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sábado, 25 de agosto de 2012

Capitulo 13-- A prostituta-- Passado presente.


Passado presente.
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Toda historia tem o seu começo e no fim percebemos que muitos são ligados por fios tão finos quanto o de uma teia. Esta era a estória de Carlisle Cullen. A mulher que ainda lhe arrancava suspiro e apertava seu coração tinha nome e um sobrenome que deveria ter sido o seu, Esme era o verdadeiro amor de sua vida e ambos se conheceram de forma inusitada.

Foi amor a primeira vista, os olhos azuis de Carlisle fitaram os Esmeralda de Esme e o brilho foi tanto que respingou em sua irmã Elizabeth. Em questão de dias ambos estavam namorando, era uma relação fácil e de muito amor, Esme e Carlisle já se viam casados e com filhos em uma vida plena e feliz. Como em um conto de fadas, toda felicidade tem sua semente do mal e com este casal não foi diferente, Elisabeth tinha ciúmes deste amor e o que parecia uma família feliz começou a ruir.

Esme estava noiva quando Elisabeth e Carmem, sua irmã por parte de mãe, se uniram para separar o casal. Palavras carregadas de intriga envolveram o casal e uma briga separou a ambos próximo a festa de formatura do segundo grau. As festas sempre regadas a bebida e estímulos visuais nublaram ainda mais a racionalidade de Carlisle sobre os fatos e o mesmo acabou na cama de Elisabeth.

Este deslizar do destino separou o casal. Esme se refugiou nos estudos e concluiu sua formação na faculdade sem dar atenção a sua dor e perda. Com o passar dos anos sentiu que finalmente chegará seu momento de dar a volta por cima e mais uma vez o destino a derrubou. Seu pai faleceu deixando a dor da perde e uma herança para trás. O dinheiro não seria o conforto certo ao momento, mas lhe daria possibilidades e ao descobrir que toda a herança havia sido destinada a Elisabeth o chão se abriu e ela se viu deslizar por um buraco negro.

Esme tentou, na justiça, provar que o pai fora coagido e não teve êxito. Sem casa e sem dinheiro se viu perdida em um mundo caótico. Como professora seus ganhos eram ínfimos e não lhe garantiam estabilidade, o país passava por mais uma crise e não havia local por onde recorrer em busca de recursos. E foi na busca pela luz que o demônio lhe surgiu em forma de anjo.

Aro Volturi circulava pela cidade em busca de carne fresca para seu negocio quando encontrou uma bela jovem desesperada por amparo. Ele soube conquistar sua confiança e dizer o certo na hora certa, a deslumbrou com festas e eventos lhe apresentando a toda sociedade influente, lhe conseguindo bons contatos, mas nunca um emprego. Conquistou seu coração sofrido e descobriu sua estória. Com simples palavras a tornou uma de sua garotas em sua casa noturna.

Primeiramente como garçonete apenas para conseguir dinheiro e iniciar sua vida, então, quando a fez sua mulher o inferno começou. Seu primeiro mês foi de amor e contemplação, Aro a levava sempre ao limite em seus desejos sexuais e para Esme, no casamento, tudo valia a pena pelo seu parceiro. Quando Aro teve dela tudo o que quis mostrou sua verdadeira face, lhe tirou a liberdade e o poder sobre o próprio corpo.

Esme se tornara uma garota de programa, fora dividida entre homens amigos de seu marido e forcada a cenas em publico. Todo o tipo de orgia sexual foi forcada a participar. Não tinha a quem pedir auxilio, toda sua família estava morta, os amigos afastados e nenhuma renda ou profissão. Seus passos eram vigiados por capangas de seu marido e a cada tentativa de fuga recebia um castigo, seus castigos eram humilhantes e sempre com denotação sexual, haviam orgias com homens e mulheres, cenas com mais de um homem ou com varias mulheres lhe oferecendo o corpo. agressões físicas eram o mínimo, a pressão psicológica estava insuportável e lhe haviam secado a compaixão e o amor.

Quando sentiu que tudo estava perdido e que aquele era seu destino Charlie Swan surgiu como seu príncipe em um cavalo branco para resgatá-la. Com sua ajuda conseguiu se desvencilhar de Aro, o casamento era informal e não teve problemas com a anulação. Charlie lhe ajudou a voltar a profissão e conquistou seu coração com sua doçura e educação Inglesa. A vida seguia bem, mas algo sempre inquietava Esme, alguém a parecia seguir.

Aro não aceitaria tal traição, a partida de Esme abriu portas para outras que buscavam pelo sonho de toda prostituta. Aro se sentiu humilhado e fraco dentro de sua casa e seu poder estava sendo contestado, foi por este motivo que passou a perseguir Esme. No fim, Esme foi obrigada a deixar Charlie e sua filha de 5 meses na tentativa de proteger sua família das garras daquele ordinário.  

... dias atuais ...

Esme estava em frente à casa de Carmem a observando cuidar de seu belo jardim. Quando Carmem percebeu sua presença ficou pálida, não conseguia acreditar que a irmã estava a sua frente após tantos anos. Esme olhava divertida para Carmem que, mesmo estando acordada, achava que estava sonhado. Esme estava linda e aparentava cuidados que só o dinheiro poderiam garantir, ao contrario dela, que já apresentava os sinais da idade sem muito trato.

--Olá Carmem.

--Esme? – sua voz estava engasgada –

--Fico feliz que se lembre de mim. Posso ver que esta  bem instalada.

--Eu..eu...

--Não se preocupe Carmem, sei muito bem que vive em uma casa que deveria ter sido minha, tem uma vida tranqüila que deveria ter sido minha e vive bem com o dinheiro que deveria ter sido meu.

--Eu não sabia Esme, Elisabeth sofreu tanto estes anos todos...

--Não sofreu 1/3 do que eu sofri Carmem.

-- Eu só descobri depois! Carmem começou a dizer — Mas Eliza...

-- Eliza roubou tudo que era meu! Esme disse fria— Para ela não fora o bastante rouba o Carlisle, ela precisava acaba comigo de vez.

-- Você era o amor do Carlisle, ele nunca escondeu isso! Carmem disse em defesa da irmã morta. – Ela viveu uma vida amargurada a sobra do que ele sentia por você.

-- FORA ELA QUE ENTROU NO CAMINHO! Esme gritou — Ela roubou o meu noivo, inventou uma gravidez e o fez se casar com ela. Ela procurou por isso. e para que Carmem?

-- Ela o amava Esme, Elizabeth amava-o de verdade Carlisle.

-- Amava mais do que própria irmã e escolheu viver uma vida amargurada a seu lado por que quis. Ela escolheu. Eu não tive escolhas! -Esme disse fria de novo — Era a mim que ele amava, a mim que ele desejava ERA COMIGO QUE ELE IRIA SE CASAR.

-- Mas você esta bem! Carmem disse olhando as roupas de marca que ela usa— Parece que tempo só lhe fez bem Esme.

Esme riu sem vontade, seu olhar era assassino em direção a mulher a fazendo tremer dos pés a cabeça.

-- Você só consegue ver o exterior, as marcas em minha roupa, mas não enxerga as marcas em minha alma. Elizabeth acabou com a minha vida e você me diz que estou bem! Ela era minha irmã, eu a amava tanto.

-- Ela se arrependeu Esme! Carmem disse—Ela tentou acha você, mas você sumiu. Não achamos nenhuma informação sobre você em lugar nenhum.

-- Ela morreu provando de seu próprio veneno! Esme disse— O que ela passou e sentiu não foi nada e fico feliz em saber que ela sofreu, mesmo que pouco.

--Como pode, você tem algo que ela não teve como lutar, você esta viva. - Carmem disse aos sussurros.

-- Vida, sim, eu tenho uma vida, mas a que preço? Bom, só queria que soubesse que voltei, queria muito ver Elizabeth viva, a reação dela seria muito mais teatral que a sua e eu poderia passar certas coisas a limpo, mas você já serve.

Esme se virou dando as costas a irmã.

-- Esta tão seca por dentro que é incapaz de perdoa alguém Esme? Carmem disse fazendo Esme parar — Carlisle não é o único homem da terra, esperava que tivesse esquecido e seguido com sua vida.

-- Não me refiro só a ele quando digo que perdi tudo que amava! Carlisle era e é o amor da minha vida. Aprendi a viver sem nada por causa de Elisabeth, fui deixada na sarjeta por quem amava e confiava. Elisabeth se aproveitou da situação, você se aproveitou da situação. Estou cansada de iniciar do nada Carmem, voltei para pegar tudo o que era meu por direito, tudo.

Carmem estava em choque e apenas conseguiu observar Esme se afastar em direção a um lindo carro prateado estacionado na esquina. Seu andar era perfeito, assim como seu corpo e um medo gélido correu por suas veias, se ela havia voltado, sua paz estava em risco.

....

Na clinica médica, Renesme estava sentada no jardim contemplando os outros pacientes enquanto aguardava por mais uma ausência de sua irmã, há dois dias Isabella não a visitava. Jacob havia conversando com ela e avisado que a irmã estava um pouco ocupada, mas viria visitá-la esta semana.

-- Oi! Uma voz rouca ecoou nas costa de Nessie — Será que posso me sentar aqui?

A menina olhou para o homem e o reconheceu, era Anthony. Estava diferente de quando o conhecerá, seu semblante era serio e suas roupas formais. Este era o terceiro dia que ele a visitava, não entendia o motivo, mas gostava de sua compania.

-- Achei que não viria hoje! Nessie disse quando ele se sentou ao seu lado — O que é isso na sua mão?

Anthony estava com embrulho na mão, sorriu para a menina lhe entregando o embrulho.

-- É para você! disse rindo — lembra do livro que me falou? Pois é, comprei para você.

-- Sério? disse sorrindo — Oh Anthony, muito obrigado.
-- Não foi nada! disse sorrindo a observando destruir o embrulho empolgada — Jacob fala bastante sobre você, há um grande carinho na relação de vocês.

 A menina ficou vermelha, sim, ela corava igual a irmã, elogios eram o ponto fraco de ambas. Estavamos iniciando uma conversa quando Jacob surgiu agitado atrás de nós.

-- Ed... Anthony! Jacob se corrigiu — Preciso falar com você, agora!

-- Aconteceu algo? Renesme perguntou.

-- Nada minha querida! Ele disse dando beijo na testa da menina — Isabella veio lhe visitar e vou roubar meu amigo de você por uns momentos para que vocês tenham um tempo livre conversando.

--Eu volto depois Renesme! Anthony disse sorrindo — Espero que goste do livro.

--Espere! Por que não fica e conhece minha irmã? Ela vai adora conhecer você. Ela esta precisando de pessoas legais como você ao lado dela.

-- Quem sabe outro dia! disse sorrindo e logo partiu com Jacob.

Isabella ficou visível para Renesme assim que Edward passou pela porta com Jacob do outro lado do jardim. Isabella parecia ainda mais abatida do que da ultima vez que a vira.
-- Edward – chamou Jacob já na segurança de seu escritório - isso vai acabar me colocando em maus lençóis com Bella! Espero realmente que sabia o que esta fazendo.

-- Só preciso que me ajude! Edward disse serio — Não vou fazer mal a Renesme e muito menos irritar Isabella, só estou tentando entender algumas coisas. Nessie é a única que pode me da as resposta que preciso.

-- Você sabe que isso não é verdade Edward! Bella teria te contado tudo que precisa saber se tivesse lhe dado a chance, ela interpretará mal esta proximidade entre vocês. — ele suspirou passando mãos pelo cabelo — Vou continua te ajudando, e realmente espero que ache as resposta que busca.

-- Obrigado! Edward sussurrou.

-- Saia pelas porta de emergência, não deixe Isabella te ver! Jacob disse caminhado para a porta — Vou para o jardim atender alguns pacientes.

Jacob foi em direção ao jardim enquanto Edward saia pelo outro lado. Renesme poderia lhe contar muita coisa, mas o que ele realmente queria ouvir dela?


Capitulo 12-- A prostituta --- Algumas coisa sempre fogem ao controle


 

Algumas coisa sempre fogem ao controle.

Ao sair do salão o frio da noite lhe fez compania de forma agradável, como se um grande peso houvesse saído de seus ombros, mesmo havendo mais dele ali, por um breve momento Isabella se sentiu em paz. Um taxi passava com o sinal livre acesso e então ela deu sinal, assim que o viu encostar e seguia a seu encontro, braços fortes a seguraram lhe puxando para traz ao mesmo tempo que a empurrava para dentro de outro veiculo que estava com a porta do passageiro aberta. Foi tudo muito rápido e Isabella não teve tempo de reação até se ver sentada em um confortável banco de couro.

-Que merda é essa? – disse se voltando a seu raptor.

-Preciso conversar com você. Não aqui, não no carro. Fique quietinha e ponha o cinto, logo estaremos em casa.

Edward falou de forma dura com os dentes trincados sem lhe dirigir o olhar. Estava nítido que o homem espumava de raiva e ela ou, a cena que causará, poderia ser um dos motivos. Já conhecendo sua personalidade permaneceu em silencio por todo o caminho bufando ao ver que o veiculo entrava na casa de Carlisle.

-Não vive mais em sua casa?

-Desde que você partiu, não. – a resposta foi seca e para ela cheia de significado.

-O que quer conversar Edward? Seja rápido, tenho mais o que fazer da minha vida.

Ele não lhe respondeu, abriu a porta da casa a esperando entrar e a direcionou a sala. Bufando e caminhando a passos firmes se permitiu ficar no centro da sala, longe do corpo másculo do homem que lutava para odiar.

Em poucos segundos Edward estava a seu lado, suas mãos foram rápidas lhe prendendo a cintura e a nuca e sua boca exigente se grudou a dela sem pedir licença. Uma sensação de calor e conforto se apoderou de seu corpo e ela se deixou levar pela sensação de prazer que seu corpo sentia ao estar colado ao dele. Os beijos se tornaram ainda mais urgentes e ambos gemiam em prazer.

Com agilidade, Edward ergueu seu corpo sem romper o contato de seus lábios e a levou ate o quarto que há algum tempo dividiram. Na segurança do cômodo, seu vestido foi rasgado e seus seio atacados por uma boca sedenta, a sensação era maravilhosa, Edward sugava com forca enquanto sua mão reconhecia calmamente outras partes de meu corpo. ele sugava, mordiscava e assoprava o bico de meu seio provocando ainda mais prazer e me odiei por gemer de prazer ao senti-lo fazer o mesmo com o outro seio.

-Te odeio Cullen!

-Também te odeio Swan!

Edward respondeu rindo, os olhos negros de prazer e luxuria. Sua boca desceu por minha barrica realizando movimentos circulares em torno de meu umbigo enquanto seus dedos estalavam no elástico de minha calcinha. Muito lentamente ele retirou a peca e ficou a observar meu corpo, nu e entregue a ele.

-Deliciosa.

Isabella queria chinga-lo , erguer seu corpo e sair daquele quarto o deixando a ver navios. A quem ela queria enganar com tais pensamentos, seu corpo se contorcia na cama na vã tentativa de lhe dar o prazer que só aquele homem poderia lhe dar. Como se ouvisse seus pensamentos, Edward se afundou entre suas pernas sugando seu clitóris enquanto dois de seus dedos entravam em sua gruta úmida. Isabella gemia e se contorcia de prazer e quando sentiu o ápice próximo o corpo de Edward lhe abandonou e ela choramingou vergonhosamente.

-Diga que ainda me deseja. – Edward lhe indagou próximo ao ouvido,  a língua circulando pelo lóbulo de sua orelha.

-Nunca.

-Se não me pedir lhe deixo ir agora, neste estado de quase combustão.

-Você não teria forcas!

-Tente. – sussurrou de forma sensual em meu ouvido enquanto roçava seu membro pulsante e quente em minha entrada.

-Merda Edward...Eu...eu...eu ainda te desejo. Me fode logo.

-Seu desejo é uma ordem meu amor.  

(...)

Carlisle chegou em casa exausto, por toda a noite permaneceu ao lado da família Halle. Nem todos os vídeos foram apagados e muitas imagens circulavam livremente na mídia aberta e pela internet, não haveria como abafar tamanho escândalo. Mais um escândalo que envolvia indiretamente seu filho, Edward teria participado de algumas destas orgias? Sua imagem poderia ser afetado desta forma? Esperava que a razão de tanto escândalo não tivesse seu ódio dirigido ao filho, mas desconfiado como estava da origem das imagens, Edward era sim, um possível foco no futuro.

-- Edward? Carlisle chamou sabendo que o filho estava em casa e certamente bêbado devido a forma que o veiculo foi estacionado no jardim.

Nenhum ruído foi ouvido e Carlisle se dirigiu a sala na busca de uma dose do que seu bar tivesse de mais forte. Algo próximo ao sofá lhe chamou a atenção, brilhava em reflexo a luz do amanhecer que entrava pela janela. Brincos? Antes que pudesse analisar a peca de brilhantes um barulho vindo das escadas lhe chamou a atenção. Próximo ao final da escada, Isabella descia lentamente os degraus, os cabelos desgrenhados, maquiagem borrada e roupas rasgadas na mão. Pelo traje que usava, calcas jeans muito largas e uma camisa branca, havia passado a noite em claro e possivelmente com seu filho, um sorriso tímido brotou em seus lábios e a jovem o olhou sem graça.

- Desculpa! Isabella se apreçou a dizer saindo apressadamente da casa.

Carlisle se via em um impasse, ficar feliz ou amedrontado pela presença de Isabella em sua casa. ele sabia que ambos se amavam e eram orgulhosos de mais para dar o braço a torcer, uma recaída podia ser muito pior na atual situação dos dois.

(...)

O sol já estava alto quando Edward acordou, girou seu corpo pela cama em busca do de Isabella e não encontrou nada, o lado em que ela deveria estar estava frio. Ela partira a muito tempo. Uma dor excruciante lhe tomou a alma, ela o havia deixado, partido após a noite de amor que tiveram, ou será que para ela fora apenas sexo? Imagens de ambos sobre o pequeno sofá do corpo lhe vieram a mente, ele havia feito sexo como a muito não fazia, Isabella era sua parceira ideal, suportava seus rompantes de loucura e sexo selvagem sempre o levando ao limite e sabia controlá-lo com uma transa suave sobre a ducha como nenhuma outra conseguirá fazer.

Não fora só um sonho, ela este ali e partiu. Mais uma vez ele não lhe disse nada, nada que pudesse a fazer o perdoar ou ouvir alguma explicação dela para tudo aquilo. Estava nítido que ela o amava, mas após aquela noite pode sentir o outro lado de sua mulher. Uma mulher vingativa e fria surgira entre as cinzas que um dia Isabella fora e muito disso era culpa sua.

Edward tomou um banho frio sentindo a ardência em sua pelo pelos arranhões e mordidas da noite passada, precisaria se vestir com uma camisa de gola alta a mangas longas por hoje. Seu corpo também protestou de fome e ressaca e rapidamente seguiu para cozinha em busca de comida e alguns analgésicos.

-- Boa tarde! Carlisle disse ao encontrar o filho na cozinha.

-- Não tão boa quanto a sua, mas vou levando!

Carlisle olhou atentamente para o filho, os olhos escuros deixavam claro a noite mal dormida e apesar de todo relaxo e o humor azedo, o brilho de seus olhos era evidente. Seu filho voltará a vida.

-- Já soube? Carlisle pergunto na tentativa de começar uma conversa.

-- Sobre?

-- Rose?

-- Estava na festa quando tudo aconteceu! Edward lembrou o pai
-- Este assunto ficara na mídia por muito tempo. Só lamento pela família. - Carlisle fez pausa e voltou-se para a xícara de café a sua frente.

-- Eu não sinto. Edward disse pegando suco que a emprega levou para ele assim que o viu — Rose sempre foi uma vadia, ela já fez muita coisa pior, se sua família não percebia era por negligencia.

-- Pensei que fossem amigos.

-- Mantínhamos as aparências. Eu a comia quando queria e ela usava da minha imagem, uma troca apenas. Vamos colocar assim, eram negócios.

-- E Isabella? E igual pra você ou pelo modo que á vi sair desta casa posso imaginar algo diferente? Carlisle pergunto assim que filho deu espaço.

- Não quero falar sobre isso! Edward disse meio incomodado com comentário do pai--  Onde passou a noite? Pois em casa não dormiu!

-- Assim como você filho, tenho os meus casos!

-- Esses brincos são de Isabella imagino, os encontrei na sala. Devolva quando a encontrar.

 Carlisle colocou os brincos sobre a bancada e saiu deixando o filho sozinho e perdido em seus pensamentos. Algo lhe dizia que  Isabella seria uma presença constante na vida do seu filho, não pelo fato de ter sido a primeiro a colocá-lo na linha e sim, por que ambos ainda tinham muito coisa a resolver.

Continua...

Você! Sempre você!

Dez e meia da manha e Isabella ainda observava a xícara de café, já frio, a sua frente. Resolverá visitar a irmã esta manha, após sair da casa dos Cullens passou na sua, tomou um banho rápido e resolveu tomar o seu café na cafeteria em frente ao hospital.

O pão doce mordiscado e o café pela metade eram o reflexo de sua desorientação. A noite de ontem fora maravilhosa, seu corpo estava satisfeito enquanto sua mente lhe gritava pela razão. Havia se entregado ao homem de sua vida novamente e a dor, antes insuportável, agora  parecia um enorme buraco negro em seu peito, destruindo ainda mais seu respeito por si mesma.

Como encarar a irmã. Ela veria em seus olhos um brilho diferente? Isabella soltou o ar em um suspiro forte chamando a atenção de seu colega de balcão.

-Manha difícil? – o rapaz perguntou gentilmente.

-É como se o dia de ontem não tivesse acabado. – respondeu olhando para a janela de vidro a sua frente e contemplando um casal que se abraçava próximo a esquina.

O rapaz não lhe disse mais nada e Isabella se dirigiu ao caixa pagando pelo café. Lentamente caminhou em direção ao hospital. Suas pernas pareciam lutar contra o encontro inevitável, sua irmã não era o problema, a culpa em seus olhos o seria. Como se justificar, como continuar com tudo isso se ainda o amava? Ao olhar para a banca de jornal teve sua resposta, as manchetes eram uma só: ‘’Filha caçula da família Hale ‘e deserdada e o nome Hale perde seu prestigio no mercado de ações.’’

Novamente as imagens da noite de ontem lhe vieram a mente, havia se portado como Rose, seu corpo estava todo marcado e quem a olhasse pensaria que havia levado uma surra, uma surra como em uma briga e não de prazer como realmente fora. Não se deixou invadir por diferentes homens, mas também não se importou sobre o fato em si ao se entregar a Edward.

Entrou no hospital se sentindo suja. Indigna dos olhos de qualquer pessoa. Sentia como se seu corpo gritasse a todos que havia dormido com Edward, que havia se entregado como uma vagabunda aquele que a rejeitara, como um cão que retorna ao dono abanando o rabo após uma surra.

--Bella! Jacob a recebeu ao vê-la parada na recepção aguardando seu crachá. – Venha, vou levá-la a Renesme. Não se preocupe com as burocracias Miranda, depois resolvo tudo. – disse a recepcionista que o olhava seria –

Jacob se policiava ao lado de Isabella, para ele Renesme seria sua eterna Nessie e este nome não era agradável aos ouvidos de Isabella. Para ela, Nessie era a prostituta de aro e não sua irma.  

-- Como voltou para casa após a festa. Te procurei por todo o lugar.

Isabella suspirou derrotada, não poderia mentir a seu amigo e confidente. Ele lhe ajudou com o DVD sem fazer grandes questionamentos e estava disposto a ajudá-la sempre que necessário, nada mais junto do que lhe ser verdadeira.

-- Edward! sussurro diminuído os passos como se as palavras lhe fossem grilhões presos aos tornozelos.

-- O que ele fez? Havia certa preocupação na voz do rapaz.

Isabella suspirou frustrada, não poderia culpá-lo por algo que ela também fez.

-- Depois do escândalo ... eu estava indo embora e bom... - Ela não teve palavras pra continua, mas Jacob entende nas entrelinhas o que havia acontecido.

-- Oh céus, vocês dois junto de novo? Jacob falou surpreso e Isabella concordou com um aceno de cabeça.

A surpresa foi grande, Jacob conhecia bem o amigo para saber que ele não perdoava com facilidade uma mentira. Não que ela lhe tenha mentido, mas para Edward a omissão foi ainda pior.

-- Edward compreendeu? Não era uma pergunta mais soou como uma.

-- Não conversamos, foi apenas um momento de fraqueza, sai antes que ele acordasse e dissesse alguma merda.

-- Isabella, não seria hora de você repensar? Concordo que alguns devam se colocar em seus lugares e entenderem o significado do que fizeram a você, mas ira conseguir se vingar de Edward? Esta mais do que claro que ainda se gostam.

-- Ele ainda pode me atingir Jacob, não sou forte o suficiente para ser rejeitada novamente por ele.

--O que mais ele pode dizer a você que já não tenha dito?

--Eu não sei. – suspirou derrotada.

--Converse com ele, esclareça tudo e então o escute. Se mesmo após saber a verdade ele não lhe compreender, não darei mais minha opinião.

-- Esta certo. Vou conversa com ele! Isabella disse se dando por vencida e não querendo mais negar seus sentimentos, ela ainda amava aquele homem. Nunca esquecera e nem mesmo conseguiu apagar as lembrança da noite que tiveram juntos.

--Espero ser forte para agüentar mais uma queda.

 Jacob sorriu, na verdade gargalhou. Era visível o amor dela pelo amigo e o simples ato de lhe dar uma chance era a prova disso. Puxou sua amiga para um abraço apertado em sinal de compreensão e apoio.

-- SEU FILHO DA MÃE! Edward gritou empurrando Jacob contra a parede — Este tempo todo fingiu ser meu amigo para me trair pelas costas.

Edward gritava chamando a atenção de muitos a sua volta, dois seguranças se aproximaram, mas Jacob os impediu de conter Edward.

-- EDWARD. Para imediatamente com esta cena e vamos para outro lugar conversar. - Isabella gritou chamando sua atenção.

-- Me solta! - disse ríspido puxando seu braço — Você. Você  e a pior das criaturas, como pode?

Isabella de inicio não entendeu sua reação e ficou irritada com a postura infantil de Edward o olhando de forma desafiadora. Estendeu sua mao a Edward na intenção de levá-lo a outro lugar.

-- Fique longe de mim. Não quero ver você nem pinta de ouro sua puta!

A voz de Edward soou baixa e fria como se sua mao houvesse sido levada em direção a seu rosto para um tapa certeiro. Isabella estava pálida, o mundo a sua volta girava  e nada  nem ninguém importava. Cambaleando em direção a parede, sentiu o coração apertar e lagrimas correrem de seus olhos sem permissão. Não pensou duas vezes ao dar as costas aos dois homens que a olhavam e correr em direção a saída da ala medica.

Edward respirava de forma acelerada, o olhar perdido em direção a saída e a mente muito longe daquele ambiente. Quando um forte soco o acertou o queixo seu choque foi imediato.

-- Seu idiota mimado! Jacob disse puxando Edward pela gola da camisa. Edward fez menção de que falaria algo e logo foi impedido por Jacob.

--Não abra esta boca para falar nada. Nada de útil será dito por você. Vamos a minha sala, hoje você vai me ouvir e mais uma vez vai perceber a burrada que fez.

Edward a contragosto seguiu Jacob ate sua sala. Inicialmente havia ido ao local para reaver a amizade de Jacob e lhe abrir o coração sobre os últimos acontecimentos, agora estava confuso e irritado com tudo o que havia acontecido minutos atrás.

-- Senta! Jacob apontou para cadeira em frente a sua mesa — Me diga sem pensar, o que você viu no corredor quando chegou ao hospital?

-- Vi você abraçado a Isabella! Jacob olhou de forma interrogativa para Edward aguardando por algum complemento. Foi nesta ação que Edward percebeu a grande burrada que fez.

-- Percebeu não e mesmo. Estava apenas abraçando uma amiga, uma amiga que me procurou acredito que para o mesmo motivo que você veio me procurar hoje.

-- Quer saber o por que estávamos abraçados?

-- Você errou antes, a julgou e jogou fora uma mulher incrível. O destino conspirou a favor dos dois e prova disso foi a noite que tiveram. E o que você fez? O que você fez Edward? Sua atitude hoje conseguiu enterrar um brilho de esperança que havia surgido nos olhos daquela mulher.

-- Ela iria te perdoar, falar com você e tentar arruma as coisa. Ela te ama, ou amava,  mesmo após todos os erros ela queria você .

Edward ouvia calado cada palavra de Jacob, algo queimou em seu peito, saber que ela ainda o amava era algo surpreendente. Seria possível terem um futuro juntos? Seu passado, profissão e exposição seriam suportáveis em seu meio?

-- O que ela é hoje não cabe ao que eu sou. Ela foi sua acompanhante na festa, você pagou para ficar com ela. – Jacob riu livremente deixando Edward confuso.

-- Edward, Isabella estava comigo na festa, ela era sim minha acompanhante, mas não da forma que você esta pensando. Isabella é uma dançarina e não uma prostituta Edward.

--Terminei com Leah e não queria aparecer em publico sozinho. Isabella, como minha amiga, aceitou o convite para a festa.

-- Ah droga!

-- Mesmo assim, ainda existe a drogada. É um peso muito grande a carregar.

-- Você é um idiota hipócrita Edward. Quem carrega esta carga não é você e sim Isabella. A irma dela teve problemas com drogas, o termo certo é dependente químico, e posso te dizer que a jovem, de apenas 18 anos, teve seus motivos para viver esta vida e Isabella teve os seus para seguir a irma em certos passos.

-- Eu conheço a historia dela! Edward disse

--Jacob, agradeço que queira ajudar, mas preciso ir. Vou pensar com calma sobre tudo.

--Você não conhece toda a estória e não sou eu quem vou abrir seus olhos. Vá pensar meu amigo, não deixe de cuidar do corte nos lábios, não ficarei bem falado se você sair de minha sala com um corte não limpo.

Jacob jogou uma toalha umedecida para Edward e lhe deu as costas.

---

Edward caminhou pelos corredores brancos sem realmente ver para onde ia e acabou por esbarrar em um paciente levando-o ao chão.

--Ai! Nessie gemeu ao cair no chão — Deveria olha por onde andada!

Edward olhou para a jovem no chão e seu coração se apertou. Aqueles olhos eram mais jovens e puros e lhe lembravam os de Isabella quando se conheceram. Os traços também eram semelhantes, a pele clara e o rosto arredondado, o brilho dos cabelos era diferente, mas aquela jovem lhe lembrava muito Isabella. Como um fantasma a perseguir sua mente lhe mostrando constantemente seus erros.

-- Desculpe! Edward sussurro ao afastar os pensamento de Isabella— a machuquei?

-- Não! Estou bem. Você e novo por aqui? Antes mesmo que Edward pudesse responder outra voz ecoou a seu lado.

-- Renesme! Jacob disse quase próximo do casal--  não devia esta junto com outro no jardim?

-- Estava chato lá fora! Ela disse fazendo os lábios se curvarem em um belo beicinho —Estava procurando você para conversamos.

-- E na busca esbarrou em um amigo meu pelo que vejo! Jacob disse ao olha Edward ao lado da menina sem dizer nada —Nessie, quero que conheça..

-- Anthony! Edward interrompeu o amigo —Anthony Masen muito prazer!

-- Renesme Swan – lhe estendeu a mao - encantada em conhecê-lo! Ela disse de forma divertida.

-- Te vejo no jardim Jacob, ate mais Anthony! Nessie disse acenando para ambos ao se levantar e sair do corredor voltando ao jardim - espero te ver novamente.
 Edward esperou a menina sumir no corredor para se voltar ao amigo.
- Ela não me reconheceu?

-- Acredito que não. Ela não gosta muito de ler jornais ou ver noticiários.

--Por favor não diga nada , não quero ela sita raiva de mim.

-- Espero que saiba o que esta fazendo!

....

Em outra parte da cidade, Carlisle entrava em um restaurante de classe alta buscando por sua reserva e acompanhante para o almoço. Naquele ambiente, muitos o reconheciam, mas a etiqueta proibia os olhares prolongados ou contatos diretos. Um local privado havia sido reservado e ele foi encaminhado à mesa.

-- Perdoa-me  a demora!  disse puxando a cadeira para se sentar — Passei por um pequeno contratempo esta manha.

-- Não há problema, você e uma pessoa importante e eu entendo! A mulher elegantemente vestida e maquiada respondeu lhe permitindo desfrutar de seu sorriso perfeito.

-- Os anos só lhe fazem bem, esta ainda mais linda! Por que demorou tanto para voltar a minha vida?

-- Carlisle por favor! A voz doce e aveludada  disse — Não estamos aqui para falar sobre nós e sim sobre eles.

Carlisle suspirou derrotado, o assunto sempre eram os outros e sua felicidade ficava sempre em segundo plano. O assunto sempre seria Edward, primeiro Elisabeth e uma difícil escolha, depois Isabella, com o passar do tempo tudo ficava ainda mais complicado e colocar em primeiro plano a sua felicidade estava sendo cada vez mais difícil.
--Quando seremos apenas nós dois minha querida...