Jul M

Oi

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Descendentes -- Capitulo 50.2


Capítulo 50.2 — O Tempo

As coisas sempre acontecem da maneira errada ou será que somos nós que fazemos tudo errado? Eu me perguntei isso muitas vezes durante os últimos dias, lembrei de ter ouvido minha mãe, Elizabeth, falando com meu pai, John, sobre meu futuro, o quanto ela temia por mim. A avó de Alice viu meu futuro, eu seria um monstro perfeito, daqueles que dava medo apenas de olhar. Mas pensando bem, nesse momento as pessoas tem medo de mim. Só havia algo que não se encaixa na visão do meu futuro, a avó de Alice viu um monstro por natureza em mim e o monstro que virei hoje foi forjado pela dor da perda, há uma diferença.

A luz cegava meus olhos, não consegui focar em nada durante um tempo, até que meus olhos se acostumaram com a claridade. Olhei em volta, estava em uma floresta, não saberia dizer qual floresta. Me levanto e bato a sujeira das minhas roupas e começo a andar, preciso achar a saída dessa floresta o mais rápido possível, eu estou correndo contra o tempo.

(...)

Eu estava em cima de uma árvore, apenas assistia de longe a cena que se passava em minha frente, eu queria muito chegar perto mas eu sabia os riscos. Eu sempre soube os riscos da minha loucura. Fiquei lá apenas observando até o momento que tudo acabou e ela partiu.

Saltei da árvore e caminhei em sua direção, realmente era algo assustador de se ver. Thomas era meu irmão gêmeo, porém, estar cara a cara comigo mesmo é bem mais assustador.

- Thomas. — Eu digo para mim mesmo. – Você estava aí há muito tempo?

Era estranho porque eu conseguia sentir exatamente o que ele estava sentindo. Ele me analisou de cima a abaixo e então voltou a me olhar novamente nos olhos.

- Não, você não é o Thomas. — Eu digo novamente para mim.

– Quem é você?

- Eu quero que você me escute com toda atenção. — Eu digo para meu eu do passado. – O seu futuro vai depender disso.

(...)

O primeiro impacto veio como aquela sensação de quase estar se afogando, senti meus olhos se abrirem com força e eu buscar por ar como se minha vida dependesse disso. Bella estava ao meu lado, senti suas mãos em meu ombro, ela me olhou tentando entender o que estava acontecendo. Olhei em volta, foi quando aconteceu tudo novamente do jeitinho que eu me lembrava.

Algo rápido e com um grande impacto os portões foram derrubados e eles passaram, vários e vários soldados seguindo cegamente a rainha para a morte certa.

A guarda principal foi a primeira a ir em campo, contra-atacando e lutando, em seguida o segundo comando liderado por Félix e Demetri e então a Guarda de Elite do acampamento se pôs em campo, liderada por John e Elizabeth.

Eu sabia que precisava ser rápido, eu tinha que ser rápido porque eu sabia exatamente o que aconteceria depois dali.

- Eu preciso fazer algo. — Digo para Bella e os outros me olham. — Por favor, tentem conter eles o máximo que poderem até eu voltar. Eric, avisa o Thomas que precisamos dele aqui no campo de batalha, ele está com Tia no lado oeste, diga que o que eles estão fazendo não irá funcionar. E que eu preciso deles aqui agora.

Bella me olha bem confusa, mas não diz nada, apenas aperta minha mão com força e então solta mas eu não consigo partir, não depois de sentir que dessa vez seu toque é real. Eu puxo e beijo ela com muita vontade e muita saudade.

- Não entre em uma briga com a rainha sem mim. — Digo para ela e então me afasto e corro o mais rápido possível em direção à casa dos Swan, preciso de algo que está lá.

(...)

Quando eu voltei as coisas seguiam seu rumo, olhei em volta e vi que os soldados conseguiram avançar, nos alcançando, mas estávamos prontos. Lutamos juntos derrubando todos que conseguiram passar pelos pelotões principais, Jasper e Bella usavam os seus arcos e flechas para acertar de longe alcance nossos atacantes, evitando lutar corpo a corpo. Rosie usou o elemento vento para mandar boa parte deles pelos ares. Foi quando eles apareceram. Os gêmeos e a irmã de Bella, o fim estava próximo.

- Eu cuido do cara. — Emmett disse, se referindo a Alec.

- Jane é minha. — Bella diz, estralando seus dedos.

E tudo que fiz foi olhar para ela com mais admiração possível, meu olhar era pura doçura em relação a ela, sim, eu não deixaria ela morrer dessa vez.

- Acho que vou dizer oi para minha cunhada. — Digo, sorrindo de canto para Bella. — Acho que tenho umas coisas novas para ela.

- Tome cuidado. — Bella me diz. — Heidi é tão habilidosa quanto minha mãe, não se engane.

- Eu sei quem é sua irmã. — Digo, sorrindo levemente para ela. — E também sei certamente como ela vai morrer.

As lutas tomaram rumos diferentes, os outros seguiram em suas posições assim como nós seguimos para derrubá-los de vez. Emmett lutou de igual para igual com Alec, agora que ele não tinha mais seu Apanhador de Alma. Mas Alec ainda era mais forte, houve um momento que ele quase conseguiu pegar Emmett de jeito, foi quando Rosie entrou na briga, ambos lutaram juntos e foi questão de segundos para o loiro ser morto, seu corpo cortado ao meio e sua cabeça caindo fora de corpo. Jane sentiu a perda, o que deixou ela bem mais furiosa. Eu conseguia entender sua dor, eu já sabia como era perder alguém querido. Bella lutava de igual para igual com ela. Eu sabia perfeitamente como terminaria essa briga, eu sabia que no final mesmo com toda sua dificuldade Bella mataria a vaca loura. Ela mandou Bella pelo ares com uma rajada de vento, o que fez Jane correr em direção a Emmett e Rosie sedenta por raiva desejando vingança. Ela conseguiu ir encurralando Emmett e Rosie, arrancando deles suas armas.

- Digam adeus, seus bastados. — Ela disse, pronta para empunhar a espada contra os dois.

- Adeus, Vadia. — Bella disse e enfiou suas duas espadas nela, perfurando seu corpo. – Nunca dê as costas para seu inimigo, ainda mais se estiver lutando sozinha.

- Obrigada. — Rosie disse, sorrindo e levantando junto com Emmett.

- Não abaixem a guarda, ainda temos muitos inimigos. — Ela falou e voltou sua atenção para sua volta. Me avistando ao longe.

(...)

Minha luta com Heidi estava equilibrada de igual para igual, ela não esperava que eu fosse tão forte assim, ela não era uma de suas ilusões, essa era real, sabia pelo modo como ela contornava a luta.

- Assim que eu acabar com você eu matarei ela. — Heidi disse, sorrindo. — Sabe, minha mãe só quer o coração dela, nada mais, depois disso ela estará morta de qualquer jeito.

- Você não tocará nela. Acho que está na hora de acabar com isso. — Digo e Heidi me olha intrigada.

- Você fala como se já soubesse o resultado dessa briga. — Heidi comenta.

- Eu sei. — Digo, dando um sorriso de canto. — Você morre.

Heidi grunhi com raiva e parte para cima, eu giro minha lança e uso o elemento terra puxando os pés de Heidi prendendo no chão ao mesmo momento que minha lança atravessa sua garganta.

- Desculpa. — Digo, olhando para Heidi que agonizava em minha frente. — Mas eu tenho pressa nessa batalha.

- Você está diferente. — Ela diz, perdendo o fôlego.

- Eu sei. — Digo e puxo a lança enquanto o corpo de Heidi cai próximo aos meus pés, sem vida.

Vejo ao longe Bella, ela está me olhando. E nesse momento eu sabia exatamente o que aconteceria, a explosão grande e avassaladora veio. Ela apareceu em toda a sua glória, a mulher que deu início a tudo isso estava ali e dessa vez era ela, sem ilusões. Dessa vez seria diferente, eu não deixaria Bella morrer.

- Você pagará por isso, jovem Drácula. — Ela disse, partindo para cima de mim.

 Margarida usava duas espada assim como Bella, ela me atacou, sim, foi diferente porque meu eu do passado tinha sofrido uma grande descoberta. Usei minha lança para lutar de igual para igual com ela prevendo cada movimento dela e atacando novamente, até mesmo quando ela pensou que tinha me pego em sua armadilha com as espadas eu usei o elemento raio para acertar em cheio sua mão esquerda, fazendo sua espada cair a milhas de distância dela.

- O que aconteceu com você? — Ela disse entre os dentes. — Como ficou tão forte?

- Você matou meu coração e me fez virar um monstro. — Digo, mantendo minha postura de ataque. Não notei nada o que acontecia à minha volta, não notei nada mesmo.

- Não será o bastante, acabarei com você aqui e agora. — Margarida diz, segurando sua espada com as duas mãos.

Ela conseguiu me atacar novamente e dessa vez ela me atingiu com força e me mandou para longe. A dor do seu ataque não foi nada comparado com a dor que senti ao ter Bella morta em meus braços. Eu sabia exatamente que nesse momento meu pai entrou na briga.

- Mantenha ela longe da Bella. — Eu digo e meu pai, que me olha sem entender.

Nesse momento Thomas entra em campo junto com Tia, Bella estava longe lutando com outros Soldados e Apanhadores. Margarida me olhou intrigada sem entender o que estava acontecendo.

- Eu não quero ela. — Margarida fala. — A não ser que eu vá pegar meu coração de volta, fora isso ela não me serve para nada. Mas já você, jovem drácula, é de grande ajuda.

- Thomas. — Eu grito e ele vem em nossa direção. –  Agora!

Margarida não entendeu até que foi atingida com raios, o que fez seu corpo se contorcer com toda a dor, já que a descarga elétrica foi de milhões de volts. Quando ela cai de joelho no chão, se firmando apenas em sua espada eu olhei para ela e vi pela primeira vez o medo em seus olhos.

- Não, você não vai me destruir por causa dela. — Ela gritou e fez uma ventania sua em nossa volta.

- Não, eu não vou. — Digo e ela tem aqueles olhos dourados assustadores sobre mim. – Você ficará presa aproveitando a sua tão sonhada eternidade.

Ela me olhou sem entender, tinha um sorriso no canto dos lábios, talvez ela fosse dizer algo sarcástico ou ser irônica, algo do tipo, mas quando viu a caixa nas minhas mãos ela entendeu.

- Não. — Ela gritou e tentou correr, mas do mesmo jeito que eu fiz com Heidi eu fiz com ela, prendi seus pés ao chão e quando a caixa foi aberta ela foi sugada para dentro dela com toda sua força, e então eu a fechei selando a tão temida Rainha Louca dentro da caixa de Pandora. Uma caixa criada pelos deuses para prender todos os demônios e agora estava prendendo a mulher que me causou a maior dor do mundo.

- Acabou. — Eu digo, caindo de joelhos esgotado.

- Como? — A voz que veio atrás de mim foi dela. –  Como você sabia onde estava a caixa?

- Uma garota bem louca me contou. — Ao dizer isso perco completamente a consciência.

(...)

O barulho irritante do bipe me incomodava, meus olhos estavam pesados demais para conseguir se manterem abertos, o sono me consumia cada vez mais, eu queria poder abrir os olhos, eu realmente queria poder abrir os olhos, eu conseguia ouvir a voz deles, de cada um deles, de cada um que me cercava, a voz de Bella ali era o que me deixava ainda mais confortável. E então novamente eu fui vencido pelo cansaço, estava novamente perdendo os sentidos e adormecendo.

(...)

Meu corpo estava dolorido e eu me sentia pesado, o barulho do bipe ainda me incomodava, aos poucos fui me forçando a abrir os olhos, então fui me acostumando com a claridade. Ela estava ali deitada ao meu lado na cama, adormecida em meus braços, o peso dela estava sobre meu corpo e o color que isso produzia era incrivelmente agradável.

- É bom saber que você está aqui. — Sussurro baixo para ela não acordar.

Nesse momento Esme entra no quarto e me vê de olhos abertos.

- Minha nossa. — Ela diz surpresa. – Você acordou!

Bella se mexe em meus abraços e acorda assustada, mas quando ela me vê de olhos abertos seus lindos olhos negros enchem-se de lágrimas e ela começa a chorar compulsivamente sobre meu peito, dizendo palavras sem sentido.

- Está tudo bem, está tudo bem. — Eu digo, acariciado suas costas. – Eu estou bem.

- Eu pensei que você nunca mais fosse acordar. — Ela me diz, ainda chorando e me beijando nos lábios, me fazendo provar o gosto das suas lágrimas salgadas.

- Edward, precisamos fazer alguns exames em você. — Esme diz. — Pedi para informar seus pais sobre o fato de você ter acordado.

- Por que tanto alvoroço? — Eu pergunto, não entendendo as reações delas.

Bella para me olhando seriamente e então dá um sorriso tímido e passa as mãos pelo meu rosto, tocando com cuidado, talvez até medo de não ser real.

- Edward, você entrou em coma. — Esme diz e olho assustado para ela. – Você está dormindo tem seis meses.

Puta que pariu, o que foi que aconteceu? Tudo que lembro foi da batalha e de ter usado a caixa de Pandora. E agora vem isso acontecer. Como foi possível? O que foi que aconteceu afinal?

Continua...

“Enquanto a luz do farol estiver acesa, meu coração sempre será seu.”
                                     ― Scooby-Doo

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Descendentes -- Capitulo 50.1


Capítulo 50.1 — O Filho do Sol

P.O.V. Edward

- O seu pai não vai poder te livrar dessa vez. — Jasper diz irritado, ele está amarrado, eu já tinha feito os primeiros socorros em seus machucados.

- E quem disse que pedirei ajuda a ele? — Digo, sem perder tempo, olhando para ele. — É melhor Alice cuidar.

- O que pensa que está fazendo? Ela já está morta. As pessoas morrem, Edward! — Jasper grita.

- Você faria a mesma coisa se fosse com Alice. — Digo e então olho para ele e vejo ele se encolher com meu olhar frio em sua direção. — Talvez não, você sempre foi um covarde mesmo.

- Mesmo que você consiga, mesmo que você possa trazer ela de volta. — Jasper diz. — Você trará Margarida de volta também, não acha que existe mais risco com Margarida viva?

- Tem medo da bruxa velha lhe matar? — Eu digo em zombaria. — Eu tenho um plano, e dessa vez será do meu jeito.

Viro indo em direção à saída do cativeiro onde Jasper ficaria preso.

- Espera, onde pensa que vai? — Jasper pergunta.

- Isso você descobrirá rapidinho. — Digo, sumindo e deixando ele sozinho em um lugar que apenas eu sabia como chegar.

(...)

Eu olhei ele ao longe, estava acompanhado de Nessie e Jake, eles conversavam e até sorriam, era incrível como as pessoas esqueciam rapidamente das outras que já foram. Talvez Bella só fosse importante para mim.

- Então você tem um plano. — A voz de Bella ecoou atrás e mim. – Será que dessa vez dará certo?

- Vai dar certo. — Digo e vejo ela encostada em uma árvore, como das outras vezes está coberta por sangue. – Por que está aqui?

- Porque você precisa de mim. — Ela diz naturalmente. — Você sabe, se algo sair errado você estará ferrado.

- Talvez eu fique morto também. — Digo, olhando para ela. — Mas viver sem você é bem pior.

Saio deixando ela para trás, assim que vejo que Nessie e Jake já partiram, o sol começava a se pôr. Eu caminhei mais rápido, Alice poderia muito bem ter contado para meu pai ou para tio Carlisle o que eu tinha feito com Jasper, havia essa possibilidade.

- Dom. — Digo, chamando ele. — E aí, cara?

- Ei. — Ele diz, meio sem jeito, não era muito meu estilo estar conversando com ele. – Aconteceu alguma coisa?

- Meu pai pediu para levar você em um lugar. — Digo mentindo descaradamente. — É algo importante e ele acha que você pode ajudar.

- Tem certeza? Eu não sou a melhor ajuda, Edward. — Ele me diz, mal sabe ele que sim, será de grande ajuda para mim.

- Não se preocupe. — Digo. — Você não está correndo nenhum perigo.

- Se você diz que é importante então eu vou e vejo no que posso ajudar. — Dom diz.

- Claro. — Digo, dando um sorriso e sigo mostrando o caminho para ele.

Assim que nos aproximamos do local onde Jasper estava, Dom parecia estar cada vez mais nervoso.

- Onde estamos indo? — Ele perguntou. – Por que não tem mais soldados?

- Relaxa. — Eu digo. — Você está seguro nada vai acontecer com você.

- Edward, não estou gostado nada disso. — Ele comenta. – Eu vou voltar. — Ele diz e eu seguro ele rapidamente, colocando uma adaga em seu pescoço.

- Você vai seguir comigo. — Eu digo. – Ou realmente as coisas vão ficar bem feias para você, Dom, filho do deus do Sol.

- Você me enganou. — Ele diz ao se dar conta.

- Não, eu disse a verdade, preciso que você me ajude em algo. — Explico e levo ele direto para o cativeiro. — Só que meu pai não tem nada a ver com isso.

Assim que entro com ele, Jasper me olha intrigado, amarro Dom assim como fiz com Jasper.

- Vão sentir minha falta. — Dom diz.

- Vamos torcer para isso não acontecer. — Eu digo. — Ou as coisas ficarão feias, para os dois. — Olho para o relógio e está quase na hora de encontrar Alice. – Eu preciso ir. — Informo. — Mas já, já estarei de volta, não se preocupem, se tudo correr bem vocês logo estarão livres de minha pessoa.

(...)

O jardim centro-oeste estava deserto como sempre, eu estava sentando no banco da praça esperando Alice enquanto contemplava as estrelas. Não demorou muito para ela aparecer, em sua cara eu podia ver a ira presente.

- Alice. — Digo, assim que ela se aproxima. — Descobriu onde ela está?

- Cadê Jasper? — Ela pergunta.

- Respirando. — Eu digo olhando para ela. — Vai depender de você se ele seguirá assim.

- Você só pode estar ficando louco. — Alice diz. — Ele é seu amigo.

- E Bella é minha mulher. Parece que é um peso desleal. — Informo e ela bufa de raiva.

- Está na torre do relógio. — Alice diz. — Na praça central do acampamento.

- Você já sabia onde estava, não é mesmo? — Eu pergunto e ela me olha com os olhos arregalados. — Eu vi quando a Bella interceptou você tentando fugir depois do ataque da Margarida, ela enfeitiçou o Jasper e você tinha medo dele morrer. Você sempre soube, não é mesmo?

- Bella descobriu todas as relíquias, ela tinha apenas sete anos quando encontrou as duas primeiras. — Alice me diz. — Foi quando ela perdeu as memórias, e logo depois aos dez ela foi encontrando as outras, cada vez que ela encontrava uma das relíquias ela tratava de esconder, ela sabia que a única pessoa que não poderia ser rastreada era ela. Quem ia querer rastrear uma garota fraca?

Sim, Bella era conhecida como fraca naquela época, ninguém sabia do tamanho da sua força, foi naquela época que ela foi salva pela esposa de Ares, e ela mesma disse a Bella como recuperar as memórias perdidas. Então ela poderia perder as lembranças mas também sabia como recuperá-las.

- Ninguém sabia quem era Bella de verdade, até eu ter uma visão sobre ela. — Alice diz. — Eu tentei matá-la, mas foi Bella que quase me matou, ela só me soltou depois que roubou a minha lembrança sobre o que vi sobre ela. — Alice me diz. — Então ela disse que se eu falasse para alguém o que eu tinha visto ela fazer, ela me matava. — Alice morde os lábios. — Eu sabia que ela faria, eu vi isso nos olhos dela, Bella nunca teve um coração, e naquela época ela mataria qualquer um que entrasse em seu caminho, depois que ela roubou minha memória sobre ela, eu nunca mais consegui ver nada sobre o futuro dela. Nada.

- Se espera que eu sinta pena de você. — Digo me levantando. — Está perdendo tempo, eu não sinto.

- Você ficou igual a ela. — Alice diz. — Talvez até pior.

- Então deveria ter se esforçado ainda mais. — Eu digo. — Mas você não pode ver mais o meu futuro, não é mesmo, Alice?

Ela ficou pálida e então eu soube que era verdade, ela não conseguia mais ver meu futuro porque eu não era mais o mesmo Edward, agia imprevisivelmente, igual a Bella, o que deixa ela bem confusa em relação ao meu futuro.

- Foi bom fazer negócio com você. — Digo, caminhando em direção a praça central.

- Cadê o Jasper? Onde você deixou ele?

- Você descobrirá assim que eu terminar. — Digo. — Mas não se preocupe, Alice, ele está bem.

Sinto ela grunhir em frustração mas eu não fico para esperar e saber o que ela ia fazer, apenas saio dali correndo em direção à praça, tenho que correr, o tempo está ficando cada vez mais curto.

(...)

Eu já tinha o que procurava, estava comigo, mas falta algo que era muito importante. Eu andei pelo acampamento das bruxas até avistar ela.

- Tia. — Eu digo, sorrindo gentilmente.

- Edward. — Ela diz confusa. — O que faz aqui? Achei que estava em missão.

- Fui mandado para casa mais cedo. — Informo. –  Preciso de um favor seu.

- Que favor?

- Preciso que abra uma porta.

- O quê? Uma porta?

- É, foi enfeitiçada, apenas uma bruxa pode abrir. — Informo ela.

- De quem é a porta que estamos falando? — Ela pergunta desconfiada.

- Você pode fazer ou não, Tia? Você só tem que dizer sim ou não.

- Edward, Thomas me disse que você não anda bem. — Ela fala.

- Por que vocês escolhem o jeito sempre mais difícil? — Eu digo, então agarro seus braços. — Vou lhe dar uma boa motivação para fazer o que estou pedindo. Vou matar todos que você ama, um por um, e se for preciso matar meu irmão na sua frente eu farei. Então, que tal abrir a porta agora?

Senti o corpo de Tia tremer ao meu lado, ela engoliu em seco e me olhou de canto de olho.

- Vamos. — Tia diz. – Você é igual a ela.

- Eu tentei ser legal, mas vocês andam dificultando muito as coisas.

Não soltei o braço dela, seguimos em direção à floresta proibida, mas antes fizemos uma parada para pegar Dom e deixamos Jasper para trás, Alice logo estaria lá para soltar ele mesmo e levar ele junto só atrapalharia.

- Você perdeu o controle de vez. — Tia diz. — Tudo isso para quê? Ela já está morta.

- Talvez. — Eu digo. — Mas eu descobri que todas as lendas são verdadeiras, há algo que sempre podemos fazer.

- Não há nada que pode fazer, a lança não funcionou. — Tia diz. –  Você está fazendo uma loucura, pense em seus pais, sua mãe, ela ficará desapontada com você.

- Ela supera. — Eu digo e empurro ela em direção à porta do laboratório da minha mãe. — Eles sempre superam bem as perdas. Agora abre a porcaria dessa porta e pode dar o fora se quiser, mas se ficar é melhor não se meter em meu caminho ou vou arrancar seu coração e comer.

Os olhos de Tia ficaram arregalado de medo, ela lançou o encanto sobre a porta que logo em seguida se abriu. Puxei Dom entrando com ele, mas Tia veio junto, eu não sei se para tentar me impedir ou para saber o que eu iria fazer.

- Que lugar é esse? — Dom perguntou.

- O laboratório da minha mãe. — Digo para os dois. — Ela roubou de Charlie uma máquina, até então eu não sabia do que se tratava essa máquina até que descobri.

- Que máquina é essa? — Tia perguntou.

- Quando Renée foi dada como morta, Charlie ficou sem rumo e perdido. — Eu informo. — Caso nem um dos dois saiba, a família Swan é descendente direta de Frank, eles são inventores, e Charlie em meio a loucura da dor da perda criou essa máquina.

- Que máquina? — Dom perguntou.

- Uma máquina que é possível voltar no tempo. — Eu digo. — Minha mãe roubou quando Renée voltou à vida. Só que ela roubou para poder usar contra Margarida, caso na batalha algo acontecesse, se nós perdêssemos.

- Inacreditável. — Dom diz, olhando para a máquina, assim como Tia e eu.

- Ela precisa de muita energia, aqui não existe nada que possa dar essa energia para ela funcionar. — Eu informo. — Esse foi o motivo de minha mãe nunca ter falado sobre essa máquina para ninguém a não ser meu pai. Só que Bella sabia da existência da máquina, ela sempre soube como fazer ela funcionar. Assim como Margarida.

- O que você quer dizer? — Tia perguntou.

- Margarida queria você, Dom, porque você é filho de Apolo, deus do sol, o único que pode controlar a carruagem do Sol. Existe uma lenda sobre essa carruagem. Se você fizer o sol se pôr ao contrário, você volta no tempo.

- Impossível. — Tia sussurra.

- Não, era verdade, Bella disse que era a única lenda sobre o deus do Olimpo que ela sabia que era real. — Eu informo. – Bella disse para minha mãe destruir a máquina porque ela seria sua destruição, só que o futuro pode ser mudado de acordo com as atitudes que as pessoas tomam. Alice viu minha mãe morrer, Bella roubou essa lembrança dela, coisa da Bella.

- Então, o que você quer fazer? — Dom pergunta.

- Existe algo que Apolo fez que tem um pedaço não só da carruagem como uma pequena lasca do sol.

- A Rosa de Ouro. — Tia diz. – Você vai usá-la para ativar a máquina.

- Isso mesmo. — Eu digo. — Só que eu não tenho o sangue de Apolo, eu tenho sangue de Hércules. Você é o único que pode ativar a máquina e a Rosa de Ouro, Dom, por esse motivo você está aqui.

- E se eu me recusar a fazer? E se eu não fizer? O que vai fazer?

- Corto sua mão e ativo eu mesmo, se for o caso. Acho que uma gota do seu sangue ativa a Rosa de Ouro. — Eu digo.

- Você ficou louco. — Dom diz. — Voltar no tempo pode mudar não só o passado como o futuro. Não acha que está passando dos limites por alguém como ela?

- Ela morreu para salvar vocês, seus vermes. — Eu digo com raiva. — Me ajuda a trazer ela de volta, é o mínimo que vocês podem fazer, já que suas vidas miseráveis foram salvas por causa da morte dela.

- Margarida voltaria também. — Tia diz.

- Eu já tenho um plano. — Eu falo. — Dessa vez o final daquela batalha não será o que já conhecemos.

- Eu não posso deixa você fazer isso. — Tia diz, mas eu jogo ela longe acertando ela com raios. Ela cai no chão inconsciente.

- Eu nunca disse que você ia me ajudar. — Eu falo e olho para Dom. — Vai me ajudar ou terei de lhe dar um pouco de incentivo?

- O que eu tenho de fazer? — Dom pergunta e eu dou meu melhor sorriso do mal.

Continua...

“Ninguém pode fugir de sua própria história.”
                       ― Rango

sábado, 7 de julho de 2018

Descendentes -- Capitulo 50


Capítulo 50 – Um quarto de loucura

Eu estava andando pelo acampamento, ainda era cedo mas eu sabia que ela estaria acordada porque ela estava ajudando algumas bruxas com magia.

- Alice. — Chamei ela assim que a vi ao longe, ela tentou correr mas eu consegui alcançar ela. – Espera.

- Me solta ou vou gritar. — Ela diz.

- Solta ela agora. — A voz era de Jasper, ele estava atrás de mim.

- Relaxa, eu não vou fazer nada com sua namorada. — Digo, soltando o braço dela. — Preciso que você faça algo para mim.

- E por que eu faria algo para você? — Alice perguntou. – Até onde eu sei você tentou me matar.

- Você provocou. — Digo, sem a menor vergonha disso. — Preciso que você me ajude a visitar o Mundo dos Mortos, na verdade, a cidadela.

- O quê? Como? — Ela diz bem confusa.

- Você mandou Bella para o Mundo dos Mortos uma vez, foi assim que ela encontrou a minha mãe, os espíritos dos mortos ficam em uma cidadela, Cidade dos Mortos. Quero que meu espírito vá para a cidadela.

- Eu não posso fazer isso. — Alice diz e estreito meu olhar para ela. — Não foi exatamente eu que mandei Bella para a cidade, foi outra pessoa que fez o encantamento, eu apenas encontrei com ela na cidadela porque nós bruxas brancas conseguimos transitar entre esses dois mundos.

- Você pode vê-la? — Eu pergunto.

- Eu tentei, mas eu nunca vi seu espírito na cidadela. — Alice diz. — É como se o espírito dela nunca tivesse passado por lá.

- Isso é possível?

- Meio que sim. — Alice com cautela nas palavras. – A cidadela é para espíritos bons, sem maldade e remorso no coração. — Ela me olha. – Não é bem o caso da Bella, você sabe disso. Ela não era a pessoa mais bondosa do mundo e seu coração era bem cruel.

- O que está dizendo?

- Que talvez ela tenha ido direto para o submundo.

- Você não está me ajudando em nada. — Digo, empurrando ela para sair do meu caminho. – Espera. —  Digo, olhando para ela. — Quem foi a pessoa que ajudou ela a ir para a cidadela?

- Eu não sei. — Ela me diz. — Eu não era a única bruxa que ela conhecia.

Alice e Jasper saíram me deixando sozinho, realmente Bella conhecia muitas pessoas, e havia alguém que conhecia ela também, era Rosie. Saí em busca de Rosie pelo acampamento, ela normalmente ficava na sala de treinamento, ela foi encarregada de treinar os novatos. Algo que ela fazia com grande capacidade.

- Oi. — Digo, encostado na porta, Rosie sorriu ao me ver.

- Por hoje é só, vocês estão dispensados. — Ela diz. –  Uma visita sua, deve ter brigado com alguém. — Ela comenta sorrindo.

- Na verdade, as únicas pessoas que encontrei hoje pela manhã foram seu irmão e Alice.

- Vocês não brigaram novamente?

- Não. — Digo. — Queria que Alice fizesse uma coisa para mim.

- O que exatamente? Alice não fará nada para você. E você sabe disso. — Rosie comenta.

- Eu sei, mas tinha um plano em mente. — Informo. — Mas ela não sabe usar o feitiço que pedi para ela.

- Que feitiço?

- O de quase morte. — Digo. — Queria ir para a cidadela, ver se via Bella lá.

- Edward, já tem tempo que ela se foi. — Rosie diz. — Seria impossível.

- Alice disse que ela não está na cidadela. — Eu informo. — Ela tentou achar Bella lá, ela acredita que Bella foi direto para o submundo.

- Bem provável. — Rosie diz. — Bella não era a pessoa mais pura de coração, ela mudou muito depois que conheceu você, mas não acho que ela estaria na Cidade dos Mortos.

- Alice me disse a mesma coisa. — Digo frustrado. – Ela me deixou uma carta.

- Sério?

- Oh, assim como de costume Bella sempre teve um plano B, o problema é que ela quer que eu descubra.

- Bem a cara dela. — Rosie disse. — Quando ela estava me treinado e me ensinado a usar o elemento vento, ela me jogou de um penhasco e disse: “Crie uma tempestade de vento ou você morrerá”.

- Isso é a cara dela. — Eu digo. — Fazer uma coisa louca e imprevisível. Só que não deixar informações de onde posso trazer ela de volta é tolice.

- Talvez ela não soubesse. — Rosie comenta. — Edward, ela sempre deixou as coisas claras para você, por que justo na sua morte ela iria deixar um enigma para você?

- Por que é Bella, no dia que ela fizer algo que se julgue certo e previsível nesse dia um deus morrerá no Olimpo.

- Ela sempre teve dois planos, era a cara dela. — Rosie diz. — E o segundo plano ela nunca contava.

Eu fico em silêncio por um tempo olhando para Rosie, ela disse a verdade, Bella nunca revelava seu plano, nunca o segundo. O que faz cair a ficha em relação a algo.

- Você sabe onde ela colocou o Espelho Mágico? — Pergunto para Rosie.

— Depois que ela morreu o espelho ficou com sua mãe. — Rosie diz. — Renée deu pessoalmente para sua mãe.

- A Rosa de Ouro você chegou a ver alguma vez?

- Eu sempre soube que ela tinha a verdadeira, Edward, mas nunca soube onde ela colocou, de todas as seis relíquias, as únicas que cheguei a ver foram o espelho, o Livro da Morte e sua lança, mas as outras nunca vi.

- Bella sabia onde cada relíquia estava. — Eu comento.

- Ela escondeu cada uma delas. — Rosie comenta. — Por que está perguntando, não está planejando reuni-las?

- Eu confesso que pensei sobre isso quando achei a carta dela. — Digo a verdade para a loira. — Mas se eu fizer isso, eu posso destruir de vez esse lugar. E aí sim eu perderia ela de vez para sempre. Mas eu sei que existe outro jeito, eu sei. Bella também tinha essa certeza, ela não sabia era qual direção tomar.

- Uma bússola seria ótimo. — Rosie comenta, sorrindo levemente. — Eu não posso lhe ajudar, eu nem saberia como. A única coisa que penso é se pudéssemos voltar no tempo, seria perfeito mudar aquele momento.

- Voltar no tempo mudaria tudo. — Eu comento e me afasto da porta. – Até mais, Rosie, nos vemos outra hora. Diga um oi para Emmett.

- Claro.

Sigo andando pelos corredores, é impossível não notar os olhares da pessoas, eles tem medo de mim, eu não os culpo, eu matei algumas pessoas em praça pública apenas por estar com raiva, descontei em nossos inimigos todas as minhas frustração sobre perder ela, agora eu entendo um pouco como ela se sentia quando era ela em meu lugar.

(...)

- Toda história tem um ponto de partida. — Era a voz dela, eu estava deitado na campina onde nos casamos. – Qual teria sido a nossa partida?

- Quando você me deixou. — Eu comento.

- Parece que já está acostumado com minha presença. — Ela diz com ironia, sinto como se ela tivesse ali de verdade, se sentando ao meu lado. – Gosto desse lugar, é calmo, me trazia paz.

- Também gosto daqui. — Eu digo, mantendo meus olhos fechados, ainda não quero olhar para ela. — Mas porque foi aqui que nos casamos.

- Uma péssima ironia. — Ela diz. — Parece que você agora é temido, no final conseguiu o que tanto desejava.

- E perdi o que mais amava.

- Não se pode ter tudo. — Ela me diz. — Teria que abrir mão de algo.

- Então sendo assim, abro mão de toda a minha glória se isso me der você de volta.

- Estar de volta? É cruel até para mim.

- Não acho que seja.

- Por que quer tanto que eu volte?

- Por que eu preciso de você!

- Você deveria estar feliz, está livre.

- Me sinto completamente preso.

- Então devia se livrar do que está lhe prendendo. — Ela diz isso e então sinto seus lábios sobre os meus, o que me faz abrir os olhos e ver que ela não está ali.

Fico olhando para o nada e vendo as nuvens brancas no céu azul passarem levemente sem pressa algumas. O tempo passa lentamente quando queremos que ele passe, e rápido demais quando desejamos que ele não passe. Queria poder parar o tempo, ou voltar ele para um momento exato. Esse pensamento me fez lembrar de algo, algo que até então eu tinha esquecido devido a minha dor e meu luto.

No funeral de Bella eu vi Charlie falando com minha mãe, na hora eu não dei muita importância, mas antes dele sair de vez ele disse algo para ela, na hora eu não liguei mesmo e me perguntei o por quê, mas agora eu me lembro como se fosse hoje...

[~*~*~]

Estava tudo perfeito, era o funeral mais lindo que já tinha ido em minha vida toda, uma pena era que era da mulher que amo, levou sete dias para se fazer o funeral, havia flores brancas por todo lado, rosa com cheiro, o seu corpo estava dentro de caixão de vidro, e dentro dele havia várias e várias flores branca, seu cabelo estava solto caído ao lado do seu rosto, ela usava um lindo vestido azul bebê, seus olhos estavam fechados e parecia que ela estava dormindo.

Eu lembro de ter chorado do começo ao fim do velório e quando o corpo foi enterrado eu chorei ainda mais pois meu peito doía ainda mais, nesse momento que eu vi Charlie falando com minha mãe e meu pai, mas ele se direcionou para Elizabeth.

- Sentimos muito a sua perda. — Minha mãe disse.

- Lamento, Charlie. — Meu pai disse.

- Quero que faça algo. — Charlie diz para minha mãe. — Destrua aquela máquina, eu sei que você ainda tem, Bella deixou claro isso, eu quero que você destrua ela, antes que nos coloque novamente em problemas.

- Charlie... — Minha mãe diz.

- Não é um pedido, Elizabeth, é uma ordem.

E depois de dizer isso ele partiu com Renée, eu fiquei lá durante dois longos dias até o cansaço me dominar e eu desmaiar ali no chão do cemitério.

[~*~*~]

Vendo hoje aquela conversa faz um pouco de sentido agora, Bella uma vez também comentou algo sobre minha mãe ter roubado algo do pai dela em nossa sala e mandou minha mãe destruir aquela máquina ou seria sua destruição. Do que exatamente eles estavam falando?

(...)

Entrei em casa correndo, Sue me olhou assustada, ela era a única que parecia entender minha dor naquela casa, Thomas estava ocupado demais com Tia para sentir pena do seu irmão e meu pai estava envolvido demais com os problema pós guerra que tinha.

— Viu a minha mãe, Sue? — Eu pergunto.

- A senhora não está. — Sue me informa. — Foi ao encontro do seu pai, parece que eles encontraram alguma coisa diferente.

- Sue, posso lhe perguntar uma coisa?

- Já está perguntando, menino. — Ela me diz sorrindo. — Mas, sim, pode perguntar.

- Você sabe onde minha mãe fez seu laboratório secreto, não sabe?

- Por que quer saber? Menino, é perigoso.

- Ela guarda uma coisa lá que preciso achar.

- Nunca diga que foi eu que lhe falei isso. — Sue me diz e sorri docemente. — Na floresta proibida, procure a árvore mais alta.

- Obrigado, Sue, você é a melhor. — Digo, beijando seu rosto.

- Tenha cuidado, menino. — Ela disse docemente.

(...)

Assim como Sue disse, não foi difícil encontrar o local, mas eu precisava descobrir como entrar, tinha uma tranca mágica que por mais que eu tentasse destrancar eu não conseguia, perdi uma noite inteira tentando descobrir como abrir, mas foi tempo perdido, nada funcionou.

Eu voltei para o acampamento, meu pai já estava de volta mas ele não era o único, os Swan também estavam de volta. Renée e Charlie estavam na cidade novamente, eles sempre voltavam mas nunca ficavam tempo suficiente para se acostumar.

- Charlie. — Eu cumprimentei ele. — Renée.

- Menino. — Renée disse. —Que bom vê-lo. Espero que esteja tudo bem, você está com uma cara péssima.

- Tive alguns contratempos essa noite. — Digo de maneira mais sincera. – Posso falar com você, Charlie?

- Edward, tem que ser rápido, preciso passar um relatório para Carlisle e partiremos hoje mesmo.

- Será rápido. — Eu digo. – Me acompanha em uma pequena caminhada?

- Claro. Renée, querida, vá para casa, já, já estarei com você. — Charlie diz e beija a esposa. – Soube que você se tornou um grande problema, meu jovem.

- Ando tendo alguns problemas, mas nada que não possa resolver.

- Imagino que seu pai está puxando os cabelos agora. — Ele diz sorrindo. — Bella fazia a mesma coisa com a gente.

- Charlie, por que mandou minha mãe destruir máquina? — Ele ficou calado e me olhou de canto.

- Então ela fez o que eu disse?

- Claro. — Eu minto, eu sei que minha mãe nunca vai destruir a máquina seja ela qual for.

- Era o melhor a se fazer. — Charlie diz. — Poderia cair em tentação e acabar usando.

- E seria tão ruim assim?

- Na verdade você não é o único que sente falta dela. — Charlie diz. – Eu pedi para sua mãe destruir a máquina do tempo porque eu sabia que em algum momento ou eu ou você poderíamos ter a brilhante ideia de querer usar ela para trazer Bella de volta.

- E qual é o problema nisso? Você não me perguntou, apenas fez sua escolha.

- Voltar no tempo muda o passado, tudo isso terá algum risco, Edward, não sabemos quais são esses, seria arriscar demais.

- Ficar sem ela é bem pior. — Digo. — Ela não está na cidadela, nunca esteve. Você não devia ter mandado minha mãe destruir algo que poderia trazer ela de volta.

- E junto Margarida. — Charlie diz. — Trazer Bella de volta é trazer Margarida os corações delas eram um só e você sabe disse.

- Íamos usar a caixa de Pandora.

- Bella não sabia como usar a caixa de Pandora. — Charlie diz. — De todas as armas mágicas, essa era a única que ela não conseguia usar, ela tinha medo de ser sugada junto com Margarida, ela nunca levou a caixa para o campo de batalha.

- Eu sei disso. — Digo, sabendo porque achei a caixa em seu armário. — Mas eu sei usar a caixa, e sei exatamente o que vou fazer agora.

- Do que está falando? — Charlie diz me olhando. — Mesmo que a máquina do tempo não tivesse sido destruída ela não funcionaria, falta algo nela que nem eu consegui descobrir, ela precisa de uma grande quantidade de energia, aqui no acampamento não possui nada com tanta quantidade de energia.

- Talvez você nunca tivesse procurado por algo assim. — Digo. — Obrigado pela conversa, Charlie, você disse tudo que preciso saber.

- Menino, espere. — Ele grita, mas eu deixo ele para trás.

Eu não menti, eu aprendi a usar a caixa de Pandora, eu aprendi não só a usar a caixa como também aprendi a usar outros poderes, em batalha com aquela bruxa eu nunca perderia. Não mais.

(...)

Andei pelo acampamento atrás dela novamente, até que achei ela novamente com Jasper.

- Alice. — Eu chamo e ela me olha feio. – Preciso de um favor.

- Não farei nada para você. — Alice me diz.

Em um movimento rápido eu enfio uma adaga no ombro esquerdo de Jasper, pressionando ele contra a parede.

- Eu mato ele se você não fizer. — Jasper geme de dor e Alice me olha assustada e temerosa pelo seu namorado. – Não é nada pessoal, mas ela não vai fazer o que vou pedir se eu não a motivar devidamente.

- Você me paga, Edward. — Jasper diz ofegante, ele está sangrando.

- Pode mandar a conta. — Eu digo. — Quero a Rosa de Ouro, é bom você achar ela rápido, Alice, ou eu vou matar ele, pode crer que vou.

Digo para Alice e seguro Jasper, sumindo com ele pelos corredores da escola.

The End

                “Dê-me o que eu quero e eu irei embora.”
                             ― Tempestade do século