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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Descendentes -- Capitulo 29

Capítulo 29

 – Ela é a rainha

P.O.V. Bella Swan

Ouvi a porta ser aberta, e em alguns segundos as luzes se acenderam, os grande olhos verdes se iluminam ao me ver. Seus cabelos estavam soltos e ela usava um vestido azul marinho, saltos altos e estava maquiada. Elizabeth era muito bonita, não havia dúvida de que Edward tinha muito da sua beleza, assim como tinha de John também.
- Isabella. – Ela diz gentilmente, mas conheço bem aquele tom de insegurança. — Está tarde para uma visita. – Ela comenta.
- Queria falar com você. – Digo, me levantando da cadeira. – Relaxa, não vou matá-la, se esse é o seu medo.
- Seria um grande desafio para você conseguir isso. – Ela diz em sua defesa.
- Sério? Acha mesmo isso? – Vejo dúvida em seu olhar.
- O que você deseja? – Ela muda o rumo da conversa. – Edward e John não estão em casa, ainda estão no escritório com Carlisle.
- Eu sei. – Digo, caminhando pela sala. Eu conheço bem esse lugar, já morei aqui um tempo. – Sue me deixou entrar, ela me conhece.
- O que você quer?
- Na verdade, para começar... – Digo e me sento no sofá, meus sapatos estão sujos de lama, e vejo o olhar que ela me dá por isso. – Acho que conheço esse jogo, você acha que não sou boa o suficiente para seu filho, e também acha que sou problema para todos. Só quero saber qual é o seu plano em relação a Lucy.
Vejo o rosto dela mudar de cor e então ela volta à sua cor normal e seu olhar muda a um olhar de superioridade, então sei que arrogância é algo de família, odeio aquele olhar porque é o mesmo que Edward me dá quando está muito, muito bravo comigo.
- Lucy é uma amiga querida que esteve perto sempre que preciso. – Ela diz. — Não entendo onde você quer chegar.
- Ao fato dela ser a única bruxa a ocupar sua casa. – Digo.
- Eu treino Lucy desde quando ela era criança.
- Você quer casar ela com Edward. – Sou direta. — Fazendo a combinação mais perfeita, uma bruxa negra e um Drácula, gerando assim um Drácula negro. Acho que acertei a junção. – Vejo os olhos dela se arregalarem ao ver que sei. — Conheço todas as linhagem e junções delas, meus pais vem da linhagem Frank, acho que você esqueceu, o cientista louco que deu início a tudo isso. Conheço bem essa junção, foi descrita por Frank como a mais perfeita.
- Fique fora do meu caminho. – Elizabeth diz. – Você não entende, é algo que nunca foi testado.
- E você quer que isso seja algo que aconteça. – Digo. – Acho bom informar ao seu filho sobre seus planos, pode ser perigo se ele descobrir por outras fontes.
- Está me ameaçando? – Elizabeth diz.
- Por que faria isso? – Digo e ela vê que estou dizendo a verdade. — Adoro imaginar que você vai acabar descobrindo que não é possível.
- Errado, querida. – Ela diz, com um sorriso no canto dos lábios. – Eu sei que quando um Drácula se apaixona é para sempre, mas uma bruxa negra tem o poder de neutralizar esse encanto.
Levanto uma sobrancelha para ela, então dou meu melhor sorriso e vejo que ela está em duvida, ela não esperava essa reação minha.
- É, vai ser divertido. – Digo – Só cuidado, às vezes, eu fico sem coração, e sua querida Lucy pode acabar sem cabeça.
Passo por ela, saindo sem dizer mais nada, deixando uma Elizabeth de olhos arregalados e assustados para trás.
(...)
P.O.V. Rosie
Bella estava deitada na grama do jardim principal, o sol estava forte aquela manhã, Edward estava trancado dentro da sala de Carlisle novamente, com Jasper, Emmett e Jacob que haviam voltado da sua missão com Félix, John também se encontrava lá com eles.
- Essa espera está me matando. – Digo e Bella segue com os olhos fechados.
- Por que não relaxa?
- Porque não dá!
- Se eu fosse você, relaxava. – Ela diz novamente. — Soube que os pais de Emmett estão voltando para o acampamento, deveria se preocupar com isso, você vai conhecer seus sogros.
- Cala a boca. – Digo e ela sorri de canto. – Eu ainda nem sei como lidar com a relação que nós temos.
- Que seria?
- Sei lá, é difícil descrever. – Digo. – Emmett é legal, um fofo, para ser franca. Ele me deixa feliz, mas...
- Mas tem medo de ele morrer. – Ela me diz o que não quero ouvir. – Bom, sinto lhe informar, o destino de todos nós é morrer, com exceção dos deuses, esses são imortais.
- Sabe, tem horas que eu não entendo por que converso com você.
- Falta de opção melhor. – Ela me diz. – Ou Alice não é confiável o bastante para você conversar com ela.
- Como sabe disso?
- Ainda não confio na Alice, ela me ajuda, mas não dá para esquecer que ela tentou me matar. – Bella diz. – Entendo seu lado também.
- As pessoas ainda não esqueceram que estive do lado errado da força. – Digo e Bella sorri.
- Veja pelo lado bom, sua sogra pelo menos não quer casar o filho dela com uma bruxa negra para aumentar a força da família.
- Vendo por esse lado, você está mais lascada do que eu. – Digo e ela gargalha.
- Qual é a piada? – A voz de Tanya veio de atrás de nós.
- Sua morte. – Bella disse, se levantando e ficando de pé. — Bom, vejo vocês depois, tenho algo ilegal para fazer.
Ao dizer isso ela some usando o elemento vento, essa é uma das vantagens dos elementares de vento, nós aparecemos e sumimos quando bem queremos, já que o vento sempre está presente, mesmo que seja em pequena quantidade, mas ele está ali.
- Parece que ela está com pressa. – Tanya diz e me olha curiosa.
- Acredite, ela está. – Digo sorrindo, pois sei bem o que ela vai fazer.
(...)
P.O.V. Edward Cullen
A reunião com meu tio Carlisle foi longa e chata, assim que ele nos liberou, eu tratei logo de sair dali, meu pai ficou para trás, Emmett, Jasper e Jake me acompanharam.
- Está ficando difícil. – Jáke diz. — A resistência está ficando cada vez mais forte. Tem certeza de que Bella não sabe de nada?
- Ela ainda não falou nada sobre isso. – Digo, na verdade Bella não falava muita coisa, ou brigávamos ou ela simplesmente some da minha vista, e meus pais não ajudavam, estavam me deixando o mais longe dela possível.
- Cara, eu estou com fome. – Jasper disse e Emmett confirmou o pensamento dele.
Foi algo rápido, senti um braço sobre o meu e fui puxado, não deu tempo de gritar e nem mesmo de reagir, porque minha boca foi tampada.
- Relaxa. – Bella disse, assim que meus olhos encontraram os dela. — Você demorou.
E antes que pudesse responder, ela me agarrou e me beijou, não era um beijo comum, era um beijo cheio de energia e de intensidade, sua língua mergulhou na minha boca e minhas mãos, bom, as mãos foram direto para o cabelo dela, intensificando o beijo.

Isso que eu gostava nela, o modo como ela faz as pazes comigo. Minhas mãos foram escorregando pelas costas dela até chegarem em sua bunda, onde apertei e em um movimento rápido as pernas dela estavam em volta da minha cintura.
- Você está de saia. – Sussurro, próximo ao seu ouvido, enquanto beijo seu pescoço.

- Tinha planos. – Ela diz, fechando os olhos, recebendo minhas carícias em seu corpo.
Foi questão de segundos para eu me livrar da calcinha dela e ela abrir minha calça com um movimento rápido da mão dela, a porta foi fechada e em segundos eu estava preenchendo ela. 


O gemido que escapou dos nossos lábios foi único, havia um tempo que não fazíamos isso, fazer amor com Bella era sempre intenso e profundo, algo que marcava. 

A boca dela tomou a minha em um beijo e sua língua mergulhou na minha boca, assim que os movimento ficaram mais forte seu corpo estava sendo imprensado contra a parede, à medida que minha investida ganhava ainda mais força.

- Oh. – Ela gemeu alto e arranhou minha costa com força. — Estou tão perto. – Ela sussurrou.
Eu sabia que ela logo gozaria, porque ela estava me apertando cada vez com mais força. E se ela segue nesse ritmo eu também gozaria logo. Minhas investidas aumentaram e seus gemidos também, Bella era a coisa mais linda quando estava transando, ela perdia o controle. 

Ela me arranhou e me mordeu no pescoço, chupando minha pele de maneira bem intensa e ousada, o que me fez ficar mais excitado ainda. Fui aumentando o movimento do meu quadril, entrando e saindo com mais força, sentindo o atrito de sua cavidade úmida, e então ela explodiu em gozo, fazendo seu gemido soar como música para mim. Foram mais duas investidas e eu explodi em gozo, e como se fosse mantra, eu mordi seu pescoço, sugando seu sangue enquanto gozava.
A cara de Bella era a mais linda possível, ela tinha a face corada e pode acreditar, era pelo o que tínhamos acabado de fazer. Ela arrumou sua saia e suas roupas, tentou dar um jeito nos cabelos enquanto eu também arrumava minhas roupas.
- Você tem que parar de fazer isso. – Digo. – Alguém pode acabar nos vendo.
- Serio? Você se importa? – Ela provoca.
- Bella. – Digo, chegando mais perto. — Ninguém precisa ver sua carinha safada quando está gozando.
- Então você fica de olhos abertos quando estou fazendo isso?
- Porque você fica linda. – Digo e beijo seus lábios. – Vamos sair daqui, antes que alguém nos veja.
- Vamos.
Ela diz e segura minha mão, esse últimos dias eu e Bella só brigamos e nos desentendemos, ela está implicando direto com Lucy, eu questionei uma vez se isso tudo seria ciúme, mas ela sorriu na minha cara e disse: “Quando você descobrir o que é, já pode ser tarde.” Então estava ficando difícil até conversar com ela. Mas algo não mudava, essa atração, essa física e química louca que era nossa relação, que não importava, acabava voltando e ficando juntos de novo.
- Casal! – Emmett disse quando entramos no refeitório para almoçar.
- Oi, Emmett. – Bella disse e revirou os olhos. Ela estava mais sociável algumas vezes.
- Onde foi? Quando o procuramos você já tinha sumido. – Jasper comentou, Alice estava com ele.
- Ocupado. – Digo vagamente.
- Com certeza estava. – Jake diz, sorrindo abertamente da minha cara e Bella olha feio para ele. – Ok, Bellinha, você venceu.
- O que vocês ficaram fazendo na sala do primeiro ministro? – Tanya perguntou.
- Tramando sua morte. – Bella diz e ela olha feio para Bella.
Bella andava implicando demais com a Tanya, no começo eu achava também que era ciúme e o despeito pelo cara que se passava por mim ter se envolvido com ela. Mas depois vi que não era bem a cara de Bella, havia algo ali, algo que só Bella sabia.
- Isabella, você é tão sem graça. – Tanya diz e mostra a língua para Bella.
- Devia pergunta para Alice. – Bella diz. — Sabia que as bruxas preveem a morte de outras pessoas? Ela pode dizer como você vai morrer.
- Chega, Bella. – Rosie disse.
- Está bom. – Bella disse, levantando as mãos em rendição.
- Você está se tornando uma pessoa “non grata”. – Tanya disse.
- É verdade. – Lucy disse ao se sentar com a gente. — Sobre ela ser uma pessoa “non grata”, e sobre as bruxas preverem a morte de outras pessoas, alguém já previu a sua, Bella?
- Já. – Bella diz. — Alice me viu morrendo decapitada, acho que até o final desse ano isso acontece, não é mesmo, Alice?
- Não tem graça. – Alice diz e Jasper segura sua mão.
- Você brinca com a morte? – Lucy diz, séria. – É porque você nunca viu as pessoas que você ama morrerem, por isso faz piada da morte.
- Agora vai me dizer que já aconteceu com você. – Bella provoca. — Deixa eu adivinhar, seus pais morreram na sua frente, seus tios, avós, primos, todos mortos pela Rainha Louca.
- Ela decapitou todos eles e acusou de traição. – Lucy diz, irritada e olhando ferozmente para Bella. Eu conheço Bella, ela sabe ser irritante quando quer.
- E você fez o quê? – Bella perguntou. – Fugiu como uma boa covarde.
- Cala a boca. – Lucy diz.
- Chega, Bella. – Digo.
- Bom, se serve de consolo para você, eles morreram por uma boa causa. – Bella disse, com ironia.
- Você não sabe nada sobre perda. – Lucy diz e parte para cima de Bella, que reverte a situação, prendendo Lucy sobre a mesa e com o braço no pescoço dela.
- Você não sabe nada sobre mim. – Bella disse, pressionando o pescoço dela, chamando ainda mais a atenção dos outros à nossa volta. — Quer saber? Eu não tenho por quê me importar com muita coisa, foi assim que fui treinada para ser, mas não se preocupe, não tenho intenção de matar você ou os seus. Agora não fale de mim como se me conhecesse, você não sabe nada de mim.
Bella puxou ela e jogou em direção ao chão, Lucy caiu ali mesmo no meio do refeitório. Ninguém se meteu, nem mesmo eu, não por medo, mas eu sei que Bella pode ser bem mais perigosa quando está com raiva.
- Pare de me atacar, ou as coisas vão ficar bem complicadas para você. – Bella disse, ficando de pé. – Perdi a fome.
E saiu do refeitório, me deixando bastante irritado com seu comportamento e suas atitudes.
(...)
P.O.V. Bella Swan
 Alguém me seguiu quando saí do refeitório, minha paciência estava ficando cada vez menor. Eu sabia as reais intenções de Lucy, sabia as reais intenções de Tanya. O problema é que eu não confiava tanto assim nas pessoas.
- Bella! – Rosie me chamou. — Dá para ir devagar.
- Me deixa só, Rosie, não quero conversar. – Digo.
- Mas você precisa. – Rosie insiste.
Então vem como um soco no estômago, uma dor tão aguda que me faz cair.
- AH! – Eu grito e me curvo ainda mais, está doendo muito, meu corpo começa a se contorcer em dor.
- Socorro! – Ouço Rosie gritar por ajuda. – Alguém! Edward! – Ela grita novamente.
A dor toma conta e eu grito tão alto que sinto como se meus pulmões fossem explodir, ouço passos vindo e os gritos de outras pessoas, mas algo está acontecendo, bem, mais bem, bem longe ouço uma voz sussurrar algo bem lentamente e bem baixo, não entendo tudo o que ela fala, mas o final da sua fala sim: “Acaba com ela.”
Então meu grito se intensifica e estou ficando fora de controle, meu corpo todo está coberto por fogo, evitando com que as pessoas possam chegar perto de mim. Ouço mais passos e a voz de Esme dizendo alguma coisa, mas está tão vago, tudo tão vago e a dor ficando mais intensa, junto com o fogo. Eu perco o controle do elemento vento e crio uma grande ventania. Eu só preciso aguentar mais um pouco, estava quase, estava quase. Então mais um grito rasga minha garganta e ela aparece. E em um movimento rápido tudo para.
Ativo minha arma, o arco e flecha arremessando em direção à Tanya. As pessoas à nossa volta se afastam e eu vou me levantando.
- Como? – Tanya disse. – Era para você estar morta agora!
- Doeu pra cacete, mas sinto lhe informar que já senti dores piores, isso não é o bastante para me matar. – Digo, estralando meu pescoço. — Mas eu não tinha certeza de quem era, precisava esperar até você se acusar.
- O que está acontecendo? – Edward pergunta.
Então Tanya sorri, do chão sai uma raiz como cipó, que se enrosco em volta de todos ali, prendendo de baixo para cima em volta do corpo de todos, alguns conseguiram escapar, mas Rosie, Jasper, Alice, Emmett, Edward, Esme e Carlisle não conseguiram.
- Assim vocês não poderão atrapalhar. – Tanya disse. – Você deveria ter sido mais gentil.
- Sério? – Digo, ainda não estou completamente recuperada, meu corpo ainda tem reações estranhas, mas dá para ficar de pé. – Você sempre soube que não era Edward, você sabia dos metamorfos.
- Claro! – Tanya diz. — Bella, nós armamos tudo para sair perfeito, mas de fato ninguém esperava que você fosse se envolver tão profundamente com o drácula.
- Você sabia da Irina. – Eu acuso.
- Irina era apenas uma peã.
- Assim como você. – Digo.
- A diferença é que eu serei a peã que matará você.
- Cai dentro, vadia!
Tanya estava tão preocupada em me matar que nem notou o que acabava de fazer com ela, assim como os outros não notaram também. Ela partiu para cima pela primeira vez, ela ativou sua arma, ela tinha uma espada, mas eu tinha certeza que não era essa a sua arma, mas não dava tempo para conferir, em volta da gente ela fez um muro de galhos e cipós que não deixava ninguém entrar e nem sair dessa briga, a cada ataque meu ela contra-atacava, assim que ela conseguiu, me desarmou, porque eu tinha relaxado, mas não seria agora que ela me mataria. A briga passou a ser mano-a-mano, entre socos e pontapés, ela revidou cada ataque meu até que ela usou os cipós dela para me prender pelos braços e pernas.
- Acho que chegou seu fim. – Tanya disse, sorrindo. – Afinal, a filha de Ares não é tão poderosa assim.
- Tanya, não faz isso! – Edward diz, enquanto eu me debato ali.
- Meio tarde para me pedir alguma coisa. – Tanya disse. — A única coisa que eu queria de você era seu amor, poderia ser diferente, mas acabou.
- Tanya, por que está fazendo isso? – Carlisle perguntou.
- A rainha quer ela morta. – Tanya diz. — E se eu matar ela, tudo ficará bem.
- Que rainha? – Esme perguntou.
- A única rainha, Margarida é a rainha. – Tanya diz. — Bella é a única que está em seu caminho, com ela morta o mundo se curvará a ela e ao seu poder.
- Você está louca, isso nunca acontecerá. – Rosie diz.
- Para agora. – Edward disse – Por favor, pare!
- Você é revoltante. – Tanya diz. – Vou lhe contar algo que ninguém sabe, quer dizer, pode ser que uma pessoa saiba.
Todos se olham e depois olham para mim, e então Tanya sorri alegremente.
- É tudo mentira. – Tanya diz. — Sua mãe nunca poderá subir ao trono porque ela nunca será a rainha.
- Do que você está falando? – Carlisle é o primeiro a perguntar.
- Margarida armou tudo, cada detalhe da história, nunca se perguntaram como as coisas foram acontecendo? – Tanya sorri abertamente. — O rei não era rei, mas o rei falso era casado com a mãe de Margarida o que faz dela a rainha, ela tem o nome do verdadeiro rei, o que faz dela a herdeira do trono. Elizabeth, bom, sua adorável irmã, primeiro ministro, sempre foi uma peã nas mãos da rainha, ela jogou como bem queria.
- Isso é verdade? – Edward perguntou.
- Claro que é verdade. – Tanya disse. — Ouvi da boca da própria rainha.
- Como se o que ela diz pode-se escreve. – Edward diz, sarcástico.
- Bella, Bella, por que a rainha lhe quer morta? – Tanya diz e me olha enquanto seu cipós me apertam. — Você sempre soube demais, esse foi o seu problema. Se tivesse ficado na sua esse tempo todo, talvez não tivesse que morrer. – Ela gargalha e então me olha. — É mentira, a rainha quer você morta, sempre quis, você atrapalharia os planos dela.
- Eu vou matar você. – Digo e ela sorri.
- Como? Está presa, a poderosa Bella Swan, filha de Ares, temida por todos será derrotada por uma subclasse, de uma linhagem abaixo da sua. Você não é de nada, e a rainha com medo dos seus grandes poderes. Você não passa de uma farsa. MORRA! – Ela gritou as última palavras e vários espinho atravessam meu corpo, ou era para acontecer isso.
- Você tem razão, eu sou uma farsa, eu sou filha da Rainha Louca. – Digo e então corto sua cabeça com minha espada de prata. — E aprendi perfeitamente a criar ilusões como ela faz.
Enquanto o corpo de Tanya escorrega e cai no chão, os cipós que prendia todos foram morrendo e se soltando, eu não estava morta de verdade, mesmo tendo ouvido os grito de desespero de Edward e dos outros quando Tanya supostamente me matava com seus espinhos malignos. Senti os braços de Edward em volta de mim, me abraçando e me beijando, se certificando para saber se eu estava viva de fato.
- Eu estou bem. – Digo e ele me sufoca em um braço sem fim. — Eu estou bem.
- Quando você passou a dominar esse poder? – Esme me pergunta surpresa.
- Porque ela que é a rainha. – Demetri diz e Félix está com ele.
- Esse é o motivo de todos nós termos tido todo esse trabalho de treinar ela. – Félix diz.
- Lamento, Carlisle, mas eu sempre soube o que Bella era, e o que ela seria. – Caius diz, aparecendo do nada. – Ela é a rainha por lei, e é por isso que Margarida a quer tanto morta.
Em um movimento único, Félix e Demetri se viram em minha direção e se curvam em sinal de reverência.
- Salve a rainha!
Continua...

“Se você tem medo de perder não blefe, pois ninguém cairá no seu blefe.”

                                                               ― Xeque-Mate

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Noites de Tormenta-- Capitulo 16-- Tirando do serio!


Tirando do sério!

Bella estava de pé se arrumando para ir ao trabalho enquanto Edward ainda estava deitando na cama com as mãos atrás da cabeça, em uma posição altamente relaxada, observando-a. Ele a olhava atentamente, observava cada detalhe do corpo dela prestando bastante atenção em suas curvas perfeitas, realmente ela era muito linda.
– Almoça comigo? – Edward perguntou quando Bella terminava de fechar a blusa.

Ela estava usando uma saia estilo secretária, com uma bela abertura na parte de trás, camisa preta de mangas dobradas com botões na frente, os sapatos de salto fino combinavam perfeitamente com a roupa. Fez uma maquiagem leve e rápida, pois parecia que o dia seria muito quente.

– Não posso. – Falou ao terminar de passar o batom. – Tenho que arrumar  o banco de dados da livraria, por isso vou almoçar lá mesmo.

– Ok! Mas pego você no final do expediente.

– Tudo bem. – Respondeu sorrindo para ele. – Vai ficar aqui ou vai para o seu apartamento?

– Vou passar em casa, vou falar com minha mãe porque acho que ela não entendeu nada do que aconteceu.

– Ok! Vejo você  mais tarde. – Bella caminhou até a cama e deu um selinho rápido nele. – Edward não! – Disse quando ele a puxou para si, fazendo-a cair na cama e ficando por cima dela. – Eu já estou arrumada e vai me amassar toda. – Repreendeu.

– Tenho certeza que de todas as coisas que posso fazer com você, a última coisa que faria seria te amassar! – Edward disse com um sorriso safado no rosto. – Prefiro te comer todinha.

Bella sentiu seu rosto ficar quente, estava corando com esse comentário. Edward fora mais rápido e roubou-lhe um beijo chupando sua língua e invadindo sua boca. Antes que o beijo virasse algo mais Isabella conseguiu se afastar dele.

– Tenho que sair agora! – Disse ofegante e buscando por ar. – Nos vemos a noite.

– Eu pego você na saída.

(...)

Bella passou a manhã toda arrumando o banco de dados da livraria e parou apenas para almoçar com Ângela. A amiga ficou surpresa quando Isabella disse que Edward havia terminado o noivado e pedido para que ela fosse morar junto com ele.

– Bells, eu acho que você deveria pensar um pouco. – Disse preocupada com a amiga. – Ele terminou o noivado há muito pouco tempo e já está te chamando para morar com ele. Sei lá, acho isso precipitado demais.

– Eu sei! – Murmurou engolindo a comida chinesa que pediram para o almoço. – Mas sou completamente louca por ele, não sei Ângela, Edward mexe tanto comigo que fico louca só de olhá-lo.

Ângela gargalhou com o comentário da amiga.

– Você quer dizer que fica molhadinha só de olhar para ele né? – Falou meio tímida, mas não conteve o sorriso.

– Também! – Isabella acabou sorrindo. – Ele acaba comigo.

– Bells, você está virando uma depravada.

– Eu sei. – Sorriu. – E a culpa é toda dele.

Falaram de Edward no resto do almoço, do Ben e da Rose que continuava solteira a espera do seu príncipe encantado, Ângela fora embora antes das 14:00 horas e Isabella voltou ao trabalho. Ela passou a tarde toda ocupada e no fim do expediente ficou sozinha na livraria, a placa de fechada já estava na porta e algumas luzes já tinham sido apagadas, ela ainda estava presa em sua sala finalizando seu trabalho quando seu celular tocou e sorriu reconhecendo o número.

– Oi amor! – Falou sentindo um frio na espinha, pois essa era a primeira vez que o chamava assim e sentiu medo dele não gostar.

– Oi! – Ele disse contendo o riso. – Acho que vou ligar para você mais vezes, mas terá que me atender sempre desse jeito, me chamando de amor. – Riu do outro lado da linha.

Bella se sentiu aliviada, pois tinha a impressão de que ele não gostaria de ser chamando assim, sendo que ainda  estavam no começo do namoro.

– Tudo bem. – Deu um risinho nervoso. – Mas para isso terá que me  ligar mais vezes.

– Sempre minha vida! Estou aqui na porta da livraria, já está pronta?

– Ainda não terminei! Entre aí, a porta está aberta, mas traque depois que entrar.

– Ok! – Falou desligando o celular.

(...)

Edward entrou na livraria observando o lugar, era algo rústico, mas muito sofisticado, tinha um toque antigo e aconchegante. Ele andou pelo local e no final do corredor, quase perto do depósito, viu uma porta onde tinha uma luz acessa e fora em direção a ela.

– Oi! – Cumprimentou ao ver Isabella atrás de uma mesa, totalmente concentrada no computador em sua frente.

– Oi! – Respondeu dando um largo sorriso. – Senta aí, já estou quase terminando. – Apontou para a cadeira vazia à sua frente.

– Claro. – Falou caminhando em sua direção e sentando na borda da mesa. – Sua sala é bem pequena! Você deveria procurar um emprego melhor Bella, é formada e tudo, não seria difícil arrumar algo melhor.

– Eu sei! Mas por hora esse aqui serve, pois tenho que arrumar minha vida primeiro e depois mudo de emprego. – Explicou sem tirar os olhos do computador. – E você, o que vai fazer agora que está desempregado? Não está pensando em viver a minha custa né? – Brincou com ele.

– Droga! – Edward disse rindo. – Você descobriu meu plano.

 Ambos sorriram e Isabella terminou de digitar a última parte do seu texto.

– Vamos, eu já terminei! – Falou sorrindo.

Bella ficou de pé olhando para Edward que passou os olhos por todo o seu corpo, focando nos seios e nos lábios dela. Dando um sorriso torto para a menina, ele ficou de pé e caminhou em direção a ela, afastando a cadeira para longe e se colocando atrás da jovem.

– Eu já disse que você é linda? – Sussurrou beijando o pescoço dela que estava exposto devido ao coque que usava. – Você está super sexy nessa roupa, não imagina como estou duro só de te olhar.

– Edward! – Repreendeu ofegante e sentindo respiração dele contra sua pele.

– O que Bella? – Mordeu seu pescoço.

– Por favor! – Ofegou. – Eu estou no meu emprego.

– Eu sei, é por isso que estou louco para foder você em cima dessa mesa!

Um gemido escapou da boca de Bella quando ele pressionou seu corpo sobre o dela, fazendo-a se curvar um pouco sobre a mesa.

– Imagine você completamente nua sobre essa mesa. – Sussurrou em seu ouvido, apertando os seios por cima da blusa. – E meu pau dentro de sua boceta, te comendo todinha até você gozar nele.

– Aaaah! – Praticamente gemeu e gritou ao mesmo tempo. – Para de me torturar.

– Aposto que já está molhadinha! – Chupou a ponta da orelha dela e abriu os primeiros botões de sua blusa. – Sua boceta está louca para sentir meu pau a devorando.

– Edward! – Gritou fazendo-o sorrir.

– Eu sei o que quer e vou dar para você.

Ela deixou um gemido escapar de seus lábios e as mãos de Edward que estavam nos seios da menina desceram para sua saia, abriu o fecho e escorregou-a por suas pernas até cair no chão. Voltou-se para a blusa, terminou de abri-la, removendo-a juntamente com o sutiã e jogando as peças no chão. Suas mãos percorreram todo o corpo de Bella dando uma atenção especial aos seus seios, ele beliscou e apertou aqueles bicos rosados, fazendo-a gemer e se esfregar nele.

– Edward! – Suplicou.

– Shi, shi... – Murmurou com a boca no pescoço dela. – Quietinha! Seja uma boa menina que eu vou te foder todinha nessa mesa e fazer você gozar loucamente no meu pau.

Bella soltou um gemido alto e buscou por ar, sua respiração já estava ofegante e acelerada, assim como as batidas do seu coração. As mãos de Edward continuaram a torturá-la, uma delas desceu por sua barriga e entrou em sua calcinha, passando a estimular o clitóris da jovem e fazendo-a se contorcer em seus braços de tanto prazer. Aos poucos ele a penetrou com os dedos e Isabella rebolou em suas mãos até gritar e liberar o seu mel.

– Deliciosa! – Chupou os dedos melados pelo prazer de sua garota. – Se deita na mesa de bruços meu bem e empina essa bundinha gostosa que vou te comer como se deve. – Sussurrou no ouvido dela.

Bella gemeu ainda mais e fez o que ele pediu. Ela não sabia o que havia acontecido com Edward, mas estava adorando sua nova faceta no sexo e isso apenas deixava as coisas ainda mais quentes entre eles. Ela o ouviu abrir o cinto e o zíper de sua calça e não demorou muito para sentir a cabeça inchada do seu membro tocando sua entrada molhada e roçando no seu clitóris, torturando-a ainda mais.

– Tão molhadinha e pronta para ser fodida! – Disse mordendo a nuca dela.


– Aaaaahhh! – Gemeu quando Edward lhe penetrou de uma só vez. – Mais forte Edward! – Ofegou ao sentir ele meter com bastante força.

Ele investia fortemente, fazendo Isabella escorregar sobre a mesa e jogar algumas coisas no chão enquanto Edward beijava e mordia os lugares onde sua boca conseguia alcançar.

– Você fica ainda mais gostosa sendo fodida pelo meu pau, sem contar que adoro ver ele entrando e saindo de sua bocetinha apertada. – Gemeu no ouvido dela. –Rebola gostoso, vai!


Isabella praticamente gritou ao sentir Edward lhe penetrar com mais força e mais fundo. Ela rebolava buscando por seu próprio prazer e Edward ousou ainda mais quando deu-lhe o primeiro tapa na bunda, fazendo-a saltar para frente e rebolar ainda mais gostoso em seu pau, engolindo-o por completo com sua boceta. O segundo tapa na bunda a fez gemer alucinada e aumentar o ritmo de sua rebolada sendo acompanhada por uma investida que era cada vez mais profunda.

– Edward! – Gemeu alto agarrando não borda da mesa e sentindo as investidas violentas. – Eu...Eu...Eu vou...

Ela não teve tempo de completar a frase, pois Edward lhe penetrou com tanta força que fez a menina gozar gritando seu nome, o corpo dela ainda tremia quando ele a virou bruscamente sobre a mesa e tomou sua boca em beijo desesperado chupando seus lábios e voltando a meter nela com força.

As mãos de Isabella foram para o cabelo de Edward deixando-o completamente desalinhado e bagunçado, a sala estava cheirando a sexo e os corpos de ambos estavam suados. A jovem escorregava sobre a mesa lisa sem deixar de gemer a cada investida dele e aos poucos o pau de Edward começou a pulsar com mais intensidade então ele urrou de prazer e gozou enchendo a boceta de Isabella com sua porra enquanto ela gozava novamente.

– Você é louco. – Murmurou ofegante, sentindo seu peito subir e descer devido à respiração acelerada.

– A culpa é sua, pois é gostosa demais e me deixa louco por você. – Falou mordendo os lábios dela.

Ela sorriu e passou as mãos pelo rosto dele. Isabella sempre soube que Edward seria um problema desde o primeiro dia que o viu como um fantasma no seu apartamento, só não imaginava que seria um problema tão bom assim.

Continua...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Descendentes -- Capitulo 28

Capítulo 28 

– Ciúmes e ciúmes

P.O.V. Edward Cullen

A volta de Bella para o acampamento estava sendo um movimento bem agitado, o fato dela saber bem mais do que fala era o que deixava todos irritados. Minha irritação eram os meus pais, Elizabeth e John criticavam o tempo todo o comportamento dela, meu tio Carlisle tentava disfarçar, mas ele também não estava feliz com toda a situação. E ainda tinham as bruxas negras que estavam no acampamento, todos já se davam conta de que era uma guerra o que estava acontecendo à nossa volta.
- Bom dia. – Digo ao me juntar aos meus amigos na praça, esse era o ponto de encontro de todos.
Jasper estava sério, e Emmett como sempre estava com sorriso no rosto, ele era acolhedor, Tanya parecia bem irritada, talvez com ela mesma, por ter se envolvido com um metamorfo. O que me deixou bem preocupado, porque agora eu estava ciente dos seus reais sentimentos por mim.
- Onde está a sua alimentadora? – Tanya perguntou irritada.
- Com os pais. – Digo. — Ela está de castigo.
A gargalhada de Emmett foi até um alívio para quebrar o clima tenso que estava naquele local.
- Isso sim é estranho. – Emmett comenta. — Bella de castigo.
- Eu sei. – Digo e me sento em um dos banco de madeira da praça. — Mas ela tem muito respeito pelos pais, e dona Renée não está deixando ela nem sair de casa.
- Até quando o castigo dela vai durar? – Jasper perguntou, ele tinha aquele olhar estranho.
- Você não vai querer arrumar confusão com ela, vai? – Pergunto.
- Só quero conversar.
- Bom, as conversas de vocês terminam sempre com você tentando matar ela. – Eu comento.
- Dessa vez não será assim, pode acreditar. – Ele informa.
- Você pode ir na casa dela. – Digo. — Ela está recebendo visitas, porém não pode sair, eu estou indo lá busca as ampolas de sangue.
- Como estão seus pais? – Emmett pergunta.
- Bom, em relação ao eles dois está tudo ótimo. – Digo e é verdade, eles estão felizes e apaixonados. — Em relação a Bella, eles acham que eu deveria arrumar outra namorada.
- Eles estão certos. – Tanya disse, ficando de pé. — Talvez ela não seja tão boa assim para você.
- Talvez você não devesse testar a paciência dela. – Digo seriamente. – Alguma coisa aconteceu com a Bella, ela está mais fria, você pode acabar morta.
- Você parece não se importar. – Ela diz, ríspida.
- Na verdade me importo. – Digo. – Mas com Bella, não quero que ela suje as mãos de sangue sem necessidade.
- Você está igual a ela. – Tanya grunhiu. – Insensível e sem coração. Porque sua namoradinha nunca teve coração.
Tanya se retira, deixando apenas nós três na praça e um grande silêncio nos cercando.
(...)
P.O.V. Bella Swan
Nunca tinha reparado que meu quarto era tão grande até ficar trancada dentro dele de castigo, dona Renée cumpriu sua palavra e me deixou de castigo. Eu poderia fugir facilmente, mas só traria mais problemas e só ficaria pior. E as pessoas no acampamento estavam com medo de mim, algo que não é muito comum, já que todos ali tinha algum sentimento negativo sobre mim.
- Você tem visita, querida. – Renée disse, abrindo a porta e deixando Rosie entrar. – Nada de sair de casa.
Apenas acenei com a cabeça, e observei Rosie sentar na poltrona do meu quarto, de frente para a janela.
- Sério? Castigo? – Ela disse, com ironia.
- Não custa nada deixar ela feliz. – Digo e ela me olha, levantando sobrancelha.
- Como sabia? – Rosie perguntou.
- Como sabia do quê?
- De Edward e todos os outros. – Rosie diz.
- Apenas sabia, isso não basta?
- Os outros dois metamorfos que você conseguiu capturar com vida foram interrogados. – Rosie me informa.
- O que eles disseram? 
- Nada, apenas “Salve a rainha”. – Ela me informa. — E depois morreram.
- Meio dramático. – Digo e me deito na cama. — Notícias de Alice?
- Investigando. – Rosie diz e me olha. — Tenho uma pergunta para te fazer.
- Sobre?
- Essa bruxa, Lucy, o que sabe sobre ela?
- Nada, só que ela salvou a vida de Edward e é conhecida e muito querida por Elizabeth.
- Não acha estranho? – Rosie perguntou.
- O modo como a rainha admira ela? – Eu pergunto.
- Isso!
- Também já notei isso.
- Você não leu a mente da rainha?
- Não, tenho medo de que ela esteja tentando planejar minha morte. – Digo e sorrio. – Odeio ler a mente das pessoas, Rosie, é algo particular demais e privativo, não me agrada em nada fazer isso.
- Você está agindo dignamente. Quem é você e o que fez com a Bella?
- Acredite, não é fácil seguir algumas regras.
- Você quebra todas. – Rosie disse.
- O que está acontecendo entre você e Emmett? – Eu pergunto e Rosie arregala os olhos e eu sorrio. — Me parece intrigante.
- Não é nada do que você está pensando! – Rosie diz em sua defesa.
- Tarde demais, já pensei várias coisas.
- Bella, ele é amigo do meu irmão, deve ter a mesma idade que ele. – Rosie diz.
- E daí? Emmett é legal, meio idiota às vezes, mas ele deixa o ambiente com o clima mais leve quando está por perto.
- Acha que Jasper vai implicar? – Ela pergunta.
- É seu irmão, e muitas vezes age como idiota, mas ele te ama, se você estiver feliz, ele fica.
- Vou me lembra disso. – Rosie diz. — Quando sai do castigo?
- Sexta.
- Por que?
- Porque foi combinado da dona Renée, para ela não abusar da sorte. – Digo e Rosie sorri.
- Acho que Tanya não está feliz com a sua volta.
- Me diga alguém que esteja feliz com a minha volta, eu darei um beijo.
Rosie sorri e fica de pé, sei que ela já está indo, minhas conversas com ela sempre foram assim, rápidas e diretas.
- Edward. – Ela diz, respondendo minha pergunta, e está na porta. — E aposto que você está louca para ficar sozinha com ele.
Gargalho e vejo o olhar de surpresa na cara dela, é raro ela me ver sorrir, mas Edward tem esse efeito positivo sobre mim. Então sem dizer nada ela vai embora.
(...)
P.O.V. Edward Masen
Os dias foram correndo normalmente, meu pai estava sempre reunido com os Soldados de Elite do acampamento, equilibrando reunião e montando planos de ataque. Minha mãe estava sempre que podia ajudando as bruxa negras, elas ainda não eram bem vistas nos acampamento, e Lucy passou a ser uma amiga quase inseparável. Treinávamos juntos, suas habilidades são incríveis, até o próprio Demetri disse que ela era muito talentosa, Tanya ainda mantinha a mesma postura, na defensiva sempre.
Era sexta, Bella sairia do castigo hoje, mas ninguém sabia se de fato se ela sairia. Os Swan estavam marcando colado com a filha, estávamos na sala de treinamento, as aulas ainda estavam suspensa.
Eu estava treinando com Lucy, as habilidade dela poderiam ser comparadas com as de Bella, mas eu acredito que Bella ainda esteja em outro nível. Enquanto lutava eu descobri que Lucy tem como arma as espadas gêmeas, duas espadas de médio porte e de tamanho iguais, possuindo o mesmo formato e desenho, ela era incrível lutando com as espadas. Tenho certeza que minha mãe ajudou ela a chegar naquele nível. Em um movimento rápido ela me derruba e me manda ao chão, ficando por cima de mim, ela senta em cima da minha barriga, enquanto sua espada esquerda está pressionada com a ponta sobre meu pescoço.
- Você está morto. – Ela diz e dá seu melhor sorriso piscando os olhos junto. Sim ela é rápida e incrivelmente linda.
Parece que um clima estranho meio que se formou em torno de nós, algo que poderia ser classificado como atração física, depois de Bella, nunca tinha olhado para outra garota, mas Lucy era bonita sim.
- Você tem que decapitá-lo. – A voz que ecoou na sala era conhecida por todos. – Só assim poderá matar um Drácula.
- Eu sei como matá-lo. – Lucy diz, ficando de pé.
- Eu imagino que sim. – Bella diz e seu tom foi seco e irônico ao mesmo tempo. – Quer uma mãozinha? – Essa pergunta era para mim.
- Vejo que saiu do castigo. – Digo, ficando de pé e caminhando em sua direção. – Bom ter você de volta. – Digo, abraçando ela pela cintura e beijando de leve seus lábios. – Senti saudade. – Sussurro, apenas para ela, mas sei que alguns ouviram.
- Eu vejo. – Ela diz e me joga no chão. – Guarda baixa.
- Sério? Vai mesmo querer lutar comigo? – Pergunto, ainda caído no chão.
- Não, imagino que já tenha treinado bastante hoje. – Ela diz, me analisando.
- Sim. – Digo, voltando a me levanta.
- Quem sabe amanhã?
- Então luta comigo. – Lucy diz e Bella olha para ela de cima a baixo. – Ou está com medo de uma bruxa negra?
- Não, estou com medo de machucar você seriamente. – Bella diz. — A rainha pode não gostar muito.
- Apenas uma partida, sou muito curiosa em saber quais são suas reais habilidades. – Lucy diz.
- Quem sabe outro dia.
Bella deu as costas para Lucy, que não pensou duas vezes e partiu para cima de Bella, atacando por trás, a única coisa que senti foi Bella me empurrar para o lado e ativar as espadas, bloqueando o ataque.
- Depois não me culpe se não poder andar. – Bella sorri de canto, eu conheço bem aquele sorriso.
- Bella, para! - Eu digo, mas ela ataca Lucy, que até então está se defendendo bem dos ataques, mas eu conheço Bella, eu sei quem ela é. – Bella, não, para, chega! – Digo repetidamente.
Bella me ignora completamente, segue atacando Lucy que contra-ataca e então em um movimento rápido, Bella gira e em um piscar de olhos suas duas espadas estão no pescoço de Lucy, formando um X.
- Primeira regra: Nunca ataque seus inimigos pelas costas, eles podem não gostar disso e arrancar sua cabeça fora, Bruxinha. – Bella diz e solta ela, empurrando Lucy com o pé mandando ela para frente. – Você é boa, mas não se esqueça que eu sou ainda melhor.
Lucy apenas olha para Bella, desativa sua espada e sai da sala de treinamento. Demetri apenas observa de longe toda a luta assim como os outros, Rosie estava lá, ela estava ajudando Jasper a controlar melhor o elemento vento, mas ele ainda era ruim.
- Você não devia ter feito isso. – Digo e Bella me olha, levantando uma sobrancelha.
- Tenho certeza de que não foi eu que começou. Mas se está tão preocupado com ela, vai lá atrás dela.
- É o que eu vou fazer. – Digo e vejo Bella estreitar os olhos para mim. – Nem todo mundo é seu inimigo, Bella.
Digo e saio da sala, deixando ela e os outros sozinhos e vou atrás de Lucy, que está em algum lugar nesse acampamento.

Continua...

“O jeito que você se mexe enquanto dorme, o jeito que você olha antes de se mover, as estranhas decepções que você guarda, você não percebe mas estou notando.”

                   ― Nick e Norah- Uma Noite de Amor e Música