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sábado, 25 de agosto de 2012

Capitulo 10 Aprostituta -- Tua Tentancão


Tua tentação  
Em frente ao espelho, Isabella, via uma mulher que um dia fora. As roupas ajustadas a suas curvas não deixavam nada a imaginação, sua maquiagem marcava bem os olhos e os lábios volumosos. Os saltos altos com plataforma finalizavam o perfil fatal para o espetáculo desta noite. a casa não estava lotada, mas em seu interior havia apenas o que havia de melhor e mais sórdido da classe alta de Nova Iorque. Não seria sua primeira vez no palco, mas seria a primeira vez com um objetivo.

-- Cinco minutos Isabella! Felix disse do lado de fora da porta.

Isabella passou os dedos, mais uma vez, pelos cabelos organizados de forma selvagem e partiu em direção ao palco. Felix a acompanhou como um segurança particular pelos bastidores.

-- Estamos cheios? Quis saber.

-- Não, menos da metade na verdade. Todos os almofadinhas  da cidade e convidados estão presentes! Felix disse fazendo careta. — Ele também veio, esta na ala superior. Acha mesmo que vai conseguir continuar com isso?

-- Ele apenas deixou espaço para que eu fosse isso. – apontou para o próprio corpo – se ele esta aqui hoje é apenas para ver mais um pedaço de carne sobre o palco.

Atrás das cortinas pode sentir o ar quente da casa regado a tabaco, o gelo tilintava entre as paredes de diferentes copos de vidro quando o liquido âmbar era derramado sobre eles. Se antes o ambiente lhe era opressor e nauseante, hoje, estava insuportavelmente pior.

As luzes foram diminuindo e apenas um filete sobre o palco permanecia quando as palavras do DJ anunciaram sua apresentação. Assobios e palmas ecoaram por todo salão enquanto as cortinas se abriam permitindo a exposição de seu corpo. a musica começou lenta e sensual e foi desta forma que ela caminhou sobre o palco como uma felina. Os quadris dançavam com suavidade e uma sensualidade única. Suas mãos serpenteavam o corpo deixando alguns sobressaltados.

No ritmo da musica, as pequenas pecas de roupa foram tiradas deixando o corpo coberto apenas pela calcinha diminuta. A dança lenta e sensual tomou forma em um ritmo alucinante com a mudança da musica, sobre a barra de pollidance seu corpo se erguia e escorregava sensualmente. Alguns movimentos imitavam o ato sexual e muitos aplaudiam ou lhe jogavam notas de 100 dólares sobre o palco.

As pernas bem torneadas agarravam a barra metálica com firmeza e sensualidade, com as mãos livre, aproveitava para tocar seus seios e atiçar ainda mais os cabelos. As nadegas firmes estavam completamente a mostra quando resolveu recolher algumas notas do palco se colocando de quatro.  

Não olhara particularmente para ninguém durante seu show e ao final da musica apenas se afastou voltando aos bastidores. Sentia sobre sua pele o fogo dos olhos daquele que um dia amou, mas não se indignou a olhá-lo.
-- Você arrasou garota, você arrasou! Felix disse abraçando menina na porta do camarim.

-- Felix, eles gostaram mesmo? Isabella disse surpresa.

-- Você ainda pergunta. É possível ouvir os gritos daqui. Nunca te vi tão entregue no palco, tão sensual. O almofadinha ficou de boca aberta!

--Não fique convencida com meia dúzia de pessoas Isabella. - Aro disse aparecendo mais atrás de Felix – Amanha você dança para dobro do publico de hoje, e também tem as danças especiais.

-- Eu sei Aro! Isabella disse seria — Se me der licença, vou me trocar e voltar para casa.

-- Claro! Aro disse – Descanse, você vai precisa estar descansada para amanha.

Aro foi embora, Felix o acompanhou não sem antes piscar para a jovem a fazendo sorrir. Quando a porta foi fechada, Isabella retirou o resto de roupa de seu corpo ficando apenas com um robe de seda branco com alguns pedaços de algodão e demaquilante começou a limpar seu rosto, deixando seu reflexo mostrar a ela quem realmente era. Aos poucos, a mulher poderosa de olhos marcantes e lábios vermelhos, dava lugar a garota sofrida e desesperada por vingança.

Quando ouviu a porta se abrir pensou ser Felix e se virou sorrindo para o visitante.

-- Felix, queria mesmo falar com você! Isabella disse se virando e dando de cara com o seu passado. — O que esta fazendo aqui? Isabella perguntou ríspida — sair agora, este local é restrito!

-- Estava magnífica no palco. Edward disse se encostando na parede — Nunca dançou assim para mim quando estávamos na cama. Teria adorado esta sua faceta.-- Minha curiosidade fala mais alto Isabella, que homem teve o prazer de lhe pagar pelo resto da noite? Perguntei a Aro qual seria seu valor e ele me deixou negociar diretamente com você. Vamos, mate minha curiosidade, quanto vale o que tem no meio das pernas?

Isabella olhou com raiva para homem que fazia seu coração aperta em um misto de amor e ódio. Suas palavras a feriam e atingiam diretamente sua alma, mas isto ela guardaria apenas para si.

-- Bom Senhor Cullen, se aro me deixou realizar a negociação me vejo livre a expor meu valor a você. Para você especificamente eu não cobrarei nada! – sorriu de forma maliciosa erguendo o corpo da cadeira – Não cobrarei nada, pois não irei para a cama com você nunca mais. Outras mãos tocarão meu corpo, outros homens provaram de minha pele e muitos deles podem lhe conhecer profissionalmente, mas para você, este corpo não esta disponível!

-- Sua vadia... - Edward erguei a mão para lhe dar um tapa.
-- BATE! Isabella gritou—BATE Edward Cullen. Farei questão de dar queixa de sua agressão e sair na primeira pagina de todos os jornais.

Edward olhou com raiva para Isabella, a leoa que conheceu a muito tempo atrás estava de volta, seus olhos possuíam o brilho do ódio e uma fúria contida que lhe fez gelar a alma.

-- Você não vale nada! Ele disse passando mãos pelo cabelo— Não sei como pude me engana tanto com alguém...

-- Oh querido, você não foi o único a ser enganado nesta estória! Isabella disse — Ao contrario de você, sou forte e sei dar a volta por cima. Não busco refugio na bebida ou em escândalos. - Sorriu sem humor — Você não significa mais nada para mim Edward Cullen, mas pelo que vejo entre suas pernas, eu ainda tenho efeito sobre você. - A jovem sorriu ironicamente.

Isabella caminhou lentamente até Edward, chegou tão perto que podia sentir o calor de seu corpo e o seu hálito através da respiração entrecortada. Isabella ficou na ponta dos pés e sussurrou em seu ouvido.

-- Você sente falta do meu corpo, dos meus beijo, dos meus toques. Você sente falta de mim, Edward, posso sentir isso. Seu corpo ainda responde ao meu.

Isabella sentiu o corpo de Edward relaxar e se deixar entregue, foi um curto espaço de tempo, mas o suficiente para ter certeza que ele ainda cairia em suas garras. Mesmo que seu coração ainda sangrasse, mesmo que a dor de vê-lo tão perto e não poder se entregar fosse avassaladora, ela lhe entregaria as mesmas garras que ele lhe apresentou.

-- Só em seus sonhos Isabella – falou com a voz rouca de desejo – Em seus sonhos eu ainda lhe desejo como o tolo que fui antes de realmente conhecê-la. - Ele disse, afastando a jovem com indelicadeza.

Isabella gargalhou, passando as mãos pelo  robe desfazendo seu laço.

-- Tem certeza Edward? Acho que seu amiguinho não pensa assim! - provocou vendo volume em sua calça — Agora saia, já me atrasou muito. Tenho que me arrumar e já estou atrasada.

Isabella voltou a se sentar em frente ao espelho, os seis desnudos refletiram na imagem e foram capturados pelo olhar sedento de Edward. Com relutância, Edward saiu do camarim deixando Isabella imóvel, sua imagem no espelho ficou turva devido as grossas lagrimas que se formavam ali. Ela nunca e nem seria uma mulher da vida, nunca venderia seu corpo por dinheiro como ele insinuará. Gostava de dançar e era apenas isso que fazia, antes para estar junto de sua irmã e agora para chamar a atenção em busca de vingança, mas para ele seria apenas uma puta.

(...)

Leah estava na cidade, Jacob sabia que tinha algo importante à ser feito e sabia que não seria nada fácil. Conhecia bem o humor da namorada e não sairia deste relacionamento com uma conversa civilizada. Jacob marco um jantar simples no restaurante preferido dois dois, o local não vivia em revistas ou tinha grande reconhecimento gastronômico, mas a comida e o ambiente eram agradáveis. Assim que chegou ao local avistou a namorada em uma mesa reservada, os traços fortes e o corpo bem esculpido que antes lhe chamavam a atenção, agora não passavam de adereços em uma mulher sem encantos.

-- Esta atrasado! Ela disse dando um sorriso leve.

--Desculpe! Ele disse sentando-se — Problemas no hospital.

Jacob foi seco e não cumprimentou a namorada com um beijo ou um sorriso. Leah o olhou desconfiada e inquiridora.

-- Já pediu? Jacob perguntou

-- Estava lhe aguardando.

-- Hum, vamos pedi então.

O janta foi monótono, Jacob conversou com a namorada sobre algumas coisa casuais e desviava de qualquer assunto serio que ela começava. Quando a sobremesa veio já não havia como adiar a real conversa e ambos perceberam.

-- Leah! chamou atenção da garota que parecia esta longe.—preciso te dizer algo.

Estas palavras não agradaram em nada a garota mimada a sua frente.

-- O que você fez? A jovem perguntou.

-- É sobre nos! Ele disse sem mais rodeios — Leah eu poderia pedi um tempo e alega varias coisa a você, mas ... - A garota agora tinha mantinha um olhar  frio e penetrante em sua direção.

-- Você não vai terminar comigo Jacob. Me dediquei a você por muito tempo para ser descartada como um brinquedinho barato em um jantar de quinta! Ela disse entre dentes.

-- Você não e  um brinquedinho Leah. É uma mulher madura e saber muito bem discernir entre o que é certo e o que é errado. Você sabe tão bem como eu que nosso relacionamento já não é o mesmo há algum tempo.

Jacob olhou para jovem que mantinha a faca entre os dedos com tamanha forca que os nós de seus dedos estavam brancos, era possível dobrar o talher se não fossem de qualidade.

-- Cretino! Ela disse entre os dentes — Quem é a vadia? O que ela fez a você que eu não fiz ou não possa fazer?

Jacob já estava impaciente, sua namorada se mostrava mais imatura do que imaginava e já estava chamando a atenção dos outros clientes para sua mesa.

-- Já chega! Jacob disse em seu tom mais serio e isso fez jovem estremecer na cadeira—Não da mais, eu não vou leva adiante esse relacionamento falido, e bom que você aceite, pois não tem volta. Sua reação hoje só me mostrou o quanto você não é mulher para mim.

Leah o olhou em fúria, levantou da mesa com tanta raiva que levou consigo a toalha e todo o restante que estava sobre ela. Todos no restaurante olharam para eles, a jovem saiu bufando do salão e Jacob se levantou pedindo desculpa a todos e logo pagando a conta.

(...)

Edward voltou para casa após a noite na boate de aro, seu humor estava ainda pior que o habitual. Sempre que fechava os olhos podia ver com nitidez o corpo pequeno e perfeito de sua mulher sobre o palco, a baba de vários homens em volta dela. Um ódio sem tamanho lhe apoderava, queria socar a todos por cobiçarem o que era seu, mas quem era ele para reivindicar algo, ele mesmo a afastou de sua vida. Só de imaginar que naquela noite estaria com outro...

-- Inferno! Jogou o copo de vidro, já vazio, contra a parede — Por quê? Por quê esta vida Isabella? Grito para as paredes a sua volta, a sala vazia e com moveis destruídos era um reflexo de sua alma.

O relacionamento dos dois havia acabado no dia de seu noivado e mesmo assim ela não saia de sua mente. As noites de bebedeira e farra voltaram e agora tinham um agravante, Bree Tanner. Sua companhia  não era bem vinda nos momentos de lucidez, mas quando sobre o efeito do álcool acabava sempre na cama da morena, sozinho ou acompanhado das duas modelos. Havia uma rivalidade encoberta entre Tania e Rose, ambas disputavam sua cama e nenhuma delas se destacava. O joguinho de poder entre as duas estava lhe cansando.

Na manha seguinte ao espetáculo, todos os jornais de Nova Iorque falavam sobre Isabella e sua perfeita atuação no palco. Isabella não era mais a ex assessora do governador que foi descoberta como acompanhante de luxo e sim uma dançarina linda e sexy. Alguns  apenas falavam da sua grande beleza, outro ousavam mais, dizendo que o governado havia deixando solta um mulher incrível.

-- Não vai ler o jornal? Carlisle perguntou  ao filho

-- Não tem nada ai que eu possa querer saber! Edward disse de muito mau humor.

-- Acredito que não seja verdade! Carlisle deixou o jornal aberto na pagina que continha uma foto de Isabella — Espero você no meu gabinete antes do seu discurso!

Edward bufou ao ver o pai saindo, odiava o tom autoritário imposto por ele. Edward não conseguia passar as noites ou os dias em seu apartamento sem o destruir ainda mais, tudo naquele lugar lhe lembrava dela.
Edward passou a revezar entre sua casa e a casa do pai. A única coisa que o fazia feliz agora era seu carro, um lindo Volvo prata recém adquirido, o valor gasto em seu novo brinquedinho foi absurdo e ele pouco se importou com isso, apenas acrescentou a seus gatos.

O transito da cidade era um lugar tranquilo para sua mente, o constante movimento, os edifícios altos e a multidão de pessoas o distraiam e foi olhando para esta mesma multidão que ele à viu. Isabella estava linda em um belo vestido azul marinho, andava distraída pela calcada procurando algo em sua bolsa, seu corpo estava solto e o sorriso lhe saia fácil dos lábios.


Isabella retirou seu celular da bolsa logo dando sinal a um taxi,  o carro prata de vidros negros lhe chamou a atenção e por um momento Edward achou que ela o olhava e sorriu em resposta. O olhar da jovem logo se desfez e seu corpo entrou no taxi e partiu em um movimento rápido. Edward foi devolvido a realidade com buzina atrás dele indicando que sinal já estava verde e então se deu conta que apenas desejava que ela o tivesse visto.

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