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quarta-feira, 4 de julho de 2012

A prostituta Capitulo 3 Acompanhante

Acompanhante

Isabella não dormiu nada na noite passada, revirou tanto na cama que chegou a cair no chão, a sensação era estranha isso nunca tinha acontecido com ela. Isabella já havia pensado em como dar a resposta a Aro e sabia que precisava ficar em alerta, aquele homem poderia armar algo contra ela ou sua irmã e quando o sol nasceu no céu de NY ela já estava de pé, sobre seus ombros o peso da decisão e nos olhos as marcas da noite mal dormida.

Saiu da cama as 07:00 e seguiu para a cozinha, deixaria o café de Renesme pronto antes de sair, quando tudo já estava sobre a mesa, volto para o quarto, tomou um banho rápido, vestindo em seguida sua calca jeans clara e uma camisa branca, escovou os cabelos deixando-os soltos e ondulados. Já pronta, voltou a cozinha encontrando Renesme a mesa.

- Dormiu bem? Bella perguntou dando beijo em sua cabeça.

-Sim, estou bem melhor!

Como sempre o café foi silencioso, Isabella não quis perguntar mais nada para Renesme, lembrar da noite passada seria pior, antigamente este momento seria alegre e cheio de conversas banais. Isabella podia ver nos olhos da irmã os efeitos destes poucos meses nesta vida de perdição, não havia mais brilho em seus olhos ou alegria em suas palavras.

Isabella terminou o café, voltou ao quarto para finalizar sua higiene e já com sua bolsa sobre o ombro olhou mais uma vez em direção a irmã. Renesme tinha o corpo infantil e parecia mais uma criança de 15 anos do que uma jovem prestes a completar 18, seus movimentos ao tirar a mesa eram mecânicos e tão mortos como seus olhos. Este simples ato era raro e Isabella o entendeu como forma de agradecimento.

- Vai sair? Nessie perguntou
- Sim!  Não vou demora, comporte-se enquanto eu estiver fora!

 Renesme avaliou a irmã com um olhar de superioridade, odiava ser tratada como criança ou uma incapaz. Não havia uma mãe para se preocupar com ela desta forma e não era sua irmã que faria este papel, se isso dependesse dela.

Isabella ignorou o olhar da irmã e buscou um taxi pela avenida já movimentada, poderia economizar este dinheiro pegando um ônibus, mas a ansiedade em resolver logo a situação da irmã a fez agir da forma mais rápida. O caminho foi tranqüilo e após poucos minutos o taxi a deixava na porta da boate, Felix já estava na porta cuidando da segurança do local. Assim que a viu, Felix lhe lançou um sorriso zombeteiro, Isabella o ignorou passando pela porta sem realmente notar o caminho que dava acesso a sala de Aro. Pegou o elevador privativo seguindo a cobertura do pequeno edifício, a esta hora da manha esperava que aro estivesse sozinho. Duas batidas na porta alertaram de sua presença e assim que ouviu a voz irritante de Aro entrou na sala.

- O que a trás tão cedo ao trabalho Bells! Aro comentou sorrindo de forma irônica.

-Aceito seu acordo Aro! Bella disse sem rodeio – Quero tudo documentado antes de iniciar meu trabalho. Sei que não seria uma mera dama de Companhia, então quero definir com você os limites destas atividades ainda hoje. Sei que você não é o tipo de homem que gosta de rasgar dinheiro, quero tudo muito bem esclarecido entre nós.

Aro se surpreendeu com a frieza da garota, mais Isabella adotou essa postura depois da morte de sua mãe, era uma forma segura de afastar as pessoas, resguardar seus sentimentos.

-Começara como dama de companhia! De fato tenho um amigo que deseja a companhia de uma bela dama. Mas depois....-Aro fez um pausa sorrindo- Não servindo mais a este meu amigo será como todas as outras desta casa, ira para a cama daquele que pagar o que eu achar que você vale.

Isabella engoliu em seco e logo a imagem da irma lhe veio a mente. Respirou fundo controlando o asco que se formou em sua garganta e continuou a encarar o homem a sua frente.

-Quero Renesme fora desta vida ainda hoje! Quero os papeis da tutela prontos em meu nome e seu desligamento dos clientes atuais.

Quando Aro pensou em retrucar seu telefone tocou sobre a mesa, no visor o nome que piscava o fez sorrir.

‘’- Ola, velho amigo! – atendeu a chamada pedindo em gestos para que Isabella aguardasse.

-Tenho o que me solicitou em minha frente. Quando precisará de seus serviços?

-As 19h00 esta perfeito. Ela aguardará seu carro em frente a boate no horário combinado.’’

Aro  olhou Isabella a avaliando, sabia o quanto seu gênio era forte, mas tinha um trunfo nas mãos.

-Já tem seu primeiro cliente Isabella. Ele a quer ainda hoje!

Isabella serrou os olhos, as palmas das mãos suavam e todo seu corpo tremia sutilmente. Tudo seria resolvido hoje, sua irmã, seu futuro, sua nova vida dentro de um mundo de prostituição.

- A guarda de minha irmã Aro! Sem ela não farei nada esta noite.

Aro bufou irritado, seria difícil driblar esta garota. Sua irmã ainda era útil para a casa e lhe rendia um bom dinheiro, mas Isabella, ah Isabella, ela sim sempre deixou os homens loucos e todas as noites eu lhes recusava encontros. O dinheiro que seu corpo me renderia compensaria a perda da ninfeta. Sem desviar os olhos dos de Isabella, abriu a gaveta de sua mesa e retirou dela um grosso envelope. Os papei já haviam sido preparados pelo Advogado no dia anterior.

-Já estão assinados e algumas linhas marcam onde você deve assinar! Aro disse se encostando na cadeira.

-Pode ir ao cartório ainda hoje oficializar os documentos.

Isabella pegou o envelope tirando deles o maço grande de papeis, seus olhos correram pelo documento, aparentemente estava tudo certo e só faltava a sua assinatura para oficializar a tutela.

-O que espera que eu faça esta noite? Isabella perguntou com a voz fria e nitidamente derrotada.

-Esteja vestida em traje de gala e muito bem maquiada! As sete seu carro estará aqui.

- Quem é o seu amigo? Isabella quis saber quem era misterioso amigo de Aro

-Não importa agora, a noite descobrirá! Fique avisada garota, deverá servi-lo muito bem, não gosto de passar vergonha por oferecer mercadoria ruim.

Isabella nada disse, pegou o envelope o colocando na bolsa. Saiu da sala sem dizer nada, uma mera mercadoria, era isso que ela era agora. Um brinquedinho a mais na prateleira de Aro, tudo graças a seu pai.

-Obrigado pai por me dar esta vida! – agradeceu sussurrando já sentindo o vento frio da manha de NY sobre seu rosto -
(...)

Carlisle estava sentando na sala quando a porta foi aberta por seu filho, o futuro governado de NY, a política estava na veia da família já que Carlisle era senador e alguns outros no passado também foram influentes sobre esta cidade. Sua fama e influencia o tornava um homem invejável e de atos escusos.

-Deveria começar a dar o bom exemplo! Carlisle disse jogando jornal contra filho.

 No jornal a manchete principal mostrava a foto de Edward ao lado de duas mulheres, Tania e Rose, pelo ângulo da imagem o beijo casto se tornou algo depreciativo e seus olhos desfocados lhe davam um ar de embriagues.

-As imagens transformam atos simples em algo maior do que são. Estava apenas me divertindo com a garotas. Deveria fazer isso mais vezes também! - Edward respondeu jogando seu paletó sobre a cadeira.

- É assim que deseja ganhar as eleições? - Carlisle pergunto visivelmente irritado.

- Não me venha com essa! Edward disse indo para as escadas — Fiz o que você queria fui a esta maldita festa, agora me deixe, vou agir como achar melhor! - Edward subiu as escadas cambaleando, o corrimão lhe servia de bengala aos pés pesados.

- Esta não era só a minha vontade. - Carlisle gritou – se fracassar, não venha me culpar ou chorar em meu ombro!

Nada mais foi dito entre eles, Carlisle à muito tempo tinha perdido o controle sobre Edward. O temperamento do filho mudará muito após a morte da mãe, com o tempo acreditou que a dor diminuiria, sete anos se passaram e a postura do filho só parecia piorar. Era impossível conviver sobre o mesmo teto ou manter um dialogo, Edward o culpava pela morta da mãe. não ouve culpados verdadeiramente, Edward apenas o culpa por não estar presente, não dar uma ultima palavra de conforto aos dois. Seu trabalho sempre veio em primeiro lugar e no dia da morte da mulher ele estava discursando em algum lugar, não se lembra mais do local pois não foi importante. A culpa por não estar com a mulher o persegue desde então e ver o filho, uma copia perfeita da mulher, se acabar desta forma o deixa ainda mais perdido.

‘- Já esta com tudo pronto para esta noite?

-As 19h00 nos encontraremos.’’


O silencio tomou conta da sala assim que o celular foi desligado. O sorriso de vitoria era evidente em seu rosto.

(...)

Afastado de tudo que envolvia a política ou jogos de poder, Jacob vivia seu momento de êxtase, estava sentado na grande poltrona de seu consultório ainda saboreando a promoção recebida, seria agora médico chefe da área de reabilitação de pessoas viciadas em drogas. Os pacientes não eram os mais sociáveis ou com os melhores resultados a longo prazo, mas o prazer de ajudá-los, ouvir suas historias e estar ali presente durante o processo de recuperação superava qualquer outra forma de remuneração por seu trabalho.

- Não vi você na festa! Jacob disse encontrando Sam no corredor do hospital quando já estava saindo de seu plantão.

-Não fiquei muito tempo, tive um contratempo. -Sam disse olhando para a prancheta em sua mão.

-Soube que estava com Leah, como ela esta?

Jacob não sabia, mas Sam sempre foi apaixonado por Leah, um amor não correspondido pela garota de classe alta. A diferença de classes entre os dois sempre os afastara, Leah dava muito valor a seus status social.

-Ela esta bem. - Jacob disse meio desconfiado.- Não sabia que conhecia minha namorada!

-Meu pai trabalho como motorista da família dela, ela e eu nos falávamos alguma vezes, nunca fomos grande amigos, mais sempre tivemos contato!

Sam não contou toda verdade para Jacob, ele omitiu o fato de ter sido o primeiro homem na vida de Leah. Não foi algo programado, depois de uma briga entre os pais da jovem, Leah saiu correndo pelo jardim da casa e acabou esbarrando em Sam no jardim. Leah desabafou em seus braços, contou de seus medos e angustias e algo os uniu naquela noite, os gestos de carinho, a compreensão e a presença de alguém que não lhe cobraria nada baixou a guarda da garota e no final as caricias se tornaram mais quentes, os lábios se tocaram e os dois terminarem transando na casa da piscina. Depois deste dia Leah nunca mais falou com Sam e ainda fez com que o seu pai fosse demitido.

-Entendo! Tenho que ir, alguns pacientes me esperam.- Jacob caminhou um pouco e se lembrou de algo – Vai a festa dos Halle  hoje?

- Estarei lá. - Foi tudo que Sam disse e Jacob sumiu no corredor.

(...)

Isabella chegou em casa próximo ao meio dia. Renesme estava na sala assistindo algo na televisão, a casa continuava da mesma forma, nada fora limpo ou organizado em sua ausência. A irmã a olhou brevemente, o que passava na televisão parecia ser bem mais interessante do que ela.

- Tem comida forno! A menina disse.

 Isabella caminhou para o sofá sentando ao lado da irmã, pegou o controle remoto de suas mãos e apertou o mute, Renesme olhou irritada, mas logo se controlou ao ver as feições de Isabella.

- Quero te falar algo importante!

- Olha Bella, não venha com esse papinho de que eu deveria dar queixa do Sam ou qualquer outro de seus blá blá blá.

-Não vou repreendê-la por nada ou repetir tudo que lhe digo todos os dias. Estive com Aro hoje mais cedo.
 - Renesme olhou para irmã transtornada, ela teria contado sobre Sam? Um envelope pardo foi posto em seu colo e ela olhou para o envelope e para a irmã ainda sem entender.-

-Abra!

Renesme retirou o maço de papeis de dentro de envelope e passou os olhos rapidamente pelo texto, seu olhos começaram a se encher de água e logo foi possível ouvir os soluços da jovem.

- Obrigado! Foi tudo que jovem conseguiu dizer ao abraçar a irmã com força.

Renesme estava feliz, Aro não era mais seu tutor. Isabella também chorou, e ambas ficaram assim por um tempo em meio aos soluços e toda emoção da libertação de Renesme.
- Não precisa mais sair com Sam ou com qualquer outro! - Isabella disse depois de tempo - Esta livre desta vida minha irmã. Prometi faze-lo não foi!

- Como conseguiu isso? - Uma sombra de triste passou pelos olhos de Isabella e as lagrimas voltaram a cair.

- Entrei em acordo com Aro. – Renesme não era tão inocente assim, sabia o preço pago por esta liberdade. Aro não à entregaria por nada.-

- Obrigado Bella!

Renesme correu para seu quarto, estava sorrindo e parecia viva novamente. Não mais precisaria temer Sam ou qualquer outro cliente. Estava livre para curtir sua adolescência como qualquer outra garota.

(...)

Isabella se olhava no espelho após toda uma produção elaborada e pela primeira vez se achou bonita, o longo vestido preto ficou justo em seu corpo sem a deixar vulgar, havia um leve brilho por todo o tecido contrastando com sua pele pálida. Os sapatos possuíam o mesmo brilho e deixavam sua postura mais delgada. a maquiagem fugia muito de seus padrões, o forte batom vermelho e os olhos bem marcados não era seu estilo e isso pouco importava para seu cliente. Os cabelos foram presos com dois grampos nas laterais deixando as ondas livres pelas costas nuas.

Assim que estava pronta saiu do quarto, pegou a pequena carteira prata sobre cama e saiu. Na sala Renesme estava assistindo televisão, esparramada pelo sofá junto a uma enorme bacia de pipoca, ela sorria alegremente vendo um filme de comedia e as risadas da jovem deixaram Isabella feliz.

- Para onde vai? Você esta linda! -Isabella sorriu de forma tímida para irmã, caminhou ate a porta ignorando a pergunta , não sabia ao certo o que responder. –

-Volto de madrugada. Não abra a porta para ninguém. – Renesme olhou para Bella mordendo os lábios, fez um pequeno aceno com a cabeça e se jogou novamente no sofá. Bella sorriu saindo de casa, um taxi já a esperava. Felix a esperava na frente da boate e a ajudou a sair do carro.

-Esta atrasada! Ele disse puxando gentilmente seu braço e levando  ela para o estacionamento. -Seu cliente já esta esperando por você. Seja educada.

Por mais que Felix fosse apenas o capacho de Aro, tratava as mulheres bem quando não estava próximo do chefe.

- Bella! Chamou quando ela já se afastava em direção ao veiculo. – Pode precisar se defender! -Bella olhou o spray  de pimenta que Felix lhe deu, o fato a assustou, mas ela não demonstrou, apenas colocou o frasco em sua bolsa e partiu –

-Desculpe o atraso, o transito desta cidade esta cada dia pior! disse ao entra no carro.

Seu cliente estava distante, em uma ponta da limusine pouco iluminada e seus traços não lhe eram conhecidos.

-Tudo bem, não me importei em esperá-la hoje! A voz rouca e muito suave conseguiu ser gentil mesmo lhe dando um aviso sobre futuros atrasos –

- Isabella Swan certo. Aro tinha razão, você é uma jovem muito bonita.

Isabella sentiu um arrepio percorre seu corpo, Aro não usava os nomes reais das garotas ao passá-las a um cliente. O que estava acontecendo aqui?

-Calma menina! O homem percebeu sua ansiedade – Exigi saber seu nome verdadeiro, não me veja como seu inimigo, estou mais para o seu ‘’anjo da guarda’’, acredite.

-Por que?

- Isabella, adoraria lhe contar muitas historias, mas hoje tenho outros planos para você. Apenas confie em mim.

- Como posso confiar em alguém que nem sei o nome? Isabella estava nervosa, mais por incrível que pareça não mais sentia medo.

-Desculpe a grosseria! Meu nome é Carlisle Cullen, atual senado de NY.

Isabella não era fã da política e vivendo a noite ao invés do dia não acompanhava todos os noticiários. Conhecia o nome, mas não as realizações deste homem. O que conversaria com ele durante este tempo? Para os próximos encontros precisaria estar preparada para agradá-lo e tentar assim prolongar o seu tempo apenas como acompanhante.

-Vamos aos negócios minha jovem – Isabella tremeu sentindo que seus planos acabavam de ir por água abaixo - Para Aro você será minha acompanhante, já para mim e para outros que a conhecerão, você será minha assistente pessoal.

-Sei muito sobre sua vida, sei que se formou em jornalismo e estudou em outro pais por muito tempo. Vou usar de seus conhecimentos dentro de minha campanha e você ganhara um salário por este trabalho. Em troca só precisa me fazer um favor –esta era a hora em que seu preço seria divulgado e sua vida como prostituta teria inicio. Era isso o que Isabella pensava – Ira colocar sua irmã no colégio e seguirá todas as minhas ordens.

Bella não entedia por que esse homem estava agindo de forma tão diferente, ele parecia se importar com sua vida, sua carreira e sua irmã. Sua postura seria e autoritária não lhe dava medo, era algo habitual em pessoas que lidavam com a política e tinham tanto poder em suas mãos.

- Então, temos um acordo?

- Por que me pagar para trabalhar em sua campanha e não por mais uma noite de diversão. Posso não ser exatamente o que procura! – Carlisle deu de ombro tomando mais um gole da bebida que havia em sua mão –

-Prefere a vida de antes?

-Ok, temos um acordo! Ela disse mordendo os lábios, a proposta de Carlisle era mais tentadora do que a de Aro e muito mais fácil de cumprir –

-Quero deixar claro uma coisa antes de prosseguirmos! Isabella disse chamando a atenção do homem. -Eu não vou transar com você, não sou prostituta, não faço programas.

- Eu sei Isabella, tenho sua ficha completa. - Ele disse dando fim ao assunto.-





(...)

Mais uma festa. Edward achava esta rotina uma perda de tempo, a única coisa que o fazia sair de casa era saber que aqui conseguiria aliados para sua campanha e também prestigiaria a da campanha do democrata e amigo Jasper Halle. Um outro problema presente eram as mulheres, outras fotos tiradas com Rose ou Tania poderiam afundar sua campanha com o eleitorado.

-Edward Cullen – os jornalista estavam como urubus apenas aguardando a carniça ser lançada e hoje ele era a carniça – O  que me diz sobre escândalo da noite passada, bêbado e acompanhado por duas mulheres é esta a imagem de homem publico que pretende passar a seus eleitores?

- Nada a declarar! Foi tudo o que ele conseguiu dizer antes de entrar no salão onde a festa estava acontecendo –

Assim que entrou avistou Rose, era impossível não vê-la, o vestido rosa Pink e o decote profundo em seu busto chamavam muito a atenção, se fosse pego ao lado dela sua imagem estaria arruinada. Suspirou alto e sorriu quando um homem desconhecido se aproximou da jovem a entretendo. Edward caminhou pelo salão cumprimentando alguns conhecidos e outros que não conhecia mas que sabiam quem ele era. Logo encontrou Jasper e Emmett e se aproximou.

- Boa noite a todos! Edward!

- Edward Cullen! - James Bloom disse em tom seco e irônico- Vi sua manchete nos jornais, deve estar muito confiante em relação a sua campanha para agir de forma tão leviana.
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 Edward olhou para homem a sua frente, nunca o virá antes, os cabelos loiros e a postura de rato de academia lhe eram desconhecidas. Sua vontade era dar uma resposta a altura, mas melhor do que ninguém sabia que sua campanha estava indo bem e cenas de confronto desnecessárias o afetariam na reta final. Lógico que poderia discutir alguns pontos com James, mas achou melhor não dar espaço para má publicidade.

- Alguns fotógrafos gostam de criar cenas, golpe de publicidade. Minha campanha é baseada na prosperidade de nosso povo James e por esta razão é solida. - Edward pegou um taça de champanhe da bandeja de um garçom que passou entre os homens e bebeu do liquido borbulhante tranquilamente.

 A conversa passou a fluir para assuntos neutros entre todos da roda, algumas vezes James lançou fatos constrangedores apimentados por sua ironia inconveniente e acabou sendo ig pitadas de ironias vindo da parte do ignorado pelos demais.

Enquanto Edward bebia e conversava com os amigos, seu pai adentrou o salão com uma jovem desconhecida. Instantes mais cedo ambos fugiram dos fotógrafos a porta chamando a atenção de alguns convidados e a aparição da bela mulher gerou burburinhos entre os pequenos grupos se alastrando pelo salão.

- Carlisle que felicidade vê-lo entre nós. Vejo que esta em boa companhia, quem é a jovem?

Carlisle cumprimentou o barão Oliver, o senhor de idade avançada e corpo avantajado era muito conhecido em seu meio social, sua especialidade? Criar fofocas e causar o desentendimento entre casais.

- Esta é Isabella, minha nova assistente pessoal! Carlisle se limito em dizer apenas isso -  Nos vemos depois barão, foi um prazer!

Carlisle tratou de circular pela festa afastando-se daqueles que poderiam comprometer sua imagem devido a presença de uma jovem mulher a seu lado. Seus assessores anteriores eram homens e desde a morte de sua mulher nunca fora visto em publico com ninguém do sexo oposto.
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Como temia, os rumores se espalharam e do outro lado do salão o grupo onde Edward estava já observava Carlisle ao lado de uma bela mulher. James olhou para a mulher e algo lhe chamou a atenção, ele a conhecia, mas de onde? Suas feições lhe lembravam alguém.

-Vejo que seu pai não perdeu o bom gosto!

James disse bebendo de sua taça de champanhe enquanto olhando para o outro lado do salão onde Carlisle se encontrava com Isabella. James não foi único a olha para outro lado do salão, olharam também Edward,Jasper, Emmett e algumas mulheres que estavam ali junto a eles.

- Encantadora! James sussurrou ainda com olhos fixos  na mulher.

Carlisle estava em uma pequena roda com velhos amigos, entre este amigos estavam os senadores aposentados Billy Black  e Marcos Lione, amigos de partido e colegas de faculdade.

-Fico admirada com sua beleza minha jovem! - Marcos disse beijando as mão frias de Isabella. - Seu rosto me lembrao de alguém!

Marcos disse meio pensativo, Billy deu um olhar discreto para amigo, não reconhecia a jovem por já te-la visto dançar ou ter estado com sua irmã, eram outros o tempo ao qual sua mente fugia. Um passado com imagens daqueles olhos chocolates. Carlisle sentiu um frio percorre sua espinha ao ouvir as palavras do velho amigo, não seria bom se ele dissesse com quem Isabella se parecia, estragaria todos os seus planos.

- Se me derem licença, preciso ir ao toalete retocar o batom! Isabella comunicou

- Não demore, tenho que apresentá-la formalmente!

 Isabella acenou com cabeça e saiu andando em direção ao toalete feminino, entrou e ficou chocada com a beleza do local. Seu nervosismo só aumentou ao se sentir inferior a tudo aquilo, passo as mãos molhadas pelo pescoço tentando conter sua ansiedade, nunca se imaginou diante de tantas pessoas importantes e influentes de NY.

Edward caminhou pelo salão em direção ao grupo onde seu pai estava, Marcos se retirou da pequena roda logo após Isabella ir ao toalete deixando Billy e Carlisle sozinhos, nada foi dito e tão pouco comentado sobre a presença da jovem, mas o clima ficou tenso quando seu filho chegou perto dos dois.

- Pedi para aproveitar mais a vida pai, mas não achei que chegaria a este ponto. Trazer a festa uma acompanhante que tem idade para ser sua filha e inaceitável!

- Cuidado com sua palavras filho, Isabella e apenas minha nova assistente pessoal! Carlisle manteve o tom de voz assim como Edward havia feito ao falar impedindo que outros percebessem o clima tenso entre ambos.

Carlisle tentou um ou duas vezes se relacionar com outra mulher após a morte de sua esposa, mas Edward sempre foi frio e grosso com suas parceiras o levando a viver sozinho ou de aventuras esporádica.  

- Se acha que essa vagabunda vai toma o lugar que já foi de minha mãe esta muito enganado! Edward sussurro no ouvido do pai se afastando evitando confrontos.

Em seu pequeno caminho de volta para roda de amigos, Edward bebeu três taças de champanhe em intervalos curtos seguindo a um copo de Whisky, sua irritação era palpável. Ao chega perto dos amigos, Edward noto que James já não se encontrava mais na roda, e respirou aliviado por não ter mais  que suporta sua presença.

- Parece irritado! Rose disse passando o braço em volta do corpo de Edward fazendo carinho com pontas do dedos em seu rosto. -Quer que eu cuide de você?

 A pergunta da miss estava cheia de segunda intenções e claro que todos que estavam na roda perceberam isso.

- Duvido que você consiga eliminar toda minha irritação! - Edward disse olhando em direção ao toalete de onde Bella acabava de sair. Em sua mente deturpada pelo álcool Carlisle estava dormindo com uma vagabunda. Nunca deixaria uma vagabunda de rua tomar o lugar de sua mãe.

Edward olhava com ódio para Isabella, a jovem nem sabia quem ele era e tão pouco por que tanto ódio em seus olhos. Edward venerava sua mãe, jamais deixaria outra mulher rouba seu lugar.

- Seu pai esta em boa companhia hoje! Não o culpo. É uma bela mulher! Emmett disse com copo de uísque na mãos –

- Não passa de uma vagabunda Emmett! - disse entre dentes. – Pretendo deixar claro isso a ela.

Antes que os amigos dissessem alguma coisa, Edward desvencilhou seu corpo do de Rose e caminhou em direção a Isabella, a jovem estava parada olhando pelo salão em busca de seu acompanhante e foi pega de surpresa quando sentiu o braço ser puxado com brutalidade de volta ao toalete onde esteve antes. A porta do local foi trancada enquanto seu corpo foi lançado contra a parede, quando a consciência foi recobrada e planejava lutar e gritar frente a seu agressor encontrou um par de esmeradas lhe fitando com tamanha intensidade que o ódio naquele olhar a paralisou.

Edward perdeu a voz ao ver aqueles olhos tom chocolate lhe fitando com uma intensidade desconhecida, por um segundo todo ódio que ele tinha no peito se dissolveu, foi só por um segundo pois logo se lembrou do por que estar ali com aquela mulher.

- Ficou louco! Isabella esbravejou irritando Edward ainda mais.

- Preste bem atenção no que vou te dizer vagabunda! -Edward disse em tom ameaçador. -Se pensa que só pelo fato de esta sendo fudida pelo senador Cullen vai se tornar a senhora Cullen esta muito enganada! EU NÃO VOU DEIXAR.

Edward gritou as ultimas palavras em gesto de irritação e descontrole. Isabella primeiro se assustou por não saber quem era o homem lindo que gritava com ela, mais ao ouvir as palavras do homem a raiva veio com tanta força que quando a jovem deu por si já tinha estapeado a face do homem a sua frente. Tudo o que mais odiava na vida era ser comparada a uma vadia aproveitadora, nunca em toda sua vida se deito com homem sem sentir algo por ele, tanto que era verdade que sua vida sexual se limitava em uma única experiência.

- Esta louca!  Edward perguntou com o rosto quente devido ao tapa.

- Louco esta você!. Quem pensa que é para falar de mim como se fosse uma qual quer? -Edward abriu a boca e logo a fechou.-

- Não que seja da sua conta, pois pouco me importo com que você pensa, mais  Carlisle Cullen é apenas o meu chefe, eu sou assistente pessoal dele,  agora se você acha que acontece algo mais já é problema seu. - Isabella empurrou Edward para longe da porta a abrindo. - Da próxima vez que me tocar não só lhe darei outro tapa como também farei um favor a humanidade lhe deixando sem as bolas!
Isabella saiu do toalete pela segunda vez e encontrou Carlisle a porta, atrás dela vinha Edward irritado e com a marca de sua mao no rosto.

- Isabella! Estava te procurando! Carlisle disse ao olha a jovem com um tom mais corado no rosto. -O que aconteceu?

Antes que Isabella dissesse o que tinha acontecido, Edward passou por ela seguindo para a frente de seu pai.

-Parabéns papai, sua nova vadia age como uma pantera! Espero que seja assim na cama também, você deve adora brinca de domar a fera.

Após dizer as palavras de ofensa ao pai, Edward saiu furioso pelo salão, Isabella sentiu seu coração aperta ao ouvir que da boca do jovem que Carlisle Cullen era seu pai. Isabella tinha acabado de bater e ameaçar o filho do homem que lhe ofereceu ajuda.

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