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Oi

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Descendentes -- Capitulo 43


Capítulo 43 - O meu coração é teu

P.O.V. Bella

 A enfermaria estava uma loucura quando chegamos, algumas coisas estavam pegado fogo e tinha muita coisa quebrada. Ouvimos de longe o grito de Rosie. Corremos em sua direção.

- Não! — Ela gritou.

- Rosie, contenha-se. — Esme gritou, a jovem loira estava extremamente abalada, Emmett a segurou tentando conter ela. Helena estava deitada a poucos metros dali, ela estava ferida, Marcos estava ao lado da esposa. – Estamos o perdendo. — Esme volta a comentar. — O coração está parando.

Tia passou na frente de todos, empurrando Esme para o canto e sussurrando algo que eu não consegui entender, então as pontas dos seus dedos começaram a brilhar e ela tocou diretamente no coração do jovem Hale. Foi questão de segundos, Jasper se levantou sentando na cama respirando com força e buscando ar, a sensação era como se ele estivesse se afogando e alguém o puxou para a superfície.

- Fique calmo. — Tia diz. — Você vai ficar bem, o veneno do seu organismo foi neutralizando. — Ela informa e Esme olha para ela.

- Curandeira. — Esme diz. — Sua especialidade é a cura. Você poderia ajuda os outros?

- Vou ver o que posso fazer. — Tia diz.

Esme dá algumas ordens para a enfermeira ali presente e então pede para Tia seguir ela em outra direção. Enquanto todos estão concentrados, eu sumo discretamente sem ninguém me ver.

(...)

- Onde pensa que vai? — Digo, aparecendo na entrada da porta. – Alice, é melhor voltar, Jasper vai perguntar por você.

- Ela vai matá-lo. — Alice diz. — Se eu não fizer o que ela quer ela vai matá-lo.

- Ela vai matá-lo de qualquer jeito, e você sabe disso. — Eu comento. – Melhor ficar e aproveitar os momentos que ainda tem com ele.

- Você não entende! — Ela grita e me ataca com o elemento vento, criando uma pequena ventania contra mim.

- Não, eu não entendo. — Digo e ela me olha com ódio.

- O que aconteceu com você? Você está pior.

- Eu perdi as lembranças. — Digo. – Sei como fazer, se quiser posso tirar as suas e você não lembrará dele.

 Alice partiu para cima de mim, me empurrando contra o morro que cerca o acampamento. Ela me segurava pelo pescoço.

- Você não sabe de nada. — Alice diz entre os dentes.

- Eu não esqueci que você tentou me matar.

- Devia ter feito isso quanto tive a chance. — Alice diz. — Você vai matar todos nós.

- Você vai fazer isso quando lhe entregar a Rosa de Ouro. — Eu informo. — Esquece isso, você também não vai achá-la e vai acabar morrendo.

 Alice me olha por um tempo, então a luz, consigo ver em seu olhos que ela entendeu.

- Você está com ela. — Alice diz. — Você sempre esteve com ela.

- Talvez. — Digo e ela me olha em fúria.

- Você não se importa! — Ela grita e choca meu corpo contra a parede atrás de mim. – Ela vai me matar! — Alice grita. — Ela vai matar o Jasper.

Em um movimento rápido mudo a posição, colocando Alice contra a parede lhe prendendo ali.

- Presta bem atenção. — Eu digo. — Não importa o que você diga ou faça, ela vai matar você e matar ele também, então esquece o que ela disse e se concentra no que vou dizer, existe um jeito de parar ela, é nisso que estou trabalhando, então para de ser idiota e volta agora lá para dentro.

- Como pode ter tanta certeza de que vai dar certo? — Alice quis saber.

- Vai ter apenas que confiar. — Digo, me afastando dela e a soltando. — Tia removeu o veneno do corpo dele, ele está bem.

- Como pode ter tanta confiança se você nem mesmo lembra?

- Que saco! — Eu grito e Alice me olha com os olhos arregalados. — Eu não lembro do Edward, nada em relação a ele e talvez algumas coisas sem importância, mas o resto nunca foi apagado, você esquece quem sou eu, Alice, você esquece que posso ser muitas coisas, mas no que sou boa é em não ser idiota.

- Eu sinto muito. — Alice diz. — Mas Jasper é muito importante para mim.

- Isso é problema seu, não meu. — Digo. — Entra e volte para o lado dele, recomendo você ficar por perto sempre, longe eu não posso proteger você.

Alice não diz nada, apenas sai voltando novamente para dentro do acampamento. Margarida estava fechando o cerco à nossa volta, o problema é que eu tinha um plano bem antes dela começa a se mover, o único problema é que eu não lembro qual era o plano.

(...)

P.O.V. Edward

Em meio a toda aquela confusão ninguém notou quando Bella saiu, quer dizer, ninguém além de mim, eu a segui de longe e vi toda a sua briga com Alice e o modo como ela falava com ela. Então Bella tem um plano, e por algum motivo eu estou incomodado, é como se ela não confiasse em mim, ou como se tivesse escondendo algo de mim, o que de fato ela estava.

Dois dias se passaram depois do acontecido com Jasper e no acampamento Bella estava sumida, ninguém viu ela, ninguém sabia nada dela, nem mesmo meu irmão que era seu melhor amigo não sabia dizer o que estava acontecendo.

- Rosie, ficar andando de um lado para o outro não vai ajudar. — Emmett diz.

- Eu estou com raiva. — Rosie grita. — Ela quase matou meu irmão, eu quero o coração dessa mulher em uma bandeja de prata. — Ela grita em pleno ódio.

Nós estamos sentado na praça principal, após o atentando de dois dias atrás tudo no acampamento está vazio as pessoas voltaram a ficar com medo.

- Eu juro, eu quero matar essa mulher a todo custo, e se pra isso eu tiver que arrancar o seu coração eu faço com minha mão eu mesma. — Rosie disse.

- Teria que me matar. — Bella diz, aparecendo depois de dois dias sem ninguém a ver.

- Do que você está falando? — Rosie diz. — Por que teríamos que matar você?

- Você quer o coração da rainha. — Bella comenta. — Eu sou o coração dela.

Por alguns segundo todos ficaram em silêncio, Emmett não fez nem tipo de piada boba, Rosie está completamente calada, Thomas apenas solta a respiração que ele estava prendendo e eu fico olhando para ela.

- Do que está falando, Bella? — Eu pergunto, quebrando o silêncio.

- Foi no meu peito que ela colocou o coração dela. — Ela diz e todos nós ficamos mudos novamente. — Não me olhem com pena, eu não preciso disso. E todos sabiam que a Rainha Louca tinha arrancado seu coração e escondido em algum lugar.

- Como você sabe? — Thomas pergunta, ele está tão chocado quanto os outros.

- Eu tinha sete anos quando a marca da maldição foi ativada pela primeira vez. — Bella diz. – Foi Margarida que ativou, ela ativou quando me disse que havia colocado em mim seu coração, e disse que queria de volta. Então a marca ativou quando ela tentou me matar. Eu não sabia que o que acontecia comigo era a marca do deuses.

- Você não esqueceu? — Rosie perguntou.

- Eu esqueci. — Ela diz. — Caius me salvou, do jeito errado dele, ele me salvou, eu esqueci tudo. — Bella deu sorriso tímido e me olhou. –  Existe mais de um jeito de se recuperar memórias perdidas, eu descobri isso quando a marca da maldição foi ativada novamente em mim, eu esqueci bem mais coisa do que da primeira vez. Então eu descobri como reaver algumas das lembranças. Eu lembrei dessa. Ela colocou seu coração em mim.

- Como? — Emmett perguntou.

- O encanto se chama meu coração é teu. — Tia diz, aparecendo atrás de Bella. — Foi criado por uma bruxa negra.

- Sua ancestral, Edward. — Bella diz. — Ela fez isso bem antes de Margarida, só que existe uma falha no encanto.

- Uma imortalidade nunca vem de graça. — Tia diz. — Sua ancestral morreu antes de testar o encantamento. Foi passado de geração em geração pela sua família até chegar nas mãos da sua avó e depois na sua mãe, esse encantamento foi a única coisa que sua avó não confiou a Ana.

- Ela sabia quem era Ana. — Bella diz.

- Qual é a falha? — Thomas pergunta.

- Margarida está perdendo os poderes. — Bella diz. — Ela precisa comer o meu coração para concluir o encantamento.

- Acho que vou vomitar. — Rosie diz, revirando os olhos.

- Cada segundo que eu fico viva, Margarida está mais fraca.

- Então esse é o momento para matá-la. — Emmett diz.

- Ela está ficando fraca, mas ainda é imortal, teriam que matar o seu coração. — Tia diz. — E isso significa matar a Bella.

Ninguém diz nada, nem mesmo Bella, então eu começo a me dar conta de tudo, por tudo que ela sofreu e ainda sofre sendo quem ela é.

- Tem que ter um jeito. — Thomas diz. — Não pode terminar assim, Bella não tem que morrer.

- Existe um jeito. — Tia diz. – Bella tem um plano.

- Então nos diz. — Rosie disse.

- Essa é a parte chata. — Tia diz. — Bella esqueceu o plano quando perdeu a memória.

- O quê? — Todos dizem ao mesmo tempo, eu continuo em silêncio.

- Você está recuperando as lembranças? — Eu pergunto.

- Estou. — Ela diz, me olhando nos olhos. — Só que não é assim tão fácil, é processo lento e preciso de tempo para recuperar essa lembrança.

- Quanto tempo? — Eu pergunto.

- Algumas semanas. — Bella diz. — Mas tenho uma missão para todos nós.

- Uma missão? — Emmett diz, sem entender.

- Eu sei onde está uma das cinco relíquias, eu sei onde ela está escondida, precisamos pegá-la.

- Espera. — Emmett diz. – Se você sabe onde está, Margarida pode já estar atrás dessa também, ela já deve saber.

- Não essa relíquia. — Bella diz. – Essa relíquia ela jamais pode colocar a mão.

- Por que? — Thomas pergunta.

- Digamos que ela não pode, apenas isso. — Bella diz. — Eu tenho um mapa e preciso que vocês peguem ela para mim.

- Isso quer dizer que você não vai junto? — Rosie pergunta.

- Margarida quer colocar as mãos em Alice. — Bella diz. — Eu prometi que ia proteger ela e Jasper, se eu sair do acampamento Margarida pode atacar novamente.

- Eu vou. — Thomas diz. — Tia vem comigo, e Emmett também. Se formos em um grupo pequeno levantaremos menos suspeita.

- Concordo. — Bella diz. – Eu posso ajudar em alguma coisa?

- Não precisa. — Thomas diz. — Você tem mais coisa para se preocupar. Como lembrar do plano original.

Fico apenas ouvindo eles falarem e não digo nada, eles combinam todos os detalhes e quando partirão, e então depois de tudo resolvido cada parte indo para sua casa, eles partiriam logo ao amanhecer.

- Você está calado. — Bella comenta assim que todos partiram.

- O que você espera que eu diga? — Eu pergunto. – Você sempre soube que para Margarida morrer você também teria que morre.

- Eu apenas...

- Achou melhor esconder. — Eu digo. — Mas logo de mim, você realmente tinha que esconder isso de mim?

- Você tem que entender que vocês sabendo disso, vocês também estão correndo perigo.

- Bella, eu não posso perde você! — Eu grito. — Será que você não entende isso? Eu não me importo com os outros, eu me importo com você, apenas você.

Eu sei que estou sendo egoísta, mas ela é importante para mim. Eu não posso ficar sem ela. Bella não diz nada, apenas fica me encarando por alguns segundos e então ele toma minha boca em um beijo urgente e cheio de medos.

(...)

P.O.V. Bella



Meu rosto estava em chamas, mas de tão vermelho que se encontrava, minha respiração estava ofegante, as roupas estavam espalhada pelo quarto dele, o nosso cheiro estava espalhado pelo quarto, minhas unhas aranhavam as costas dele enquanto sua boca beijava e mordia levemente o meu colo, sua língua passeava livremente de um seio para outro causando arrepios.



Tínhamos acabado de gozar, mas parecia que nosso corpo ainda queria mais, minhas pernas estavam em volta de sua cintura enquanto ele seguia sua tortura em meus seios, minha mãos ganhavam vida indo de suas costas para sua nuca, até chagarem em seu cabelos e se perderem ali.




Eu sabia que meu pescoço tinha marca de mordida, Edward nunca perdeu essa mania de me morder enquanto goza. Ele diz sempre que esse é o único momento onde eu deixo, eu fico vulnerável a ele. Os dedos dele passeavam pela lateral do meu corpo me causando um arrepio enquanto sua boca sugava meu seio direito, me fazendo gemer e me contorcer debaixo dele.

Em um movimento quase despercebido eu estava por cima dele, sentada sobre ele me movimentando, subindo e descendo sobre seu membro, agora dentro de mim me enchendo ainda mais de prazer, minhas mãos estavam espalhadas sobre seu peito, meus lábios entreabertos soltando um gemido mudo. E tendo seu olhar preso ao meu.



Arranho de leve seu peito e me curvo para frente tomando sua boca em um beijo, ele se aproveita disso para mudar nossa posição ficando por cima de mim, me penetrando mais rápido e com mais força, fazendo meu corpo esfregar em seu corpo, fazendo meus gemidos ficarem mais alto e minhas mãos inquietas puxarem seu cabelo. É claro, me fazendo gozar gritando seu nome.


Edward penetra com mais força mais algumas investida então geme meu nome e goza, eu esperei pela mordia em meu pescoço o no ombro, mas ele me beijou e com esse beijo ele derramou algo em minha boca, levei alguns minutos para entender o que ele estava fazendo, até sentir o gosto de sangue descendo por minha garganta.

- O que você fez? — Eu pergunto, empurrando ele para longe para poder olhar em seu rosto.

- Você não é a única que tem um plano. — Ele me diz e então eu sei que ele fez algo.

Levo a minha mão direita a minha boca, e Edward está sentando sobre a cama completamente nu, me olhando sereno e pleno com toda sua beleza.

(...)

P.O.V. Edward

Havia se passado três dias desde que Thomas e os outros haviam partido, Bella ainda estava irritada comigo pelo o que fiz com ela, mas me recusei a contar para ela qual era meu plano, se ela tinha um plano eu também tinha um, e tenho certeza que o meu poderia dar mais certo do que o dela. Se levarmos em conta tudo que andava acontecendo.

- Eles já deviam ter voltado. — Rosie comenta.

Ninguém além de nós sabia o real motivo da missão dele, Bella armou perfeitamente para parecer que era apenas uma missão de reconhecimento de território.

- Não é tão fácil o acesso ao lugar onde eles foram. — Bella diz, ela está deitada na grama de olhos fechados. Hoje é sábado, não havia aula.

- Então você sabe onde é o local. — Rosie comenta.

- Claro. — Ela diz e Rosie me olha e eu simplesmente dou de ombros, Bella ainda estava irritada comigo. – Eu escondi o objeto lá justamente por isso.

- Então você sabe qual foi o objeto que eles foram buscar? — Rosie pergunta.

O movimento foi rápido, em poucos segundos Bella estava sentada e com algo em sua mão, então eu e Rosie olhamos Tia, Thomas e Emmett parados a poucos metros longe de nós.

- Você nos mandou para um buraco de minhoca! — Emmett gritou.

Eles estava bem sujo e acabadinho, parecia que tinha corrido vários quilômetros.

- Para pegar um espelho quebrado ainda por cima. — Ele gritou novamente.

- Ele não está quebrado. — Bella diz, levantando. Ela tem um espelho de prata na mão, então noto que o que foi jogado em sua direção foi o objeto.

- O lugar era horrível. — Tia diz. – Minhocas gigantes, um lago de larvas nojentas e percevejos enormes! Isabella, essa foi a pior missão.

- Pelo menos vocês estão vivos. — Bella diz e eu mordo os lábios para não rir.

- Não foi legal. — Thomas diz, ele está sério. — Você pelo menos devia ter falado qual era o lugar que estávamos indo.

- Eu tentei. — Ela diz. – Foram vocês que não quiseram me ouvir.

- Mas está tudo bem com vocês? — Eu pergunto.

- Tirando esses detalhes que sua queridinha não nos falou, está tudo ótimo. — Thomas disse, ele estava de mau humor.

- Que bom. — Eu digo.

- Agora nos diz, para quê você quer isso? — Emmett pergunta.

- Com essa são três relíquias que já possuímos. — Bella diz.

- Três? — Eu digo, olhando para ela.

- Tem mais duas relíquias no acampamento. — Tia diz. – A Rosa de Ouro, e outra que não sei o nome, mas Bella conhece, pelo visto ela conhece todas.

- A Rosa de Ouro está aqui? — Thomas pergunta tão surpreso quanto outros.

Eu já sabia, Bella havia me contado duas noites atrás que a Rosa de Ouro estava aqui.

- Sim, sempre esteve. — Bella diz. — Não vou dizer onde, até porque eu não lembro onde ela está.

- E a outra relíquia? Qual é? — Emmett perguntou.

- São cinco relíquias. — Bella diz, respirando fundo. — A Rosa de Ouro que é a bússola, o Espelho Mágico, o Livro dos Mortos, a Lança de Aquiles, o Medalhão de Pégaso e a última a Coroa de Ouro.

- O que cada uma faz? —  Rosie perguntou.

- A Rosa de Ouro é a bússola. — Emmett diz. — Você já falou isso, o espelho o que faz?

- O espelho é o famoso “espelho, espelho meu”. — Bella diz.

- Você está brincando. — Rosie diz. — Era apenas uma história.

- Um clássico. — Bella diz. — Mas é real, o espelho da bruxa má, eu não posso dizer quem era a bruxa, mas seu espelho de fato era mágico. Ele mostra o que você realmente é, além do futuro, passado e presente, isso quando ele quer, ou quando ele vê algo bom em você.

- Mas ele era de bruxa. — Emmett comenta. — E ela não era legal.

- Bom, ele é um espelho, o que espera de um espelho? — Bella pergunta.

- Esperava que ele fosse maior. — Tia diz. — Ele é só um espelho de mão.

- Foi o que sobrou do espelho real. — Bella diz.

- Qual é a outra relíquia que está aqui? — Emmett pergunta.

- A Lança de Aquiles. — Bella diz. — É uma arma, ela tem consciência própria e ela escolhe seu dono. Só posso dizer que ela está aqui, a onde ela está já é outra história.

- O que a lança faz? — Thomas quis saber.

- Purifica e restaura. — Bella diz. — De acordo com o desejo do seu coração. Mas Aquiles usava ela para matar mesmo.

- Sempre achei que Aquiles tinha um arco. — Rosie comenta pensativa.

- Ele tinha, mas foi uma flecha que acertou seu calcanhar. — Bella diz com zombaria. — A lança foi dada a ele pelo deus da guerra, meu pai. Ele tinha fé em Aquiles.

- Entendo. — Eu digo e Bella dá de ombro.

- E o Medalhão de Pégaso? — Rosie perguntou.

- Ele controla o tempo e o espaço. — Bella diz. — Você pode viajar entre os dois.

- E a Coroa de Ouro? — Thomas perguntou.

- Vocês conhecem a história de João e o Pé de Feijão? — Tia perguntou. — Foi a Coroa que condenou os gigantes.

- Espera, são história contadas para humanos durante séculos, passada de geração a geração. — Eu digo. — Eu ouvi essas histórias.

- Todas as histórias são reais. — Bella me diz. — Devia levar a sério, já que sua família está no topo das histórias e lendas.

- Mas os gingantes foram extintos. — Emmett comenta.

- Não, foram banidos por se rebelar contra o rei. — Tia diz. — A Coroa de Ouro foi feita por sete bruxas negras e cinco brancas, ela contém uma magia que faz com que os gigantes obedeçam a quem possua a coroa.

- Então esse é o poder de cada relíquia? — Thomas diz. — Se uma pessoa conseguir reunir todas elas, o que acontece?

- Essa parte da lenda nunca foi vista e nunca foi testada. — Bella diz. — Alguns dizem que um anjo concederá um desejo, outros dizem que uma fada aparecerá e concederá um desejo para quem reunir as relíquias, e outros dizem que uma das doze bruxas que criaram a coroa mágica aparecerá e concederá um desejo. A verdade é que ninguém sabe o que acontecerá, mas todas as histórias deixam claro que quem reunir as relíquias terá direito a um desejo realizado.

- Então em todos os casos, algo acontecerá. — Eu digo.

- Em todo caso todos morrerão. — Bella diz e todos nós olhamos para ela. – O quê? Só falei a verdade. — Bella olha para eles e faz careta. — Acho melhor vocês tomarem um banho, vocês estão fedendo.

- Obrigada por lembrar. — Tia diz. — Vou para casa, estou cansada mesmo. — Até mais para todos. — Ela anda na direção ao seu alojamento e para virando para nos olhar. – Como andam as coisas com Alice?

- Do jeito que sempre foi. — Bella diz.

- Onde vai guardar essa relíquia? — Tia pergunta.

- Não se preocupe, já tenho o lugar perfeito para ela.

- Até mais. — Tia diz e parte dessa vez.

- Eu também vou indo. — Emmett diz. — Preciso realmente de um banho depois de lutar com uma minhoca gigante, um banho cairia bem agora.

- Vou com você. — Rosie diz. — Até mais.

- Até. — Bella responde. – Melhor você também ir tomar banho, Thomas.

- Eu tenho uma pergunta. — Thomas diz. – Por que você tinha certeza que Margarida não iria atrás dessa relíquia?

- Como eu disse, o espelho mostra quem você realmente é. — Bella diz. — Ela já olhou nesse espelho, bem antes, e a única coisa que posso dizer e que ela não gostou nada do que viu. Evitá-lo é mais sensato.

- Certo. — Thomas diz. — Vou indo, vejo você em casa, irmãozinho.

- Ok. — Eu digo.

- Quero saber o que aconteceu entre você e Tia nessa viajem. — Bella grita antes dele desaparecer indo para casa, eu olho para ela com uma sobrancelha levantada. — O quê? Você não pode reclamar, gosto de irritá-lo.

- E por que acha que aconteceu alguma coisa?

- Eles chegaram de mãos dadas. — Bella comenta.

- Como viu se você estava deitada de olhos fechados?

- Taí algo que eu nunca vou lhe dizer, apenas saiba que eu tenho ótimos olhos. — Ela diz, rindo e caminhando de costa. – Eu tenho que ir, prometi ajudar meu pai em uma coisa.

- Tudo bem, te vejo depois. — Eu informo. — Tenho reunião agora com o papai e o primeiro ministro.

- Edward. — Bella me chama. — Não diga nada, será bem pior se mais gente souber sobre as relíquias.

- Não direi nada, esse é nosso acordo. — Digo e então ela some me deixando sozinho. – Ativar arma. —  Ativo minha arma e olho minha lança. Giro ela em minhas mãos e fico olhando por alguns segundo. – Então é você que escolhe seu dono.

Continua...

“Durante suas viagens, é importante manter sempre algo em mente: quando uma coisa termina, uma outra coisa começa.”
                                                      ― O Amor Acontece

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Descendentes -- Capitulo 42


Capítulo 42 – A Rosa de Ouro

P.O.V. Bella

Era mais um dia normal, ou quase normal, no acampamento, eu estava na praça sul, eu estava esperando por ela, como sempre ela estava atrasada.
- Está atrasada. – Digo, quando ela chega.
- Já disse, você que anda chegando antes. – Ela diz e se senta ao meu lado.
- Trouxe o que eu pedi?
- Claro. – Ela diz e me entrega um pequeno frasco com um líquido. — Não seria louca em não atender um pedido seu.
- Medo de morrer?
- Não tenho medo de morrer. – Ela diz. — Tenho uma pergunta, por que quer tanto esse encantamento?
- Não é da sua conta.
- Vamos, Bella, já tem semanas que ando te entregando essa poção do esquecimento, no mínimo devo saber para que está usando.
- Eu não vou dizer. – Digo.
- Se anda usando em você mesma será um problema. – Ela me diz. — Sabe, lembranças podem até ser ruins, mas esquecê-las é pior ainda, sempre existirá um grande vazio.
- Não vim fazer uma análise. – Digo, ficando de pé. – Se fosse faria terapia.
- Eu duvido muito que fosse fazer terapia. – Ela me diz, sorrindo. – Soube das últimas novidades?
- Do que está falando?
- Parece que encontraram a localização da Rosa de Ouro. – Ela me informa e eu olho para ela. – Não me olhe assim, eu não tenho nada a ver com isso, fiz exatamente o que você me mandou fazer, mas não tenho culpa se eles descobriram.
- Você sabe o por quê mandei esconder esse objeto.
- Existem várias lendas sobre ele, mas você deveria ter destruído ela, não escondido. – Ela me diz, levantando e batendo suas roupas. – Eles vão achar, se ela não achar primeiro, e eu sei exatamente que você sabe do que ela está atrás.
- Eu darei um jeito. – Digo.
- Você sabe por que ela deseja tanto a imortalidade?
- Eu sei.
- Então você sabe que existe um perigo bem maior do que ela.
- Seria cômico se não fosse trágico. – Eu digo. — O problema é que Margarida está disposta a trazer os mortos à vida e isso pode ser um problema.
- O problema é que ela está quase conseguindo.
- Darei um jeito nisso. – Digo. – Até mais.
- Outra coisa. – Ela diz, antes que eu sumisse. — Foi seu namorado que foi buscar a Rosa de Ouro.
Eu me viro bruscamente para poder olhar para ela, mas ela já havia sumido. Ela era tão rasteira quanto uma cobra.

(...)

Bato duas vezes na porta e fico esperando a porta ser aberta. A boa e velha senhora Sue abre a porta sorrindo para mim.
- Menina. – Ela diz. — O jovem Masen não se encontra em casa.
- Não vim falar com ele. – Digo. — Elizabeth se encontra?
- Claro, a senhora está sim. – Ela diz. — Entre.
- Obrigada. – Digo e sigo ela para dentro da casa. – Espere aqui, vou chamá-la.
Sue some e não demora muito Elizabeth aparece usando um lindo vestido longo azul marinho e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo.
- Bella, querida. – Ela diz e me cumprimenta. — Edward não se encontra.
- Não vim falar com Edward. – Digo. – Quero falar com você.
- Nossa. – Ela diz surpresa. — Em que posso lhe ajudar?
- Pode me dizer por que a máquina do tempo do meu pai sumiu?
Elizabeth me olha e eu sei que ela não esperava que eu lhe perguntasse isso.
- Ele não lembra de ter feito uma. – Digo. — Poucas pessoas conseguem apagar tão bem lembranças, mas você sabe como, essa é a sua habilidade. Existem vários tipos de bruxas negras, você e minha mãe são o que nós chamamos de bruxa completa, porque você consegue usar qualquer tipo de magia que existe, mas pode se especializar em apenas uma, minha mãe domina a ilusão, ela confunde a realidade com o não real, já você, coleciona lembranças.
- Eu não sei do que você está falando. – Elizabeth diz.
- Eu não posso fazer magia. – Digo. — Eu reconheço, é a única coisa que eu nunca poderei aprender mesmo tendo sangue de bruxa negra eu não posso lançar encantamentos, mas tenho o talento da minha mãe em criar ilusões, assim como consigo ler mentes. Não me orgulho disso, acho pessoal demais e invasivo.
- Isabella... – Ela começou.
- Eu sei que foi você que roubou a máquina do meu pai. – Digo, interrompendo ela. — Só quero saber, para o que quer?
- É uma máquina perigosa. – Ela diz, não tentando mais negar. — Se cair em mãos erradas será o nosso fim.
- Se a minha mãe descobrir ela virá atrás. – Eu digo, sabendo que isso é possível. — Por isso mandei meu pai destruir, ele construiu essa máquina para salvar a minha mãe quando ele acreditava que ela estava morta. Ele mesmo destruiria.
- Você não entende. – Elizabeth diz.
- Eu também não entendo por que mandaram uma equipe ir atrás da Rosa de Ouro, já que nós duas sabemos muito bem o que ela pode fazer.
- Você sabe?
- Sei todas as lendas que cercam esse lugar, sei da história da sua criação e dos cinco objetos mágicos, sei o que cada um deles pode fazer.
- Como? – Ela realmente está bem surpresa.
- Gosto de observar o mundo à minha volta. – Digo. — Não acha perigoso demais trazer um objeto desses para o acampamento?
- Margarida está tentando juntar os cinco objetos.
- E conceder o desejo. – Eu falo – Imagino que seja a morte de todos nós.
- Claro que não. – Elizabeth diz. — Ela pedirá o poder, e o poder dela já é forte o bastante para nos matar, ficará pior se ela ficar mais forte ainda.
- Ficará pior se ela acordar ele. – Digo e Elizabeth me olha assustada. – Conheço todas as lendas, já disse, ele apenas dorme, e ela está louca para acordar ele, ela não precisa de poder porque ela já tem, ela é imortal, assim ela só precisa dele. O problema é que ele nunca vai precisar dela.
- Eu... – Ela não consegue falar. — Como? – Elizabeth parece bem confusa com tudo o que lhe digo.
- Como? Como eu sei? – Eu questiono. — Ou como ela fará isso?
- Isabella, você precisa me dizer agora tudo o que você sabe.
- Não é assim que funciona. – Eu digo, me levantando. — Deveria destruir a relíquia, não trazê-la para cá, o acampamento não é seguro. – Eu falo, caminhando em direção à porta. – Destrua a máquina do tempo, ou ela nos destruirá.
Elizabeth não disse nada, apenas ficou me olhando em estado de choque, ela agora sabe que eu também sei.

(...)

Estava com Rosie e Tia na praça da cidade, já era noite, estava vendo as estrelas, na verdade eu estava vendo as estrelas elas estavam apenas matando o tempo.
- Emmett já voltou? – Eu perguntei.
- Ainda não. – Rosie diz.
- Teve notícias dele? – Eu pergunto.
- Não. – Ela me diz.
- Parece que vai chover. – Tia diz.
- O tempo pode mudar. – Eu comento. – É sempre assim. Assim como você, Tia. Quando vai falar com Thomas?
- O quê? – Ela diz, engasgando. – Por que eu falaria com aquele idiota?
- Porque você quer beijar ele novamente. – Eu comento e Rosie sorria ao meu lado.
- Não é verdade. – Ela diz. — Ele foi um babaca.
- Um babaca que te beijou de jeito. – Rosie comenta, se acabado de rir. — Desculpa, Tia.
- Por que fugir? – Eu digo. — Vai acabar voltando para ele mesmo, está andando em círculos.
- É verdade, se gosta dele. – Rosie comenta.
- Eu não gosto dele. – Tia diz.
- Gosta sim, e está louca para beijar ele. – Eu comento e ela bufa de raiva. — Pode fazer a cara que quiser, sabe que é verdade.
Foi quando aconteceu, eles chegaram, vários Soldados de Elite, avistei de longe Félix gritando as ordem.
- Leve os feridos para a enfermaria. – Ele ordenou, havia alguns feridos.
Avistei ao longe Edward, ao seu lado estavam Thomas e Emmett, foi quando Rosie gritou e correu, Jasper estava em uma das macas, ele estava ferido. Corremos em direção a ele.
- Jasper. – Rosie disse, havia muito sangue nele. –  O que aconteceu com ele?
- Rosie, para trás. – Esme disse, aparecendo do nada e já cuidado do jovem Hale. Helena e Marcos apareceram poucos segundos depois. — Algumas costelas quebradas e uma lesão na perna, ele teve sorte de não ter perfurado nenhum órgão vital. Leve ele para a sala de emergência, vamos começar com o Hale.
- Ele vai viver. – Eu digo e Rosie me olha feio. – O quê?
- Vou com ele. – Rosie diz.
- Eu passo lá assim que relatar sobre a missão. – Emmett diz.
- Tudo bem. – Rosie diz e beija ele, rapidamente saindo.
- O que aconteceu? – Eu pergunto.
- Apanhadores de Alma, havia muito deles. – Edward explica.
- Cidade dos Mortos, é lá que eles habitam. – Eu informo.
- Como alguém consegue controlar essas coisas? – Thomas pergunta.
- Dando uma parte de sua alma para eles. – Eu informo. — Se você não morrer no processo, você pode ser o mestre deles quando tudo acabar.
- Rosie tinha um Apanhador de Alma. – Emmett lembra. – Como?
- O acordo de Rosie com o Apanhador de Alma dela foi diferente. – Eu informo. — É melhor você não perguntar, pode deixar ela irritada, taí algo que ela gostaria de esquecer.
- Vamos. – Félix diz. — Temos que relatar a missão.
- Claro. – Eles dizem.
- Vejo vocês depois. – Edward diz, ele está tenso, eu sei.
Eles partem, indo de encontro a sala do primeiro ministro.
- Qual era a missão deles? – Tia perguntou.
- Comprar a morte. – Digo e ela arregala os olhos, então eu sorrio.

(...)

Eu entrei pela janela do quarto dele, assim que coloquei meus pés no quarto eu ataquei ele, pulando em cima dele e o beijando, beijei ele porque senti sua falta, beijei ele com urgência porque ele estava vivo e salvo, apertei seu corpo para ter certeza de que ele era real. Arranquei a camisa dele jogando em algum canto do quarto, ele puxou minha blusa tirando com facilidade. Tropeçamos em algumas coisa pelo quarto até cairmos no chão, rindo feito bobos.
 A boca dele deslizou por todo o meu pescoço, então ele foi descendo a mão pela minha barriga até encontrar o cós da minha calça, ele abriu olhando em meus olhos enquanto eu tinha um sorriso bobo na cara. Foi quando ouvimos o barulho.
- Ele está tomando banho. – Thomas disse. — Mãe, espera, não entra assim.
- Merda.
Em um movimento rápido estava flutuando com meu corpo colado ao teto do quarto dele. Com outro movimento de mão eu criei uma ilusão, me escondendo.
- Edward. – Ela disse, entrando de vez em seu quarto.
- Mãe, você podia pelo menos bater.
Elizabeth olha em volta como se suspeitasse de algo, mas eu sei que minha ilusão não tem falha, ela olhou para o filho.
- Preciso falar com vocês dois lá embaixo agora. – Ela diz. — Por favor, se vista.
- Eu ia tomar banho. – Edward informa.
- Faça isso depois. Agora vamos conversar, seu pai está esperando.
- Claro. – Edward diz.
Elizabeth sai do quarto e Thomas continua parado na porta olhando em volta.
- Eu sei que ela está aqui. – Thomas diz. – Essa foi por pouco, cunhadinha.
- Thomas. – Edward disse.
- Vamos logo ou mamãe volta aqui. – Thomas diz. — Saia pela janela, cunhadinha.
Edward bufou e empurrou o irmão para fora do quarto, fechando a porta ao sair. Voltei para o chão do quarto e vesti minha blusa, teríamos que fazer isso outra hora. Saí rapidamente pela janela.

(...)

- Sério? Aula de jardinagem? – Edward perguntou, vendo meu horário de aula, sim, as aulas tinham voltado ao normal. – Bella, você precisa treinar. – Ele me lembra.
- Ainda não. – Digo. — Gosto de flores, elas são encantadoras. – Digo, me sentando na mesa com minha bandeja de comida. – Como estão as coisas com sua família?
- Ainda estou de castigo pela morte da Lucy e por você ter sido pega seminua na minha cama.
- Quando seus pais vão superar isso? – Eu pergunto.
- Não sei. Acho que meu pai falou para o seu pai. – Ele me informa.
- Eu sei. – Digo. — Fiquei três hora ouvindo meu pai falar sobre os riscos que são uma gravidez indesejada.
- Nossa, eles são bem radicais.
- Seu pai também é bem careta. – Eu digo e ele fica frustrado.
- Nem me fala. – Edward diz, sentando também.
- Oi, vocês. – Jake disse, se juntando a nós junto com Nessie. – Soube que Jasper receberá alta amanhã.
- Bom para ele. – Digo e eles me olham. — Está bom, que ótimo.
- Você é terrível. – Edward diz, bagunçando meu cabelo. — Então o que andam fazendo? Está meio sumido, lobinho.
- Andei treinando e ensinado Nessie também a treinar.
- Não! A princesinha está sujando as mãos? Isso sim é incrível. – Comento e Edward me olha feio. – Ok. Que ótimo, parabéns.
Jake sorriu e Nessie fez uma careta, eu não havia perdido o meu humor negro, algumas vezes eu usava, o que era até relaxante já que me fazia lembrar de como eu era antes e Edward de algum modo ficava feliz com isso.
- Como estão Dom e Luke? – Eu pergunto.
- Eles estão bem.
- Devem estar mesmo, já que estão cercados por Soldados de Elite. – Emmett comenta, ele estava sentando com a gente.
- O medo da morte é o maior para aquele que pode morrer. – Eu digo e Edward me olha feio. – Está bem, vou ficar calada.
Terminamos nosso almoço, depois cada um seguiu para sua aula. O sol já estava se pondo quando eu saí do departamento de botânica do acampamento. Na praça centro-oeste, perto do alojamento das bruxas, houve uma grande explosão, havia muita fumaça e fogo vindo de lá.
- Agora ferrou. – Eu digo e vejo vários Soldados de Elite seguindo para lá.

(...)

P.O.V. Edward

Haviam vários Apanhadores de Alma, eles estavam atacando o acampamento, muita fumaça e fogo, algumas pessoas feridas, a prioridade era salvar os feridos e as pessoas inocentes que não sabiam lutar, Thomas lutava com alguns Apanhadores de Alma, assim como os outros Soldados faziam.
- Saia para uma área segura.  – Eu estava ajudando um civil a sair do fogo cruzado, foi quando aconteceu.
Eu fui atacado por um rajada de vento forte lançada contra uma árvore.
- Aonde está? – Aquela voz que pouco ouvi, mas que eu conhecia bem, se pronunciou.
- Margarida!
- Diga agora onde está a Rosa de Ouro. – Ela gritou e com um movimento da mão dela, várias adagas foram lançadas em minha direção.
Ativei minha arma, girando minha lança criando um espécie de escudo que acabou repelindo o ataque.
- Vamos, jovem Drácula, me diga onde ela está. – Ela gritou, voltando a atacar, dessa vez usando uma espada de bronze.
- A Bella não está aqui. – Eu grito, contra-atacando a ela.
Ao longe várias batalhas aconteciam, vi Emmett cair pouco a frente após ser atacado por um Apanhador de Alma, mas Rosie matou esse Apanhador antes que ele chegasse perto de Emmett novamente. Demetri lutava com três de uma vez, e os outros seguiam lutando também.
- Não quero saber da Bella. – Ela gritou. — Ainda não chegou a hora dela. Onde está a Rosa de Ouro verdadeira?
- Você a pegou. – Eu acuso, contra-atacando usando o elemento raio contra ela. O que só faz ela recuar e desviar do meu ataque.
Eu sabia que a força dessa mulher era maior do que a minha, eu sempre soube, quando ela contra-atacou mandando minha lança para longe ela me segurou pelo pescoço, me levantando e eu senti o chão sumir sob meus pés e o ar começar a me faltar.
- Eu quero a verdadeira Rosa de Ouro, onde ela está? – Margarida pergunta.
- E.U. N.Ã.O. S.E.I. – Minha voz sai arrastada e quase sem força.
- Mentira! – Ela grita e choca meu corpo contra o troco da árvore atrás de mim. – Onde está? Me diga agora ou vou quebrar o seu pescoço.
- E.U. N.Ã.O. S.E.I. – Digo novamente, o ar está me faltando e não consigo me soltar dela, ela é forte.
- Então adeus, jovem Drácula.
- Adeus, Mamãe!
Então uma espada de prata atravessa o peito dela e eu sou livre. Bella estava em pé atrás dela e de mim. Bella puxou a espada e Margarida tinha um sorriso no canto dos lábios.
- Você sabe que eu não vou morrer. – Ela diz. — É apenas mais uma das minhas ilusões.
- Você toda é uma ilusão. – Bella diz.
- Foi você, não foi? Foi você que me enganou.
- Filho de peixe, peixinho é, mamãe. – Bella responde.
- Eu vou voltar e vou pegar a Rosa de Ouro.
E então toda a sua ilusão some, Bella desativa sua arma e me oferece a mão dela para me ajudar a levantar.
- Pode ser uma ilusão, mas chega até ser real. – Bella diz. — Tome cuidado com ela, você não tem força para vencê-la.
- E você tem?
- Claro que não. – Bella diz.
Ao poucos os Apanhadores de Alma foram mortos e tivemos alguns feridos, que foram levados para a enfermaria. Carlisle e meu pai se juntaram a nós.
- O que ela queria? – Carlisle perguntou.
- Não sei. – Digo, mentindo e Bella me olha de canto de olho. – Foi um ataque repentino.
- Precisamos reforçar nossas barreiras. – Carlisle diz.
- Você tem bruxas no seu acampamento, use-as. – Bella diz.
- O que está sugerindo, Senhorita Swan?
- O encantamento de “convitileza”. – Bella diz.
- Não é uma má ideia. – John comenta e olho sem entender e meu pai nota isso. — As pessoas terão que ser convidadas para entrar no acampamento, quem não tem permissão não pode entrar.
- Mas como isso seria usado? Quer dizer, feito.
- Ela é lançada sobre os livros de registro do acampamento. – Bella diz. — Nele contém os nomes de todos os moradores desse acampamento, eles são os únicos que poderão convidar qualquer pessoa a entrar, os que não são daqui precisarão de convite.
- E os traidores? – Eu questiono.
- São banido dos livros, deixa de ser do acampamento e passam a ser ninguém, ou um andarilho. – Bella explica.
- Talvez funcione. – Eu digo.
- É uma tentativa. – Carlisle diz. – Sam, peça para Carmelita e mais duas bruxas comparecerem à minha sala, falarei com ela para lançar o encantamento.
- Claro, senhor. – Sam diz, ele é o Soldado de Elite da guarda particular do meu tio.
- Você deveria ir para casa descansar. – Meu pai diz. — Amanhã voltaremos às nossas rotinas normais.
- Claro. – Eu digo e seguro a mão de Bella. — Você não vai fugir de mim sem me explicar umas coisas. — Informo ela assim que meu pai some.
- E a mim também. – Thomas diz, aparecendo do nada.

(...)

P.O.V. Bella

Estavam todos sentados na praça: Os Masen, Rosie, Emmett, Jake e Nessie que parecia estar cada dia mais envolvida à vida no acampamento.
- Por que? – Edward perguntou.
- Sério? Acho melhor esquecer.
- Não. – Emmett disse. — Nós quase morremos para pegar essa merda, eu quero saber o que é e agora.
- Depois não digam que eu não avisei. – Digo e Edward mantém os olhos em mim. — Começou bem antes, enquanto ainda vivíamos no mundo dos humanos.
- Pula. – Edward diz. — Todos nós conhecemos essa parte.
- Verdade. – Thomas disse.
- Para criar esse mundo foram precisos cinco relíquia, alguns chamam de Relíquias da Contradição e outras da Sorte. – Eu explico. – Cada uma tem um poder diferente, juntas elas se transformam em apenas uma, e quem a possui tem direto de ter um desejo realizado.
- O que quer dizer? – Rosie quis saber.
- Que Margarida está juntando elas para um propósito maior.
- Imortal. – Thomas diz.
- Ela já e imortal. – Eu informo. – Ela quer trazer algo de volta à vida.
- Está brincando? – Emmett diz.
- Não.
- Quem? – Edward me perguntou. — Quem ela quer trazer de volta à vida?
- Itaros. – Eu digo e Rosie arregalas os olhos. – Isso aí, esse mesmo.
- Se isso for verdade, será o nosso fim. – Rosie diz.
- Ok, ok, quem é esse Itaros? – Edward pergunta, ele não conhece essa história.
- Lembra que eu disse que sua família possui várias lendas?
- O que tem?
- Ele é nosso tio. – Thomas diz. — O único capaz de nos matar.
- Bingo. – Eu digo e Edward olha de mim para Thomas.
- Como?
- Nosso avô teve um filho fora do casamento. – Thomas diz. — Ele se envolveu com a Medusa, desse envolvimento de uma noite nasceu Itaros, Medusa já tinha amaldiçoados os deuses por terem feito isso a ela, Itaros nasceu com força de mil homens e o poder de matar semideus. Sua última batalha foi contra nosso avô, o qual lançou ele em um sono profundo e até hoje ele dorme.
- Esta é apenas mais uma das lendas. – Rosie diz. — Mas nunca ninguém achou o túmulo de Itaros.
- Todas as lendas são reais. – Eu digo e Edward me olha.
- Você sabe onde está o túmulo? – Ele me perguntou.
- Não. – Eu digo. — Mas a Rosa de Ouro pode mostrar. É por isso que a Margarida quer a Rosa de Ouro.
- Afinal o que é essa Rosa de Ouro? – Emmett faz a pergunta.
- Uma bússola mágica. – Eu digo. — Você só tem que perguntar e ela te mostrará onde achar. Qualquer coisa, não importa, basta perguntar e ela te dirá.
- Se é uma bússola por que chamam de Rosa de Ouro? – Emmett perguntou novamente.
- Ela tem formato de rosa e é feita de ouro. – Eu informo. — Ela foi criada por uma bruxa.
- Alice. – Edward diz. — Foi um ancestral dela que criou.
- Foi. – Eu digo.
- Se Margarida se deu ao trabalho de vir aqui atrás da bússola é porque ela está aqui.
- Não. – Eu digo.
- Mas você sabe onde ela está? – Thomas disse.
- Tecnicamente. – Eu comento. — Eu sabia onde estava, mas esqueci junto com algumas lembranças.
- Então tecnicamente ninguém sabe? – Thomas pergunta.
- Não também. – Eu digo. — Alice pode achar ela.
- O quê? – Edward diz.
- Tem a ver com sua linhagem.
- Magia atrai magia. – Tia diz, nos informando da sua presença. – Se foi ancestral dela e se ela for dessa linhagem sem alteração, sim, ela pode achar.
- Como? – Edward pergunta.
- Sangue, magia, qualquer um dos dois pode levar uma jovem bruxa branca até a rosa. – Tia explica. — Mas sendo essa relíquia, a melhor coisa é deixar ela onde está.
- Tarde demais. – Eu digo. — Alice já está atrás.
- Como? – Rosie pergunta.
- Olhe em sua volta, tem algo acontecendo na enfermaria. – Eu digo. — Se eu quero algo que só outra pessoa tem, lógico que vou usar algo para chegar nela.
- Não. – Rosie disse, entendendo.
- Foi tudo uma distração. – Eu digo e Rosie corre em direção à enfermaria.
- O que está havendo, Bella? O que está havendo? – Edward gritou.
- Jasper está morrendo.
Todo ficam em silêncio, só então se dando conta do que está acontecendo em nossa volta.

Continua...

“Às vezes os piores bandidos... são os melhores mocinhos.”
                                                        ― Leverage