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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A prostituta capitulo 5-- lembranças e algo mais

Lembranças e algo mais.

Edward saiu do gabinete assim que Isabella também partira, ele precisava ver uma pessoa que há muito tempo não via. Entrou no carro, seguiu pela avenida principal, qual levava para fora da cidade. Em um percurso normal gastaria cerca de meia hora para estar no destino desejado, porém, estava dirigindo acima da velocidade permitida e chegou em um tempo bem menor.
Logo, avistou a casa simples, com portas de madeira na entrada, então lembrou-se de sua infância. Há muito tempo, naquela casa simples e sem muito luxo, ele fora feliz, muito feliz.

Parou o carro lá fora mesmo, passou pelos portões de madeira, o jardim como sempre estava perfeito, as flores estavam lindas e a grama verde. Edward não era de reparar muito nessas coisas, mas ir nesse lugar fazia com que ele notasse esses pequenos detalhes e se sentisse muito bem.

– Um bom filho a casa retorna. – Disse uma mulher com chapéu enorme na cabeça e luvas, sujas de terra, nas mãos. – Que ventos foram esses que o trouxeram de volta?

A mulher olhou para o homem feito à sua frente e sorriu, retirando as luvas sujas de terra, por estar mexendo no jardim. Era uma mulher que já apresentava sinais da idade no rosto, e ainda assim, um sorriso gentil nos lábios.

– Senti sua falta. – Edward disse dando alguns passos à frente. – Lembrei da minha mãe hoje. – Falou observando a sua volta que o lugar continuava igual à antigamente. – Não imagina a saudade imensa que tenho dela e deste lugar!

Sim! A mulher sabia o quanto, pois fora ela que cuidara do menino quando a mãe morreu, ele era apenas um adolescente que perdera a mãe de forma dolorosa e trágica para alguém de sua idade.

– Entre garoto. – Sorriu gentilmente. – Vamos tomar uma xícara de chá?
– Claro. – Edward disse seguindo a mulher que já caminhava para dentro de sua pequena, porém confortável casa. – O tempo parece não passar por aqui! – Comentou ao entrar na casa, observando que se mantinha igual a ultima vez que esteve ali.

– Só eu que não paro de envelhecer nunca. – A mulher falou de maneira divertida.

Edward sentou em uma cadeira simples de madeira na cozinha, tentando entender o porquê de sua tia nunca ter se apegado ao luxo, sendo que a mesma tinha muito dinheiro.

– O que aconteceu? – Carmen perguntou ao rapaz já indo para o fogão de lenha. – Sempre que me visita é porque algo aconteceu!

Ela conhecia muito bem seu único sobrinho, nunca tivera filhos e sempre tratou Edward como seu filho emprestado, como assim dizia, e sempre que ele a visitava era porque tinha brigado com o pai.

– Ele está com uma nova mulher. – Reclamou lembrando-se da cena do escritório. – E ela tem idade para ser sua filha.

Carmen nada disse, apenas colocou a água para fazer o chá e voltou para mesa sentando-se de frente para o sobrinho.

– E o que te incomoda? O fato dela ser mais nova, ou o fato dele estar com ela?

Edward ficou incomodado porque odiava esse tipo de conversa, ainda mais quando não conseguia mentir, já que Carmen era a única pessoa que ele confiava e sempre lhe dava os melhores conselhos do mundo.

– O fato dela me atrair. – Suspirou e disse sendo verdadeiro com a tia. – Meu pai diz que ela não é nada dele, mais sempre que estão perto um do outro ele a trata com muita ternura. Tia está na cara que ela é amante dele. Por que fica negando?

Edward falou tudo de uma vez para a tia que apenas ouviu cada palavra sem interromper um segundo se quer. Ele contou os últimos acontecimentos e ela ouvia tudo atenciosamente enquanto fazia o chá e servindo a ambos, vendo que o sobrinho se encontrava mais aliviado resolveu se expressar.

– Está gostando dela Edward. – Falou não fazendo uma pergunta e sim afirmando para o sobrinho.

– Claro que não tia. – Edward disse ficando de pé. – Ela é mulher do meu pai.

Ele deixou a xícara sobre mesa e foi se apoiar no balcão da pequena cozinha. Como a tia dele poderia estar pensando nisso? Ele nunca se atreveu a olhar e nem mesmo tocar nas mulheres do pai, por mais que as conhecesse nunca se aproximou de nenhuma delas.

– Sim! Você está gostando dela. – Carmen falou bebendo seu chá. – Edward, você nunca encontrou alguém como ela, que resista ao seu charme, meu filho, isso é raridade e está te atraindo.

Ele virou-se para a tia que o conhecia tão bem, e sabia que suas palavras eram verdadeiras. Nunca havia encontrado alguém como Isabella, alguém que fosse contra as suas vontades, que dissesse não para ele e que tentasse ajudá-lo mesmo ele sendo contra. Normalmente as mulheres com quem saía sempre se submetiam as suas vontades, deixando-o metido e orgulhoso, com o passar do tempo começou a achar que era dono do mundo e que poderia ter quem quisesse e quando quisesse aos seus pés, porém Isabella apareceu em sua vida para mostrar que ele estava errado esse tempo todo.

– Converse com seu pai. Talvez ele esteja falando a verdade, afinal você mesmo disse que ela é jovem e tem idade para ser sua filha.

– Sim tia, ela é jovem e muito brava. – Sorriu ao lembrar-se da cena em seu quarto. – Vou tentar falar com ele, mas nada prometo porque já sabe que somos como água e óleo, não se misturam.

– Meu filho, e sobre a garota quem é ela? – Carmen perguntou querendo saber um pouco mais sobre a mulher que estava mexendo com a cabeça do sobrinho.

– Minha nova assessora Isabella Swan.

Ela ficou pálida ao ouvir o nome da nova assessora de Edward. Já sabia que ele tinha uma nova assessora mais por falta de interesse não deu muita importância, nem procurou saber quem era.

– Tia você está bem? – Edward perguntou ao ver a palidez da mulher.

– Sim, sim eu estou bem. – Falou dando um sorriso. – Só estranhei o nome da garota. Deve ser porque peguei muito sol na cabeça cuidando do meu jardim.

– Tia eu não sei por que ainda insiste em morar sozinha. – Foi até a geladeira pegar um copo com água para ela. – Ficaria mais calmo se você viesse morar comigo, afinal meu apartamento é grande e somente Magali me faz companhia.

– Então, você já tem Magali. – Disse como sempre, argumentando. – Ela já esta velha assim como eu, e eu gosto de ficar aqui perto da natureza, longe de todo aquele barulho de cidade grande.

– Tia, você ainda mora na cidade! ­– Entregou-lhe a água. – O fato de estar isolada não significa que você não more mais na cidade.

– Você entendeu Edward! – Ela disse colocando fim na conversa.

(...)

Jacob estava no corredor, caminhando para o quarto da nova paciente. Ele ainda não a tinha visto, pois quando chegou à jovem já tinha sido internada a força pelos familiares. Era mais uma que tinha entrado para o caminho das drogas e era apenas uma menina.

– Samantha, a jovem da ala dezenove já acordou? – Jacob perguntou para enfermeira responsável.

– Acabou de acordar. Agora ela está mais calma, tinha que ter visto o estado em que chegou, era deprimente senhor.

Jacob não vira como a jovem chegou por que seu plantão já havia acabado. Apenas foi informado, assim que chegou ao hospital, que teria uma nova paciente e que essa havia sido levada por um amigo seu.

– Samantha sabe me dizer quem foi que internou a menina?

– Senhor, ela veio com o senador Carlisle Cullen, e ele pediu total descrição sobre o assunto.

Lógico que Jacob se lembrava de Carlisle, ele era pai do seu amigo do peito, porém a dúvida tomou conta de si, assim que ouviu o nome do senador. Para tirar suas dúvidas resolveu perguntar para Samantha, mais uma vez.

– Ele estava sozinho?

– Quando entrou no hospital sim, mais mandou avisar que logo a irmã da jovem vem visitá-la, e disse que ela procuraria por você para sabre a irmã internada.

Jacob ainda não entedia o porquê Carlisle estava fazendo isso, nunca fora tão próximo do homem, que era melhor amigo de seu pai, assim como ele era melhor amigo do filho, mais para ele não fazia sentindo Carlisle estar fazendo tudo isso, afinal quem seria essa garota?

– Obrigado Samantha, vou entrar agora e conversar com a paciente. – Falou já segurando a maçaneta da porta.

Ao abrir a porta, viu que a jovem estava de costas para ele. Era como tivesse tendo um dejavu, pois, por mais incrível que pareça, ele se lembrava perfeitamente da última vez que vira essa menina, e quantas vezes sonhou com ela durante meses.

Renesmee estava sentada de costas para ele, com cabelos soltos pelos ombros, aquela cor de cabelo ele nunca esquecera, tão forte, tão marcante e tão único. Viu que a menina usava camisola do hospital e os cabelos cobriam o rosto, dificultando sua visão, mas pelo modo que seu coração batia acelerado, ele tinha certeza que era Nessie, a garota que se entregou a ele de corpo e alma, dando-lhe uma noite inesquecível de prazer.

– Senhorita Swan? – Chamou, porém a menina não virou para olhá-lo. – Sou o médico que cuidará de você!

Renesmee estava perdida em suas lembranças. Aquela voz não lhe era estranha e por algum motivo que ela desconhecia, seu coração acelerou os batimentos ao ouvir aquela voz rouca e agradável aos seus ouvidos, e mesmo assim, não quis se virar para ver o rosto do homem que iria cuidar de si.

– Ainda está atordoada? – Jacob perguntou tentando conseguir alguma resposta. – Você foi sedada à noite passada, estava muito agitada.

– Quero ir embora. – Renesmee disse pela primeira vez. – Não gosto de estar aqui. – Ela reclamou como uma criança que era obrigada a comer jilós.

– Mas você precisa. – Caminhou para mais perto da jovem, pois queria ver o rosto dela para ter certeza. – Sabe por que está aqui?

– Porque minha irmã me odeia! – Tapou o rosto com as mãos. – Ela me odeia, por isso estou aqui.

Jacob teve vontade de sorrir, mas manteve a postura séria. Pelo visto, a menina era bem mimada, o que lhe daria certo trabalho, afinal às 72 horas são cruciais para qualquer pessoa que está em reabilitação.

– Tenho que fazer alguns exames de rotina e preciso que colabore comigo mocinha.

Nessie ficou irritada, ela não era mais uma mocinha, já era mulher, os homens nunca a vira como tal. Sam mesmo dizia que ela era uma mulher feita, perto das garotas de sua idade, destacando-se por seu corpo perfeito e bem formado. Ela sentiu nojo somente de lembrar-se de Sam porque o que ele fazia com a mesma não era algo bom de lembrar. Irritada por ter sido comparada a uma menina, virou-se dando a Jacob uma ampla visão sobre seu rosto.

– Nessie! Ele sussurrou.

Ambos ficaram surpresos ao se verem depois de todo esse tempo. Nessie sempre pensou que ela fora apenas mais uma em sua cama e para Jacob, a lembrança da menina frágil e indefesa, por quem se apaixonou à primeira vista e ao primeiro toque, era algo que o atormentou durante meses. Agora, estavam os dois cara a cara.

(...)

Isabella fora no hospital já pela tarde, falou com o homem que Carlisle pediu o senhor Black, um homem de aparência jovem e já conhecido por ela, pois era amigo de Edward e sempre era visto com ele em alguns eventos e festas.

– Ela não poderá receber visitas. – Jacob foi ríspido com a jovem que só queria ter informações sobre a irmã. – Assim que for permito entro em cotado com você, seu telefone já está na ficha da paciente, então é só aguardar.

Ele já ia caminhando para sair pelo corredor quando sentiu mãos puxando-o com bastante força, fazendo virar-se para encontrar uma Isabella enfurecida.

– Eu quero saber sobre a minha irmã. – Disse entre dentes com a mandíbula travada. – Então pare e fale comigo sobre ela.

As últimas palavras da jovem quase saíram como um grito, Jacob deu um olhar severo para Isabella, virando-se para falar com a mesma. Ele explicou toda a situação de Renesmee, juntamente com os motivos de não poder receber visitas. Sentindo muita raiva de Isabella, por saber que deixou Renesmee cair nessa vida de vícios, acabou dizendo que ela não era uma boa irmã para a garota e que nem merecia ter a guarda da menina, pois não sabia cuidar da mesma, jogando-lhe ainda outras ofensas.

– Não fale de mim como se me conhecesse. – Reclamou furiosa, já arrumando sua bolsa para sair dali. – Você não sabe nada sobre mim e nem sobre a minha vida, então não venha me dizer que eu não sou uma boa irmã para Nessie, porque você não sabe de nada sobre nós.

Ela caminhou para longe desse homem que lhe disse coisas horríveis, vendo que nunca fora tão ofendida por alguém, nem mesmo pelo seu arrogante chefe Edward Cullen, o qual fazia o possível e o impossível para deixá-la mal perante os outros.

Isabella também não deixou passar despercebido o fato de Jacob ter defendido a irmã com unhas e dentes, deixando-a em dúvida se ele a conhecia ou não. Porém pensou bem e concluiu que um homem como ele não frequentava lugares como caberés e prostíbulo, principalmente tendo namorada, fato que ouvira pela própria boca de Edward.

Ela foi para o gabinete do senador, e mesmo ainda não tendo chegado o fim do dia já sabia que teria, novamente, problemas assim como teve no hospital, pois Carlisle ausentou-se da cidade por alguns dias, deixando-a em uma baita saia justo com o filho. Afinal Edward Cullen era o pior chefe do mundo, ela mesma sabia disso e sentia na pele, cada dia que se passava.

Isabella agradeceu quando entrou no elevador vazio e logo foi até o fundo, encostando-se na parede, fechando os olhos e respirando fundo. Ela ouviu quando as portas se fecharam e o silêncio tomou conta do ambiente, com a cabeça apoiada contra o metal frio do elevador, tentava relaxar antes de encarar a fera que era o seu chefe.

– Está atrasada.
A voz de seu chefe a fez abrir os olhos, assustando-se ao vê-lo no fundo do elevador.

– Seu horário de almoço acabou há vinte minutos atrás. – Edward falou rispidamente.

Irritante e chato eram as palavras que Isabella usava para descrevê-lo, sempre falava consigo mesma “que belo de um chefe mala que você foi arrumar em?”, ela preferia mil vezes ser assessora do pai do que do filho.

– Veja pelo lado bom, você ainda continua no gabinete. – Respondeu toda irônica.

– Muito engraçado senhorita Swan. – Falou entrando na provocação da jovem. – Temos reunião pelo resto da tarde, nossos patrocinadores querem saber como e quais são os projetos da campanha.

Edward estava visivelmente irritado com essa reunião porque nem ele mesmo sabia qual motivo tinha o levado a entrar nessa vida política.

– Se eles estão bancando sua campanha é obvio que querem saber de seus gastos. Não se preocupe, qualquer coisa embebedamos os homens.

Edward olhou para Isabella surpreso pela jovem saber fazer algum tipo de piada, já que ela sempre foi tão séria quando o assunto era trabalho. Então sorriu, fazendo com que ela também sorrisse, ouvindo e admirando, pela primeira vez, sua doce gargalhada, dando-se conta que sua tia, mais uma vez, estava com total razão. Edward não sabia como e nem porque a jovem, ao seu lado, lhe chamava tanto atenção, mexendo consigo de uma maneira inexplicável. Ele não queria acreditar de modo algum que estava se apaixonando por sua assessora.

(...)

A tarde foi tumultuada e cheia de reunião, e agora Isabella encontrava-se sentada no carpete da sala de Edward, terminando de redigir um documento sobre os gastos da campanha. Ela estava descalço, cabelos presos em coque frouxo e tudo estava em um absoluto silêncio porque o horário de trabalho já havia terminado e Edward não havia voltado desde o final da última reunião, deduzindo que já havia partid, por isso achou melhor ficar e terminar o documento que seria usado na tarde do dia seguinte.

A jovem estava sozinha sentindo-se em casa. Sua camisa de seda estava aberta, deixando visível a sobreposição que usava por baixo, tinha abusado um pouco do frigobar que o futuro governado possuía na sala, pegando um refrigerante para si.

– Seu horário de trabalho já acabou. – Edward falou de surpresa fazendo Isabella se assustar, derramando refrigerante na roupa e no carpete.

– Por acaso você já ouviu falar em bater na porta? – Reclamou com a respiração acelerada.

Ele gargalhou voltando-se para a jovem que estava tentando limpar a bagunça que acabara de fazer.

– Bater para entrar na minha própria sala? – Caminhou em direção a Isabella. –Não devia ir para casa senhorita Swan?

Na maioria das vezes ela sempre ficava até tarde para arrumar a agenda de Edward, porém nesse momento estava evitando voltar para casa porque sua irmã não estava presente, lembrando-se que na noite passada já fora difícil para ela dormir, concluindo que esta noite não seria muito diferente.

– Ainda não terminei meu trabalho senhor Cullen. – Falou olhando para a blusa que tentava fechar.

Edward sabia o motivo de Isabella não querer ir para casa, pois ele mesmo fez isso durante anos, após a morte da mãe, sempre arrumava uma desculpa para não ir, foi então que comprou seu apartamento e alguma vez ficava na casa do pai só para provocá-lo.

– Pode dormir no meu apartamento se quiser. Eu sei que está evitando sua casa porque lembra sua irmã.

Isabella suspirou. Negar agora seria difícil, pois ele acabara de dizer a verdade sem ela ao menos falar nada.

– Prometo me comportar direitinho. – Debochou com um sorriso nos lábios. – Eu não vou atacá-la à noite, a não ser que você queira ou me ataque primeiro.

Ela gargalhou, fazendo-o rir também, já que ele dissera a verdade, não tinha planos de atacar à jovem, a não ser que ela desse o primeiro passo, aí não se responsabilizaria.

– Pode ter certeza que isso não irá acontecer, espero que fique bem claro. – Ficou-se de pé. – Vamos? Eu aceito a proposta, porém tenho que passar em casa e pegar algo para vestir amanhã, além do pijama, é claro.

– Sem problemas. – Respondeu sorrindo. – Vamos senhorita.

(...)

Edward tentava dormir, o que estava sendo impossível sabendo que Isabella encontrava-se no quarto ao lado. Estava visivelmente nervoso porque nunca havia levado mulher alguma para seu apartamento. Suas farras eram sempre fora de casa e nunca se atreveu a levar qualquer vagabunda aquele local, mas Isabella era diferente. Ele começou a entender o porquê de pai se encantar com a jovem, ela é bonita, inteligente, sabe ser gentil e educada, tem um bom papo sendo uma ótima companhia, divertida e animada. Nunca imaginara que Isabella fosse tudo isso, e pior ainda, que iria se apaixonar pela jovem.

Já eram duas da manhã quando um grito ecoou vindo do quarto de Isabella, Edward saiu correndo, invadindo o quarto da moça que estava sentada na cama, com o lençol até a cintura e rosto molhado pelas lágrimas. Ela teve um pesadelo e acordou gritando, vendo isso, Edward nada disse, apenas caminhou até a menina abraçando-a, tentando acalmar a jovem que soluçava de tanto chorar.

– Calma, vai ficar tudo bem. – Edward falou fazendo carinho nas costas de Isabella.

Depois de muito chorar ela estava mais calma, já não soluçava e sua respiração tinha voltado ao normal. Ele ainda fazia carinho em suas costas, cabelos, braços, sem se afastar um segundo sequer dela.

(...)

Edward estranhava o que estava acontecendo naquele momento, ele e Isabella, em um clima amigável, sentados na mesma cama vendo um filme, era algo muito estranho de se presenciar. Não havia mais sono para nem um dos dois, Isabella acordou no meio da noite devido ao pesadelo, resumindo para Edward que era apenas por saudade da irmã, achando melhor não comentar o que realmente tinha sonhado, pois teria que falar sobre o passado da irmã, assim como seu passado e essa não seria a melhor hora.

Ambos riam alto de uma comédia antiga que passava na TV, com direito a pipoca porque Edward fez questão de ir até a cozinha e fazer pipocas de microondas para os dois.

– Quando foi a última vez que fez isso? – Edward perguntou apontando para a pipoca, filme e para a cama.

– Já tem algum tempo. – Respondeu sorrindo e jogando um pouco de pipoca nele. – Eu ainda morava fora.

Ela lembrou-se do tempo em que viveu fora. Conheceu pessoas legais, fez ótimos amigos, teve seu primeiro e único namorado, e então, o pesadelo começou em sua vida, ela não se arrependia de ter aceitado a bolsa da faculdade, porém se sentia culpada por tudo que aconteceu a irmã.

– Morou fora?

– Sim. – Lançou um sorriso. – Em Londres.

Ele olhou para a menina com um sorriso presunçoso em seus lábios, erguendo uma sobrancelha, chegou seu rosto mais perto do de Isabella, tão perto que a jovem conseguiu sentir a respiração contra sua pele fria.

– Também morei em Londres durante um bom tempo. – Falou pegando uma pipoca que Isabella levava a boca. – Acabei voltando, porque para ser eleito tenho que estar presente, não é mesmo?

Voltou para seu lugar deixando Isabella meio atordoada por sua atitude, precisando piscar algumas vezes, tentando concentrar-se novamente no filme.

– O que mais gostou em Londres? – Ele perguntou pegando mais pipoca.

– Tudo, a cidade é linda. – Respondeu suspirando com as lembranças. – O que eu mais gostava mesmo era de ir para London Eye, sou louca por essa roda gigante.

Edward gargalhou.

– E você o que mais gostava em Londres? – Isabella perguntou olhando-o meio carrancuda.

– Pode me chamar de louco, mais eu amava ir ao museu imperial de guerra. – Disse dando um sorriso de tirar o fôlego. – Eu amo aquele museu.

Ela gargalhou e enfiou a mão dentro da tigela com pipocas, vendo que Edward a olhava de forma estranha, meio irritado.

– Por que está rindo?

– Porque é ridículo. – Falou entre sorrisos. – Um museu de guerra não é tão encantador assim. Ficar vendo toda aquela velharia de guerra sabe-se lá quantos morreram por causa daquelas coisas.

– Ridículo é gostar de uma roda gigante. – Murmurou meio carrancudo. – Isso sim é ridículo.

– Ora seu...

Isabella pegou a pipoca que tinha nas mãos, jogou em Edward, numa espécie de atitude meio criança, os olhos de Edward se arregalaram a com atitude infantil da jovem e acabou fazendo o mesmo para revidar e então a atacou com cócegas surpresa.

– Não, não Edward, pare! – Reclamou rindo e se contorcendo toda em baixo dele.

– Retire o que disse sobre o meu museu. – Mandou ainda continuando com as cócegas.

– Jamais! Ahhh paraaaaaa.

– Então não vou parar nunca. – Respondeu divertindo-se.

Isabella começou a debater-se contra o corpo de Edward que não parava com as cócegas na jovem, então acabaram caindo da cama, para sorte de Isabella o corpo de Edward amorteceu toda a queda. Ele a segurou pela cintura mantendo o corpo da jovem sobre o seu, ambos ficaram presos um pelo olhar do outro, seguido por um impulso, aproximou-se do rosto da garota roçando os lábios nos dela. Esperou por sua reação, que o afastasse, porém nada veio e ele continuou o ato, roçou novamente os lábios nos dela e então os tomou com os seus.

Em beijo lento e muito calmo Edward começou e invadir a boca de Isabella, dando leves mordidas em seus lábios, já com pouca paciência invadiu a boca dela com sua língua, chupando-a, tornado o beijo casto em um beijo furioso, suas línguas se enlaçavam de maneira sensual. Suas mãos ganharam vida, devastando também todo o corpo da jovem, prendendo-o ainda mais sobre o seu.

– Isabella! – Gemeu quando afastou sua boca da dela mudando apenas o modo de atacá-la, já que agora chupava e mordia levemente seu pescoço. – Me pare agora, ou será tarde demais. – Sussurrou contra sua pele macia.

Um fogo apoderou-se de seu corpo e Isabella sabia que não queria parar, mais também sabia que era errado, e seu corpo não parava de responder ao toque dele. E seguindo os impulsos de seu corpo e não de sua mente, ela levou as mãos para seu peito nu o arranhado, fazendo Edward gemer com vontade.
(...)

– Ohhh Deus! – Ela gemeu quando Edward a penetrou em uma investida só, fazendo sentir toda potência de seu membro rijo, grande e grosso.

– Muito apertada! – Ele gemeu mordendo-a no ombro, com um pouco mais de força.

Edward estava feliz pelo fato de Isabella não o ter parado quando pediu para fazer, já que ela fez tudo ficar ainda mais excitante quando começou a mexer o quadril sobre seu membro o deixando ainda mais duro, vendo que agora seu pau estava por completo dentro da mulher que ele andou desejando, mesmo sem perceber direito.

Não teve tempo para as queridas pré eliminares que tanto gostava de fazer, porque ele tinha sede e fome do corpo de Isabella, então deixou esse joguinho para outro dia. Sim, outro dia, pois Edward já tinha certeza que iria querer mais do que uma só noite com aquela delícia.

As investidas de Edward eram fortes e fazia Isabella ver estrelas. Ele segurava sua cintura com força enquanto enterrava seu pau, por inteiro, dentro da sua boceta quente. Isabella não conseguiu mais esconder e controlar os gemidos que tentava prender, então começou a gemer sem pudor e ainda rebolava seu quadril fazendo o pau dele entrar cada vez mais fundo.

– Geme meu nome. – Edward ordenou dando um tapa na coxa da jovem, que gemeu com o ato. – Anda, geme meu nome Isabella. – Falou dando mais uma enterrada profunda dentro da jovem.

– Ahhh Edwarddd! – Gritou seus cabelos cor de bronze.

– Hum, delícia! Fica ainda mais linda gemendo meu nome. – Murmurou enquanto chupava seu pescoço onde ficaria uma marca no outro dia.

Edward manteve o ritmo das investidas, fazendo com que Isabella, cada vez, se soltasse mais, ora pedindo para ele ir mais forte e fundo, ora gritando e gemendo seu nome. Ele ainda ficou surpreso ao ouvir da boca de sua assessora certinha algumas palavras obscenas.

Quando a boceta de Isabella começou apertar e esmagar seu pau, Edward sabia que ela logo gozaria e ele não estava tão longe de também chegar ao ápice. Levou uma das mãos passando pela barriga de Isabella e pressionou seu clitóris fazendo à jovem gritar e gozar de prazer. Ele sentiu os espasmos de seu corpo e intensificou as investidas, gozando logo em seguida e enchendo a camisinha, que por pouco, não se esquecera de usar naquela transa.

Ela estava ofegante no chão, seu corpo estava suado e o quarto cheirava a sexo. Edward saiu de cima dela deitando ao seu lado, tirando a camisinha e jogando em um canto qualquer do quarto. Olhou para Isabella nua e seu pau logo começou dar sinais de vida novamente, já que não era homem de se conformar apenas com uma foda. Queria muito mais, porém, o único problema, era saber se Isabella iria aguentar mais uma boa foda.

De olhos fechados, ela sentiu os dedos dele passando por sua barriga lisa e subindo para seus seios, onde circulou com os dedos o bico umedecido de cada um, sem se conter, ela acabou deixando um gemido escapar de sua boca.

– Oh Deus! – Mordeu os lábios de forma sexy e abriu os olhos para encontrar Edward com uma embalagem de camisinha em sua boca.

(....)

Isabella estava apagada na cama, já eram cinco da manhã e Edward ainda estava deitado ao seu lado, olhando-a enquanto dormia. Não tinha nem mesmo cinco minutos que ela havia adormecido, exausta, devido a noite regada a sexo que tiveram e um sorriso orgulhoso surgiu nos lábios de Edward ao lembrar dos dois transando.

Nunca imaginou que Isabella fosse assim, ainda mais na cama. Sempre a tratou como uma fera que precisava ser domada, e, depois dessa noite, teve toda a certeza disso. Ela não era mulher de uma foda somente e sim de várias, o modo como estava entregue durante o sexo foi o que mais lhe fascinou.

Isabella cavalgou como uma meretriz quando Edward a puxou para seu colo, fazendo a jovem rebolar e engolir todo seu pau com sua boceta apertada, fato que também não passou despercebido. Isabella era tão apertada quanto uma virgem, deixando Edward ainda mais louco de tesão.

Sorriu largamente quando sua mente vagou para a lembrança mais deliciosa da noite, o modo como Isabella submeteu-se as suas ordens, fazendo suas vontades, sendo uma ótima submissa.

– Quero você de quatro na cama! – Ele mandou e ela obedeceu imediatamente.

Somente essa lembrança, o modo como ele a fez gozar estando de quatro, vendo toda sua bundinha empinada a sua mercê foi o bastante para fazer com que ele perdesse o resto do juízo. Saiu um pouco do controle, principalmente quando Isabella gemia e implorava por mais, estapeou seu bumbum, deixando sua pele branca e macia com um tom vermelho, deu algumas mordidas em suas costas fazendo-a gritar de prazer e rebolar ainda mais. Sem contar os nomes “carinhosos” que ele usou como, cachorrinha, putinha, neném, ninfeta, entre outros. Por fim, quando ambos gozaram, Isabella caiu exausta sobre a cama, apagando logo em seguida, já Edward não conseguia dormir por vários motivos, além das lembranças de até então, sua melhor noite de sexo.

– Sinto muito. – Sussurrou como se falasse para alguém. – Ela será minha!

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