuras.
_Que tal uma carona? _ele perguntou como se não quisesse nada mais _Precisamos conversar.
Isabella pensou em dizer algo, ela também pensou em ignorar a visão que estava tendo, sério isso era uma visão de sua mente doentia. Afinal ela já o imaginou durante um mês em seu apartamento, quer dizer, o apartamento era dele, mas ainda assim sua imaginação fora bem criativa, poderia ela estar pregando uma nova peça? Ela ouviu o barrulho da porta sendo aberta e focou seu olhos onde ele estava segurando a porta para ela, com um sorriso torto nos lábios. Não era coisa da sua mente, mesmo ela sendo maluca não seria tão criativa assim.
_Entra. Agora. _a voz de comando estava lá e suas pernas fraquejaram na mesma hora e sua calcinha ficou molhada.
Sim Isabella, você está ferrada, ferradinha. Ela sabia quem era esse homem, nunca confundiria aqueles olhos verdes, por mais que Anthony tivesse os mesmos olhos, jamais olharia como Edward olhava para ela, com o desejo transbordando, com a luxúria em cada pupila, sim esse era Edward Cullen, o seu fantasma particular.
                    

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