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sábado, 25 de agosto de 2012

Capitulo 13-- A prostituta-- Passado presente.


Passado presente.
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Toda historia tem o seu começo e no fim percebemos que muitos são ligados por fios tão finos quanto o de uma teia. Esta era a estória de Carlisle Cullen. A mulher que ainda lhe arrancava suspiro e apertava seu coração tinha nome e um sobrenome que deveria ter sido o seu, Esme era o verdadeiro amor de sua vida e ambos se conheceram de forma inusitada.

Foi amor a primeira vista, os olhos azuis de Carlisle fitaram os Esmeralda de Esme e o brilho foi tanto que respingou em sua irmã Elizabeth. Em questão de dias ambos estavam namorando, era uma relação fácil e de muito amor, Esme e Carlisle já se viam casados e com filhos em uma vida plena e feliz. Como em um conto de fadas, toda felicidade tem sua semente do mal e com este casal não foi diferente, Elisabeth tinha ciúmes deste amor e o que parecia uma família feliz começou a ruir.

Esme estava noiva quando Elisabeth e Carmem, sua irmã por parte de mãe, se uniram para separar o casal. Palavras carregadas de intriga envolveram o casal e uma briga separou a ambos próximo a festa de formatura do segundo grau. As festas sempre regadas a bebida e estímulos visuais nublaram ainda mais a racionalidade de Carlisle sobre os fatos e o mesmo acabou na cama de Elisabeth.

Este deslizar do destino separou o casal. Esme se refugiou nos estudos e concluiu sua formação na faculdade sem dar atenção a sua dor e perda. Com o passar dos anos sentiu que finalmente chegará seu momento de dar a volta por cima e mais uma vez o destino a derrubou. Seu pai faleceu deixando a dor da perde e uma herança para trás. O dinheiro não seria o conforto certo ao momento, mas lhe daria possibilidades e ao descobrir que toda a herança havia sido destinada a Elisabeth o chão se abriu e ela se viu deslizar por um buraco negro.

Esme tentou, na justiça, provar que o pai fora coagido e não teve êxito. Sem casa e sem dinheiro se viu perdida em um mundo caótico. Como professora seus ganhos eram ínfimos e não lhe garantiam estabilidade, o país passava por mais uma crise e não havia local por onde recorrer em busca de recursos. E foi na busca pela luz que o demônio lhe surgiu em forma de anjo.

Aro Volturi circulava pela cidade em busca de carne fresca para seu negocio quando encontrou uma bela jovem desesperada por amparo. Ele soube conquistar sua confiança e dizer o certo na hora certa, a deslumbrou com festas e eventos lhe apresentando a toda sociedade influente, lhe conseguindo bons contatos, mas nunca um emprego. Conquistou seu coração sofrido e descobriu sua estória. Com simples palavras a tornou uma de sua garotas em sua casa noturna.

Primeiramente como garçonete apenas para conseguir dinheiro e iniciar sua vida, então, quando a fez sua mulher o inferno começou. Seu primeiro mês foi de amor e contemplação, Aro a levava sempre ao limite em seus desejos sexuais e para Esme, no casamento, tudo valia a pena pelo seu parceiro. Quando Aro teve dela tudo o que quis mostrou sua verdadeira face, lhe tirou a liberdade e o poder sobre o próprio corpo.

Esme se tornara uma garota de programa, fora dividida entre homens amigos de seu marido e forcada a cenas em publico. Todo o tipo de orgia sexual foi forcada a participar. Não tinha a quem pedir auxilio, toda sua família estava morta, os amigos afastados e nenhuma renda ou profissão. Seus passos eram vigiados por capangas de seu marido e a cada tentativa de fuga recebia um castigo, seus castigos eram humilhantes e sempre com denotação sexual, haviam orgias com homens e mulheres, cenas com mais de um homem ou com varias mulheres lhe oferecendo o corpo. agressões físicas eram o mínimo, a pressão psicológica estava insuportável e lhe haviam secado a compaixão e o amor.

Quando sentiu que tudo estava perdido e que aquele era seu destino Charlie Swan surgiu como seu príncipe em um cavalo branco para resgatá-la. Com sua ajuda conseguiu se desvencilhar de Aro, o casamento era informal e não teve problemas com a anulação. Charlie lhe ajudou a voltar a profissão e conquistou seu coração com sua doçura e educação Inglesa. A vida seguia bem, mas algo sempre inquietava Esme, alguém a parecia seguir.

Aro não aceitaria tal traição, a partida de Esme abriu portas para outras que buscavam pelo sonho de toda prostituta. Aro se sentiu humilhado e fraco dentro de sua casa e seu poder estava sendo contestado, foi por este motivo que passou a perseguir Esme. No fim, Esme foi obrigada a deixar Charlie e sua filha de 5 meses na tentativa de proteger sua família das garras daquele ordinário.  

... dias atuais ...

Esme estava em frente à casa de Carmem a observando cuidar de seu belo jardim. Quando Carmem percebeu sua presença ficou pálida, não conseguia acreditar que a irmã estava a sua frente após tantos anos. Esme olhava divertida para Carmem que, mesmo estando acordada, achava que estava sonhado. Esme estava linda e aparentava cuidados que só o dinheiro poderiam garantir, ao contrario dela, que já apresentava os sinais da idade sem muito trato.

--Olá Carmem.

--Esme? – sua voz estava engasgada –

--Fico feliz que se lembre de mim. Posso ver que esta  bem instalada.

--Eu..eu...

--Não se preocupe Carmem, sei muito bem que vive em uma casa que deveria ter sido minha, tem uma vida tranqüila que deveria ter sido minha e vive bem com o dinheiro que deveria ter sido meu.

--Eu não sabia Esme, Elisabeth sofreu tanto estes anos todos...

--Não sofreu 1/3 do que eu sofri Carmem.

-- Eu só descobri depois! Carmem começou a dizer — Mas Eliza...

-- Eliza roubou tudo que era meu! Esme disse fria— Para ela não fora o bastante rouba o Carlisle, ela precisava acaba comigo de vez.

-- Você era o amor do Carlisle, ele nunca escondeu isso! Carmem disse em defesa da irmã morta. – Ela viveu uma vida amargurada a sobra do que ele sentia por você.

-- FORA ELA QUE ENTROU NO CAMINHO! Esme gritou — Ela roubou o meu noivo, inventou uma gravidez e o fez se casar com ela. Ela procurou por isso. e para que Carmem?

-- Ela o amava Esme, Elizabeth amava-o de verdade Carlisle.

-- Amava mais do que própria irmã e escolheu viver uma vida amargurada a seu lado por que quis. Ela escolheu. Eu não tive escolhas! -Esme disse fria de novo — Era a mim que ele amava, a mim que ele desejava ERA COMIGO QUE ELE IRIA SE CASAR.

-- Mas você esta bem! Carmem disse olhando as roupas de marca que ela usa— Parece que tempo só lhe fez bem Esme.

Esme riu sem vontade, seu olhar era assassino em direção a mulher a fazendo tremer dos pés a cabeça.

-- Você só consegue ver o exterior, as marcas em minha roupa, mas não enxerga as marcas em minha alma. Elizabeth acabou com a minha vida e você me diz que estou bem! Ela era minha irmã, eu a amava tanto.

-- Ela se arrependeu Esme! Carmem disse—Ela tentou acha você, mas você sumiu. Não achamos nenhuma informação sobre você em lugar nenhum.

-- Ela morreu provando de seu próprio veneno! Esme disse— O que ela passou e sentiu não foi nada e fico feliz em saber que ela sofreu, mesmo que pouco.

--Como pode, você tem algo que ela não teve como lutar, você esta viva. - Carmem disse aos sussurros.

-- Vida, sim, eu tenho uma vida, mas a que preço? Bom, só queria que soubesse que voltei, queria muito ver Elizabeth viva, a reação dela seria muito mais teatral que a sua e eu poderia passar certas coisas a limpo, mas você já serve.

Esme se virou dando as costas a irmã.

-- Esta tão seca por dentro que é incapaz de perdoa alguém Esme? Carmem disse fazendo Esme parar — Carlisle não é o único homem da terra, esperava que tivesse esquecido e seguido com sua vida.

-- Não me refiro só a ele quando digo que perdi tudo que amava! Carlisle era e é o amor da minha vida. Aprendi a viver sem nada por causa de Elisabeth, fui deixada na sarjeta por quem amava e confiava. Elisabeth se aproveitou da situação, você se aproveitou da situação. Estou cansada de iniciar do nada Carmem, voltei para pegar tudo o que era meu por direito, tudo.

Carmem estava em choque e apenas conseguiu observar Esme se afastar em direção a um lindo carro prateado estacionado na esquina. Seu andar era perfeito, assim como seu corpo e um medo gélido correu por suas veias, se ela havia voltado, sua paz estava em risco.

....

Na clinica médica, Renesme estava sentada no jardim contemplando os outros pacientes enquanto aguardava por mais uma ausência de sua irmã, há dois dias Isabella não a visitava. Jacob havia conversando com ela e avisado que a irmã estava um pouco ocupada, mas viria visitá-la esta semana.

-- Oi! Uma voz rouca ecoou nas costa de Nessie — Será que posso me sentar aqui?

A menina olhou para o homem e o reconheceu, era Anthony. Estava diferente de quando o conhecerá, seu semblante era serio e suas roupas formais. Este era o terceiro dia que ele a visitava, não entendia o motivo, mas gostava de sua compania.

-- Achei que não viria hoje! Nessie disse quando ele se sentou ao seu lado — O que é isso na sua mão?

Anthony estava com embrulho na mão, sorriu para a menina lhe entregando o embrulho.

-- É para você! disse rindo — lembra do livro que me falou? Pois é, comprei para você.

-- Sério? disse sorrindo — Oh Anthony, muito obrigado.
-- Não foi nada! disse sorrindo a observando destruir o embrulho empolgada — Jacob fala bastante sobre você, há um grande carinho na relação de vocês.

 A menina ficou vermelha, sim, ela corava igual a irmã, elogios eram o ponto fraco de ambas. Estavamos iniciando uma conversa quando Jacob surgiu agitado atrás de nós.

-- Ed... Anthony! Jacob se corrigiu — Preciso falar com você, agora!

-- Aconteceu algo? Renesme perguntou.

-- Nada minha querida! Ele disse dando beijo na testa da menina — Isabella veio lhe visitar e vou roubar meu amigo de você por uns momentos para que vocês tenham um tempo livre conversando.

--Eu volto depois Renesme! Anthony disse sorrindo — Espero que goste do livro.

--Espere! Por que não fica e conhece minha irmã? Ela vai adora conhecer você. Ela esta precisando de pessoas legais como você ao lado dela.

-- Quem sabe outro dia! disse sorrindo e logo partiu com Jacob.

Isabella ficou visível para Renesme assim que Edward passou pela porta com Jacob do outro lado do jardim. Isabella parecia ainda mais abatida do que da ultima vez que a vira.
-- Edward – chamou Jacob já na segurança de seu escritório - isso vai acabar me colocando em maus lençóis com Bella! Espero realmente que sabia o que esta fazendo.

-- Só preciso que me ajude! Edward disse serio — Não vou fazer mal a Renesme e muito menos irritar Isabella, só estou tentando entender algumas coisas. Nessie é a única que pode me da as resposta que preciso.

-- Você sabe que isso não é verdade Edward! Bella teria te contado tudo que precisa saber se tivesse lhe dado a chance, ela interpretará mal esta proximidade entre vocês. — ele suspirou passando mãos pelo cabelo — Vou continua te ajudando, e realmente espero que ache as resposta que busca.

-- Obrigado! Edward sussurrou.

-- Saia pelas porta de emergência, não deixe Isabella te ver! Jacob disse caminhado para a porta — Vou para o jardim atender alguns pacientes.

Jacob foi em direção ao jardim enquanto Edward saia pelo outro lado. Renesme poderia lhe contar muita coisa, mas o que ele realmente queria ouvir dela?


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