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domingo, 16 de setembro de 2012

Capitulo 10- Noites De Tormenta -- Desejos


Edward olhava fixamente para o irmão, ele ainda tinha um sorriso no rosto e um brilho estranho no olhar. Poucas vezes Edward presenciou esse sorriso e esse olhar, mas ele sabia muito bem o que isso queria dizer.
Os irmãos sempre tiveram gostos parecidos, principalmente quando o assunto era mulher, tanto que já chegaram a brigar por causa da mesma garota. Quando Heide apareceu Anthony já não mais morava com os pais e nem mesmo convivia perto, mas Edward sabia que o irmão, algumas vezes, havia se passado por ele a fim de conseguir algumas mulheres porque todas já conheciam a fama de Anthony, garoto mau e rebelde, enquanto o irmão era o bom moço da família.
– Ela é bem encantadora. – Anthony disse quebrando o silêncio de duas horas dentro daquela sala. – Não me surpreende em nada você estar caidinho por ela, é extremamente magnífica irmãozinho.
– Ela não é um jogo Anthony! – Edward reclamou já conhecendo a intenção do irmão. – Não quero você perto dela! Isso não é um pedido e sim uma ordem. – Falou sério.
Anthony gargalhou e olhou para o irmão com os olhos brilhando e um olhar determinado.
– E se por acaso eu não quiser seguir sua ordem? Ela está solteira até onde sei, e será uma presa fácil irmãozinho, sinto muito mais você não pode fazer nada já que está noivo daquela coisa chata da Volturi.
– Não se atreva! – Edward socou a mesa. – Anthony você é meu irmão e já tem tempo que não nos vemos, não ouse tocar em Isabella se não...
– Se não o que irmãozinho? Vai contar para o papai? – Anthony zombou. – Francamente Edward! Sabe qual será seu futuro? Ser igualzinho ao papai e casado com aquela vaca que chama de noiva, tendo uma vida muito infeliz, tudo isso por não saber dizer não.
Edward bufou de raiva porque de certo modo sabia que as palavras do irmão eram verdadeiras, por mais que não gostasse tinha um grande risco de acabar casado com Heide.
– Já disse Anthony, Isabella não é um jogo!
– Eu sei. – Falou dando um sorriso. – Mas será um prazer conquistá-la e eu não tenho ninguém que me prenda.
– QUAL É O MOTIVO AFINAL? – Edward gritou com o irmão. – Você não a ama, não sabe de nada sobre ela e tão pouco está interessado verdadeiramente em Isabella, então qual é o verdadeiro motivo irmão?
– Ela apenas chamou minha atenção. – Disse ficando de pé. – E por sua reação, ela deve muito valer a pena.
Anthony saiu da sala de Edward deixando o irmão bastante transtornado. Anthony era um bom irmão e amava o seu gêmeo, porém quando o assunto era competição não entravapara perder, jogando muitas vezes mais pesado e de forma suja.
O fato de serem gêmeos incomodava Anthony, pois além dele ficar longe também não suportava ver no irmão seu próprio rosto, odiava saber que Edward o era filho preferido do pai, e, por motivos superficiais, queria mostrar quem era o melhor Cullen.
Tudo que sentiu por Isabella, assim que a olhou, foi apenas uma leve atração, porém o modo como o irmão reagiu foi que o levou a querer entrar nessa disputa, onde sabia que tinha grandes chances de sair campeão, pois Edward era comprometido.
(...)
Isabella não voltara para empresa, foi para casa onde tomou um bom banho e caiu na cama, acordando já pela tarde. Todos os planos do dia tinham sido adiados, saiu de casa determinada a acabar com o caso de amor com o chefe, e, chegando lá, descobriu para sua infelicidade que havia dois Cullen e isso a deixou bastante confusa.
Ela havia mesmo sonhado com Edward? Fora ele o fantasma que assombrou sua vida durante quase dois meses? Eram muitas perguntas em sua cabeça e poucas respostas. Com certeza deveria ser mesmo Edward, já que o suposto “ser imaginável” se apresentou como tal.
Passou o resto da tarde no sofá comendo sorvete e vendo nada de interessante na TV, não prestando atenção no que se passava naquela tela grande e colorida. Quando achou que já era hora saiu do sofá, tomou outro banho e caiu na cama novamente, apenas enrolada na toalha e adormeceu sem nem mesmo perceber. Acordou ao sentir algo molhando e gostoso em suas costas, resmungou palavras desconexas, mas ainda estava meio grogue pelo sono e com a mente meio perturbada para pensar em algo.

– Hum, está tão cheirosa que dá vontade de te morder todinha! – A voz já conhecida por Isabella sussurrou perto de sua pele, lhe causando arrepios.
– Eu tomei um banho agorinha. – Sussurrou ainda com sono.
– Seria bem prazeroso se eu tivesse te ensaboado todinha.
Como se levasse um choque assimilou a voz que ouvira a pessoa a quem pertencia, virou-se bruscamente, para poder ver se não era coisa de sua mente doentia, e, encontrou aquele par de esmeraldas a encarando profundamente.
– Porra Edward, como você entrou aqui? – Perguntou aos gaguejos.
– Olha a boca suja senhorita! Eu tenho as chaves, esqueceu que é o meu apartamento? – Falou sorrindo e balançando as chaves em frente a seu rosto.
Isabella pensou um pouco e fez uma nota mental de trocar a fechadura da porta, já Edward tinha um olhar faminto para cima da jovem, como sempre um olhar de puro desejo.
– Saia da minha casa seu cretino! – Esbravejou empurrando Edward o qual já tinha parte do corpo sobre o da garota. – Eu não quero vê-lo tão cedo Edward Cullen!
A garota ainda estava com raiva e se sentindo enganada por ele, por mais que não tivessem um relacionamento sério, pensava que para Edward era sempre algo carnal, e, mesmo assim, não sabia dizer não e nem conseguia resistir ao seu charme.
Edward se sentia muito atraído pela jovem, algo, ainda desconhecido, lhe chamava a atenção e isso o deixava frustrado, pois não sabia identificar e rotular o que era. Às vezes era como se já conhecesse a menina, como se já tivesse vivido com ela algo muito além do que sexo.
– Não vou sair sem antes conversar com você. – Sentou-se na cama. – Bella, precisamos conversar!
Isabella odiava essa frase, pois sempre tinha algo ruim por trás toda vez que era pronunciada.
– Pode falar.
– Primeiramente, eu sei que não posso te cobrar nada, até porque ainda estou envolvido com Heide, mas eu quero que me escute, eu sei que é meio estranho o que vou te pedir, e, também não espero que você entenda.
– Fale logo Edward, está me deixando nervosa!
– Tudo bem, por favor, Bella fique longe do Anthony! Sei que ele é meu irmão, mas não chegue perto dele, faça o que estou te pedindo porque é para o seu próprio bem. – Passou as mãos sobre os cabelos, meio nervoso.
De imediato Isabella não entendeu o pedido, afinal o jovem era seu irmão gêmeo e por que ia querer que ela ficasse longe? Será que algo de ruim lhe poderia acontecer com alguma aproximação? Será que o olhar que Antony lançou para si, mais cedo, na sala do irmão, tinha algo a mais que não conseguiu ver. Com certeza! Se não Edward não estaria lhe fazendo esse pedido.
– Tudo bem eu ficarei longe. – Assentiu meio duvidosa.
– Promete?
– Prometo Edward, eu prometo! – Falou meio irritada pela insistência do rapaz. – Agora sou eu quem tem algo muito sério para te falar.
Edward a olhou confuso.
– O que é? Algum problema? Aconteceu algo?
– Sim aconteceu o que na devia ter acontecido.
– Como assim Isabella?
– É sobre nos dois. – Fez uma leve pausa escolhendo as palavras. – Não quero e não posso continuar assim Edward, eu não vou ser sua amante e muito menos seu passa tempo. Sem contar que é meu chefe, eu nem deveria ter me envolvido com você, isso é muito errado.
Ele ouviu atentamente cada palavra que a jovem dissera e sentiu uma dor estranha, um incômodo no peito que nunca tinha sentido antes. Ela estava mesmo terminando o caso dos dois? Seria possível viver sem essa relação? Não! Ele não iria se render tão fácil e não deixaria terminar tudo assim.
– Eu acho que precisamos dar um ponto final nessa história aqui e agora! – A garota falou respirando fundo, tentando achar forças para não chorar, porque, por mais que tentasse negar, estava completamente envolvida com o chefe.
– Eu entendo. – Edward disse sem olhar para a jovem e se rendendo momentaneamente. – Mas não aceito! – Agora seu olhar estava sobre a garota. – Eu sei que estou noivo, mas tenho uma certeza, eu não amo mais Heide, na verdade acho que nunca amei Bella! Me dê um tempo, apenas uns dias e darei um fim em tudo, em troca só peço que não tente me afastar de sua vida. Não sei dizer o que estou sentindo por você, mas sei que é algo forte, e, não quero, nem consigo ficar longe. – Ele respirou fundo e deu um leve sorriso. – Você me fascina, me seduz, me encanta, e, eu já olhava para você bem antes de mudar suas vestimentas, tem algo em ti que me atrai e muito. Não acho que posso ficar longe e nem quero tentar para ver se consigo, sei que já estou dependente, até mesmo, de sua companhia.
Isabella fora pega de surpresa, o jovem Cullen estava lhe prometendo um relacionamento sério ou algo sem ser às escondidas? Ele estava mesmo se declarando? Ela não sabia ao certo, tudo que entendeu foi que o noivado com Heide estava com os dias contados. Edward não queria ficar longe dela e nem ela queria ficar longe dele, mais será que isso seria uma boa idéia? E ainda tinha Antony, por que o Cullen tinha lhe pedido para ficar longe do seu gêmeo?
– Por favor, não fuja de mim e nem se afaste. – Edward praticamente implorou.
O silêncio tomou conta dentro do quarto de Isabella, e, ela nada disse perante a súplica do rapaz, o qual mantinha um olhar penetrante para a mesma que estava perdida em pensamentos.

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