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Oi

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Descendentes -- Capitulo 47


Capítulo 47 – Você tem meu coração.

P.O.V. Edward

Ninguém disse nada depois que Bella foi embora, ninguém a não ser Thomas que pareceu não estar nem um pouco surpreso. Acho que no final ele sempre soube que para acabar com tudo era preciso um fim drástico.

Meus pais saíram da biblioteca da casa me deixando sozinho, era como se meu corpo pouco a pouco fosse petrificando naquele lugar, eu não conseguia sentir nenhum tipo de emoção a não ser medo da perda. Eu não podia aceitar isso, não dessa maneira, tem que haver algum jeito. São dois planos em cima de um, não pode ser possível que dois vá falhar.

Alice, o nome dela me vem na mente de maneira como se nunca tivesse sido pronunciado na vida. E isso me faz sair do estado de choque que eu me encontrava. Evitei sair pela porta, assim como Isabella usei a janela e fui ao encontro dela.

- Alice. — Eu chamei assim que a avistei conversando com Jasper, eles estavam na praça. – Preciso falar com você.

- Pode ser em outro momento? — Ela perguntou, parecia que ela e Jasper estavam tendo um momento ruim.

- Não. Tem que ser agora. — Digo. – Qual foi sua visão sobre Bella? Algum tempo atrás Bella disse que você tentou matar ela por causa de uma visão sua. O que você viu?

Alice me olhou atentamente como se tentasse entender o que estava acontecendo, Jasper também prestava atenção na conversa, porém, agora ele tinha seu olhar voltado para a namorada.

- Bella destruiria todo esse mundo. — Alice diz.

- Como ela faria isso? — Eu pergunto.

- Ela destruiria as relíquias mágicas e depois tocaria fogo em todo esse lugar. — Alice disse. — Bella sempre foi a única que soube onde encontrar cada relíquia e sabe como destruir.

- Existe um motivo para fazer isso? Na sua visão o que levou ela a fazer isso? — Eu pergunto.

- Você estaria morto, faria ela perder a cabeça completamente. — Alice diz. — Se você morresse Bella destruiria tudo, é por esse motivo que ela briga tanto para você ficar vivo.

- E por que eu não destruiria? — Eu pergunto e ela me olha surpresa.

- Se seguir por esse caminho só comprovará o que minha avó viu. — Alice diz. — Bella já deve ter contado para você como funcionam as visões. Se você escolhe outro caminho seu futuro também muda.

- E o de Bella? — Eu pergunto. – Pode ser mudado?

- Eu não consigo ver o futuro de Bella, apenas o presente em que ela se encontra, e nem sempre é algo claro de ver, ela nunca tem um ideia só sobre o que fazer, ela sempre tem várias, suas opiniões mudam o tempo todo, seu presente também é incerto o tempo todo. Afinal, ela deveria ter morrido desde o seu primeiro dia de vida. — Alice me explica. – O que ela planeja fazer? — Alice quis saber.

- Jasper, reúna todos os nossos amigos no jardim centro-oeste. — Eu digo. — Tenho algo a informar, e um plano para montar.

Jasper se levanta assim que digo a ele o que fazer, ele apenas olha para Alice e acena levemente com a cabeça então parte, eu olho para Alice que me olha com toda atenção do mundo, ela deve estar tentando ver meu futuro novamente, no entanto ela não deixa nenhuma expressão se formar em seu rosto. Ela simplesmente me dá um sorriso tímido e some.

(...)

Quando chego na praça, Jasper, Emmett, Rosie, Jake Nessie e Eric já se encontram no local.

- Obrigado por vir. — Digo e então Thomas e Tia se juntam a nós.

- Vamos ajudar. — Thomas diz, ele segura a mão de Tia.

- Bella lembrou do seu plano, um dos dois planos. — Eu digo.

- Então conta. — Emmett diz.

- Primeiro, existe uma coisa que vocês precisam ser informados. — Eu digo e Thomas me olha dando de ombros, deixando claro que não intervirá e conto a todos sobre mim e Thomas, o que a avó da Alice viu a nosso respeito, explico cada detalhe do que poderia vir a acontecer.

- Então você tem o Livro dos Mortos. — Rosie comenta. –  Qual é o plano?

- Bella acredita que se eu escrever o nome de Margarida no Livro dos Mortos ela possa deixar de ser uma imortal. — Eu digo. — Tornado assim fácil para nós a matarmos.

- Só que também pode não dar certo. — Jasper diz. — Eu conheço as histórias sobre esse livro, ele controla os mortos, assim como dá vida ao morto, ele também pode destruir.

- Aí entra o plano B dela. — Thomas diz.

- Que seria? — Eric pergunta.

- Trancar Margarida na caixa de Pandora. — Eu digo.

- Mas essa caixa nunca foi vista. — Nessie diz. — É apenas uma lenda contada pelos deuses para causar medo nos humanos há muito tempo.

- Bella está com a caixa. — Digo e todos me olham surpresos. — Ela conhece todas as lendas e histórias mágicas, ela perdeu boa parte da vida estudando e buscando cada objeto mágico. Então a ideia final é trancar Margarida dentro da caixa.

- Mas também pode falhar. — Rosie diz. — Margarida não é tola, e eu tenho certeza de que Bella tem um plano final.

Eu fico em silêncio olhando para eles, eu não quero falar o que seria esse plano.

- Ela morre. — Thomas diz e eu olho para ele, Tia tem a expressão triste no rosto. –  Teremos que matar ela, foi a última coisa que ela falou.

- Não. — Rosie disse. — Não pode. Como? Edward, você vai aceitar isso? Ela é sua alimentadora!

- Ela disse que não é minha escolha. — Eu digo, quase sem voz. – É por isso que os dois primeiros planos tem que dar certo, precisamos que dê certo.

- Vamos ajudar. — Rosie diz e Emmett levanta com ela.

- Eu ajudo. — Emmett fala. — Se for para manter ela viva vamos lutar com tudo o que temos para esse plano dar certo.

- Preciso que vocês treinem. — Digo. — Fiquem cada vez mais fortes.

- Alice disse que temos apenas duas semanas. — Jasper fala, depois de muito tempo apenas ouvindo. – Ela viu a rainha vindo, ela e seu grande exército.

- Eu preciso avisar meus pais. — Thomas diz. — Os guardas precisam estar a postos.

E ao dizer isso Thomas some, deixando apenas nós para trás.

- Vamos lutar para ganhar. — Eu digo e todos nós juntamos as mãos simbolizando a nossa aliança.

(...)

P.O.V. Bella

Eu estava girando na cadeira do meu quarto, o escuro era inevitável já que a noite cobria todo o acampamento. Eu sabia que ele viria, ele sempre vem, mas ele estava com raiva.

- Por que? — Ele perguntou, ainda escondido na escuridão da minha varanda, deixando apenas o vento balançar a cortina.

- Por que? Eu não sei dizer.

- E você espera que eu aceite isso sem lutar? — Ele me pergunta, entrando.

- Não. — Digo, parando e ficando em pé. – Eu realmente espero que você lute.

- Bella, tem que haver outro jeito. — Ele me diz.

- Eu não sei se existe outro jeito. — Digo. — Pela primeira vez eu não tenho a resposta, estou apostando tudo nessa ideia.

Foi rápido demais, ele se moveu bem mais rápido do que o normal, me segurando com a mão na minha cintura e a outra em meu cabelo, firmando minha cabeça.


- Eu não posso perder você. — Ele diz, fazendo eu olhar em seu olhos. — Eu não vou perder você, tem que ter outro jeito.

- Eu queria ter outra solução. — Eu digo, segundando as lágrimas para não cair. — Eu queria que fosse diferente.

- Eu posso fazer você imortal. — Ele me diz.

- E transformará Margarida em uma imortal completa. — Digo. – Eu sei o que você fez naquela noite, mas precisa de mais, tente entender, me tornar imortal é o mesmo que deixar Margarida imortal.

- Bella, eu não posso viver em um mundo onde você não exista.

- Você viveu no mundo dos humanos tanto tempo sem mim. — Eu digo.

- Ninguém no mundo que te conheceu pode seguir a vida sem sua presença...

- Eu não quero morrer. — Pela primeira vez digo a verdade, eu sinto a respiração dele contra meu rosto, sua testa está apoiada contra a minha.

- Você não vai. — Ele me diz e então toma minha boca em um beijo.


(...)

O beijo que deu início a tudo foi um beijo intenso, forte e cheio de amor misturado com medo. Os toques eram mais apressados e cheio de urgência, de desejo contido nos últimos dias.




 As minhas mãos estavam em seu cabelo, assim como a dele me descabelava toda, as roupas foram sumindo pouco a pouco até não sobrar nada e eu sentir meu corpo contra a parede, onde ele me completou por inteiro. Em um ritmo lento e cheio de vigor, ele me enchia cada vez mais.








Meus gemidos eram abafados pela sua boca que tomava para si cada gemido meu, minhas unhas arranhavam suas costas, tentando fazer ele se fundir ainda mais a mim. Assim como suas mãos apertavam com mais intensidade minha bunda e minhas pernas se prendiam ainda mais em sua volta.

Quando gozamos escorregamos para chão, onde Edward distribuiu beijos e mais beijos pelo meu corpo nos deixando em chamas novamente, o ritmo era mais rápido, mais intenso, mais profundo, meu corpo curvou completamente quando explodiu em gozo e então eu senti ele me morder novamente no pescoço, bebendo do meu sangue, de certo modo acalmando assim seus batimentos.



(...)

Ninguém foi embora pela manhã, ele estava lá quando acordei, desenhando com os dedos linhas imaginárias em minhas costas, me deixando ciente de sua existência e de sua presença. Uma presença que eu não quero que deixe de existir.

- Ninguém fugiu. — Eu digo.

- Acho que já passamos dessa fase. — Ele me diz. — Já sabemos o que queremos.

- Já? — Digo, levantando o rosto e olhando para ele.

- Quero você e quero para sempre. — Ele diz e então sorri levemente de canto de lábios. — Casa comigo? Eu não vou perder você.

Minha voz sumiu completamente devido ao pedido inesperado, ele falava sério, ele dizia a verdade, será que ele tem ideia do que estava fazendo?

- Edward. — Eu disse, tão baixo mas tão baixo que fiquei com medo dele não ter ouvido.

- Só temos duas semanas. — Ele me diz. — A rainha está vindo e se um de nós pode morrer a qualquer momento, quero que você seja minha mulher.

Só quando sinto as lágrimas rolarem pelo meu rosto que me dou conta que estou chorando, Edward tem razão, nós podemos morrer, se nada der certo há grande risco de nós estarmos mortos.

- Mas nossos pais não vão deixar. — Eu digo.

- Eles não precisam saber. — Edward diz, sentando na cama e me puxando junto com ele. — Apenas nós dois, sabe que podemos celebrar essa cerimônia.

- Me encontre no jardim oeste. — Digo, me levantando. — Leve as alianças.

(...)

P.O.V. Edward

Eu estava lá esperando por ela, coloquei uma roupa legal porque o momento pedia. Fiquei esperando por alguns minutos até Bella aparecer, junto com ela estava Carmelita, ela era uma bruxa negra. Acredito que seria ela a nos casar.

- Bom, vejo que você tomou uma decisão. — Carmelita diz. — Sempre achei que acabaria assim, vocês dois.

- Aff. — Bella diz. — Faça seu papel e comece a cerimônia.

- Tá, tá, vamos começar. — Carmelita disse. — Como há muito tempo feito estou aqui para unir duas almas em um só corpo, o vento que sopra, e o sol que brilha lá no céu em um dia lindo, cumpro eu meu papel. — Ela disse, pegando minha mão e de Bella, colocando juntas sobre a dela. — Edward Masen, herdeiro do sangue de Hércules, filho puro da linha Drácula, Descendente de Zeus, deseja de livre e espontânea vontade juntar sua alma, seu corpo e sua vida a essa mulher?

- Sim. — Eu digo.

- Isabella Swan, filha legítima de Ares, excluída do mundo dos deuses, possuidora de uma maldição, reencarnação viva de Hera, aceita se ligar de corpo e alma a esse homem?

- Sim. — Bella diz.

- Se ambos confessam aceitar esse acordo eu os selo com uma gosta de sangue de cada. — Carmelita pega uma agulha dourada e espeta meu dedo mindinho e faz o mesmo com Bella, assim que o sangue aparece ela junta nosso dedos e mistura nosso sangue e então no final carimba nossa digital em um papiro bem antigo. — Assim eu selo esse casamento, que seja feita a vontade dos deuses sobre vocês.

Carmelita lança um fogo sobre o papiro antigo e ele simplesmente explode, sumindo por completo.

- O que você fez? — Eu pergunto.

- Não se preocupe, está em um lugar seguro. — Carmelita diz. — Acredito que esse casamento é segredo, e acho que seja melhor manter assim.

- Espera. — Eu digo, tirando do bolso dois anéis prateados e dourados. Havia as inicias dela e as minhas em cada anel, e uma pequena palavra, Eterno, eu me ajoelho perante a ela pegando sua mão e coloco o anel. – Me curvo perante a ti, não como Drácula, mas como homem apaixonado e selo esse momento com esse anel.

Ela me olha sorrindo abertamente e eu coloco o anel em seu dedo, ela segura meu anel e beija ele antes de colocar em meu dedo. Chegando perto me abraça e sussurra.

- Você tem meu coração. — Ela diz. – Encontrará um jeito de me trazer de volta, eu sei que vai.

Eu a abracei com força como se não quisesse deixar ela partir, e de fato não queria, Carmelita foi embora sem nem mesmo nós notarmos sua partida.  Sim, eu fiz amor com ela ali mesmo no gramado, beijei cada parte do seu corpo, me afundei o mais profundo dentro dela, ouvi cada gemido dela quanto fazia dela cada vez mais minha até explodirmos juntos em pura felicidade.






(...)



Os dias foram passando, as coisa começavam a caminhar para o fim, um fim que não sabíamos quem ganharia, todas as noite eu passava com Bella, e durante o dia treinava assim como os outros, Bella também andou treinado mas seu treinamento era diferente, Félix e Caius estavam ajudando ela a controla a caixa de Pandora, pelo que soube era uma caixa bem poderosa e Bella precisa ter cuidado pois poderia acabar presa dentro dela também. E assim a primeira semana foi passando e todos preocupados com futuro que ainda era incerto.

Estava com Bella sentado na varanda da minha casa, ela estava em meu colo e meus braços em volta da sua cintura. Estava conversando e rindo de bobagens, ela pouco falava com os outros, acho que ela tinha medo de não conseguir ser forte na frente deles.

- Eu tenho uma pergunta para te fazer já tem alguns dias. — Eu digo e ela vira o rosto para me olhar.

- Pergunta?

- Sim. — Eu digo e olho para trás para ver se meus pais estão por perto, mas ouço apenas silêncio vindo de dentro da casa. – Por que Carmelita lhe chamou de reencarnação de Hera? Quem é Hera?

— Esposa do meu pai, Ares. — Bella diz, sorrindo. — Foi ela que me salvou, pode-se dizer assim.

- Das mãos de Margarida?

- Mais ou menos. — Ela diz. — Quando eu ativei a marca da maldição pela primeira vez foi ela que me ajudou a lembrar de tudo, ela me disse como lembrar, ela apontou o caminho para as relíquias, eu achei cada uma delas.

- Por que ela faria isso? — Eu pergunto.

- Raiva do meu pai. — Bella diz. — Ele a traiu, e não foi a primeira vez, Ares é filho de Zeus, no entanto Hércules era seu preferido e sempre foi.

- Entendi. — Digo sorrindo e beijo cada canto do seu pescoço. — Acho que podemos entrar.

- Seu pai não vai dar nem uma lição de moral? — Ela pergunta, o que me faz rir.

- Não, ele está respeitando, afinal, ele tem outras coisas para se preocupar.

- Tipo a minha morte? — Bella pergunta com um pouco de sarcasmo.

- Não é engraçado quando você fala assim. — Digo e aperto seu nariz. — Vem, vamos entrar, está ficando frio aqui fora.

Assim que entramos encontramos papai e mamãe saindo do escritório, John olha para mim e depois para Bella.

- Queria falar com você mesmo. — John diz, olhando para Bella

- Não foi eu. — Ela diz zombando.

- Você não sabe o que é e já está dizendo que não foi você? — John questiona.

— Pai, fala logo de uma vez. — Eu digo.

- Você sabia que Margarida mandou os gêmeos para buscar Dom, por quê? O que ela quer com Dom, o filho de Apolo?

- Você sabe o por quê? — Elizabeth diz, quando Bella fica calada.

- Ah, é melhor nos sentamos. — Bella diz e me puxa em direção ao sofá. — Apolo deu às bruxas brancas o conhecimento para criar a Rosa de Ouro, ela contém pequenos fragmentos da carruagem de Apolo, por isso é tão poderosa.

- Mas não é por isso que ela quer, não é mesmo? — Elizabeth diz.

- Você sabe quem é minha mãe e sabe o que ela quer. —  Bella diz. — Por isso mandei você destruir aquela coisa.

- Ai, minha nossa. — Elizabeth diz, quando parece entender a verdade.

- O que está acontecendo? — John quis saber. — Vamos, falem.

- Há uma lenda. — Bella começa e eu estou atento a cada detalhe do que está acontecendo. — A única que eu sei que é verdadeira sobre os deuses.

- Que lenda? — Eu pergunto.

- A lenda fala sobre a carruagem de Apolo, aquela que leva o sol fazendo ele se pôr e nascer todos os dias. — Bella diz.

- Ainda não entendo. — John diz.

- Dizem que se um mortal ou imortal conseguir o controle dessa carruagem tem poder de voltar no tempo, basta fazer com que o sol se ponha ao contrário. — Bella diz e meu pai fica chocado.

- Era para ser apenas uma lenda. — John diz.

- Eu aprendi que todas as lendas são verdadeiras. — Bella informa.

- Ela queria usar o garoto para roubar a carruagem. — Elizabeth diz em choque.

- Não. — Bella diz. — Ela o usaria para controlar a carruagem, apenas alguém que tem o poder do sol correndo em suas veias pode controlar aquela carruagem. Só os descendentes de Apolo podem controlar.

- E você sempre soube disso. — Meu pai diz.

- É um dos motivo dele ainda estar vivo. — Bella diz.

- Por que ela quer voltar no tempo? — John pergunta.

- Não tenho certeza, mas tenho uma ideia. — Bella diz, pensativa.

- Destruir todos nós. — Eu digo.

- Não. — Bella diz. – Apenas um, e todo o resto se encaixa.

Todos olharam para Elizabeth que ainda estava surpresa com as novas descobertas. Bella sabia quem Margarida queria matar desde o começo, sempre foi minha mãe, é ela que Margarida quer matar. Sempre foi ela, desde o começo.

 Continua...

“Sempre achei que o casamento fosse como uma doença simples. Como catapora a qual eu estava imune.”
                                   ― Vida de Casado

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Descendentes -- Capitulo 46


Capítulo 46 – Quem eu sou?

P.O.V. Bella

Edward estava me olhando e eu não sabia se ele estava em choque ou apenas não tinha mais voz para me responder. Eu não sabia se era surpresa ou raiva o que ele sentia, mas eu sabia que parte da verdade eu já tinha falado.

- Então não era porque você não podia pisar Embaixo da Terra. — Ele diz, com a voz leve e aveludada. — Era porque apenas eu poderia pegar o Livro dos Mortos. Por que?

- É complicado. — Digo. — Tem a ver com você.

- O que tem a ver comigo? Se essa relíquia é a mais poderosa por que apenas eu posso usar ela?

- Eu não posso dizer o por quê. — Digo e ele me olha. — Eu prometi.

- Para quem? — Ele gritou, me fazendo pular em meu lugar.

- Edward, eu lhe contei sobre o livro porque você precisa saber, esse livro é responsabilidade sua, eu não posso tocar nele assim como ninguém.

- Então como você escondeu em Solo Proibido?

- Eu usei espíritos de mortos para fazer isso. — Digo. — Não é algo fácil de fazer.

- Quando você disse que ia caçar espírito com o Thomas era verdade? — Ele me pergunta.

- Eu sei que minha irmã disse que você era fraco porque não tinha uma parte do seu poder. — Eu falo. — Mas ela mentiu, de todos os Dráculas você é o mais poderoso. Eu nunca menti quando disse que se você fosse treinar com Caius você ficaria incrivelmente forte. Você só não sabe usar seus poderes. Porque falta algo, agora você tem as duas coisas, a parte da sua alma roubada e o Livro dos Mortos.

- Então todo o meu treinamento foi inútil?

- Eu não diria inútil, eu diria que Caius não poderia treinar você do jeito certo, sendo que nem ele sabe o que você realmente é.

- E por algum motivo você sabe a verdade sobre mim. — Ele me diz, está se controlando, eu posso ver a raiva em seus olhos.

- Eu salvei você porque eu sempre soube o que você é. — Digo e ele me olha. — Eu não vou dizer, não porque não quero, mas prometi isso a alguém, essas pessoas contarão a verdade. E quando você souber também saberá porque você é o único que pode controlar esse livro. O mantenha seguro porque ele é importante para você.

- Quantos segredos ainda existem? — Ele me pergunta.

- De você? Ou de mim? — Eu pergunto, só existe apenas dois segredo finais, um é sobre ele e outro é sobre mim. E nenhum dos dois eu posso dizer.

- Então existem mais segredos. — Ele diz, ficando de pé. — Você continua sendo uma caixa de segredo. — Ele me olha furioso. — Talvez a melhor descrição para você seja caixa de Pandora, se por acaso não sabe essa história.

- Claro! — Eu grito, ficando de pé, como eu não lembrei disso antes? Como eu fui tola, me preocupei o tempo todo em manter Edward seguro dele mesmo que esqueci completamente disso. – Você é um gênio! — Digo e beijo ele rapidamente em meio a animação. — Diga aos meus pais que precisei partir, mas estarei de volta em alguns dias. Por favor não diga a ninguém sobre nossa conversa.

Eu não esperei por resposta, eu estava tão animada que tudo o que eu queria era chegar logo ao meu lugar.

(...)

P.O.V. Edward

Havia se passado alguns dias desde a partida misteriosa de Bella, eu fiz o que ela pediu, avisei seus pais e também guardei o Livro dos Mortos em um lugar seguro. Meus pais estavam estranhos comigo, Thomas quase nunca estava em casa, e eu não podia culpá-lo já que ele passava todo o seu tempo com Tia, sua namorada, papai não gostou muito da ideia do seu filho estar namorando uma bruxa negra, mas mamãe disse que não era sua escolha e sim do Thomas.

- Parece preocupado. — Emmett disse, sentando ao meu lado no gramado.

- Muita coisa acontecendo.

- Está difícil. — Emmett diz. — Algumas pessoas sabem que a rainha está a caminho e não existe lugar seguro para ninguém nesse acampamento.

- Bella tinha um plano. — Eu digo.

- É, só que ela perdeu a memória. — Emmett diz. — Na verdade Bella sempre foi uma caixa de surpresa.

- Nem me fale. — Digo. — Ela me disse algumas coisas e depois simplesmente sumiu.

- Bem a cara dela. — Emmett diz. — Eu conheci Bella criança, assim que ela chegou aqui no acampamento os Swan não deixavam quase ninguém se aproximar dela. Mas Bella sempre fugia e ia para o jardim oeste onde ninguém ia e ficava lá brincando sozinha, foi lá que ela quebrou o braço, também foi lá que ela perdeu o primeiro dente. Ela não era malvada quando criança, ela era gentil e doce, mas então depois ela mudou.

- Por que está me contando isso? — Eu pergunto.

- Bella sempre soube quem ela era, mesmo todos tentando esconder um detalhe ou outro, no final ela sabia. — Emmett diz. — Eu não culpo por ela ser assim, ela daria a vida dela por algo que acreditasse. E ela acredita em você, acho que até mais do que todos nós.

- Você está dizendo que não acredita em mim?

- Não é isso, Edward. — Ele me diz. — Ela sempre teve certeza de você, em todos os momento ela sabia quem era você, não importava o que estava acontecendo, ela sempre confiou em você.  Existem muitas histórias sobre sua família, vocês foram temidos por anos, foi só quando a caçada ao Dráculas começou que vocês passaram a ficar mais sociáveis, o reino de vocês foi destruído, o castelo da família Drácula queimado e tudo sumiu, até temores sobre vocês.

- O que quer dizer isso?

- Que eu sei que Bella sabe bem mais do que nos diz, mas ela nunca nos abandonará. — Ele diz. — Ela confia em você, confie nela.

- Ela me contou uma coisa, mas não me disse o final da história porque tinha prometido a alguém que não falaria. — Eu comento. — Sabe o que é?

- Eu seria a última pessoa para quem ela contaria. — Emmett diz. — Mas talvez Thomas saiba a verdade. Eu vou indo, vou ver Rosie.

- Claro, vai lá. — Digo e volto a me deitar na grama e fechando meus olhos, então a verdade vem em minha cara como um soco dado pelo vento.

(...)

Eu entrei em casa feito um furacão indo direto para a biblioteca, era onde meus pais andavam passando muito tempo. Elizabeth, minha mãe, me olhou assustada quando empurrei a porta com força entrando, e John apenas levantou a cabeça, mas o seu olhar dizia “Ele sabe”.

- Eu só quero a verdade. — Digo. — Então comecem a falar.

Levou alguns minutos deles se olhando e então Elizabeth veio e sentou sobre a mesa de frente para mim.

- Pode sentar? — Ela perguntou.

- Acho que é melhor eu ficar em pé.

- Edward, quando você e seu irmão nasceram... — John diz. – Estávamos em paz, havia paz nesse lugar, era algo mágico viver aqui.

- Mas tudo mudou. — Elizabeth diz. – Margarida sempre foi uma bruxa de visão, ela sempre desejou duas coisas, poder e o amor do seu pai.

- E você tirou tudo isso dela. — Eu comento.

- E ela roubou vocês dois de mim. — Elizabeth diz.

- O que tudo isso tem a ver comigo?

- Uma lenda antiga de família. — Thomas diz, aparecendo atrás encostado contra a porta.

- Mais lendas da família. — Eu digo com sarcasmo e por algum motivo me lembro de Bella.

- Você e o Thomas são os primeiros gêmeos de toda a linhagem Drácula. — Elizabeth diz.

- Quando vocês nasceram foi uma bruxa branca que fez o parto de vocês. — John diz. – Ela viu o futuro dos dois assim que tocou em vocês.

- Thomas seria forte e corajoso, um filho amado e querido, forte e justo, casaria e terias filhos. — Elizabeth diz. — E então seria feliz até o dia que viraria um deus e partiria para o olimpo.

- O que ela viu sobre mim? — Eu pergunto, não gostando muito do rumo da conversa.

- Você seria cruel e não teria amor, destruiria tudo que tocasse e controlaria os mortos. — John diz. — Você seria temido por todos e odiado por muito e então destruiria esse lugar mágico com seu poder.

- E vocês acreditaram? — Eu pergunto.

- Claro que não. — Elizabeth diz, seus olhos estavam cheio de lágrimas. — Mas você foi mudando quando começou a andar, e fazer coisas...

- Vocês acreditaram. — Eu digo vendo isso.

- Não era uma bruxa qualquer. — Thomas diz. — Era uma Brandon, quem não acreditaria nela? Quando a notícia se espalhou todos tinham medo de você. Foi assim que nosso reino foi queimado e ficamos sem lar, você deveria ter morrido quando o castelo Drácula foi queimado.

- Alguém salvou você. — John diz. — Eles nos prenderam evitado que nós o salvássemos.

- Quando você foi encontrado com vida. — Elizabeth diz. — Eles descobriram que nós não podíamos morrer assim tão fácil.

- A caçada começou, todos os Dráculas que a rainha conseguiu capturar ela os matou junto com nosso reino, todos estão enterrados na terra dos Dráculas.

- Mas nenhum corpo foi visto. — Eu digo, lembrando o que Bella comentou uma vez.

- Viramos pó quando morremos, Edward. — Thomas diz. – Eu não credito que você seja capaz de fazer algo cruel, mas a bruxa Brandon nunca erraria em sua visão.

- Essa bruxa é parente de Alice Brandon? — Eu pergunto.

- Era a sua avó, ela foi capturada pela Rainha Louca e torturada até a morte para revelar a ela tudo o que sabia sobre nós, e foi assim que Margarida descobriu como nos matar.

- E como é que podemos morrer? — Eu digo irritado. — Ouço todos falarem sobre isso mas ninguém nunca disse como podemos morrer.

- Uma garra de lobisomem alfa. — John diz. – No coração, é o nosso fim. Assim como uma mordida nossa em lobisomem, é o fim deles.

- Só existe Jacob como lobisomem. — Eu comento. – Ele vem dessa linhagem, Emmett ou Eric comentaram algo sobre isso quando eu comecei a morar aqui.

- Margarida tem dois lobisomens presos em suas masmorras, todos os dois são alfa, ela tem as garras deles. — John diz. — Ela pode nos matar, e tentará isso até o final.

- Porque ela acredita que eu posso destruir tudo. — Eu digo com a voz baixa, mas minha vontade era gritar. –  Sabe, eu tinha uma vida boa morando com os humanos, Elford só me deu problemas, essa família só me deu problemas.

- Acha que ela não iria atrás de você lá? — John perguntou, irritado. — Ela foi, ela mandou aqueles malditos gêmeos irem roubar sua alma para então depois matá-lo!

- Foi Heidi que mandou. — Eu digo. – E foi Bella que me salvou!

Vejo choque passar no rosto de todos eles, então eles não sabiam que Bella tinha me salvado.

- Bella? — John diz, como se lembrasse de algo junto com minha mãe.

- Ela foi atrás de você? — Thomas sussurra. – Mas por quê?

- Ela disse que sempre soube o que eu sou. — Digo. – Do que ela está falando?

- Zeus e Hades. — Bella diz, ela está sentada na janela, havia dias que eu não via ela.

- Bella. — Eu sussurro.

- Isabella, não se atreva. — John diz.

- Chega de mentiras. — Ela diz. — Você e Thomas são como Zeus e Hades, você pode controlar os mortos e Thomas será um deus que viverá no Olimpo enquanto você não, você governará com Hades no submundo. Contraditório. — Ela diz, revirando os olhos.

- Vocês sabiam disso? — Eu pergunto.

- Não é como ela diz. — Elizabeth diz.

- Sério? Gêmeos no Olimpo? E quem assumiria o lugar de Zeus quando ele tirasse seu sono eterno? — Bella zomba. – Thomas tem uma espada de fogo, e não é porque ele morreu algumas vezes até virar semideus, é porque ele foi expulso do submundo, o que quer dizer que você é quem Hades quer.

- Você sempre soube da minha espada. — Thomas diz. – Mas você tinha perdida as lembranças. — Ele comenta.

- Recuperei todas de volta. — Ela diz. – O que me leva a dizer o por quê estou aqui.

- O que seria? — John pergunta a ela.

- Eu lembrei de como acabar com Margarida.

- Então diga. — Thomas fala.

- Não, terminem a reunião de vocês, estarei lá na sala esperando. — Bella diz e sai do mesmo jeito que entrou.

- Às vezes a minha vontade é arrancar a cabeça dessa garota. — Elizabeth diz. — No entanto ela nos ajudou muito.

- Então eu nunca serei um deus e nunca habitarei o Olimpo. — Eu comento. — Só não explica o por quê de Margarida me querer morto.

- Você não quer por perto alguém que não pode controlar, se você virar o que a Brandon falou será nosso fim. — John diz.

- É mentira. — Bella grita da sala. — Você é bem melhor do que o monstro que ela viu.

- Cala a boca, Isabella! — Elizabeth e John dizem juntos, mordo o lábio para não rir.

— Podemos terminar essa conversa outra hora. — Elizabeth diz. — Só quero que saiba de uma coisa, eu sempre amei você, e foi para te salva que te entreguei a Carlisle, ele fez a melhor escolha quando mandou você para o mundo dos humanos.

- O que o Livro dos Mortos faz? — Eu pergunto e todos naquela sala ficam chocados.

- Controla os mortos. — Bella grita da sala.

- Cala a boca, Isabella! — Eles gritam juntos e ouço a risada de Bella vindo da sala.

- Foi um livro criado por garantia, ele tem o poder de controlar os mortos, como dar vida ao morto, você pode escrever o nome da pessoa e ela voltará à vida.

— Mas não terá alma! — Bella grita novamente, o que faz meu pai bufar de raiva.

- Isso também, será alguém sem emoções, sem sentimentos e sem calor, um morto-vivo. — John diz. — Apenas nós Dráculas podemos controlar esse livro, já que estamos no estado de mortos-vivos devido a nossa imortalidade.

- Mentiroso. — Dessa vez Bella estava na porta ao lado de Thomas. — É porque vocês são os únicos que também podem destruir essa relíquia, essa é a verdade. E meu plano tem a ver com esse livro.

- Do que está falando, Bella? — Elizabeth pergunta.

- Vamos matar a rainha usando o Livro dos Mortos.

- Espera. Como? — Thomas diz, confuso.

- O livro controla os mortos, a rainha esta semimorta. — Bella diz. — Assim como também podemos colocar o nome dela no livro e ela voltará à vida, se ela está viva ela pode morrer como uma pessoa normal.

- Esse é seu plano original? — Eu pergunto, olhando para ela porque sei que é mentira, Bella conhece bem as reais consequência se fizemos isso, ela morre também.

- Não. O original é mais perigoso. — Ela diz. — Esse é apenas uma distração.

- Qual é o plano? — John pergunta.

- Trancar ela na caixa de Pandora.

- A caixa existe? — Pergunto, surpreso.

- Claro. — Bella diz. — E foi você que me deu a ideia.

- Você? — Minha família diz, me olhando surpresos.

- Não era a intenção. — Digo, nem sabendo como fiz isso mesmo.

- Mas tem um detalhe. — Elizabeth diz. — Não sabemos onde a caixa está, se ela de fato está aqui.

- Ela está comigo. — Bella diz. — Eu sabia onde ela estava, e não me olhem assim, eu conheço todas as lendas, eu gostava de ler quando criança, era o único momento de paz que eu tinha.

- Se a caixa de Pandora está com você... — Thomas diz. –  Então a lenda é verdadeira.

- Oh, você quer dizer da Esperança estar presa? — Bella pergunta.

- Sim.

- Não. — Bella diz para Thomas. — A Esperança foi solta há muito tempo, quando o caos se espalhou pelo mundo.

- Como sabe disso? — Elizabeth pergunta, olhando para Bella. – Todos sabem que Pandora fechou a caixa antes da Esperança escapar.

- E a mesma abriu quando viu o que estava acontecendo. — Bella diz. — E sabe o que aconteceu quando ela abriu a caixa?

- Não. — Eles dizem juntos.

- Hércules veio para a terra, foi assim que o mundo ganhou paz.

- Como sabe disso? — John perguntou.

- Meu pai passou anos tentando destruir você e sua família, eu passei cada segundo da minha vida quando não estava treinando lendo sobre vocês. Na verdade, sobre Hércules. Por isso conheço cada lenda da sua família, cada uma esquecida, cada lenda inventada, e também pude transitar entre os dois mundos, o nosso e o dos humanos.

John levanta uma sobrancelha, ele parecia pensativo, era como se ele analisasse a ideia de Bella, assim como ele, Thomas estava avaliando a situação também.

- Tenho uma pergunta. — Minha mãe diz. — Se nenhum dos planos não der certo o que faremos?

- Me matarão. — Bella diz e sinto o ar faltar em meus pulmões.

- O quê? Não. — Eu digo. — Essa opção não está em discussão.

- Não é sua escolha. — Bella diz, me olhando e dando um sorriso pequeno e tímido de canto. — Tem que ser minha, ela não vai parar, ela quer algo que vai além da imortalidade que ela tem.

- Ninguém vai matar você! — Eu grito.

- Ainda não é sua escolha. — Bella diz. — Antes uma vida do que várias perdidas.

- Auto sacrifício não é seu forte. — Eu digo. — Ninguém vai fazer isso.

- Lembra quando Alice teve uma visão sobre mim? — Ela falou e nós a olhamos. — Ela tentou me matar por causa dessa visão, ela me viu destruindo todo esse mundo com fogo, ela me viu perdendo o controle.

- Você tem a marca da maldição, isso faz você perder o controle. — Eu digo, tentando justificar.

- Sabe por que isso aconteceu? Sabe por que eu perdi o controle? — Bella pergunta. — A visão de Alice não mudou, continua a mesma sempre quando ela olha meu futuro, ela diz que eu bloqueio ela com relação ao meu futuro, o problema é que eu não tenho futuro, eu tenho que morrer.

- Não. — Eu digo. — Não é assim.

- Se eu não morrer você morre. — Bella diz e vejo que ela tem os olhos vermelhos começando a se encher de lágrimas, eu nunca tinha visto ela chorar a não ser naquele dia quando voltei do treinamento de Caius. – E se isso acontecer eu farei exatamente o que Alice viu, acabarei com tudo.

- Eu não posso matar você. — Eu digo e o clima em nossa volta está tenso.

- Não tem que ser você. — Bella diz. — Apenas tem que ser feito.

Eu pensei em falar algo mas Bella estalou os dedos, sumido novamente. Meus pais nada falaram, apenas ficaram em silêncio.

- Essa escolha sempre foi inevitável. — Thomas disse. — Eu sinto muito.

Então ele saiu, deixando eu sozinho e meus pais que ainda se mantinham em silêncio apenas me olhando atentamente.

Continua...

“Você lhe deu o que ele pediu, e eu, o que ele precisava.”
                                                 ― Legião