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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Capitulo 1-- Um erro e dois acertos


Pov Edward

Olhava da janela da minha sala, lá fora tinha toda uma cidade aos meus pés, todos se curvavam às minhas vontades, essa era a vantagem de ter dinheiro e de ser o homem mais poderoso dessa cidade chamada Nova York. Claro, eu tinha uma empresa: A Cullen entretenimentos, mas tinha outros negócios por fora, minha empresa era meio que de publicidade, mas o que me mantinha mesmo no poder eram meus negócios obscuros com a máfia, traficava junto a mais dois sócios, pirateava cds, filmes e vendia para outros países.

Ao meu lado sempre estiveram belas mulheres, mas com nenhuma delas me casei ou namorei, não era homem de ter esposa, era homem de amantes, casos, rolos, mas nada que fosse me colocar uma coleira dizendo que tenho dona.

Minha última conquista foi Tânia Denali, a filha do primeiro-ministro, ela era ótima, não vou mentir na cama a mulher era um furacão, mas não aguentava mais de duas fodas, mesmo assim sabia me satisfazer muito bem, mas quando começou a falar em casamento e compromisso sério, tive que mandá-la embora sem volta, não quero ninguém para me controlar porque sou livre, só tenho 35 anos, novo demais para me amarrar a alguém.

 Vai matar alguém? – Emmett perguntou entrando na minha sala e já sentando sem ser convidado.

 Tenho motivos para isso? – Perguntei.

 Não sei. – Arrumou-se na cadeira.  Nunca se sabe.

 O que veio fazer aqui? – Perguntei olhando para o relógio, já eram seis horas e ele já deveria ter ido embora.

 Black ligou. – Falou e eu o olhei sério. – Disse que está vindo para cá e não está sozinho.

Suspirei fundo, lá vinham problemas, e agora eu me perguntava quais seriam esses problemas. Fiquei na sala junto com Emmett esperando Jacob e sua companhia. Houve um barulho lá fora e logo depois ele entrou empurrando um homem, que pela aparência poderia ser meu pai, mas depois reconheci Charles Swan, ele era meu contador, quer dizer, um dos meus contadores.

 Senta aí seu porco. – Jacob o jogou no sofá, no canto da minha sala.
Charles estava todo sujo de sangue e com alguns machucados.

 Era ele quem estava desviando dinheiro.

Black falou ao ver minha cara de enojado com a cena, meus olhos foram para Charles e depois voltei a olhar para Jacob.

 Já estava desconfiado que alguém desviava dinheiro das drogas, alguém estava metendo as mãos em seu dinheiro chefe, e era ele. – Jacob explicou.

Mais uma vez meus olhos foram para Swan, não era possível acreditar, meu pai havia dito que ele era um homem de confiança, ele disse isso antes de se afastar de vez dos negócios obscuros.

 Swan, comece a falar.

Charles me olhou nervoso, suas mãos tremiam.

 Senhor juro que não fui eu.  Ficou de joelhos, como se implorasse misericórdia.

 Quem? – Eu disse e ele entendeu.

 Volturi. – Foi tudo que disse.

 Droga!  Soquei a mesa à minha frente. – Como deixaram isso acontecer?

Jacob e Emmett se entreolharam e depois me olharam.

 Chefe, não sabíamos. – Jacob disse primeiro.  Charles não havia contado isso, ele alegou que estava precisando do dinheiro.

Meus olhos foram para Charles que se encolhia no sofá com medo.

 A verdade.

 O Volturi me procurou, ele queria saber das rotas e da manutenção do dinheiro. Minha esposa está doente, e, tenho uma filha senhor, eu preciso do emprego.

 Então por que não me falou? Preferiu me trair e me roubar? – Falei furioso.

Charles nada disse.
Meus olhos foram para Jacob e ele já sabia o que era para fazer. Pegou Charles pelo braço, o arrastando para fora da minha sala.

 Senhor, por favor, eu tenho filhos. – Implorou por clemência.

– Que tivesse pensado nisso antes de me roubar Charles.

Jacob o tirou dali, claro que ele ainda não iria matá-lo, mas ficaria preso em cativeiro, Charles sabia de mais coisas e agora eu tinha certeza. O problema era fazer esse homem falar, meu pai sempre disse que Charles era muito fiel aos seus patrões e esse foi o motivo de ter sido contratado por meu pai, mas agora era para mim que ele trabalhava, e, pelo visto, não era tão fiel.

 O que vamos fazer com ele? – Emmett perguntou.

– Achar um meio de fazê-lo falar.

Emmett sorriu e voltou a se acomodar na cadeira, cruzando os braços sobre o peito. Emmett não era a pessoa mais inteligente do mundo, mas quando sorria daquele jeito é porque tinha acabado de ter uma ideia, agora o problema era saber se essa ideia não seria idiota.

– Fale logo Emmett. – Falei e ele sorriu largamente.

 Ele disse que tem filhos
.
Foi como um estalo na minha cabeça, podia quase ouvir o click. Claro! Era só eu pegar um dos seus filhos e Charles abriria a boca rapidinho.

– Descubra onde os filhos dele estudam, onde moram e traga um deles aqui, vamos ver se ele não abre a porra da boca agora.

Emmett saiu da minha sala com aquele sorriso que algumas vezes me dava medo, mas sabia que podia confiar totalmente. Saí logo atrás dele e indo para a mansão branca, cercada de seguranças e forte proteção, eu era um homem muito poderoso, e muita gente queria me ver morto, começando pelos Volturi.

Entrei em casa indo direto para o meu quarto. Marta, a governanta, estava ao pé da escada. Ela me olhava como sempre, com carinho no olhar, em suas mãos vários papéis, eu sabia bem o que eram: os costumeiros recados.

– Sua mãe ligou. – Falou me dando os papéis com os recados anotados. – Sua irmã chega daqui a dois dias, ela ligou para avisar.

– Obrigado Marta. – Peguei os papéis dela. – Pode se recolher se quiser.

– Boa noite senhor.

Marta saiu e fui para o meu quarto, hoje ficaria sozinho, tomei um banho, fui até a cozinha, fiz um pequeno lanche e voltei para o meu quarto, revisei alguns documentos importantes, e, por fim, fui dormir. O sol entrava pela janela e eu já estava de pé, dei um bom dia para a empregada, Jessica que era uma das novas empregadas, vive se jogando para cima de mim, mas nunca dei bola, e olha que ela só estava na minha casa há dois meses.

– Talvez eu volte para almoçar Marta. – Beijei sua testa e sai.

Eu sempre me despedia assim de Marta, como eu disse antes ela era como se fosse da família e uma segunda mãe para mim, fui para o escritório dirigindo meu próprio carro, um volvo prata que eu amava muito, estacionei o carro na minha vaga e subi pelo elevador privado.

– Bom dia. – Cumprimentei minha secretária.

Fui direto para a minha sala, joguei-me na cadeira tirando o paletó, droga desde ontem à noite que não sabia de nada sobre Charles ou Emmett. O tempo foi passando e já era quase meio-dia quando Emmett entrou na minha sala, rebocando uma garota, que pelos gritos era o tipo de garota problema.

De sua boca saíam vários palavrões, insultos, ela se debatia contra Emmett. Perto dela ele era enorme, mas mesmo assim, ela tinha peito para encará-lo e xingá-lo.

– Chefe. – Ele disse jogando a garota no sofá, que quicou sobre o local.


– Lhe apresento: Lady Swan.

A voz de Emmett era de zombaria, ele parecia se divertir com a situação.

– Queria poder lhe apresentar uma dama, uma lady de boca limpa, mas essa aí não sabe o que é boa educação e pior de tudo é que tem um chute poderoso.

Prendi meu riso, pois a situação era no mínimo engraçada para não dizer cômica. Olhei para a garota com o vestido rasgado, cabelos bagunçados, lábios inchados e olhos meios avermelhados, eu tinha certeza de que Emmett tinha usado força para trazê-la aqui, mas não esperava que fosse tanta.

 Deixe-nos a sós Emmett. – Levantei-me da cadeira. – Mas fique por perto para o caso da lady aqui tentar fugir.

Emmett sorriu e caminhou para fora da sala, mas antes provocou a garota que lhe mostrou um belo dedo do meio, era difícil não rir da situação, não sabia dizer quem era mais criança: Emmett ou a garota à minha frente.

– Olha só tio. – Ela disse se levantando do sofá. – Eu não fiz nada de errado para estar aqui, nem ao menos roubei tio.

Tio? Era o que estava ouvindo mesmo? Ela estava me chamando de tio? Olhei para a garota à minha frente, ela devia ter seus 16 para 17 anos, era uma pirralha.

– Como eu não fiz nada, então estou indo nessa. – Disse caminhando para a porta.

– Não tentaria isso se fosse você mocinha. – Falei fazendo-a parar no meio do caminho. – Emmett está aí fora e acho que ele não seria nada delicado com você.

Ela se virou para mim e estava bem brava, era até engraçado, digamos que era algo que você não via todo dia, uma Lolita em sua sala. Eu pelo menos nunca tive uma em minha sala, sempre gostei de mulheres feitas, onde não tinha que ensinar nada e sim só receber prazer.

– Qual o motivo de eu estar aqui? – Perguntou cruzando os braços sobre o peito.

Pelo visto a garota era bem petulante e de algum modo chegava a ser charmoso, mas a forma como ela me olhava era o que mais me incomodava, era desafiador o tempo todo.

– Sente-se. – Voltei para o meu lugar e por incrível que pareça ela sentou. – Você é filha de Charles Swan?

Ela me olhou com deboche e sorriu largamente colocando seus pés sobre a mesa, seus sapatos estavam gastos, só então notei que sua roupa era bem surrada.

– É algum crime ser filha dele? – Questionou.
 Então você é filha dele?

 Afinal, qual é o motivo de eu estar aqui mesmo? – Perguntou jogando seu corpo para frente.

– Seu pai roubou uma grande quantia de dinheiro meu.

– Então vai cobrar dele. – Respondeu toda petulante. – Eu não tenho dinheiro, não sei se já notou.
Petulante e língua solta, olhei com raiva para a garota à minha frente e interfonei para a minha secretária pedindo que mandasse Emmett entrar.

– Chamou chefinho?

– Emmett, onde foi que você achou a pequena Swan aqui? – Perguntei de cara.

Ele olhou para a menina rindo e ela lhe mostrou a língua. Oh céus, duas crianças em minha sala, era só o que me faltava.

 Na rua. – Meus olhos se estreitaram para Emmett.

– Como assim na rua? – Perguntei curioso.

 Bem, chefe Charles mentiu. Ele não tem filhos e sim uma filha, que ele mal registrou como sua e depois a abandonou, como a mãe não tinha onde cair morta deu a menina para adoção. Isabella fugiu do orfanato, acho que essa é a 14ª fuga dela.

Meus olhos foram para a menina que tinha um sorriso todo orgulhoso no rosto, minha mente gritava para mim: essa garota seria um problema.

– Ela estava morando na rua junto com outros moleques. – Emmett finalizou.

– Isso explica muita coisa. – Observei a garota sentada à minha frente.

– Está feliz agora tio? –Falou ficando de pé. – Agora que já sabe de tudo vou indo nessa.

 Sentada aí mesmo garota! – Disse num tom sério, o que a fez congelar.

 Qual é tio? – Resmungou. – Eu não vou servir para nada.

– Primeiro lugar: eu não sou seu tio garota. – Olhei sério para ela. – Segundo lugar: você será sim de grande utilidade, só tenho que descobrir como.

– Mas... – Ela começou a falar e eu não deixei.

– Calada menina! Emmett leve-a para a mansão, diga a Marta para ficar de olho nela.

Ele acenou com a cabeça e puxou a menina pelo braço, na mesma hora ela se debateu muito.

– Emmett. – Chamei sua atenção. – Não machuque a pequena lady.

Ele sorriu e pegou a menina jogando-a sobre seu ombro, como um saco de feijão, e saiu com ela da minha sala. Liguei para Marta avisando sobre a nossa nova hóspede, e pedi para que tomasse todo cuidado porque ela seria um problema, também avisei para deixar os seguranças em alerta.

Marta nunca contrariou minhas ordens, nem sequer perguntou o porquê de algo, ela cumpria sempre sem dizer nada. Meu dia foi puxado, tive que ir à empresa de publicidade, Emmett voltou e me contou tudo sobre a vida de Charles.
Descobri que o homem era um ordinário da pior espécie, ele abandonou esposa e a filha, no caso a menina que esteve em minha sala, para se casar com Sara Delux, uma mulher influente na alta sociedade, ela o colocou no lugar que ocupava. Depois da morte misteriosa de Sara, Charles ficou com toda a fortuna dela, mas gastou tudo em um piscar de olhos, perdeu a casa, carros, só sobrevivia do salário que ganhava trabalhando para mim, o que não era pouco, mas Charles tinha vícios: drogas e jogos.

– Estou falando chefe, acho que ele nem vai ligar por você estar com a filha dele. – Emmett disse enquanto me levava ao cativeiro de Charles.

Assim que entramos na casa, que ficava afastada da cidade, demos de cara com dois seguranças mortos e Jacob dando ordens a outros. Merda, agora estava tudo ferrado mesmo, e pela cara de Jacob, Charles Swan já não estava mais nesse mundo com a gente.

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