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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A prostituta capitulo 6 -- momentos bons

Momentos bons..

Pov narrativa.

O silencio tomava conta da sala, Isabella revisava com bastante atenção os compromisso da agenda de Edward, uma atenção tão grande que chegava a incomodar. Já Edward, ficava analisando cada detalhe da mulher sentada em sua frente, à postura seria passava segurança quanto ao trabalho realizado, mas o tom rosado em suas bochechas deixava escapar seu constrangimento velado. Edward sorria internamente, ele podia lembrar de cada detalhe da noite anterior e estava amando poder causar tal efeito em sua assessora.

– Bom – finalmente o silencio foi quebrado - é só isso Sr. Cullen. O Sr. Terá duas reuniões durante o dia, uma delas em trinta minutos e a outra as 15h com todo o partido.

Isabella não olhou diretamente para Edward em uma tentativa fracassada de manter o ar de seriedade no trabalho, nunca deveria ter se deixado levar, ainda mais com aquele homem. Conhecia muito bem sua personalidade, tal façanha seria como um premio a se gabar para o todo poderoso Sr. Edward Cullen. Por outro lado, Edward manteve sua postura indiferente não forçando nenhum tipo de aproximação. Seus olhos em fenda apenas analisavam cada traço de Isabela, não só seu belo corpo como também sua maturidade mesmo com a pouca idade, alguns fatos na menina mulher lhe intrigavam e eram tentadoramente sexy.
O dia transcorreu naturalmente e assim que a ultima reunião foi encerrada Isabella deixou o escritório para visitar sua irmã, precisava conversar com o medico responsável pelo tratamento de sua irmã.
(...)
Mesmo com o dia a dia atribulado, entre um paciente e outro a mente de Jacob voltava a imagem da jovem Renesme. Independente do quão cansativo fora seu dia, ao lembrar que aqueles olhos castanhos o aguardavam com um brilho desconhecido, suas forças eram renovada.

–- Como você esta? Jacob perguntou ao entrar no quarto de Renesme seguindo os procedimentos padrões de um exame de rotina.
–-Entediada! Respondeu com a voz fraca, o corpo encolhido na cama. 
Renesme não ajudava em nada para sua melhora, resistia arduamente a cada nova forma de tratamento. A jovem estava passando pela fase mais dolorosa física e mentalmente, para um dependente a falta de sua droga é como se jogar frente a uma bala de revolver sem colete, sua vulnerabilidade chega ao limite podendo causar breves momentos de loucura. Co Renesme as coisas eram um pouco piores, a menina simplesmente não reagia, apática e distante parecia ter desistido da vida, esperando apenas que seu corpo definhasse pela ausência de água e alimento em seu organismo e então a libertasse da angustia sufocante.

–- Você precisa comer! Jacob mostrava amável com ela, buscando reações normais com o ato. O medicamento não irá funcionar se seu corpo continuar rejeitando qualquer forma acida de substancia. Precisa se alimentar para voltar a ser uma adolescente saudável e viver sua vida de forma normal.

–- E o que te importa o que faço com meu corpo? Fui forcada a estar aqui, não procurei por nenhum tratamento de merda, minha vida de antes era normal. - respondeu com amargura na voz.
–- Me importo por que é minha paciente. Jacob disse passando os dedos levemente pelo rosto de Renesme. Mesmo mais magra e com estas grandes áreas roxas no rosto continua linda pequena!

–-Porque não voltou? Renesme provocou o passado deixando Jacob sem reação. Ele sabia que esta hora chegaria, como explicar que voltou sim, por diversas vezes e nunca mais a encontrou. Aquela noite havia ficado marcada em sua mente, foi diferente tanto para ele quando para ela, algo único, especial para ambos.

–- Eu esperei você voltar! disse com voz embargada pelo choro — Você sabia que eu não era uma prostituta, não ainda, por que me deixou lá? Por que não fez nada Jacob?

Renesme não tinha o direito de cobra nada, a final, Jacob não fez nenhuma promessa de amor ou lhe permitiu sonhar com um resgate ao estilo ‘’uma linda mulher’’, mas em seu intimo este era seu desejo, ser levada daquela vida, da obrigação de pagar pelos erros dos outros com seu corpo, de ser humilhada a cada investida de um novo homem dentro de si.
–- Eu voltei! Disse em um sussurro – Quando te procurei algum tempo depois, você não estava mais naquela casa!

Os olhos dos dois se encontraram em um misto de dor e amor, Jacob e Renesme permaneceram em silencio pelo que pareceu uma eternidade.

–- Voltei na noite seguinte, fui direto falar com o dono, solicitar que fosse só minha – as palavras vinham com forca e carregadas de lembranças dolorosas - Ele disse que você não estava mais naquela casa, não sabia onde encontrá-la.
Na mente de Renesme a imagem de um Aro manipulador e ganancioso mesclou-se a de um homem fraco e sem escrúpulos. Perderá Jacob para se tornar a puta de Sam, a mulher fraca e submissa que após uma desilusão não tentaria bater de frente com seus clientes. Aro era ainda mais inteligente do que suspeitara. Outra vez o silencio se fez entre os dois e novamente foi quebrado por Jacob.
–-Sua irmã esteve aqui ontem, veio lhe visitar. Parecia tão dedicada a irmã mais nova, não posso acreditar que aquela figura é a mesma que permitiu que você entrasse nesta vida.

–- Não faca julgamentos precipitados. A jovem lhe chamou a atenção. Minha irmã tentou me ajuda, ela desistiu de muita coisa por mim, mas a situação não era favorável, nosso cafetão nunca iria permitir que sua mina de ouro o deixasse por capricho. Isabela foi levada ao mesmo caminho para cuidar de mim.

–- Como? Jacob perguntou surpreso, por essa ele não esperava, para ele Isabela não passava de uma aproveitadorezinha barata.

–- Isabella estava em Londres, voltou assim que soube o que meu pai havia feito! Meu pai pediu dinheiro à Aro, há divida foi aumentando e aumentando e quando ele resolveu paga-las, seu único bem era a filha menor e virgem.

Jacob sentiu vontade de socar a cara do cretino, todo seu corpo ficou tenso, seus músculos se contraíram de tanto raiva. Renesme percebendo o estado de Jacob lhe tocou o braço com ternura.

–- Meu pai não tinha dinheiro Jacob, foi obrigado a me entrega de guarda passada para Aro ou morreria. Foi assim que entrei nesta vida, só agradeço o fato de ter conhecido você. Nossos destinos parecem se cruzar sempre que estou em dificuldades.

–- Sinto muito! Foi tudo que Jacob conseguiu dizer. Era possível ouvir o ranger de seus dentes tamanha a fúria com a qual travava seu maxilar. -- O que aconteceu depois?

–- Aro me mudou de local! Deu de ombros -- Depois da mudança me tornei exclusiva de um de seus clientes. Foi bom por uma parte e ruim por outra.

–- Por quê?

Renesme olhou para Jacob e então para seu corpo coberto pelas roupas sem graça do hospital. Ergueu parte da roupa mostrando a Jacob algumas cicatrizes, as mais longas estavam em partes que poderiam ser cobertas como barriga e nas costas, as menores estavam nos braços e pernas.
–- Sam é um homem bom, tinha apenas alguns problemas com bebida. Sua forma de controlar suas frustrações era as descontando sobre mim.

–- Ele batia em você? Que tipo de monstro é esse homem? Jacob perguntou. -- E covardia bater em uma mulher, ainda mais em mulheres tão jovens como você Renesme.

–- Não era sempre assim! Renesme disse constrangida na tentativa de reverter a situação. Por mais que odiasse Sam ainda tinha medo de dizer isso em voz alta.

–- Não importa se haviam momentos bons, ele não tinha este direito, mesmo que pagando por sua compania.

–- Aro não agia a seu favor? Renesme riu com vontade.

–- Ou você não conhece muito deste mundo ou se faz de inocente Jacob. Para Aro garota paga e garota usada. O que o cliente faz não é problema dele. Sempre que Sam me batia eu bebia para esquecer e voltava para casa com as marcas de mais uma noite. Isabella era a única que ia em meu socorro, certa vez chegou a socá-lo tirando sangue de seu rosto! Nessie sorria de forma tímida.
–- Um dia minha irmã apenas chegou em casa com os documentos de minha informando que eu estava livre. – as lagrimas voltaram com mais forca e o sorriso deu lugar a caretas de dor e medo – Não sei o que ela precisou fazer ou ainda faz para pagar por isso.

–- Foi por isso que entrou nas drogas? Jacob perguntou após se colocar confortavelmente na cama embalando o choro de sua paciente.

–- Beber já não era o suficiente. A maioria das coisas que Sam me pedia para fazer eram repugnantes e minhas recusas geravam mais agressões. - Ela disse pensando em como falar sem assustá-lo - Sam sempre gostou de orgias. Quando lúcida minha compania não era agradável então ... ele me apresentou as drogas e eu agradeci por ter uma forma de esquecer de tudo.
Jacob conhecia muito bem o conceito da palavra ‘’orgia ‘’, já ouvir amigos e parceiros de trabalho comentando sobre festas do gênero. Homens e mulher transavam uns com os outros e ás vezes mulheres ficavam com mais de um homem ao mesmo tempo. A bile lhe subiu a garganta ao imaginar Renesme em uma festa assim.

–- É passado! Novamente abraçou forte o pequeno corpo a sua frente – Agora, prometa que vai comer e se cuidar. Jacob disse segurando seu rosto -- Quero você saudável e curada Nessie, você precisa conhecer o outro lado da vida. Deixar estas lembranças ruins para trás.

Jacob se levantou não antes de secar as lagrimas da menina.

–- Volto amanha para ver se fez o que pedi! Jacob já estava a porta quando Renesme o chamou.
–- Jacob! Preciso falar com minha irmã.
–- Quando estiver melhor e corada eu permitirei, não antes disso!
–- Você esta me chantageando?
–- Entenda como quiser. – piscou em direção a jovem lhe lançando um pequeno sorriso.
–- Obrigado! A menina disse dando sorriso fraco.
(...)
Isabella foi ao hospital e novamente foi proibida de entrar. Tentou falar com o médico responsável, mas o mesmo já havia partido. Isabella voltou para casa derrotada, todo o apartamento lhe lembrava a irmã, nem o banho quente e prolongado ajudava-a a descansar. O jantar, macarrão com molho, era o momento de maior solidão, a televisão desligada a sua frente era mais uma lembrança dolorosa. O toque estridente da campainha a tirou do torpor de suas lembranças.

–- Ótimo, visita agora! Resmungou colocando o prato sobre a mesa de centro. Levantou calmamente e seguiu em direção a porta sem se preocupar em perguntar quem era. Quando a porta foi aberta deu de cara com um buquê de flores enorme e colorido, ficou petrificada olhando para as flores ate que o rosto por trás das flores foi revelado. Primeiro ela teve vontade de fechar a porta na cara do entregador, mais depois se deixou relaxar e permitir que seu chefe entrasse em sua casa com as flores.

–- Me convida a entra? Edward perguntou dando seu melhor sorriso torto.
–- Claro! Isabella permitiu sua entrada apontando para a sala. O local simples e muito bem organizado foi analisado calmamente por Edward enquanto o mesmo seguiu em direção a sala deixando as flores ao lado do prato de macarrão já frio.
–- Algo errado Edward? Isabella perguntou sem entender o que o mesmo fazia ali.
–- Não. Apenas quis conversar com você fora do escritório! Edward disse virando-se para ela. – As flores são para você. Há algum vaso onde possa colocá-las?
–- Orquídeas são minhas flores preferidas. – No arranjo algumas flores de orquídea rocha destacavam-se entre as flores campestres amarelas e brancas.
–- Acertei então. Ontem você saiu de casa como se fosse uma ladra. Por que agiu assim? A noite de ontem não foi só mais uma Isabella, eu gostei de ficar com você, foi muito bom.

–- Não quero que fiquemos em apenas uma noite! Isabella o olhava atônita, aquela noite mexeu muito com ela e apenas o toque leve de sua mão sobre a sua já fazia seu corpo reagir de maneira vergonhosa.
–-Se desejar podemos ir bem mais longe do que só uma noite.
–-Edward eu acho ...
Edward não permitiu que a frase fosse completa, capturou os lábios da jovem com desejo a deixando sem fôlego. O beijo se tornou ainda mais intenso e logo estavam sobre o sofá, os corpos solicitando por toques mais ousados e a excitação de ambos evidentes no suor de seus corpos e na respiração entrecortada. A cada investida Edward se via ainda mais apaixonado e foi necessário oficializar o sentimento.
–-Fica comigo Isabella.
–-Estou com você! – a voz rouca pela luxuria.
–-Oficialmente. Seja minha. Minha namorada.
–-Oh sim Edward. Eu aceito. – Os gemidos deixaram sua afirmação ainda mais excitante e a dança de corpos recomeçou.
Para Isabella a ação foi impensada. Sua atitude repercutiria negativamente entre todos que com ele trabalhavam.
(...)
Um mês de namoro. Não foi fácil passar pelas fofocas e burburinhos, mas Isabella conseguiu. Alguns a achavam uma mulher de fibra por dar conta do gênio de Edward, para outros era apenas mais uma oportunista.
Os pensamentos sobre o ultimo mês repassavam por sua mente enquanto dirigia em direção ao restaurante onde Edward havia reservado uma mesa para a comemoração de nosso namoro. O metre encaminhou-a a mesa e a mesma foi recebida por um Edward lindo em seu terno negro e camisa escura, alguns botões estavam abertos e a ausência de gravata o deixava ainda mais sexy.
Edward observava encantado Isabella em seu lindo vertido preto e justo sobre suas curvas, a maquiagem leve destacavam os olhos a deixando encantadora.
–- Você esta linda! Ele disse dando um sorriso torto.
–- Obrigado! Isabella agradeceu corando.
Assim que ambos estavam acomodados Edward fez o pedido para ambos e um vinho para acompanhar o jantar. A conversa foi tranqüila e logo a sobremesa foi posta a mesa, o crepe com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas estava delicioso e o ato de comemoração perfeito.
Um frio percorreu a espinha de Isabella ao notar Edward ansioso, suas mãos brincavam com o talher a mesa e seus olhos estavam desfocados até o momento em que ele se levantou e foi em sua direção ajoelhando-se a seus pés.
Edward pegou uma das mãos de Isabella e lhe deu um beijo casto.
–- Isabella Mary Swan ... Aceita se casar comigo?

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